Mário Sérgio, "comentarista" da Fox, disse que "o ABC achou o gol"

Edmo Sinedino,

mário_09Sinceramente, alguns me chamam de polêmico, e até antiético por comentar comentaristas.

Por ter a coragem de contestar e criticar os absurdos que escutamos e vemos nas tevês.

Tenho sim que achar absurdo que um ex-jogador como Mário Sérgio (foto), bom de bola, péssimo profissional, ex-técnico de várias equipes do futebol do Brasil,  possa ser tão cego.

Comentando para a Fox ele disse que o ABC “achou o gol”.

Esse tipo de comentário ridículo e discriminatório soa como se o time de Natal não tivesse feito nada e a sorte o bafejasse com tento assinalado por João Paulo.

Quem viu a partida e sabe o mínimo do mínimo de bola comprova que esse sujeito que se achar o supra-sumo da inteligência, não sabe de nada do que aconteceu em campo.

O ABC jogou mal, mas marcou seu gol com João Paulo e teve, pelo menos, sem exagero, mais cinco chances reais de marcar novamente.

O Vasco, rodou, rodou, rodou, e quase nunca sequer assustou o goleiro Gilvan.

Mário Sérgio, “comentarista”.

Ah! Sim. O Mário Sérgio disse, certa vez, que Cícero era melhor que o Ganso...


Reway, quem diria, uma arbitragem perfeita

Edmo Sinedino,

reway_09Faço questão de escrever sempre o lado bom e o ruim.

Wagner Reway, matogrossense, árbitro da Fifa.

Se me pedissem opinião, não o escalaria para trabalhar em briga de galo.

Certa vez, em Natal, ano retrasado, teve atuação desastrosa num ABC x Vitória, Série B.

Uma lástima.

Depois o vi fazendo um jogo grande, não lembro qual, também muito mal.

Hoje, quando vi seu nome na direção da partida Vasco x ABC, em São Janu, pensei o pior.

Mas foi o melhor.

Talvez o melhor em campo de tantos medíocres jogadores tenha sido o “modelo” Reway.

Perfeito. Em cima, com tranqüilidade, firmeza, e correção. Não foi na onda dos jogadores do Vasco e nem na pressão da torcida.

Uma arbitragem perfeita.



ABC deixa escapar a chance de vencer bem em São Januário

Edmo Sinedino,

falta_091Eu entendo se as pessoas que me acompanham estiverem esperando que eu elogie a atuação do ABC.

O resultado – 1 a 1 – em pleno São Januário, pode sim ser considerado até muito bom. Um 0 a 0 na volta, em Natal, dá passagem às quartas de final da Copa do Brasil.

Mas, diante do que vi, e só escrevo a partir do que enxergo na partida. Acho que foi um resultado ruim, e que o ABC jogou uma má partida.

Talvez não no primeiro tempo. Até os 39 minutos do primeiro tempo, mesmo correndo riscos, o time alvinegro de Natal saiu para o jogo.

Poderia ter feito mais gols, mas justiça seja feita, o Vasco também criou.

Tivemos chances com João Paulo, bola difícil, errada, pois o passe de Samuel era para ter sido para Dênis Marques.

Sorte de jogo,  João Paulo acertou um belo chute, e gol, é o que vale.

Depois o ABC teria mais três chances claríssimas de gols – Dênis Marques, João Paulo e Somália – belos lances que mereciam.

Esse, o resumo do segundo, de uma partida bem jogada, e mostrando alternativas dos dois lados.

No segundo tempo, acho eu, começamos a ver a repetição dos erros na forma de jogar do ABC.

De novo, um time encolhido, sem saída, e com um desperdício quase total das várias chances de contra-ataques que eram oferecidas pelo time vascaíno.

Zé Teodoro, a quem elogio, mas também critico, começou a errar nas mudanças.

Juro que não entendi a saíde de João Paulo, veloz, bom finalizador, lutador, num momento do jogo que os espaços surgiriam, para a entrada do inoperante Lúcio Flávio.

Lúcio Flávio não é jogador para ABC na Série B. E ele entrou no final da partida, mesmo assim, o ABC sendo pressionado, e ele atrás da linha da bola...

Antes, numa jogada linda do Dênis Marques, ele se atrapalha, e perde a chance de dominar, invadir, entrar com bola e tudo.

Depois, sai Dênis Marques para entrada de Rodrigo Silva. Dênis Marques não poderia ter saído (mesmo se ele pedisse, o treinador diria para ele ficar) quando era ele, atacante, de referência, o grande criador das jogadas de ataque.

O jogador do ABC, ao lado do Patrick, que não entregava a bola aos vascaínos.

Depois, ou antes, nem sei, ainda colocaria o Liel  (não sei para que) na vaga de Somália.

E deixou em campo o meia Xuxa, morto e sem utilidade, e pendurado, além do Fábio Silva sem nenhuma qualidade de passe.

Aliás, voltou a se esconder esse Fábio Silva. Volante que a gente não vê.

Quero dizer com isso, me perdoem os torcedores do ABC, um jogo dado que o ABC não quis.

E mesmo assim, mesmo com todos esses erros, acreditem, ainda foi do time natalense as melhores chances de gol no segundo tempo.

Foi o que vi.

O Vasco, peço desculpas aos torcedores do clube carioca, é um arremedo ridículo de time.

Jogadores medíocres da qualidade de Fabrício, Guiñazu, Douglas, entre outros, não podem vestir uma camisa que já foi de Edmundo, Romário, Geovanne e Juninho Pernambucano.

O Vasco, isso sim, um grande goleiro: Martín Silva (foto), e graças a ele não perdeu.

Falo dos defeitos do ABC porque,  tem o jogo da volta em Natal, e não quero a enganação de que a vaga já está garantida.

Volto a dizer pela milionésima vez: é diferente a maneira de jogar contra um Vasco em São Januário.

Só tenho certeza de uma coisa: o alvinegro de maior torcida do Estado tem toda a condição de vencer essa equipe comandada por Adilson Batista.

*Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com


No caso Armstrong me vem à memória a gestão de Nilson Gomes, na FNF

Edmo Sinedino,

anthony_09Passei anos e anos denunciando desmandos de Pio Marinheiro e, principalmente, de Nilson Gomes, ex-presidente da FNF que reinou por mais de 20 anos.

Na mídia, quase sempre, só vozes discordantes da minha, elogiando Nilson, tomando cafezinho em seu gabinete.

