Na arbitragem, apenas um erro do assistente Luiz Carlos Câmara

Edmo Sinedino,

italo_09Até a arbitragem, quando o trio é potiguar, os caras que vêm de fora querem falar mal.

Aconteceram erros de arbitragem?

Um.

Tenho absoluta convicção.

Um impedimento marcado por Luiz Carlos Câmara. O jogador do América saiu do seu campo.

O gol de Max foi ilegal. Ele estava na frente do Madson, caído no lance.

Quando a bola resvalou no Márcio Passos, naquele momento ele estava um pouco na frente.

Os jogadores, como sempre acontece quando o trio é local, reclamam muito, tentam mandar no jogo.

Acho que Ítalo Medeiros (foto) foi bem.

E foi bem numa partida tão ruim, mas tão ruim que até fica muito difícil de ser conduzida.

Em alguns jogos acontecem verdadeiros escândalos, mas ninguém fala nada.


Muito ruim a estreia de Marcelo Martelotte

Edmo Sinedino,

martelo_09Que estreia ruim a do Martelotte.

Nunca vi um América tão sem motivação, criação e definição.

Uma defesa de alas sem passagens, um meio-campo preso, com um jogador só para criar, mas amarrando numa marcação simples.

Nenhum sinal de mudança para inverter a situação...

Um ataque jogando da forma mais previsível possível.

A impressão que deu, parece absurdo, mas foi, é que as duas equipes jogaram para não correrem riscos.

Não gostei da escalação e nem da forma que o time do América jogou sob o novo comando.

Muita coisa tem que mudar.



Atuações: poucos destaques em clássico de má qualidade

Edmo Sinedino,

rogerinho_09Analiso com nota as atuações dos jogadores de ABC e América, no clássico de péssimo nível, que aconteceu neste sábado (13).

ABC

Gilvan – Não trabalhou. Não realizou uma defesa difícil. Sem nota.

Madson – Esperava que ele apoiasse muito mais. Participou pouco do jogo, certamente cumprindo ordens. Nota 4.

Suéliton – Não foi muito exigido, talvez um pouco nos primeiros 25 minutos do jogo, e só. Nota 5.

Marlon – Também trabalhou pouco. Nota 4.

Samuel – Não é sua função passar e chegar na frente. Só marcou. Nota 4.

Fábio Bahia – Praticamente não jogou, só entrou em campo para anular Artur Maia. Conseguiu, até certo ponto. Nota 5.

Daniel Amora – Se fixou na frente da defesa,m e só rebateu e marcou. Nota 4.

Somália – Não encontrou espaço em campo para trabalhar. Absolutamente fora do jogo. Justo ele de quem se espera muito. Nota 2.

Rogerinho (foto) – Numa partida de “inversões”, acho eu, foi o mais atrevido. Partiu para cima sempre e conseguiu, pelo menos, preocupar o adversário. Nota 7.

João Paulo – Atacante pouco acionado na sua melhor qualidade: velocidade. Mesmo, como vem acontecendo em todos os jogos, é quem mais busca e chuta no gol. Nota 7.

Dênis Marques – Peça nula em campo. Não abre espaços, não chega na área. Chutou uma bola no gol. E mal. Sem nota.

Lúcio Flávio – Nada fez. Sem nota.

Xuxa – Nada fez. Sem nota.

Timbó – Nada fez. Sem nota.

América

Andrey – Realizou pelo menos duas boas defesas. Nota 5.

Marcelinho – Começou bem, trabalhando em variação com o Fabinho. Depois, como todo o time. Parou. Nota 5.

Cléber – Quase não teve trabalho na partida de hoje. Nota 4.

Lázaro – Também com pouco trabalho. Nota 4.

Tiago Cristian – Ainda não entendi a opção do treinador por ele. Quase não foi à frente, e também deixou a desejar na marcação. Nota 4.

Márcio Passos – Só marcou. Ficou muito preso, como todo meio-campo do América. Não apareceu. Nota 4.

Val – Jogou como seu companheiro. Só marcando e criando quase nada. Nota 3.

Fabinho – Começou muito bem a partida. Foram suas as principais investidas iniciais. Depois parou. Ainda assim foi o melhor do América, e não sei porque saiu. Nota 7.

Artur Maia – Bem marcado, até começou bem, mas acabou preso e criando muito pouco. Deveria e poderia ter se mexido mais, mudado de lado...Nota 4.

Pimpão – Como sempre, luta, corre, busca o jogo, mas sem bom rendimento. Nota 4.

Max – Teve outra má atuação. Pouco presente na área. Não fez direito seu papel de referência. Nota 3.

Wanderson – Entrou quando já não teve mais jogo. Sem nota.

Jean Cléber – Não o vi em campo. Sem nota.

Daniel Marques – Uma bola parada ou outra. Sem nota.



ABC 0 x 0 América. Um clássico para ser esquecido

Edmo Sinedino,

denis_09ABC e América ficaram no 0 a 0, deprimente empate sem gols e sem jogadas.

Minha nossa!

Fiquei com vergonha.

Um prato cheio para os chatos pernambucanos que vêm, não sei porquê, narrar e comentar jogo em Natal.

Uma pelada de fazer raiva.

No começo da partida, e somente no começo da partida, mais ou menos até os 30 minutos, a disputa existiu, com chegada na frente das duas equipes.

Até algumas chances foram criadas de lado a lado.

Depois, não entendi, começou a modorrice. Um toque-toque para os lados e para trás.

Parece que o treinador do ABC, Zé Teodoro, agora tem um adversário à altura no quesito jogar para não ganhar.

