Atuações: um jogo de vários destaques do time rubro

Edmo Sinedino,

Atuações do time rubro no empate honroso contra o Vasco, na tarde deste sábado, em São Januário.

Talvez, o ideal. Nenhuma atuação espetacular, mas destaque para o bom conjunto em alto nível de todo o time, quase.

Fernando Henrique -  Tecnicamente, FH é um goleiro fraco, mas impossível não destacar sua importância na partida de hoje. Nos descontos, ele salvou o América em dois lances espetaculares. Por isso, se redimiu um pouco, falta muito, das falhas que tem cometido repetidamente. Nota 8.

Marcelinho – Um jogador inteligente. Se não tinha corredor para ele trabalhar, e ser homem de ultrapassagem, soube se preservar, só ir na boa. Marcou bem e não deu espaços. Nota 7,5.

Cléber – Gigante na defesa. Por baixo e por cima, como nos seus melhores disas. E olha que estava na marcação de um dos melhores atacantes do Brasil. Nota 8,5.

Roberto Dias – Mereceria os mesmos elogios,  e talvez a mesma nota do companheiro, mas, no finalzinho, pecou em duas oportunidades e quase complica a vida do América. Mesmo assim, no todo, grande atuação. Nota 8.

Wanderson – Um dos melhores jogadores da Série B na posição de ala. Versátil, habilidoso, rápido, dribla bem e passa bem. Infelizmente, é perseguido pelo fato, absurdo mais é verdade, de ser raquítico. Um dos melhores em campo. Nota 8,5.

Márcio Passos – A defesa do América é outra com ele em campo. Um pastor de guarda sem igual. Marca, cobre, rasga, dá chutão, mas também tem bom passe e empurra bem seu time à frente. Outro grande nome do jogo. Nota 8,5.

Val – Opção de risco de Oliveira Canindé, mas deu muito certo. Val cadencia, valoriza posse de bola, tem bom passe e ajuda, muito, na marcação. Desempenhou bem sua missão. Nota 7,5.

Fabinho – Incansável, imarcável, dupla, tripla função, ala, meia, atacante, lateral, tudo cabe nesse jogador moderno que é a alma desse time rubro. Aparece em todos os cantos – defesa e ataque – e foi, de novo, de grande valia para o esquema de jogo do América. Nota 8,5.

Jéferson – Outra aposta acertada de Oliveira Canidé. O meia foi participativo, criativo, fez parceria com Wanderson, Fabinho e os atacantes, faltou, talvez, um pouco de ousadia para finalizar em alguns lances, ou talvez arriscar um pouquinho mais a jogada individual. Nota 7,5.

Pimpão – O guerreiro de sempre. Atacante raro. Daqueles que sempre dão trabalho às defesas, mas que ainda conseguem encontrar “gás” para ajudar na recomposição. Perdeu um lance de gol, é verdade, mas tem crédito. Nota 8.

Isac – Um fato de ficar no banco, entrar e sair, voltar a entrar e sair, tudo isso atrapalha o homem-gol. Ele precisa de jogo, de confiança, e continuidade. Por isso, talvez, Isac tenha deixado um pouco a desejar na partida de hoje. Teve a “bola do jogo”. Mas não foi mal. Nota 7.

Jean Cléber – Bom meiocampista, inclusive, para mim, titular do América, mas não entrou bem no jogo. Um pouco acelerado demais. Sem nota.

Alfredo – Quase não pegou na bola. Sem nota.

Paulo Henrique – Também não teve tempo para nada. Entrou só para fechar mais um pouco e garantir o empate. Sem nota.



Oliveira Canindé ousou contra o Vasco, e se deu muito bem

Edmo Sinedino,
Marcelo Carnaval/Agência O Globo
Mesmo, aparentemente, menos marcador, e depois de um começo ruim, o América teve uma atuação de time grande.

Gostei da formação do América na partida.

Achei que Oliveira Canindé entraria com Jean Cléber e até Val, sem meia de ligação.

Com Márcio Passos, Jean Cléber, Val e Fabinho. Com o versátil sendo volante sendo também o meia da ligação.

Engano.

Além de manter Jéferson, mesmo sabendo que o meio-campo precisaria ser de muita pegada, o treinador rubro entrou com Val, outro jogador de bom passe.

