Doações na luta contra o coronavírus; nenhum brasileiro na lista

Edmo Sinedino,

Escrevi ontem sobre esse assunto. Ele volta à pauta hoje para aumentar minha vergonha em relação aos patrícios. Gente, não tem um brasileiro, pelo menos até agora, estou no final da noite desta quarta-feira (25), entre os doadores do combate ao novo coronavírus.

Pior: levamos outra goleada da seleção alemã, nós e o resto do mundo. A seleção doou o equivalente e R$ 13,6 milhões, 2,5 milhões de euros. 

Dias desses, aqui mesmo no blog, falei sobre o lucro da CBF, líquido de quase R$ 200 milhões. Esse Rogério Caboclo, presidente, não fica constrangido diante desse noticiário, e presidindo uma entidade milionário num país que está em crise financeira e de saúde?

Minha vergonha só aumenta, pois onde tem  tem Messi, tem Cristiano Ronaldo, e vice-versa, mas não tem Neymar e, volto a dizer, nenhum brasileiro.

Guardiola, Matuidi, Lewandovski, Inter de Milão, Mané, Ibrahimovich.

Registro especial para a dupla de atletas do Bayern de Munique Leon Goretzka e Joshua Kimich - que, além da doação conjunta de um milhão de euros ainda criaram a campanha "We Kick Corona", arrecadando mais de 3 milhões de euros e mais de 500 contribuintes.

Alguém faz campanha, doação, movimento no Brasil? De novo, pergunto: onde estão os senhores donos das maiores fortunas deste país? Encalacrados em suas mansões, protegidos contra o vírus e indiferentes ao resto do Brasil.


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