No América, Artur Maia não saía da marcação do Fábio Bahia.

Restava a alternativa de jogadas que, até certo ponto, fluíam com o Fabinho e Marcelinho.

Mas era muito pouco.

Só um ala passando - Marcelinho -, o outro muito preso - Thiago Cristian -, enquanto que no meio-campo Val e Márcio Passos, não sei se “sob novas ordens” quase não passavam do meio-campo.

No ABC, apenas Rogerinho, surpreendente, aparecia. Criava boas alternativas, mas quase sempre em jogadas individuais.

Os alas também muito presos, Daniel Amora na cabeça da área para que o volante Bahia cuidasse exclusivamente do Artur Maia.

No ataque, Dênis Marques foi, de novo, figura nula, parece que chegou a fase do “não fazer nada em campo” e só João Paulo tentando.

O pior é que João Paulo corre,  faz jogadas, chuta no gol e mesmo assim é sempre o mais criticado da equipe.

O lance mais polêmico da partida aconteceu perto do final da primeira etapa. Max recebeu de Márcio Passos e marcou o gol, mas o assistente Luiz Carlos Câmara anulou.

Acho que ele acertou, pois o atacante rubro estava na frente do ala Madson, caído.

Assim foi o primeiro que, repito, só teve alguns lances interessantes até os 30 minutos iniciais.

O segundo tempo, sinceramente, não tenho o que escrever.

Uma mediocridade só.

Passes errados, aos montes. Muita jogada para trás e para os lados.

Os dois técnicos deram um show de retranquismo, cada qual querendo se fechar mais para não perder o jogo.

Uma pena.

Zé Teodoro tira Rogerinho, João Paulo e Somália. Muda nada. Piora. Pelo menos João Paulo estava finalizando no gol.

Deixa Dênis Marques (foto) que deu somente um chute, e mal, em todo o jogo.

Lúcio Flávio e Xuxa não merecem mais entrar em campo. E Júnior Timbó, sinceramente, não sei o que aconteceu com esse ótimo jogador.

No América, Martelotte teve uma estreia fraca. De novo, penalizando o ala Wanderson, forte na ala.

O deixou no banco, matando uma grande jogada do América, e depois colocando-o para fazer a meia.

Depois ainda faria entrar Jean Cléber no lugar de Val, volante por outro, e tirou Fabinho, outro que dinamiza e dá velocidade ao time, para fazer entrar o Daniel Marques.

Fim de jogo sem que, não me lembro, uma jogada interessante na segunda etapa.

No final da partida, de forma merecida, os torcedores vaiaram a partida.

Um clássico para ser esquecido.

*Foto: Frankie Marcone


As opções do técnico do ABC

Edmo Sinedino,

Eu fico me colocando no lugar de Zé Teodoro...

Normalmente meu pensamento não combina com o do treinador, e isso é normal.

Ele vai ter “reforços” para o clássico.

Bem sei que, e nem pode ser diferente, a dupla de ataque será formada por Dênis Marques e João Paulo.

Acho que ele já enxergou que, no momento, qualquer outra formação é impensável.

Na defesa, apesar das boas atuações do goleiro Camilo e do zagueiro Diego Jussani, acho que voltam os titulares Gilvan, Marlon e Samuel.

Assim como retorna também o Fábio Bahia, jogador que não seria titular no meu time. E Somália.

E o meio-campo vai ficar como?

Quem vai criar junto com Somália?

Não sei, talvez ele mantenha Samuel como lateral/lateral, traga Michel para o meio ao lado de Bahia e Amora, com o Somália.

Mas aí um risco: será que ele vai querer, de novo, Daniel Amora fazendo o papel de meia de ligação.

Será um engano.

Gosto do Michel, portanto, não seria titular o Bahia, e ficaria com Amora centralizado e mais Timbó e Somália.

E tem também o Marcel, que jogou muito bem em Varginha.

Luciano Amaral, João Henrique e Rodrigo Silva estão fora. Não fazem muita falta.



A segurança, reforçada, para o clássico

Edmo Sinedino,

Vi a matéria do Tiago Medeiros do Jornal 96 e tevê Tropical e fiquei aliviado.

Mesmo que, em conversa com alguns amigos policiais militares sinta a insatisfação.

Eles reclamam de um dinheiro, gratificação ou pagamento, não sei bem, que não foi repassando desde a Copa.

De qualquer forma, serão mais de 350 da polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal trabalhando no clássico.

Esse efetivo ainda vai contar com o apoio da ROCAN, Cavalaria e do Grupo de Apoio a Distúrbio do Batalhão de Choque, que vão atuar na área externa e nos corredores de acesso ao estádio.

Acho que o torcedor por ir tranquilo ver o jogão entre ABC x América.

A PM ainda vai dispor para esse confronto alguns paramentos que só foram utilizados em período de Copa do Mundo, tais como Plataforma de Observação Elevada (POE), com 14 câmeras.

O foco, fica evidente, vai ser uma vigilância cerrada e contínua sobre as ditas as torcidas organizadas. Dos dois clubes.

Este equipamento transmite todo o movimento dos arredores do estádio para o Centro Integrado de Operações, que aciona as viaturas mais próximas.

Espero que tudo funcione muito bem. Afinal, a segurança atravessa um momento difícil em nosso Estado.

De qualquer forma, cabe sempre um cuidado especial aos torcedores.

É evitar locais onde costumeiramente acontecem encontros.

E onde for registrada uma concentração, qualquer tipo de movimento suspeito, passar longe, muito, longe.