O que eu via na imprensa, muitas vezes, me enojava. Os caras ainda enchiam a bola dele, enquanto nosso futebol afundava.

Depois, quando sob a investigação, grande coragem e trabalho, do promotor Augusto Azevedo, o MP promoveu intervenção na FNF, a mudança.

Quando Nilson Gomes perdeu o cargo, e ficou provado tudo que eu já denunciava a um tempão, de repente, todo mundo caiu de pau no cara.

Só depois.

É mais ou menos o que acontece agora com o inglês Anthony Armstrong.

Desde muito cedo desconfiei de suas intenções.

Eu, sempre advertido por um conselheiro do Alecrim, não vou dizer seu nome sem autorização, questionava a "esmola grande" de Armstrong.

Fiquei mal com algumas pessoas do Alecrim, aliás, fiquei pior, pois já tinha ficado mal por conta de minhas críticas a Ferdinando Teixeira.

Armstrong era tido como ídolo, enquanto eu, ex-jogador do clube, torcedor, passei a fazer parte de um grupo contra o Verdão.

Na imprensa, eu, Rubens Lemos e Marcos Lopes, só, a mostrar os "claros" da administração Armstrong, de repente, agora, depois, "todo mundo sabia"?

De repente, aparece uma turma dizendo que avisou, que denunciou e imaginava tudo que a gente já sabe hoje.

Não é interessante?

Não quero promoção nem aplausos, é só para registrar a cara de pau de alguns.



Revista gaúcha faz matéria sobre golpes de Anthony Armstrong

Edmo Sinedino,

ecohouse_09Copiei do blog do colega Marcos Lopes.

E bem que eu poderia sair com uma placar no peito com as manjadas palavras “EU JÁ SABIA!”

Esse trambiqueiro é caso de polícia e seu lugar, claro, todos sabem onde é.

Um dia, a casa cai.

Pobre do meu Alecrim que embarcou nessa furada, uma mentira deslavada, completa, mas que estava na cara.

Veja abaixo o texto do blog de ML:

Herton Rico é um influente jornalista gaúcho, que transita nos meios sociais, político e financeiro do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em conversa que tenho gravada, ele garantiu ter sido vítima de um golpe do Grupo Ecohouse e de Anthony Armstrong.

Editor da revista Tomorrow Magazine, que circula no RS, PR e SC, Herton conta o que sabe do grupo comandado pelo presidente do Alecrim.


Saudades do meu JL querido

Edmo Sinedino,

juvenal_09Segunda-feira, dia de lamentar, ou não, os resultados do ABC.

Esta segunda foi de choradeira, total.

Meu amigo Bora Porra inconsolável, pior: revoltado com o baixo nível do futebol apresentado pelo seu time.

“Faltou um triz, um triz para eu rasgar meu cartão. Não pode, não pode, não tem um jogador que se aproveite...”, lamentava com razão o apaixonado torcedor símbolo.

Conversa vai, conversa vem, nos pegamos, de novo, relembrando os velhos tempos do futebol do RN.

Os velhos bons tempos do JL, nosso querido estadinho do Tirol.

Minha história com aquele estádio que tem um lugar especial no meu coração começou antes até de eu conhecer meu amigo Roberto Lili – Bora Porra.

Voltei ao ano de 1968.

A gente só pensava em futebol, nem sonhava com os absurdos que aconteciam nos porões torpes da ditadura.

Eu só tinha ouvidos, aos 10 anos, para os jogos do Botafogo na Rádio Globo e de todos os jogos disputados no JL.

Um vizinho, senhor reformado da marinha, colocava sua cadeira na praça da Vila da Caixa Econômica, em frente á sua casa, um radão superportente na barriga (lembro como se fosse hoje) e eu sentava aos seus pés para ficar escutando os jogos.

Torcendo desesperadamente pela vitória de meu time.

Em dia de clássico, acreditem, a tensão era tanta que, quando a bola começava a rolar eu saía andando, fugindo de onde estivessem escutando o jogo.

Era difícil. Só queria saber o resultado no fim.

Mas especial mesmo era poder ir ao JL.

Algumas vezes acontecia de meu pai conseguir ingressos cortesias para os meus irmãos mais velhos – Eduardo e Edinaldo -, eu e Edmundo, os mais novos (ainda tinha Edward, mas ele só tinha quatro anos) íamos de godela.

Éramos levados por eles. Não pagávamos – tínhamos 9 e dez anos -, diferente da Arena hoje.

Do sábado para o domingo, quando conseguíamos as entradas, acreditem, era difícil até de pegar no sono.

Era como se fôssemos para um paraíso, assim como uma Disney para alguns babacas brasileiros de hoje.

O domingo amanhecia em festa. O corre-corre, as peladas, mas a agonia para ver a hora passar o mais rapidamente possível.

O almoço era engolido às pressas, a turma já estava se juntando na pracinha para iniciar a caminhada.

Isso mesmo, caminhada. Saíamos antes de uma hora da tarde, o jogo começava às quatro, mas sempre tinha uma preliminar.

A gente não queria perder nada.

O ingresso, produto raríssimo naqueles tempos de dureza (“Seu” Sinedino tinha que alimentar dez bocas) , era aproveitado inteiro.

A caminhada começava. Isso mesmo. Não tinha essa de carona, pegar ônibus, nada disso. Era o “expresso canelinha” mesmo.

Subíamos pela Mário Negócio, retão, passando pelo Alecrim, Praça Gentil Ferreira, relógio, Centro de saúde, Policlínica, colégio Padre Miguelinho, Igreja de São Pedro, Soledade, Benjamin Constant, Coronel José Bernardo, até chegar na subida do Baldo, passando em frente ao Municipal e subindo na Deodoro, passando no Marista para pegar a Jundiaí, até chegar na padaria e dobrar à esquerda para dar de cara com o JL.

Não tinha como não ver, no itinerário, as mansões, para nós, claro, lindas casas de muros cercados de portões de ferro.

As moradas dos Ricos que tinham dinheiro para ir todos os jogos. Eita povo feliz! Pensava eu, inocente.

Às vezes, abobalhado, parava olhando para dentro, para os jardins maravilhosos, verdinhos, lindas flores de várias cores e tamanhos, bem tratadas.

Os carros luxuosos nas garagens abertas, naquela época.

Não era raro, surgir um cachorro de raça Pastor Alemão, latindo furiosamente, e só faltava nos matar de susto, achando que a fera pularia os portões.

Era um pique só. E uma tremenda malhação e zombaria dos mais velhos.

