CBF promove um futebol para a elite e preços da Copa América são ultrajantes

Edmo Sinedino,

Não existe uma entidade que mais trabalhe para tirar o prazer do povo pobre brasileiro que essa madrasta CBF. Suas missões claras: acabar com o futebol  nos locais mais pobres, Norte e Nordeste mais precisamente. 

O interesse é que a Séries A e B sejam tomadas pelas regiões Sudeste, Sul e Centro Oeste, deixando para a parte de cima de nosso mapa um restinho de Série C e a Série D. Evidente, com as exceções de poderosos da Bahia, Pernambucno e agora o Ceará.

Como fica claro também a cruzada, absurda, contra os menos remediados, afastando-os dos estádios, tirando de quem mais gosta, o direito de ver o esporte mais popular do país. os grandes espetáculos de futebol em nosso Brasil são estádios lotados por uma elite branca que nem gosta tanto assim.

Essa campanha começou com o fim das chamadas gerais, onde o torcedor pagava ingresso mais barato e via o jogo em pé, nada contra, bem mais perto de seus ídolos. Depois, televisão, conchavos, patrocinadores, arenas de Copa de Mundo, FIFA, CBF e interesses escusos fizeram o resto.

Essa Copa América no Brasil, da qual ficou de fora a nossa arena que os caras dizem ser a melhor do Brasil, e a de Pernambuco e Manaus, são provas desse pouco caso da CBF. Por último, o preço absurdo dos ingresssos.

Ver matéria abaixo do blog do Paulo Cobos, da ESPN

Mais caro até que na Eurocopa da rica França: Copa América trata torcedor brasileiro como um idiota e vê estádios vazios

Responda rápido: que ingresso pode ser mais caro, para um Itália x Espanha pelas oitavas de final da Eurocopa, no Stade de France, em Paris, ou para um Paraguai x Catar pela primeira fase da Copa América, no Maracanã, no Rio?

Se você cravou com certeza o duelo entre as duas potências europeias pela mais importante competição continental do futebol, errou!

Em uma região muito mais pobre do que a rica França, palco da Eurocopa de 2016, a Conmebol trata o torcedor como um idiota, cobrando uma pequena fortuna por um ingresso para a Copa América no Brasil e colhendo, como resultado, milhares de lugares vazios nos estádios, seja nos jogos da seleção brasileira ou em outros, como Venezuela 0 x 0 Peru, no sábado, que teve apenas 24% de ocupação em relação à capacidade geral da Arena do Grêmio, palco do 'confronto fantasma'. 

Na Eurocopa da França, os ingressos mais baratos para os jogos da primeira fase e também das oitavas de final custavam 25 euros, o equivalente a R$ 110 pelo câmbio atual. Na Copa América, a entrada da categoria 4, a mais barata disponível em todos os estádios, custa R$ 120 na primeira fase (nas arenas de Corinthians e Grêmio, existe um setor sem assentos que custa R$ 60).

Nos setores mais caros, a Eurocopa francesa, quase sempre com estádios lotados, tinha ingressos mais caros do que na Copa América. Mas aí entra um outro fator que mostra o desprezo ao bom senso da Conmebol.

Na França, o salário mínimo é hoje de 1.521 euros (pouco menos de R$ 6,7 mil) Assim, o ingresso mais caro da Eurocopa, o de categoria 1 da grande final, que custava 895 euros, equivalia a 58% do mínimo que um trabalhador do país ganha.

No Brasil, o salário mínimo é de R$ 998. Um ingresso para a final da Copa América no setor mais caro do Maracanã custa R$ 890, ou quase 90% do salário mínimo. Dá para comprar o tíquete e sobram R$ 108. Com o preço da bebida e da comida nos estádios, não vai dar para se esbaldar.


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