Martelotte comanda treino fechado visando o clássico

Edmo Sinedino,

Marcelo Martelotte realizou treino secreto para o clássico.

Começaram as bobagens.

O treino foi fechado para a imprensa e torcedores.

O novo treinador deve ter muitos mistérios que, certamente, deverão ser decisivos para vencer o rival ABC.

Todos têm uma invenção.

Após, o novo comandante definiu os relacionados para a partida.

Fernando Henrique e Pantera estão machucados? Mas peraí, sem querer ser chato: Fernando Henrique não estava no bando na partida passada?

E o Pantera, se machucou em treino?

Ao observar a relação não vi o nome do Alfredo. Ele é muito mais jogador que o Paulinho.

As boas novas: voltam Márcio Passos e Val.

Goleiros - Andrey e Reinaldo.

Alas da direita - Walber e Marcelinho.

Alas da esquerda - Arthur Henrique, Thiago Cristian e Wanderson.

Zagueiros - Lázaro, Zé Antonio e Cléber.

Volantes - Márcio Passos, Fabinho, Jean Cleber, Thiago Dutra, Fábio Braga e Val.

Meias - Arthur Maia e Daniel Costa.

Atacantes: Rodrigo Pimpão, Max, Isac e Paulinho.



Dayvid Sacconi ainda não tem condição de jogo

Edmo Sinedino,

Dayvid-Sacconi_340Realmente, não tem jeito, os nossos dirigentes não aprendem.

O Dayvid Sacconi, contratado recentemente, ainda vai precisar “de uns dias”.

Ele não vai para o clássico.

Além de não estar regularizado, ainda, ele disse que não bem fisicamente e pediu um tempo.

De quanto será esse tempo é importante.

O ABC precisa de um meia para ontem, anteontem...


Saudades do meu JL querido

Edmo Sinedino,

juvenal_09Segunda-feira, dia de lamentar, ou não, os resultados do ABC.

Esta segunda foi de choradeira, total.

Meu amigo Bora Porra inconsolável, pior: revoltado com o baixo nível do futebol apresentado pelo seu time.

“Faltou um triz, um triz para eu rasgar meu cartão. Não pode, não pode, não tem um jogador que se aproveite...”, lamentava com razão o apaixonado torcedor símbolo.

Conversa vai, conversa vem, nos pegamos, de novo, relembrando os velhos tempos do futebol do RN.

Os velhos bons tempos do JL, nosso querido estadinho do Tirol.

Minha história com aquele estádio que tem um lugar especial no meu coração, e começou antes até de eu conhecer meu amigo Roberto Lili – Bora Porra.

Voltei ao ano de 1968.

A gente só pensava em futebol, nem sonhava com os absurdos que aconteciam nos porões torpes da ditadura.

Eu só tinha ouvidos, aos 10 anos, para os jogos do Botafogo na Rádio Globo e de todos os jogos disputados no JL.

Um vizinho, senhor reformado da marinha, colocava sua cadeira na praça da Vila da Caixa Econômica, em frente á sua casa, um radão superportente na barriga (lembro como se fosse hoje) e eu sentava aos seus pés para ficar escutando os jogos.

Torcendo desesperadamente pela vitória de meu time.

Em dia de clássico, acreditem, a tensão era tanta que, quando a bola começava a rolar eu saía andando, fugindo de onde estivessem escutando o jogo.

Era difícil. Só queria saber o resultado no fim.

Mas especial mesmo era poder ir ao JL.

Algumas vezes acontecia de meu pai conseguir ingressos cortesias para os meus irmãos mais velhos – Eduardo e Edinaldo -, eu e Edmundo, os mais novos (ainda tinha Edward, mas ele só tinha quatro anos) íamos de godela.

Éramos levados por eles. Não pagávamos – tínhamos 9 e dez anos -, diferente da Arena hoje.

Do sábado para o domingo, quando conseguíamos as entradas, acreditem, era difícil até de pegar no sono.

Era como se fôssemos para um paraíso, assim como uma Disney para alguns babacas brasileiros de hoje.

O domingo amanhecia em festa. O corre-corre, as peladas, mas a agonia para ver a hora passar o mais rapidamente possível.

O almoço era engolido às pressas, a turma já estava se juntando na pracinha para iniciar a caminhada.

Isso mesmo, caminhada. Saíamos antes de uma hora da tarde, o jogo começava às quatro, mas sempre tinha uma preliminar.

A gente não queria perder nada.

O ingresso, produto raríssimo naqueles tempos de dureza (“Seu” Sinedino tinha que alimentar dez bocas) , era aproveitado inteiro.

A caminhada começava. Isso mesmo. Não tinha essa de carona, pegar ônibus, nada disso. Era o “expresso canelinha” mesmo.

Subíamos pela Mário Negócio, retão, passando pelo Alecrim, Praça Gentil Ferreira, relógio, Centro de saúde, Policlínica, colégio Padre Miguelinho, Igreja de São Pedro, Soledade, Benjamin Constant, Coronel José Bernardo, até chegar na subida do Baldo, passando em frente ao Municipal e subindo na Deodoro, passando no Marista para pegar a Jundiaí, até chegar na padaria e dobrar à esquerda para dar de cara com o JL.

Não tinha como não ver, no itinerário, as mansões, para nós, claro, lindas casas de muros cercados de portões de ferro.

As moradas dos Ricos que tinham dinheiro para ir todos os jogos. Eita povo feliz! Pensava eu, inocente.

Às vezes, abobalhado, parava olhando para dentro, para os jardins maravilhosos, verdinhos, lindas flores de várias cores e tamanhos, bem tratadas.

