Em partida de pouca emoção e quase criatividade nenhuma, ABC e América ficam no 0 a 0

Edmo Sinedino,

histinho09_09ABC e América empataram sem gols na primeira partida da decisão do Campeonato Potiguar, 0 a 0, realizada na noite desta quarta-feira, 17, no Frasqueirão. 

A única grande chance de gol aconteceu no final, e por acaso, não foi uma jogada trabalhada. A bola sobrou para o meia atacante Anderson, que até entrou bem no jogo, e ele, cara a cara com Everton, tentou deslocar o goleiro, mas não pegou bem na bola e o jovem goleiro rubro salvou. Depois, apito final.

 Decisão em aberto, quarta-feira, 27, os times voltam a campo na Arena das Dunas, se persistir o empate o campeão será conhecido nas cobranças de penalidades. Alguém mereceu vencer?Acho que não, o placar mais justo seria mesmo o zero a zero registrado ao final da partida.

No primeiro tempo, nada de nada. Um jogo opaco, com as equipes tendo uma imensa dificuldade de criar algum tipo de jogada. Fico me perguntado: para quê tanto treino fechado, esse mistério todo, para isso? O que o ABC mostrou? Algumas jogadas de bola alçada na área, numa delas reclamou pênalti, que não houve absolutamente, de Alison Brand sobre Rodrigo Rodrigues. E uma outra nas costas do Kaike, mas que o garoto Wanderson não a aproveitou.

O América até conseguia sair. Tinha em Hiltinho sua válvula de escape. O meia tentava de todas as maneiras criar jogadas, mas exagerava um pouco na condução, além de também ter sofrido muitas faltas, inclusive tendo provocado a expulsão do volante Valdemir (foto do lance). 

O que faltou ao time rubro foram atacantes com poder de finalização e alas com passagens, quase tudo tinha que ser feito pelo trio de meiocampistas, e só Hiltinho estava bem na partida.

No segundo tempo, o ABC voltou com mudanças. Não sei se Evandro sentiu, mas tenho certeza que se tivesse continuado na partida teria feito bem melhor que o Jonathan, que nada acrescentou pelo lado esquerdo. Anderson, como sempre, entrou bem, realizou duas três boas jogadas, fez um passe perfeito, de gol, na cabeça do próprio Jonathan, para depois sumir, e aparecer no final perdendo um gol incrível.

O América também fez um segundo tempo mais organizado e com mais criação que o adversário, mas o treinador Moacir Júnior não soube tirar proveito (ele e seus jogadores) do fato de jogar mais da metade do segundo tempo com um homem a mais e ainda quase perde a partida no final.

Os meias para fazer tudo fica difícil, e até mesmo Adriano Pardal, sempre tão insinuante e perigoso, no clássico desta quarta me pareceu meio sem função em campo. Repito, um time não pode jogar sem passagens de alas, e não é possível que o treinador não enxergue. Sem falar que, não fosse problema de contusão do Diego, ele ainda teria cometido a sandice de deixar no banco seu jogador mais envolvente e criativo, o Hiltinho.

E foi esse, para mim, o retrato de mais um clássico que deixou o torcedor insatisfeito, torcedor, aliás, que compareceu, mostrou para o RN todo que a Rede Globo de Televisão não é tão poderosa como tenta aparentar. Muita gente no estádio.

No final da partida, dois jogadores experientes, Edson, goleiro do ABC, e Leandro Melo, volante do América, se estranharam, trocaram empurrões, quase provocam uma briga feia generalizada e ficaram no lucro por tomar somente cartão amarelo.


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