Depois, já nas proximidades, chegando no cruzamento da Rodrigues Alves começávamos a avistar o aumentar de caminhantes como nós em direção ao nosso “coliseu”.

Quando o jogo era de noite, divisávamos os clarões dos refletores. O nosso céu iluminado.

Com o coração aos saltos, apressávamos o passo. Já quase corríamos com medo do estádio já estar lotado, de ouvirmos o porteiro dizer: “não entra mais ninguém”.

Na frente do estádio, o burburinho, os guichês com filas enormes, um desespero só.

Os ingressos nossos, as cortesias, já estavam nos bolsos do nosso irmão mais velho.

A hora do pânico: e se o porteiro não deixasse entrar eu e Edmundo. Como ia ser?

Íamos ficar lá fora até o jogo acabar esperando nossos irmãos?

Claro que eles não iam deixar de entrar se fôssemos barrados...

Coração batendo tão alto que eu tinha medo que todos estivessem escutando. O porteiro olhava as cortesias e mandava entrar os grandes, os dois menores, passar por debaixo da borboleta.

Era uma alegria tão grande, mas tão grande que a vontade era sair correndo, gritando e gritando...

Já dentro do estádio, passávamos por debaixo da arquibancada imponente. Para min, enorme, um monumento maravilhoso.

Subíamos as escadas e, ligeiro, escolhíamos um canto para ficar e torcer.

Eu, Doca e Eduardo, ABC, e Naldo, América, todos juntos, mesmo quando era dia de clássico ABC x América.

Enquanto o jogo não começava, olhava curioso tudo em volta. O homem da laranja descascando com a rapidez de um raio.

Seu lançamento certeiro. Nunca errava o freguês. O pagamento vinha depois, dentro da laranja já chupada.

Como ele conseguia controlar tudo aquilo?

Nos arredores do JL, nas mangueiras e outras árvores centenárias, pessoas dependuradas, umas ajudando outras a subir.

E podem acreditar, havia mais homens, rapazes, mas também mulheres e crianças pequenas.

Gostava especialmente de olhar para o Morro de Mãe Luíza. Divisar as bandeiras alvinegras, alvirrubras, alviverdes...

Aqueles pontinhos que iam crescendo, crescendo, crescendo, daí a pouco se transformavam numa massa quase tão uniforme quanto as das arquibancadas.

Ficava curioso, querendo ter uma luneta daquelas que via os capitães dos navios de filmes de piratas, para poder divisar aquelas pessoas.

E eu imaginava como elas chegavam ali, acreditando ser aquele morro uma mata fechada, infestada, por que não, de animais ferozes.

Gostava de olhar também para a linda arquibancada de madeira. Via os meninos, mulheres e crianças, elegantes, comendo pipoca, tomando refrigerante, e escutava o som das emissoras propagadas pelo vento que vinha do Morro.

Os sinais das rádios, eram muitas, se confundiam.

As cabines se localizavam nesse local da elite.

Escutava a movimentação dos repórteres, dos narradores, nem de longe, nem de longe passava por minha cabeça fazer parte daquela turma de coadjuvantes sem importância, para mim, claro, naquela época.

Queria mesmo ser jogador de futebol.

O sonho. Queria mesmo era ver meus ídolos.

O trio de árbitros em campo. Mal entravam e já começavam os apupos. Me lembro de quase todos.

“Vixe!!! O juiz é esse ‘cobra preta’ ladrão sem vergonha? O ABC tá lascado”.

“Esse safado já pegou uma bateria lá em Prudêncio, tá no bolso do ABC”, dizia outro.

“Ei safado, se você roubar o América eu tomo essa bandeira e lhe dou uma surra com o pau”, ameaçava um mais exaltado para um dos bandeirinhas.

Mas ficava só nisso.

E logo, logo eles esqueciam da arbitragem quando seus times apontavam em campo.

Todos, sem exceção, iam à loucura. Eram lindas, especiais, as entradas dos times em campo.

Fogos, papéis picados, uma barulheira infernal ao ritmo dos locutores passando as escalações.

Os jogadores, todos, pareciam bonequinhos de mola numa movimentação frenética. Outros saíam correndo, e dando voltas, dando piques para frente e para trás...

Minha nossa!

Sei não.

Passaria dias e dias escrevendo sobre os momentos mágicos que vivi nas poucas vezes que pude ir ao templo do futebol, o Estádio Juvenal Lamartine.

Interessante. Tudo isso ficou para sempre.

E quando vou hoje ao JL, mesmo o estádio abandonado, condenado, sem a arquibancada de madeira, tomado pelo lixo e vítima do descaso, esses filmes todos passam na minha lembrança.

Nunca vai se sair da cabeça o dia de um ABC x Alecrim. Alberi, cracaço de bola, pega a bola com estilo, na ponta direita, faz que cruza de direita, traz a bola por trás do corpo para a perna esquerda, finge chutar de novo, e o pobre zagueiro Miro Cara de Jaca, de saudosa memória, se abre todo, tenta desarmar o Negão, estira demais e perna provocando um rasgo enorme no calção.

Lembro da dignidade desse zagueiro humilde e craque de bola. Mesmo vaiado, se tornando vítima da sanha dos torcedores, troca de calção, volta para o jogo, e ainda se torna um dos melhores em campo.

Como esquecer uma noite em que, eu nem sabia quem era ainda Ranilson Cristino, mas via um jogo Força e Luz x América, preliminar de, se não me engano, ABC x Bonsucesso do Rio.

O baixinho endiabrado pegando tudo. Não passava nada.

A torcida do América irritada. E ele tanto pegava bola como “chiava” com os atacantes, chocalhando a bola no seu ouvido a cada chute que defendia.

Até que, no segundo tempo, o ponta direita Bagadão foi cruzar uma bola no gol. A pelota pegou em um dos fios de transmissão, enganou Ranilson, e entrou no gol.

Naquele dia vi Ranilson, uma das pessoas mais queridas que conheci no futebol, fundamental para que depois me tornasse jogador profissional, levar um “gol de fio”.

Anos depois brinquei lembrando o assunto e ele deu aquela risada tão conhecida minha e de todos nossos amigos comuns.

Como esquecer as vezes que vi o bailarino Esquerdinha, meia do ABC, brincar de jogar futebol?

Fazer de trouxa os seus marcadores. E podiam ser dois, três, tanto fazia. Ele os “tirava para dançar”.

Como esquecer um domingo em que Pancinha destruiu a defesa do poderoso Fluminense do Rio.

