A "Casa Bandida" não liga à mínima para a Série D

Edmo Sinedino,

Um sentimento de impotência com relação ao futebol do Brasil, à CBF que não liga à mínima para os clubes que não estão no primeiro escalão do futebol brasileiro. A bagunça generalizada, vai do jeito que dá, principalmente quando você encara uma Série D do Brasileiro, onde não existe fiscalização.

A grande imprensa não liga, e não sai nada neste "quarto poder" desmoralizado, a CBF nem toma conhecimento, mesmo que absurdos estejam acontecendo. Aí vale a lei do mais forte, de quem tem mais prestígio, e nesse embate, o inútil representante de nossa FNF perde para todos, ou quase.

O América, nesta infame Série D, recebe as equipes num estádio de primeiro mundo, de Mundial, uma Arena Top, como costumam classificar os bestas daqui. E quando sai? Coitado do time rubro. Viram a qualidade do campo de Riachão do Jacuípe? Uma vergonha que um estádio sem nada - vestiário decentes, segurança, gramado, proteção - seja liberado para partidas de um campeonato brasileiro.

E  por quê é liberado? Ora, os tuchás baianos têm peso na Casa Bandida, como costuma classifica o jornalista Juca Kfouri. Isso, evidente, é decisivo. Jogar sem segurança, com risco de morte, risco de morte sim; faz o atleta render menos, isso todo mundo comprova.

O que aconteceu no estádio Walfredão no interior baiano era caso para desclassificação da Jacuipense, pois atletas, comissão técnica, torcedores (mesmo que também responsáveis pelos atos) correram o risco de morrer atingidos pela sanha de uma torcida sem controle, de um estádio sem polícia suficiente.

sabe quando a CBF vai tomar uma posição dessas? Nunca. É a continuidade da vergonhosa política do toma lá, dá cá, que vale para tudo nesse país do pesadelo que vivemos, citando como exemplo a aprovação dessa criminosa reforma da previdência.

É o país do "pobre que se exploda" como dizia o político canalha Justo Veríssimo, personagem de Chico Anísio. E hoje temos mais de 300 desse tipo em nosso Congresso Nacional. 

E se estendendo para o futebol, os "pobres que se explodam" somos nós do Nordeste, da terceira e quarta divisão, com exceção, claro, dos protegidos dos mandatários e com uma "bancada da bola" forte no outra "casa bandida".


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