Assim como Zé Teodoro ontem, Oliveira Canindé preferiu apostar mais na habilidade, qualidade técnica e posse de bola.

E deu certo, ainda bem.

Mesmo, aparentemente, menos marcador, e depois de um começo ruim, o América teve uma atuação de time grande.

E não foi uma atuação de lampejos, de correr riscos e se fechar, não. Foi o tempo todo jogando no mesmo nível do Vasco.

Com um proposta de jogo diferente, é bem verdade, mas sem dever nada ao adversário.

Ótima atuações de seus setores . Cléber e Roberto Dias na defesa parando todos os ataques. Márcio Passos, um gigante na frente da área.

Wanderson passando como um cometa e levando sempre muito perigo. Marcelinho mais preso, mas sem, contudo, deixar de contribuir.

Os homens da marcação- criação fazendo ótimo papel – Além de Passos, Val e Fabinho. Jéferson retendo bem a bola, fazendo triangulações com o Wanderson, e fazendo a bola chegar em Isac ou Pimpão.

Foi a dupla de ataque, que tem sido ponto alto do América, talvez, tenha pacado mais, ou acertado menos.

Em dias melhores, tanto Pimpão quanto Isac teriam marcados os gols decisivos que perderam.

Mesmo assim, também tiveram boa atuação.

Um América que mereceu aplausos.


América empata em grande atuação; e FH garante o empate no final

Edmo Sinedino,

Um grande jogo do América.

Tarde de festa em São Januário, torcida de volta a campo,  cariocas vinham de goleada sobre o Santa Cruz, e prenúncio de grande resultado.

Só não contava Adilson Batista com uma atuação quase irrepreensível da equipe potiguar durante quase toda a partida.

É bem verdade que o América teve um primeiro tempo titubeante, inseguro nos primeiros 20 minutos, mas equilibrou depois.

Chegou a ter, em alguns momentos, mais volume de jogo que o adversário e também saindo para o jogo e criando situações de ataque interessantes.

Uma partida em que o goleiro Fernando Henrique, enfim, merece realmente o reconhecimento pelas duas defesas que fez, já nos descontos.

Cabeçada à queima-roupa e depois um toque do Cléber Gladiador, que ele, no reflexo, conseguiu tirar com a mão.

Vai ter muita gente supervalorizando as duas defesas de FH que, acho, falhou no gol do Douglas, e explico: o meia é canhoto, batendo uma falta do bico da grande área pelo lado direito, ele, goleiro, oferece justamente o seu canto esquerdo livre.

Depois de um primeiro tempo com ligeira vantagem para o Vasco, o time potiguar, podemos dizer, sem exageros, realizou um segundo tempo quase perfeito.

Marcação em cima, tirando os espaços dos vascaínos e armando contra-golpes mortais.

Os rubros não correram riscos, antes dos descontos, souberam segurar, parar as investidas dos comandados de Adilson Batista e foram melhores em todos os sentidos.

O América teve três oportunidades claras de gols – duas com Isac e uma com o Pimpão – além do gol, que foi contra, na bela jogada de Jéferson.

Certamente, se entra uma das bolas – Pimpão ou Isac – seria quase impossível ao Vasco encontrar forças para empatar ou virar.

Só no final da partida, por conta de falhas individuais do zagueiro Roberto Dias, que teve grande atuação, o Vasco chegou.

O escanteio proporcionou chance para uma cabeçada à queima-roupa do zagueiro Douglas Silva, com reflexo e sorte, Fernando Henrique protagonizou a primeira grande defesa dele em todo o jogo.

Depois, a bola sobrou para Cléber, o atacante tentou desviar do goleiro que, com a mão esquerda, salvou o gol do desempate.

Se a bola entrasse seria uma injustiça tremenda pelo que apresentou o América na partida desta tarde em São Januário.

Fim de jogo, vaias da torcida, imerecidas. Mereciam aplausos América e Vasco pelo que fizeram em campo.

Mas a torcida carioca, evidente, não perdoa um empate em casa contra uma equipe do Nordeste e fica cega para o resto.

Com o resultado, o América sobe uma posição, é oitavo, mas pode perder essa colocação caso o Sampaio Correa vença seu compromisso das 21h.