O centroavante roqueiro deu dribles espetaculares am Altair, jogador de seleção, e fazendo o goleiro Márcio se transformar na maior figura em campo?

O Fluminense venceu de 3 a 0, mas Evaldo Pancinha deu um show. Talvez por esse jogo, anos depois, o Pança foi levado para o tricolor.

Me lembro de um ABC x Sport de Recife, então chamado de bicho papão do Nordeste.

Os pernambucanos traziam na equipe um meia, já tentei, mas não lembro o nome, acho que era o Terto, que tinha vindo do São Paulo.

E na primeira bola desse jogador, ao tentar fintar o quarto zagueiro Ivan Matos, teve a bola roubada com categoria e ainda levou um chapéu, fenomenal, que fez todo o Frasqueirão (o primeiro) quase vir abaixo.

Nunca vou esquecer de uma das jogadas mais lindas que via costumeiramente no JL. Protagonizada pelo ponta esquerda Burunga, que jogou em ABC, Alecrim, Força e Luz e tantos outros clubes.

Maia ou Zezé, pontas, muitas vezes em cobrança de escanteio, faziam a bola atravessar quase toda grande área.

Por trás da defesa, o mestre Burunga aparecia, e se abaixava (quase choro de emoção ao lembrar, pois joguei com ele anos depois no Força e Luz) e emendar de voleio lindo, maravilhoso, lance plástico que dificilmente errava o alvo.

E ele, Burunguinha, meu mestre querido, fazia isso com a maior naturalidade e desse jeito muitos gols.

Quantas vezes olhei para Arandir, volante que jogou no ABC e América, e me imaginava fazendo o que ele fazia, correndo, bufando, gritando, pedindo garra e guerra aos companheiros.

Jogador de porte clássico, mas que desarmava e armava jogadas como ninguém. E ainda tinha um chute que era uma coisa fantástica.

Um exemplo de amor ao que fazia.

E vejam só. Arandir, já falecido, foi outro mostro sagrado do JL com quem tive a honra de jogar vestindo a mesma camisa do Forcinha em 1978.

Um poema de amor ao JL.

Gostaria de ser poeta para fazê-lo lindo, e colocar nas rimas a mesma emoção que Castro Alves cantava em defesa da Liberdade dos escravos do Brasil.

O JL. O tempo do Estadinho do Tirol era assim.

E ao fim de cada espetáculo desses, sem cansaço, sem preguiça, felizes ou tristes, dependendo dos resultados, voltávamos para casa no mesmo “expresso canelinha”.

Os vitoriosos atrás, soltando pilérias e zombando dos derrotados, apressados, andando na frente.

E não me lembro que, mesmo com torcedores de ABC, América e Alecrim andando juntos, tenha acontecido uma briga, uma agressão que tenha ido além das discussões.

Por tudo isso, eu não queria ver, eu não quero ver o JL se transformar num condomínio de luxo.



O ABC para os jogos contra o Vasco e Bragantino

Edmo Sinedino,

Lá vai o ABC em busca de um milagre, ou quem sabe um novo "tapetão".

Desta vez, o técnico Zé Teodoro não vai ter seu melhor jogador - Renato.

O ala sentiu o joelho na partida contra o Vila Nova. Rogerinho, para variar, também está fora.

E Gilmar, com dores no púbis (a contusão!) continua no DM.

Sinceramente, ainda bem que é futebol, caso contrário não teria esperança de coisa boa nenhuma.

Vamos esperar. Que Zé Teodoro mude, volte atrás ao que disse, e transforme.

Veja a matéria do site:

Zé Teodoro convoca jogadores para dois compromissos fora de casa

A comissão técnica abecedista definiu na manhã deste domingo (24), depois do treino de reapresentação de parte do elenco alvinegro, a relação com os jogadores convocados para dois importantes compromissos fora de Natal (RN).

O Mais Querido joga contra o Vasco/RJ na terça-feira (26), no estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), em jogo de ida da 4ª fase da Copa do Brasil, e depois segue direto para Bragança Paulista (SP), onde enfrentará o Bragantino/SP no sábado (30), no estádio Nabi Abi Chedid, pela 19ª rodada da Série B.

O treinador Zé Teodoro relacionou 21 atletas para a viagem. O técnico ainda não terá o volante Renan Silva, que vai intensificando os treinos físicos para recuperar o condicionamento, e o atacante Gilmar, ainda entregue ao Departamento Médico com dores no púbis. O comandante abecedista também perdeu por problema de lesão no jogo diante do Vila Nova/GO o lateral Renato e o meia Rogerinho, vetados pelo Departamento Médico.

Confira a relação completa:

Goleiros: Gilvan e Camilo;

Laterais: Patrick, Madson e Luciano Amaral;

Zagueiros: Suéliton, Samuel, Marlon e Diego Jussani;

Volantes: Daniel Amora, Fábio Bahia, Michel, Liel e Somália;

Meias: Junior Timbó e Xuxa;

Atacantes: Dênis Marques, Rodrigo Silva, João Paulo, Lúcio Flávio e João Henrique.


O que esperar do futebol brasileiro?

Edmo Sinedino,

picareta_09O que esperar do futebol do Brasil?

Dunga é o técnico da seleção brasileira. Gallo seu assistente e Mauro Silva, o assistente da vez.

Na Série C, o Guarani de Campinas contrata Wagner Benazzi (foto), um dos maiores enganadores do futebol do Brasil.

Esse eu tenho uma história: certa vez, num jogo em Natal, ele dirigindo o Bragantino, acho, fiquei de olho e ouvindo.

Ele não falava coisa com coisa. E tem mais: a toda hora quem dava as ordens era um "balofo branco", me parece médico da equipe, e homem do Chedid, claro.

Por isso que se emprega sempre. Se submete a tudo esse tipo de treinador.

Mas não é só ele, infelizmente. Depois de nada mostrar durante 17 rodadas, o conversador Celso Roth foi, enfim, demitido do Coritiba.

Como é que esses caras ainda são contratados?

Luxemburgo, se preparem, já, já começa a “botar as mangas de fora” e pedir reforços, todos muito caros, certamente.

Argel Fucks, aquele mesmo que passou por aqui, que nada sabe de futebol, está sendo tratado como salvador da pátria no Figueirense.

Dado Cavalcanti é outro. Não fica desempregado uma semana. Como se explica isso para um treinador que nunca ganhou nada?