Os carros luxuosos nas garagens abertas, naquela época.

Não era raro, surgir um cachorro de raça Pastor Alemão, latindo furiosamente, e só faltava nos matar de susto, achando que a fera pularia os portões.

Era um pique só. E uma tremenda malhação e zombaria dos mais velhos.

Depois, já nas proximidades, chegando no cruzamento da Rodrigues Alves começávamos a avistar o aumentar de caminhantes como nós em direção ao nosso “coliseu”.

Quando o jogo era de noite, divisávamos os clarões dos refletores. O nosso céu iluminado.

Com o coração aos saltos, apressávamos o passo. Já quase corríamos com medo do estádio já estar lotado, de ouvirmos o porteiro dizer: “não entra mais ninguém”.

Na frente do estádio, o burburinho, os guichês com filas enormes, um desespero só.

Os ingressos nossos, as cortesias, já estavam nos bolsos do nosso irmão mais velho.

A hora do pânico: e se o porteiro não deixasse entrar eu e Edmundo. Como ia ser?

Íamos ficar lá fora até o jogo acabar esperando nossos irmãos?

Claro que eles não iam deixar de entrar se fôssemos barrados...

Coração batendo tão alto que eu tinha medo que todos estivessem escutando. O porteiro olhava as cortesias e mandava entrar os grandes, os dois menores, passar por debaixo da borboleta.

Era uma alegria tão grande, mas tão grande que a vontade era sair correndo, gritando e gritando...

Já dentro do estádio, passávamos por debaixo da arquibancada imponente. Para min, enorme, um monumento maravilhoso.

Subíamos as escadas e, ligeiro, escolhíamos um canto para ficar e torcer.

Eu, Doca e Eduardo, ABC, e Naldo, América, todos juntos, mesmo quando era dia de clássico ABC x América.

Enquanto o jogo não começava, olhava curioso tudo em volta. O homem da laranja descascando com a rapidez de um raio.

Seu lançamento certeiro. Nunca errava o freguês. O pagamento vinha depois, dentro da laranja já chupada.

Como ele conseguia controlar tudo aquilo?

Nos arredores do JL, nas mangueiras e outras árvores centenárias, pessoas dependuradas, umas ajudando outras a subir.

E podem acreditar, havia mais homens, rapazes, mas também mulheres e crianças pequenas.

Gostava especialmente de olhar para o Morro de Mãe Luíza. Divisar as bandeiras alvinegras, alvirrubras, alviverdes...

Aqueles pontinhos que iam crescendo, crescendo, crescendo, daí a pouco se transformavam numa massa quase tão uniforme quanto as das arquibancadas.

Ficava curioso, querendo ter uma luneta daquelas que via os capitães dos navios de filmes de piratas, para poder divisar aquelas pessoas.

E eu imaginava como elas chegavam ali, acreditando ser aquele morro uma mata fechada, infestada, por que não, de animais ferozes.

Gostava de olhar também para a linda arquibancada de madeira. Via os meninos, mulheres e crianças, elegantes, comendo pipoca, tomando refrigerante, e escutava o som das emissoras propagadas pelo vento que vinha do Morro.

Os sinais das rádios, eram muitas, se confundiam.

As cabines se localizavam nesse local da elite.

Escutava a movimentação dos repórteres, dos narradores, nem de longe, nem de longe passava por minha cabeça fazer parte daquela turma de coadjuvantes sem importância, para mim, claro, naquela época.

Queria mesmo ser jogador de futebol.

O sonho. Queria mesmo era ver meus ídolos.

O trio de árbitros em campo. Mal entravam e já começavam os apupos. Me lembro de quase todos.

“Vixe!!! O juiz é esse ‘cobra preta’ ladrão sem vergonha? O ABC tá lascado”.

“Esse safado já pegou uma bateria lá em Prudêncio, tá no bolso do ABC”, dizia outro.

“Ei safado, se você roubar o América eu tomo essa bandeira e lhe dou uma surra com o pau”, ameaçava um mais exaltado para um dos bandeirinhas.

Mas ficava só nisso.

E logo, logo eles esqueciam da arbitragem quando seus times apontavam em campo.

Todos, sem exceção, iam à loucura. Eram lindas, especiais, as entradas dos times em campo.

Fogos, papéis picados, uma barulheira infernal ao ritmo dos locutores passando as escalações.

Os jogadores, todos, pareciam bonequinhos de mola numa movimentação frenética. Outros saíam correndo, e dando voltas, dando piques para frente e para trás...

Minha nossa!

Sei não.

Passaria dias e dias escrevendo sobre os momentos mágicos que vivi nas poucas vezes que pude ir ao templo do futebol, o Estádio Juvenal Lamartine.

Interessante. Tudo isso ficou para sempre.

E quando vou hoje ao JL, mesmo o estádio abandonado, condenado, sem a arquibancada de madeira, tomado pelo lixo e vítima do descaso, esses filmes todos passam na minha lembrança.

Nunca vai se sair da cabeça o dia de um ABC x Alecrim. Alberi, cracaço de bola, pega a bola com estilo, na ponta direita, faz que cruza de direita, traz a bola por trás do corpo para a perna esquerda, finge chutar de novo, e o pobre zagueiro Miro Cara de Jaca, de saudosa memória, se abre todo, tenta desarmar o Negão, estira demais e perna provocando um rasgo enorme no calção.

Lembro da dignidade desse zagueiro humilde e craque de bola. Mesmo vaiado, se tornando vítima da sanha dos torcedores, troca de calção, volta para o jogo, e ainda se torna um dos melhores em campo.