Atuações: Renato foi o grande destaque da partida

Edmo Sinedino,

renatodst_09Atuações, com notas, dos jogadores do ABC, na brilhante vitória sobre o então líder Joinville, de virada, por 2 a 1.

Camilo – Pouco acionado, até porque o ABC foi melhor o jogo todo, mas fez uma defesa espetacular em cobrança de falta, e mostrou muita personalidade. Nota 8.

Renato (foto) – O maior nome do jogo. Como se não bastasse sair de sua “cartola” as melhores jogadas de ataque, marcou um golaço, e “ganhou” outro do árbitro. Atuação quase perfeita, pois ainda foi passado para o meio-campo no final e continuou em grande estilo. Nota 9.

Suéliton – Foi bem. Mas poderia ter um pouco mais de tranqüilidade na marcação. Cometeu falha de marcação no gol de Jael. Bem na saída de jogo, por cima e por baixo. Nota 7.

Marlon – Senti firmeza no zagueiro Marlon. Seguro, sereno, rápido e não tem medo de jogar, e muito menos de sair no mano a mano. Talvez, no finalzinho, senti que ele estava cansado. Nota 8.

Luciano Amaral – Bem no jogo mais uma vez. Fazendo bem seu papel de ala, aparecendo nas ultrapassagens e sempre com jogadas verticais. Melhor: sem pecar muito na recomposição. Nota 7,5.

Fábio Bahia – Dentro do que se espera de um volante de marcação. Protege a área, e se resume a passes curtos. Mas claro, deve crescer de produção à medida que se entrosa com o grupo e pega mais ritmo de jogo. Nota 7.

Michel – Bom na marcação e sem pecar no passe. Sempre se apresentando como boa alternativa de saída de jogo quando os meias estão marcados. Nota 7,5.

Júnior Timbó – Começou hoje a reencontrar seu bom futebol. Bons passes, boas fintas e, mais importante: joga sempre de forma vertical. Um jogador diferenciado. Saiu cansado. Nota 8.

Xuxa – Não diria que fez uma má partida. Mas eu sempre espero mais de um meia de criação. Bons passes, mas faltou deixar os atacantes “na cara”, pois é essa sua missão maior. Nota 7.

Gilmar – Está em má fase. Mas ninguém pode dizer que se omite. Muito pelo contrário. Deveria, acho, eu ter jogado mais pelos lados do campo. Nota 5.

Rodrigo Silva – Procurou realizar o que sabe. Finalizou no gol, cabeceou, abriu espaços, preocupou a defesa, mas não estava em dia de graça, de gol. Nota 7,5.

João Henrique – Pouco acrescentou e saiu machucado. Sem nota.

Patrick – Entrou e não dexou cair o bom ritmo do lado direito. Nota 5.

Lúcio Flávio – Entrou e brigou muito, ajudando inclusive, de forma faltosa, no gol da vitória. Nota 5.

*Foto: Frankie Marcone


Os dois "atores principais" no triunfo do alvinegro

Edmo Sinedino,

jael_09Dois personagens merecem destaque especial na vitória do ABC.

Renato, ala e meia, autor de um golaço, e que foi premiado com o outro, contra, dado para ele pelo árbitro.

Tudo bem, mereceu.

O outro destaque foi o goleiro Camilo. Depois de um tempão sem jogar, escalado para substituir o jogador em quem a torcida mais deposita confiança, e dá conta do recado.

Vendo Camilo em campo, me lembrei de Dida, do América, que passou por situação muito similar.

Camilo não foi muito acionado, mas das vezes que foi, deu conta do recado e mostrou que é um grande goleiro.

O lance capital, que determinou a virada do ABC, para mim, foi protagonizada por ele, não por Renato com aquele chutaço.

A falta baixa que Jael cobrou. A bola desviou no Rodrigo Silva, ajudou, mas ainda chegou no gol na grama, aumentando o grande dificuldade.

Um gol espetacular do goleiro que, definitivamente, merece a confiança da Frasqueira.

*Foto: Frankie Marcone


Zé Teodoro armou um esquema tático para vencer

Edmo Sinedino,

rdorigo_09Me preocupava no ABC a falta de equilíbrio na defesa.