Para um treinador que fracassou em quase todos os times que passou – América, Icasa, Paraná, Coritiba, Ponte Preta...

O que me dói, mas incomoda muito mesmo é que vejo profissionais do gabarito de um Didi Duarte, Paulo Moroni, Diá, Baltazar Germano, Wassil Mendes não serem nem cogitados.

E tem muito mais: Osvaldo Oliveira no Santos; Felipão no Grêmio; Levir Culpi no Atlético/MG; Mano Menezes no Corinthians...e tantos outros absurdos do futebol.



Zé Teodoro já disse que vai manter o esquema com três volantes

Edmo Sinedino,

zeteodoro_093Zé Teodoro já disse que não vai mudar o esquema.

E justificou a derrota dizendo “que peças não funcionaram, e o time só funcionou no segundo tempo”.

Não foi.

Ele gosta de se iludir. O time teve mais posse de bola no segundo tempo porque, do outro lado havia um treinador que não soube armar um esquema de contra-ataque.

Se tivesse feito isso o ABC teria levado uma goleada.

Outra coisa, o comandante alvinegro justificou dizendo que “venceu o Ceará com três volantes”, isso, venceu, mas de que forma?

Será que ele considera que aquele jogo horroroso de defesa contra o ataque, em que o Ceará perdeu umas quatro chances de gol pode servir de parâmetro.

É incrível a falta de discernimento de um treinador que já foi, um dia, pupilo de Cilinho.

Acho que Zé Teodoro não lembra de mais nenhum dos ensinamentos de Otacílio Pires de Camargo.

Não pode.

Disse antes do jogo começar, e durante os dias que antecederam: você não pode repetir a equipe que armou para enfrentar Vasco e América Mineiro, esse fora de casa, em jogos contra Portuguesa e Vila Nova.

Isso é um absurdo.

E se Zé Teorodo não vai mudar. Se ele vai continuar mantendo esse esquema esdrúxulo de três volantes, pode até ganhar, mas nunca, nunca vai convencer ninguém que entenda um mínimo de futebol.

Nesta terça-feira(26), o alvinegro potiguar vai enfrentar o Vasco da Gama, jogo da Copa do Brasil.

Se ele pudesse, acho, entraria com 11 volantes.



Globo é campeão Sub-19 numa decisão de um jogo só

Edmo Sinedino,

Mostrando que vale a pena investir nas bases, o Globo festeja mais um título em sua curta história.

Os garotos do Sub-19 conquistaram o título estadual.

O empate de 0 a 0 diante do Palmeira deu o caneco aos rapazes de Ceará-Mirim.

Parabéns! Merecem. Mas também merece minha restrição essa forma de disputa.

Uma final de uma partida só?

Já escrevi sobre isso várias vezes. As nossas categorias de base precisam de um tratamento mais atencioso por parte da FNF.

Os clubes precisam, é claro, exigir um pouco mais do presidente José Vanildo da Silva e das pessoas que organizam as competições.

Necessitamos, todos, cair em campo para conseguir apoio maior para as competições que significam a continuidade do futebol.

Esse descaso, acredito, não vai decretar o fim imediato de do esporte, mas a médio e longo prazo, sinceramente, não sei onde vamos parar.

Mirem-se no exemplo de nosso futebol de salão que um dia lotava os ginásios de nossa cidade e do Estado...



Mais um péssimo final de semana para o futebol do RN

Edmo Sinedino,

Mais um péssimo final de semana para o futebol potiguar.

Vitória somente do Baraúnas, justo o Baru de quem pouco se esperava.

O Globo perdeu para o Confiança, fora de casa, 2 a 1, e tem sua classificação dificultada por conta da concorrência do Porto.

ABC e América, no sábado, fizeram “papelões”, e perderam jogando muito abaixo do que se espera deles.

E vejam com é o futebol, mesmo com tantos resultados ruins, e se valendo de seu grupo embolado do segundo para baixo, de repente, as chances do Baraúnas se renovam.



Cascata, Renatinho, Júnior Xuxa, Raul e Jean Carioca...queria todos eles

Edmo Sinedino,

casca_09Se eu fosse treinador de ABC ou América, diante do que vejo, dessa pobreza de criatividade, não tenho nenhuma dúvida.

Faria uma lista de reforços.

Eu queria sim um bando de jogadores que já passaram pelos dois clubes e, para a torcida, imprensa e diretorias, são dados como ultrapassados.

É claro e evidente que eu queria Renatinho Potiguar no meu time. Jogando na meia, se não tivéssemos numa cegueira total, ele seria titular de qualquer time da Série B.

Mas é claro que eu também traria  Cascata (foto) para o meu time.

Repito: nem em ABC ou América eu vejo algum jogador que tenha seu passe, sua visão de jogo e seu poder de decisão.

Júnior Xuxa, Jean Carioca, Raul, todos eles teriam contratos referendados por mim.

Meu volante seria o Hamilton. Aquele que saiu do ABC porque reclamou de salários atrasados.

E nem sei, fazer como o ex-gerente de futebol do ABC, se Hamilton já não “pendurou as chuteiras”.

Sabem quem eu queria também? O Lúcio Curió. Falta atacante igual a ele em nossos campos.

Esses caras, podem ter certeza, eu juntaria aos meninos dispensados do América – Macena, que jogou hoje no Vila Nova; Gláucio, que não tem chance, e mais Lailson Dalberto e Bruno.

E ainda reforçaria com Matheus, revelação do Estadual, com Pedro Ivo e Danilo Lopes, todos ex-Alecrim.

E pescaria Moisés e Airton, não aproveitados no ABC, estaria pronto meu time para a disputa de qualquer Série B.

Infelizmente, os treinadores de futebol do Brasil gostam de brucutus e jogadores de empresários.

O futebol é simples assim, eu tenho certeza.


Atuações: Dênis Marques se salva no time do ABC

Edmo Sinedino,

volantes_09Atuações do ABC na derrota, doída, para o Vila Nova, 2 a 0, em pleno Frasqueirão.

Gilvan – Não teve culpa nos gols que tomou, e quase não apareceu. Mesmo assim demonstra sempre insegurança para sair do gol. Nota 5.

Renato – Esteve sempre muito marcado, ainda sim era a boa jogada do ABC, mas saiu machucado. Sem nota.

Suéliton – Errou menos que o companheiro, mas está claro que a dupla vai mal. Nota 4.

Marlon – Quando tem a bola, elegante, mas sofre para marcar, chega sempre atrasado e demonstra muita lentidão. Nota 2.