Como esquecer uma noite em que, eu nem sabia quem era ainda Ranilson Cristino, mas via um jogo Força e Luz x América, preliminar de, se não me engano, ABC x Bonsucesso do Rio.

O baixinho endiabrado pegando tudo. Não passava nada.

A torcida do América irritada. E ele tanto pegava bola como “chiava” com os atacantes, chocalhando a bola no seu ouvido a cada chute que defendia.

Até que, no segundo tempo, o ponta direita Bagadão foi cruzar uma bola no gol. A pelota pegou em um dos fios de transmissão, enganou Ranilson, e entrou no gol.

Naquele dia vi Ranilson, uma das pessoas mais queridas que conheci no futebol, fundamental para que depois me tornasse jogador profissional, levar um “gol de fio”.

Anos depois brinquei lembrando o assunto e ele deu aquela risada tão conhecida minha e de todos nossos amigos comuns.

Como esquecer as vezes que vi o bailarino Esquerdinha, meia do ABC, brincar de jogar futebol?

Fazer de trouxa os seus marcadores. E podiam ser dois, três, tanto fazia. Ele os “tirava para dançar”.

Como esquecer um domingo em que Pancinha destruiu a defesa do poderoso Fluminense do Rio.

O centroavante roqueiro deu dribles espetaculares am Altair, jogador de seleção, e fazendo o goleiro Márcio se transformar na maior figura em campo?

O Fluminense venceu de 3 a 0, mas Evaldo Pancinha deu um show. Talvez por esse jogo, anos depois, o Pança foi levado para o tricolor.

Me lembro de um ABC x Sport de Recife, então chamado de bicho papão do Nordeste.

Os pernambucanos traziam na equipe um meia, já tentei, mas não lembro o nome, acho que era o Terto, que tinha vindo do São Paulo.

E na primeira bola desse jogador, ao tentar fintar o quarto zagueiro Ivan Matos, teve a bola roubada com categoria e ainda levou um chapéu, fenomenal, que fez todo o Frasqueirão (o primeiro) quase vir abaixo.

Nunca vou esquecer de uma das jogadas mais lindas que via costumeiramente no JL. Protagonizada pelo ponta esquerda Burunga, que jogou em ABC, Alecrim, Força e Luz e tantos outros clubes.

Maia ou Zezé, pontas, muitas vezes em cobrança de escanteio, faziam a bola atravessar quase toda grande área.

Por trás da defesa, o mestre Burunga aparecia, e se abaixava (quase choro de emoção ao lembrar, pois joguei com ele anos depois no Força e Luz) e emendar de voleio lindo, maravilhoso, lance plástico que dificilmente errava o alvo.

E ele, Burunguinha, meu mestre querido, fazia isso com a maior naturalidade e desse jeito muitos gols.

Quantas vezes olhei para Arandir, volante que jogou no ABC e América, e me imaginava fazendo o que ele fazia, correndo, bufando, gritando, pedindo garra e guerra aos companheiros.

Jogador de porte clássico, mas que desarmava e armava jogadas como ninguém. E ainda tinha um chute que era uma coisa fantástica.

Um exemplo de amor ao que fazia.

E vejam só. Arandir, já falecido, foi outro mostro sagrado do JL com quem tive a honra de jogar vestindo a mesma camisa do Forcinha em 1978.

Um poema de amor ao JL.

Gostaria de ser poeta para fazê-lo lindo, e colocar nas rimas a mesma emoção que Castro Alves cantava em defesa da Liberdade dos escravos do Brasil.

O JL. O tempo do Estadinho do Tirol era assim.

E ao fim de cada espetáculo desses, sem cansaço, sem preguiça, felizes ou tristes, dependendo dos resultados, voltávamos para casa no mesmo “expresso canelinha”.

Os vitoriosos atrás, soltando pilérias e zombando dos derrotados, apressados, andando na frente.

E não me lembro que, mesmo com torcedores de ABC, América e Alecrim andando juntos, tenha acontecido uma briga, uma agressão que tenha ido além das discussões.

Por tudo isso, eu não queria ver, eu não quero ver o JL se transformar num condomínio de luxo.



Marcelo Martelotte se apresenta e inicia os trabalhos no América

Edmo Sinedino,

marcelo_martelotte-370Martelotte chegou.

E como sempre acontece no América, com o América sem um site oficial, a gente não tem imagem do treinador.

Não temos a palavra do novo comandante, a não ser se nos deslocarmos até o CT do clube, longe e inviável para quem tem programas em horários marcados.

O que sei de Martelotte pego carona no blog do colega Marcos Lopes.

Ele chegou, conversou, elogiou o grupo (nem seria louco de agir de forma diferente), não falou em contratações e repetiu muito a frase “reverter o quadro”.

Não acho tão complicada a situação do América. Falo isso pelo grupo que o rubro potiguar tem.

Destacou a falta de tempo para planejar e repetiu o que todos sabem: ninguém tem tempo de planejamento.

Não se faz isso nem mesmo antes, imagine quando o treinador é contratado na “virada do turno”.

Por mim, já falei, acho que a direção pecou em dispensar Oliveira Canindé, mas agora não adianta mais lamentar.

É esperar que Martelotte seja trabalhador, conheça de futebol, e não seja apenas mais um conversador como tantos que já passaram pelos nossos clubes.


O episódio da saída de Renato seria cômico, se não fosse trágico

Edmo Sinedino,

renato2_09Esse episódio de Renato (foto, de joelhos) chega a ser cômico, se não fosse trágico.

Até quando os clubes potiguares vão se sujeitar a cláusulas contratuais ridículas.

