Direção do ABC ainda convive com a repercussão negativa da demissão do roupeiro Joca

Edmo Sinedino,

Continua a repercussão negativa pela demissão de João Bernardo da Silva, o Joca, roupeiro do ABC, que tem, ou tinha, nada menos que mais de 50 anos de serviços prestados ao clube. Em gravação, Joca lamenta ter sido demitido WhatsApp."Acho que eu merecia um pouco mais de consideração, que me chamasse para conversar, explicasse a situação, eu até entenderia, mas me demitr por zap", lamentou Joquinha.

Outro demitido que também causou indignação e protestos foi o administrador do estádio Frasqueirão, Luiz José. O funcionário que tinha 12 anos de ABC e que trabalhava sem carteira assinada, sem direito a férias, 13º e outras garantias obrigatórias, segundo testemunho de amigos está fazendo um sério tratamento médico e mesmo assim foi mandado embora do clube.

No twitter, o presidente do Consellho Deliberativo do ABC, Cláudio Emerenciano, que todos conhecem por sua lisura e comportamento inatacado, lamenta as decisões, justifica a posição do clube e afirma que Luiz José seria aposentado, o que teria um um impacto menor ao demitido. Logo depois, num grupo de zap, escuto da própria voz de "Seu" Luiz, como é tratado o funcionário, negando veementemente a afirmação. Ele garante que não é aposentado.

Segundo tomei conhecimento por intermédio de pessoas ligadas ao clube, a diretoria, o presidente Fernando Suassuna teria agendado um encontro com o roupeiro. Não sei se a notícia procede. No entanto, se não for agora, que seja depois de passada esse momento difícil que vivemos por conta do novo coronavírus, que haja realmente um encontro entre as partes e que a situação seja esclarecida.

O que entendo que João Bernardo da Silva, o Joca, pela história que tem com o clube ABC, serviços prestados e tudo que foi construído com seriedade, trabalho, decência e dedicação não pode ser encerrado com uma mensagem de WhatsApp.


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