Luciano Amaral – Posso dizer que ele não foi mal. Até desceu ao ataque, e tentou algumas boas jogadas. Nota 5.

Fábio Bahia – Volante que só marca, e mesmo assim não se impõe. Nota 3.

Daniel Amora – Vem sendo escalado para fazer uma função que não conhece. Nota 3.

Michel – Poderia sair mais, pois dos volantes é o que tem mais bom passe. Muito preso. Nota 4.

Rogerinho – Continuo sem saber, de verdade, qual a função e posição desse jogador. Um atacante que não chega chutando, ou um meia que não dá seguimento, que não faz o “time andar”. Individualmente tem qualidade. Nota 5.

João Paulo – Errou muito, mas está sendo prejudicado por esse esquema escolhido do ABC. Convive com uma doentia e inexplicável perseguição da “torcida”, mas mesmo assim foi quem mais teve coragem de chutar no gol. Nota 6.

Dênis Marques – Um jogador lúcido, de qualidade, que abre espaços, tem bom passe e finaliza muito bem, mas é atacante cuja bola não está querendo entrar. Nota 7.

Lúcio Flávio – Altos e baixos. Sem nota.

Partrick – Entrou num momento ruim. Mas ainda tentou fazer as jogadas de ala. Nota 4.

Júnior Timbó – Mal, não se encontra. Sem nota.



Felipe Macena tem boa atuação diante do ABC

Edmo Sinedino,

macena_09Claro, claro, o pessoal das rádios, bem mais ligados devem ter falado.

Os da tevê, não ouvi.

O Felipe Macena (foto), volante, cria do América, dispensado pelo presidente do clube, é peça importante no esquema de Márcio Goiano.

Nem sei se ele tem esquema.

Mas o menino que não teve oportunidade quase nenhuma no América é titular de uma equipe que, a exemplo do ABC, ano passado, tenta uma reação espetacular.

Felipe Macena foi dispensado do América, se submeteu a fazer testes no Vila, passou, assinou contrato, e ganhou a posição de titular.

E tenho certeza: se deixarem, se derem moral e apoio ele ainda vai render muito mais do que rendeu hoje.

Felipe Macena jogou como volante de pegada pelo lado direito, fechando a porta para a passagem de Luciano Amaral e dividindo com o Jéferson, a marcação no Rogerinho.

Discreto, ele desarmou, correu, deu bico, fez algumas jogadas de qualidade e foi um dos destaques do time goiano.

O meio campo formado por Ele, Jéferson, Radamés, Júnior Xuxa e Paulinho saiu amplamente vencedor no duelo.

Boa sorte para Felipe Macena.

*Foto: Frankie Marcone


O mesmo ABC sem criatividade, garra, e errando demais

Edmo Sinedino,

xuxa_09O ABC surpreendeu de novo, desta vez, negativamente.

Perdeu em casa para o Vila Nova, que até então estava na lanterninha da competição.

Como digo sempre: o ABC ajudando a ressuscitar mais um.

Um jogo em que, falando sério, nada entendi.

Não se joga, repito: conta um Vila Nova, lanterna da competição, em casa, da mesma forma que se bateu com um Vasco ou contra um América Mineiro, esse, fora de casa.

Não se pode esperar, dar campo, em casa. O jeito de jogar tem que ser outro. Essa história de paciência é balela.

Me parece a repetição de conversa de retranqueiro.

Minha gente, o Vila Nova, lanterna, jogando fora de casa, o seu treinador – Márcio Goiano – escalou três meias avançados – Radamés-Xuxa e Paulinho.

O ABC, incrível, podendo chegar perto do G4, vencendo, o seu treinador Zé Teodoro escala os mesmos três volantes sem criatividade – Fábio Bahia, Amora e Michel.

Isso é demais!

O Vila Nova veio com o esquema 4-5-1 e mais: soltando seus alas, em nenhum momento o Léo Rodrigues ou Cristiano se seguraram.

Tanto que o segundo gol foi do lateral esquerdo.

O ABC, com três volantes, um meia que, na verdade, é meia atacante, não utilizou sua melhor jogada com o Renato.

Uma lástima.

Um primeiro tempo ruim. Sem nada. Um segundo tempo de domínio aparente, sem nenhuma efetividade.

E dando muita sorte, muita sorte mesmo, porque o treinador do Vila Nova, outro cego de guia, não colocou nenhum atacante de velocidade para, nos contra-ataques, matar o ABC.

Se tivesse feito isso, golearia.

Uma rodada para esquecer.

*Foto: Frankie Marcone


Bora Porra e o cadeado*

Edmo Sinedino,

bora_091*Pode parecer besteira do nosso ilustre Bora Porra, torcedor do ABC, mas enquanto o cadeado na casa de Zé Carlos não foi aberto, o alvinegro penou em Mossoró.

Era bola na trave, Léo Gamalho perdendo gol embaixo das traves; tudo indicava na “virada definitiva da sorte”.

Isso porque o América vencia o time verde e assumia com boa diferença a liderança.

Mas os caboclinhos de Bora Porra, de novo, foram muito fortes.

Vou tentar resumir para vocês que não estão entendendo nada a história do cadeado.

Os jogos em horários apertados, por isso não deu para ir a Goianinha ontem.

Combinamos, Eu, Bora Porra e Zé Carlos nos encontrarmos nas esquina da Santo Antônio e escutar os jogos pelo rádio.

Eles dois, abcdistas, e eu acompanhando por conta da profissão de jornalista esportivo, para ter o que escrever depois.

Terminou o programa Esporte em Pauta na tevê Assembleia e corri para o local combinado.

Lá só estava o ex-amor da “Rainha do Grude” (diz nosso herói que está curado para sempre da ‘doença’).

Liguei para Zé Carlos que não tinha chegado ainda.

Zé, para quem não sabe, vai ficar sabendo agora, foi um dos grandes craques de futsal na década de 80/90, campeoníssimo por América, AABB, ABC, Aspetro e outros.

Nós três, amigos de infância.

Ele atendeu dizendo que já estava saindo.

Esperamos, esperamos, esperamos e nada de Zé Carlos aparecer.

De repente, chega uma moça, vizinha dele (Zé) pedindo ajuda.

E ela disse que Zé Carlos foi saindo de casa, trancou o portão no cadeado e pegou a chave a errada.

Ficaram, ele e dona Duó, a mãe, que havia chegado da igreja, presos do lado de fora.