Essa do Renato, então.

O cara estava encostado no Sport, vem para Natal, tem a chance, joga, vai bem e quando o ABC mais precisa dele vem o Flu, Série A, e pronto, leva.

Prejuízo todo para o ABC.

Quer dizer, o cara só fica se não jogar nada. Se for destaque, o time o perde.

Quanta indecência.

Pois é, assim mesmo: o melhor jogador o ABC perdeu e não recebe nada em troca por isso, nem mesmo um obrigado.



Morais alega não estar rendendo e pede para sair do América

Edmo Sinedino,

morais_09Morais.

Questionei o jogador várias vezes pelo tempo que ele esteve parado, nunca pelo seu futebol.

Ao sair, o craque que brilhou em vários clubes do Brasil, mostrou ser feito de um “barro decente”.

Se o noticiário estive correto, ele sai porque acha que não está rendendo. E isso é raro.

Basta ver os exemplos das “coisas” que passaram por América e ABC nos últimos anos.

Eu até gostei da atuação do Morais, ontem, pela primeira vez.

Não sei, acho que ele ainda poderia sim ajudar o time do América.

Afinal, a carência de bons jogadores de criação o maior dos males de nosso futebol.



Marcelo Martelotte, da nova geração, é o novo treinador do América

Edmo Sinedino,

martelotte_09Os discursos são quase sempre os mesmos.

O Marcelo Martelotte, contratado às pressas para que o nome de Roberto Fernandes não ganhasse força, não fez diferente.

E para mim ele já chega “pisando na bola”, feio, feio. Essa história de tirar o time do perigo de rebaixamento...

O grupo de jogadores que o América tem é para, ainda, pensar sim, numa vaguinha no G4, por que não.

Gosto de poucos, pouquíssimos treinadores desta nova geração comandada muito mais pelo marketing que pela qualidade conhecimento.

Martelotte foi auxiliar do Santos, e depois pouca coisa. Um título pelo Santa Cruz e outro pelo Atlético/GO.

Mostrou ter estrela.

A sequência de seus trabahos, onde passou – Santa Cruz, Náutico, Sport e Atlético/GO – não convenceram ninguém.

Foi contratado pelo Náutico e não evitou o rebaixamento. E não era tarefa tão difícil, fracassando também no Sport.

Flávio Araújo, Leandro Campos, Diá e Roberto Fernandes, no meu entendimento, teriam muitas vantagens sobre o Martelotte contratado.

Que ele tenha sorte e, claro, resultados.

O novo treinador do América foi goleiro, esteve nas conquistas da Série B em 1989 e no Paulista em 1990.

Desde que iniciou a carreira no modesto Taubaté, em 2003, Martelotte trabalhou como assistente técnico no Santos, passou pelo Ituano depois Santa Cruz, Sport e Náutico na mesma temporada.

Seu último trabalho foi à frente do Atlético-GO, e se demitiu em junho.

Estava desempregado desde então.



A saída de Oliveira Canindé

Edmo Sinedino,

oliveira_09Passei todo o dia resolvendo problemas, sabendo das notícias bem depois, confesso,

E só agora tenho condição de comentar.

Comentar, como faço sempre.

Pensei, acreditem,  que a sorte de Oliveira Canindé só seria decidida no sábado, com mais um tropeço.

Mas o presidente Gustavo de Carvalho, em campanha, e diante do clamor, não quis esperar.

E quem viu a entrevista do Oliveira Canindé, pós jogo, já imaginava isso.

O treinador foi demitido.

Não compactuo com demissões.

O jeito certo de tratar a coisa era reunir com o treinador, saber dele o que estava achando, quem não estava rendendo, fazer mudanças e cobrar, junto.

Sim, manter o treinador e cobrar junto.

Aí sim valeria o discurso de “quem não estiver satisfeito pode sair”, isso é manjado e faz muito mal.

Até porque transfere toda a culpa para os jogadores, e eu bem sei, atleta nenhum entra em campo para perder.

Esse tipo de pessoa não é aceita no meio do futebol, isso pelos próprios jogadores.

Quando um cara não quer nada, o plantel, o grupo é quem toma logo a decisão de deixá-lo de lado.

O América com Oliveira Canindé funcionou de forma ideal muitas vezes, outras tantas não, é o futebol.

Acho que ele merecia pelo menos ter a chance de chegar no clássico.

Só mudo de ideia se alguém me convencer, de verdade, que ele não tinha controle do grupo.



Atuações: Marcel, volante, jogou 45 minutos e foi o melhor do ABC

Edmo Sinedino,

Analiso, com nota, as atuações dos jogadores do ABC, no empate sem gols no estádio Dilzon de Melo, em Varginha, diante do Boa Esporte Clube.

Camilo – Todas as vezes que ele entra em campo me passa mais confiança que o Gilvan. Fez defesas importantes e passou tranquilidade à defesa. Nota 8.

Madson – Passou pouco no primeiro tempo, só marcou; no segundo, se soltou mais um  pouco, mas poderia ter ido mais ainda. Tinha espaço. Nota 7.

Suéliton – Foi bem, seguro, sem comprometer e ajudou a suportar a pressão do Boa principalmente no primeiro tempo e nos minutos finais. Nota 7,5.

Diego Jussani – Seguro, demonstrando qualidade técnica e boa saída de jogo. Na marcação, por baixo ou por cima não deixou a desejar. Nota 7,5.

Luciano Amaral – Se segurou, apenas marcou, e foi bem. Saiu no intervalo, provavelmente deve ter sentido. Nota 5.

Daniel Amora – Foi bem na marcação, e não na distribuição. Peca quando sai da frente da área. Correu muito e ajudou a anular as jogadas do criativo Clebson. Nota 7.

Liel – Apenas marcando muito. Deixa muito a desejar no quesito saída de jogo. Melhorou no segundo tempo. Nota 6.

Michel – Um jogador que conduz bem a bola, tem bom passe e ainda marca relativamente bem. Foi discreto no primeiro tempo, mas melhorou no segundo. Poderia ter tido mais passagens. O jogo estava para ele. Nota 7.

Rogerinho – Sempre um drible a mais, um volteio a mais. Deficiente jogando na meia. O time não tem andamento, segura em demasia a bola. Nota 4.

João Henrique – Se mexe bem, é rápido, mas muito pouco objetivo e quase nunca finaliza. Simulou pênalti em lance que poderia ter feito o gol. Nota 4.

Lúcio Flávio – Sem objetividade. Nunca chuta, e, desta forma, não pode jogar de atacante. Perdeu de fazer gols por demorar demais e se decidir, e muitas vezes se “enrolar” com a bola. Nota 3.

Marcel – Para mim, a boa surpresa do jogo. Entrou no segundo tempo, mostrou segurança, participação. Foi terceiro zagueiro, volante de saída e deu qualidade ao passe do time. Muito melhor que os volantes que têm feito sua função. Nota 8.

Xuxa – Poderia ter acrescentado muito mais, mas é pouco produtivo, tem bom passe, mas quase sempre somente para trás e para os lados. Sem nota.

Patrick – Não entrou bem. Achei que seria decisivo, não foi. Sem nota.



O empate não foi ruim, mas o ABC deixou escapar os três pontos

Edmo Sinedino,

zeteodoro_09O empate do ABC, fora de casa, diante do Boa Esporte Clube – 0 a 0.

Esse futebol é de amargar.

Como é que uma equipe de futebol pode fazer dois tempos tão distintos.

Fico tentando entender o que acontece.

O ABC no primeiro tempo foi de fazer dó. Não tinha nada. Uma jogadinha que fosse. Era somente a defesa e a “ligação direta”.

Terríveis “ligações”.

Mesmo assim, se valendo da péssima partida do Boa, se tivesse em campos dois atacantes de média qualidade técnica, teria marcado pelo menos um golzinho.

Lá atrás, se valendo das boas atuações de Suéliton e Diego Jussani, porque não dizer também dos laterais – Madson e Luciano Amaral – que margaram relativamente bem, e principalmente defesas primorosas do goleiro Camilo - o time de Natal se segurou.

Nem vale pena relembrar. Minha nossa! Como se escala Rogerinho para ser meia? Como se insiste com Lúcio Flávio?

No segundo tempo, com uma mudança apenas, Marcel no lugar de Luciano Amaral. Duas, porque Michel passou para ala.

A boa surpresa foi justamente a atuação do Marcel (eu tenho uma teoria meio doida: acho que alguns dos melhores jogadores das equipes, como um todo, estão na reserva dos times).

Fiquei me perguntando: por que esse Marcelo nunca teve uma chance de jogar? O cara marca bem, demonstrou ter bom passe, personalidade.

Fez papel duplo, triplo: cobriu a defesa, apareceu na sobra e também saindo para o jogo. Me responda o Zé Teodoro.

O ABC, mesmo ainda com o empecilho da falta de definição do Rogerinho (pode ser tudo, menos meia de ligação)o time andou.

Mandou na posse de bola, criou várias situações de gols. Teria criado chances e feito gols, tenho certeza se tivesse boa ligação e bons atacantes em campo.

Volto a dizer: o ABC mandou na partida, foi dono absoluto, e deixou de ganhar.

Quando se aproximou dos 40, e já com Xuxa e Patrick em campo, o time de Natal se recolheu para garantir o 0 a 0.

Poderia, de novo, ter sido castigada, mas não foi.

Que bom!

Final de uma partida que Zé Teodoro e todos comemoram o empate, mas entendo que o ABC deixou escapar um vitória que esteve muito perto.

Faltou, de novo, mais ousadia, e criatividade.



Atuações: o América sem destaques na péssima derrota em casa

Edmo Sinedino,

max_09Analiso, com nota, as atuações dos jogadores do América na derrota catastrófica na noite desta terça-feira, no Arena das Dunas.

Andrey – Foi bem. Realixou pelo menos duas grandes defesas, mas acho que falhou no gol. Demorou a ir na bola, talvez tenha tido a visão atrapalhada. Nota 6.

Marcelinho - De novo, preocupante, passou pouco, sua grande arma. Nota 5.

Cléber – Não cometeu falhas e nem teve culpa no gol que o América tomou. Uma atuação segura como vem sendo sua marca. Nota 7.

Lázaro – Também teve boa participação no jogo, sem cometer deslizes que comprometessem a equipe. Nota 7.

Wanderson – O mesmo pecado do companheiro da direita. Passou pouco no primeiro tempo, e essa é a sua principal virtude. No segundo, foi de seu lado as melhores jogadas do América. Nota 6.

Jean Kleber – Atuação discreta, ficou devendo no quesito “imprimir velocidade”. Nota 4.

Fabinho – Tentou, como sempre, chegou na frente, criou jogadas, voltou para ajudar. Mas não era dia de América. Nota 6.

Morais – Gostei de sua participação na partida. Já mostrou mais ritmo. Criou, voltou para buscar, mas ainda faltou uma chegada de mais qualidade na frente. Nota 6.