Na mesma hora Bora Porra viu aí a intervenção das forças sobrenaturais.

“Pêpa, esse cadeado tem que abrir se não o ABC não ganha do Potiguar”, me disse sério

Eu estranhei e não levei muito a sério. Bora se transformou a partir daquele momento.

Ele já estava chateado porque o América estava vencendo o Alecrim de 3 a 0, piorou muito.

Na sequência,  me garantiu que forças estranhas estavam trabalhando por uma “virada” do América no Estadual.

O homem se aperreou, mais e mais, revirou seu apartamento em busca da serra para abrir o cadeado do “mistério”.

Não achou.

Os vizinhos, sem saber do aperreio de Bora, queriam ajudar e chamaram o chaveiro.

O rapaz chegou na moto, com sua mala de apetrechos e começou a trabalhar.

E ele fez várias tentativas com serras diferentes para abrir o cadeado da marca Papaiz.

E o jogo rolando. O tempo passando. O Potiguar de vez em quando ameaçando.

O profissional da chave vira, mexe, catuca, bate, serra, tenta sua mola mestra, e nada.

E Bora Porra quase chorando de agonia com celular colado no ouvido, acompanhando todos os lances da partida.

E também nada de gol do ABC, e já passando dos 35 minutos do segundo tempo.

Num último recurso, trouxeram uma furadeira elétrica, conseguiram extensões, ligaram a bicha e pegue zoada na Padre Calazans (a rua da casa de Zé Carlos).

Aos 40 minutos do segundo tempo o chaveiro, finalmente, abre o cadeado.

Bora Porra se enche de alegria.

Já havia terminado América 4 x 1 Alecrim.

Ele olha para mim e assegura com toda firmeza que vai sair um gol do ABC. Eu, sinceramente, não acreditava mais.

Zé Carlos nem prestava muito atenção no jogo, preocupado em abrir o portão para sua mãe poder entrar em casa.

Mas foi a partir daí que o ABC, acho eu, passa a massacrar o Potiguar de Mossoró.

Renatinho, que havia entrando (tardiamente) deita e rola, Tiaguinho, Gamalho e Raul quase gol em alguns lances.

E Bora Porra: “Vamos meus caboclinhos, eu sei que ainda dá tempo, o cadeado já abriu; o cadeado que estava fechando o gol do Potiguar já se abriu”, repetia, enquanto orava com fé.

Aos 44, Renatinho finta dois, chuta na trave. Bora Porra quase tem um chilique.

Aos 46, bate, rebate, confusão, a bola sobra para Thiaguinho que havia entrado no lugar de Jérson.

Finalmente! Gollllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll do ABC!


“Pega Poooooooooooooorra!” Grita o nosso herói assustando as senhoras que ainda estavam na rua prestando solidariedade à mãe de Zé Carlos.

Bora Porra se ajoelha, mostra os braços arrepiados,  levanta as mãos para o céu, quase chora de emoção, e agradece aos caboclinhos mais uma vitória do seu time do coração.

E foi assim.

Depois, fomos lá para “Diniz”, e excepcionalmente nessa quarta-feira Bora Porra só foi “botar os óio pra murchar” depois da 12h, mas muito feliz.

* Esse texto do Bora eu publiquei em março de 2012. Andei cascaveando, tentando encontrá-lo. Botei no twitter, no outro dia um amigo-leitor Alexandre Rodrigues Costa mandou por e-mail. Eu agradeço demais .


Alecrim festeja 99 anos - Por Normando Bezerra

Edmo Sinedino,

“Hip hurra ao nosso bicampeão todo povo te saúda de alma e coração, fazendo olé no gramado com adversário seu, Alecrim Futebol Clube você é meu...”. Com esse hino cmposto pelo saudoso Dosinho, lembro que no último dia 15 o Verdão Maravilha completou 99 anos de sua fundação. Por isso, nós que fazemos o Alecrim Futebol Clube, o mais simpático do RN, convidamos todos para a comemoração que será realizada a partir do meio dia deste domingo, dia 24 de agosto, na Associação Comercial da Ribeira, que fica na Avenida Duque de Caixias, próximo ao Teatro Alberto Maranhão, por trás do antigo Grande Hotel.

Neste evento serão homenageados os bicampeões de 1964 que estão vivos e residem no RN: goleiro Bastos, Bira, laterais Miltinho e Berilo, volante Hilo, ponta direita Zezé, meia Crezo e o centroavante Galdino, o melhor treinador do RN Pedrinho Teixeira (o popular Pedrinho 40), o tesoureiro Avani Batista, a senhora Magnólia de Macedo Veiga, viúva do Coronel Veiga, ex presidente do Verdão e homenagens “ in memoriam” aos ex presidentes bicampeão em 64 Jackson Dias e ao O acesso à festa será gratuito desde que o participante compareça vestido com a camisa do Alecrim FC ou uma camisa verde.

O Alecrim durante esses 99 anos conquistou 7 campeonatos estaduais sendo dois invictos,

o de 1968 e o de 1925 que infelizmente não foi reconhecido pela federação já que o clube

alviverde era considerado de subúrbio distante e tinha no seu elenco jogadores negros e operários o que não era permitido naquela época. O Alecrim foi 8 vezes vice campeão do

Estado, 3 vezes campeão da Taça Cidade do Natal e 3 vezes vice, ganhou 12 torneios nício,

campeão invicto de Juniores em 2006, bicampeão de juniores 1987 – 1988, campeão Sub-19 2013, campeão do Nordeste da série D em 2009, tricampeão do torneio Incentivo 1976, 1977, 1978, vice campeão do 1° torneio do RN em 1979. Representou o RN na série A do futebol brasileiro 1 em 1986, jogando inclusive no Maracanã e no Parque Antártica em São Paulo.

Conquistou também dezenas de títulos no vôlei, ciclismo, futebol de salão, atletismo, hipismo, basquete, um título brasileiro no Rugbi. É o único do RN que não se licenciou da FNF, e que teve o melhor ponta direita do mundo, Mané Garrincha, vestindo a camisa do Verdão em uma partida amistosa, é o único do Brasil que teve um goleiro que foi Presidente da República É por essas e outras que vamos comemorar cantando: “ É voz geral da torcida potiguar o negócio só tem graça se o Alecrim jogar, dá gosto ver os meninos traçando o balão pra valer deixando o adversário sem nada poder fazer, olé...”.