Artur Maia – Um jogador que faz a diferença, e foi bem, mas sente, claro, a falta de ritmo. Sofreu forte marcação, mesmo assim criou,  chegou na frente, mas foi atrapalhado pela noite ruim dos atacantes. Nota 6.

Pimpão – Como sempre, tentando, buscando, levando para cima, buscando o gol. Errou mais que acertou, mas ainda foram deles as melhores tentativas. Nota 6.

Max – Parece distante, desligado. Demora a sentir a jogada, e definir sua participação. Muito mal e fora do jogo. Nota 2.

Alfredo – Entrou, mas não deu a “sacudida” que o time precisava. Sem nota.

Daniel Marques – Sem tempo. Sem nota.

Isac – Está entrando somente na pior. Sem tempo. Sem nota.



América perde mais uma em casa e se aproxima do Z4

Edmo Sinedino,

fabinho_09Uma vergonha a campanha do América em casa.

Agora, imaginem, já são 19 pontos perdidos dentro de seus domínios.

Campanha pior, acho eu, somente, talvez, Portuguesa e Vila Nova.

O time rubro natalense, apesar do bom momento na Copa do Brasil, está perdendo pontos preciosos para equipes que estão abaixo na classificação.

Hoje, de novo, o time deixou muito a desejar. Mesmo a formação com dois meias – Morais e Artur Maia – e dois segundos volantes – Fabinho e Jean Kleber – estranhamente, o time não andou.

Os alas, principal arma de ataque do América, não andaram, não tiveram atuação de destaque nas passagens, segredo para furar bloqueios.

Oliveira Canindé nem tem culpa dessa vez. Fazer o que? Max e Pimpão na frente, tudo dentro do figurino, mas nada funcionou.

A quarta derrota consecutiva em casa – Santa Cruz, Ponte Preta, Paraná e Oeste. É para incomodar demais.

A situação do treinador, sempre ele, fica quase insustentável e, de novo, ele vai para uma partida decidindo a sorte do time e sua permanência em Natal.

Se perder, sábado, o clássico, certamente Oliveira Canindé deve deixar o clube. Se fortalece a corrente dos insatisfeitos.

O time fez um péssimo primeiro tempo, não conseguiu furar o bloqueio da fraca equipe do Oeste.

E olha que o Morais não fez uma má partida desta vez. Correu, procurou, voltou para buscar, tentou criar.

Desta vez não funcionaram os alas e nem os atacantes.

Aliás, por falar na linha de frente, a fase maravilhosa que vivia Rodrigo Pimpão, parece, “contagiado” pelo péssimo momento de Max, foi o ponto mais negativo da noite.

No segundo tempo, o América até voltou mais “aceso”, chegando, incomodando mais, no entanto sofreu um gol inesperado e sentiu muito.

Demorou para se reencontrar. Com as mudanças – Morais saiu para Alfredo, Max para Isac e Artur Maia para Daniel Marques – o time criou situações de gol, mas nada além disso.

Os jogadores do Oeste, ao final, comemoraram muito o resultado. Aliás, aquela mesma bobagem de sempre, demonstrações exageradas de uma suposta união.

É o circo do futebol.

Com a derrota no jogo de “seis pontos” as posições se inverteram, o América agora está na “porta do Z4, na 16ª posição, o Oeste é 15º.



ABC tem desfalques, vários...quem vai fazer falta?

Edmo Sinedino,

samuel_09Um ABC com muitos desfalques para a partida contra o Boa Esporte Clube, nesta terça-feira.

Quem realmente faz falta, essa é a questão?

João Paulo, sim. Um atacante que chuta no gol e, acho eu, não está precisando de descanso, e sim de jogar.

Dênis Marques já vinha se poupando em campo, sem correr para ninguém, portanto...

Incrível com a torcida está chateada com esse jogador.

Fábio Bahia, volante, também será poupado, e não faz falta.

Renato também faz falta. Rodrigo Silva, nem tanto. Não é nem sombra do atacante da temporada passada.

Os zagueiros Marlon e Samuel (foto)...na falta de outros. E Somália, esse também terá sua ausência notada.

Mesmo sem estar 100% fisicamente dá qualidade de passe ao time do ABC.

Voltam Patrick, recuperado de contusão, e Daniel Amora, que cumpriu suspensão.

E o time: deve ser Camilo, Madson, Suéliton, Diego Jussani e Luciano Amaral; Daniel Amora, Liel, Michel e Xuxa; João Henrique e Lúcio Flávio.

Confira a relação completa dos jogadores à disposição do técnico Zé Teodoro:

Goleiros: Camilo e Edílson;

Laterais: Madson, Patrick, Luciano Amaral e Ayrton;

Zagueiros: Diego Jussani, Suéliton e Robson;

Volantes: Daniel Amora, Michel, Liel, Renan Silva e Marcel;

Meias: Xuxa, Rogerinho e Junior Timbó;

Atacantes: Lúcio Flávio e João Henrique.


Ricardo Lopes pode reforçar o América

Edmo Sinedino,

globo_09O portal nominuto.com publicou também a informação da possível ida de Ricardo Lopes para o América.

Vou ficar na torcida para que ele não vá.

Calma! Calma! Não estou contra o América. É que ainda acredito na classificação do Globo.

A situação está difícil, mas ainda dá.

Seria injustiça o Águia não passar.

Segundo Eliel Tavares, diretor de futebol do América, as partes já iniciaram as conversas.

A preferência foi dada por Marcone Barretto ao rubro, mesmo admitindo proposta também do ABC.

Um grande reforço para qualquer dos dois clubes.

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