* José Normando Bezerra

Geógrafo e Professor



Atuações: o goleiro Andrey foi o destaque do América

Edmo Sinedino,

Análise das atuações dos jogadores do América na partida em que perdeu para o Náutico, 2 a1, na Arena Pernambuco.

Andrey – Melhor jogador do América. Participa, sai do gol, nas bolas altas e baixas, e mesmo tendo passado muito tempo parado, mostra a mesma qualidade de sempre. Nota 8.

Marcelinho – Bom jogador. Prejudicado pelo esquema de jogo, muito preso, pode render muito mais. Nota 7.

Cléber – Perdido em campo. Marcando mal, saindo mal e falhando em jogadas que normalmente resolve. Nota 5.

Roberto Dias – Irreconhecível. Normalmente tranquilo, com bom passe na saída e sem cometer erros, esteve totalmente perdido. Nota 3.

Paulo Henrique – Me pareceu sem função. Não marca e nem apoia. Sem nota.

Márcio Passos – Acho que prejudicado pelo companheiro de marcação, sem a firmeza de sempre e também errando muitos passes. Nota 5

Val – O pior em campo do time do América. Lento, lento, lento e lento. Dá sempre um toque a mais, um volteio a mais. Marcou mal e não ajudou na ligação. Nota 2.

Morais – Mal no começo do primeiro tempo, prendendo demais a bola e errando passes. Melhorou no finalzinho do primeiro, mas voltou a sumir no segundo até ser substituído. Nota 3.

Wanderson – Perdido, errando passes, dando bote errado. Talvez o jogador mais prejudicado nesse esquema de Oliveira Canindé. Nota 3.

Pimpão – O lutador de sempre. Ainda conseguiu fazer boas jogadas apesar da ligação mal feita do meia. Nota 6.

Max – Lento, sem percepção de jogada, longe da bola e com pouca ou nenhuma presença de área. Nota 2.

Daniel Costa – Entrou e nada fez. Sem nota.

Paulinho – Entrou e nada fez. Sem nota.

Alfredo – Entrou e nada fez. Sem nota.




América joga muito mal e perde para o fraco time do Náutico

Edmo Sinedino,

Mediocridade em campo.

O América perdeu para o Náutico de 2 a 1 na tarde deste sábado na Arena Pernambuco.

Perdeu para o fraco time de Recife ou para ele mesmo?

Incrível! Como se cometem tantos erros numa partida?

Não admissível que, além de perder gols, também se presentei o adversário.

Foi assim o América.

No primeiro tempo, lento, sem iniciativa, respeitando, acho até que temendo o Náutico.

Val, quase parando, errando passes, assim como o meia Morais. Paulo Henrique, lateral fraco, preso na marcação.

Wanderson, deslocado de novo, desta vez fazendo não uma meia, enchendo, tomando o espaço no meio-campo, não, aberto na esquerda e sem função.

Uma formação que deixou o time sem criatividade, sem chegada na frente e ainda, acreditem, com uma defesa desprotegida.

E achando pouco, essa mesma defesa aberta, cheia de claros, facilitando, em muito, a vida dos adversários.

O gol do Náutico, que dominava porque o América se deixava dominar, saiu de uma falha grotesca do Roberto Dias.

Com a bola dominada, ele perdeu para o atacante Paulinho. O chute saiu prensado, desviou no próprio Roberto e encobriu Andrey.

Pouco depois, o jogo mudava completamente de figura.

Depois de tomar o gol, só acontece sempre depois, o time natalense adiantou a marcação, tirou o espaço e tomou conta da partida.

Vem, invariavelmente, a pergunta: por que são fez isso desde o começo?

O empate veio, gol contra de Rafael Morais, em jogada de linha de fundo.

Mostrando a fragilidade do rival, logo depois, Val tira dos pés de Wanderson o gol da virada, no final.

Um lance incrível.

Vem o segundo tempo.

O América começa bem melhor, perde outra chance incrível de virar o placar.

Depois de alguns minutos dominando, o time de Oliveira Canindé volta a cometer os mesmos erros.

Facilita a marcação, dá espaços e inicia um “show” de passes errados, de jogadas infantis, sempre protagonizadas pela defesa e pelo volante Val, talvez o pior jogador em campo.

A lentidão de Val chama o Náutico para cima; os passes errados de Val, Paulo Henrique, Wanderson e Roberto Dias fazem o Náutico, volto a dizer, fraco time, renascer.

Oliveira Canindé continua sem enxergar. Sua melhor jogada, Marcelinho, não é explorada.

Mantém Val no meio e quando substitui Morais o faz por outro meia – Daniel Costa - para ficar na mesma.

Para ficar pior ainda.

Alfredo por Max e Paulo Henrique por Paulinho.

Todas as vezes que o atacante Paulinho entra eu fico me perguntando qual a intenção do treinador.

Três atacantes – Pimpão, Alfredo e Paulinho – com um meio-campo capenga, dois alas que não são acionados.

Um time brecado.

E isso significa homens a menos na pegada e criação de meio-campo, por conseguinte, sufoco.

E Andrey tem que aparecer para salvar as várias chances de gols criadas ou dadas.

Sem falar que a mediocridade dos timbus também conta.

Um América descarecterizado, que muda sem mudar, que parece não ter alternativas outras de jogadas.

O pior é que a gente sabe, e o treinador também, creio, que tem sim.

Mais uma derrota melancólica e contra um adversário absolutamente batível.

O goleiro do Náutico é inseguro, a defesa é muito fraca – Edivânio e Flávio-, os alas não incomodam, o meio-campo não tem grande qualidade, e o ataque não assusta.

Mas hoje, parece que Cléber e Roberto Dias, e Val, estavam marcando Romário, Ronaldinho Gaúcho e cia.

O segundo gol do Náutico, o meia, apenas razoável, Vinícius,  driblou Cléber e Márcio Passos ao mesmo tempo.

Nunca vi tanta facilidade.

Um jogo, enfim, para esquecer.

Com a derrota,. O América caiu para a 14ª colocação.



Roberto Vital participa de Congresso de Medicina do Exercício do Esporte

Edmo Sinedino,

vital_09Roberto Vital é assim.

Mal chegado da Alemanha, onde acompanhava nossa seleção paralímpica, já embarcou novamente.

O médico do ABC participa do 26º Congresso Brasileiro de Medicina do Exercício do Esporte.

O importante evento está sendo realizado no período de 20 a 23 de agosto, em Belo Horizonte.

Como sempre, o potiguar vai colocando o nome de nosso Estado nas mais altas esferas do esporte brasileiro e mundial.


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