A falta de passagem dos alas.

Definições no setor de meio-campo: quem é o primeiro volante, o segundo, quem cobre, e quem chega na frente como elemento surpresa e qualidade de passe.

Criticava, sobretudo, o “enchimento” de volantes no meio-campo.

No ataque, duvidava que Rodrigo Silva pudesse jogar ao lado de Dênis Marques. Mas vendo os últimos jogos, e a carência de um segundo atacante, mudo.

Até quero ver.

Mas é evidente que o atacante de velocidade ideal é João Paulo, já regularizado e quase pronto.

Pois bem. No jogo passado, derrota para a Luverdense, voltei na não gostar da defesa, e achei que Teodoro errou ao escalar três zagueiros.

Não identifiquei sobra, e nem o “stop”, ou o da saída rápida pelo lados, empurrando os alas.

Mesmo assim, o ABC não foi mal. E achei, escrevi sobre a injustiça do placar.

Na partida de hoje, mesmo ainda vendo alguns titubeios do Suéliton, gostei da dupla formada com Marlon, e achei que o quarto zagueiro foi bem melhor.

Os alas continuaram sendo o ponto forte, repetindo as boas atuações do jogo passado.

A minha grata surpresa foi ver um meio-campo armado com dois meias, e três jogadores de bom passe – Michel, Xuxa e Timbó – e apenas um que se limita a marcar – Fábio Bahia.

É isso que sempre digo. Não tem errada. Se você tem meiocampistas de bom passe, os alas andam, as jogadas surgem e os atacantes vão ter a bola.

Gilmar teve chances, Rodrigo Silva também. Mas o primeiro está em má fase, e o artilheiro hoje estava no que que a sua bola “não quis entrar”.

Acontece.

Por isso, simples assim, o ABC dominou os dois tempos e criou muito. Foram diversas situações de gol.

As mexidas? Júnior Timbó saiu por cansaço, claro. Três atacantes pode ter sido um risco, mas tinha que correr.

E outra grata surpresa: Patrick entrou como ala, passando Renato para a meia e mantendo sua bela atuação.

E o melhor foi que o time não se desequilibrou. E ainda contou com a sorte de, a partir das mudanças, jogar com um e dois jogadores a mais por conta das expulsões.

O ABC fez o jogo ficar a seu favor. O esquema de Zé Teodoro foi de vencedor, e deve ser assim, principalmente quando joga em casa.

*Foto: Frankie Marcone



ABC faz grande jogo e vence o Joinville de virada

Edmo Sinedino,

renato_09Gente, é bom demais comentar, escrever sobre resultados positivos de nossos representantes.

Ainda mais quando a vitória vem, de virada, e sobre uma equipe que liderava a competição.

Merece nosso aplauso e reconhecimento o triunfo do ABC, numa partida em que a equipe foi de uma frieza impressionante.

No primeiro tempo, jogo igual, e injusto o placar. O gol de Jael, artilheiro do campeonato, aconteceu de jogada de bola parada e de erro do zagueiro Suéliton que “soltou” o atacante.

Foi maior a posse de bola do ABC, foram quase todas do alvinegro natalenses as “situações” mais reais de gol, por isso o desagrado.

O treinador Zé Teodoro fez mudanças importantes para a partida. Mudou esquema e peças. E fez muito bem.

A dupla de beques formada por Suéliton pelo lado direito e Marlon, esquerdo. Mantido, claro, os alas – Renato e Luciano Amaral – que atuaram bem na partida passada e voltaram a ser peças determinantes no jogo de hoje.

O meio-campo, Teodoro sacou Amora e escalou Fábio Bahia, mantendo Michel, e ainda escalou dois meias criativos – Júnior Timbó e Xuxa.

O esquema funcionou bem sim, o ABC girava a bola, matinha a posse e tinha passagens de alas, além de jogadas em diagonais e de triangulação.

Aquela coisa do futebol: nem sempre o melhor vence. Por isso, o conforto para o intervalo. O time desceu para o vestiário e contou com o apoio do treinador.

No segundo tempo, o ABC volta como começou, melhor, e com a mesma determinação tática.

Antes de marcar seu gol de empate, foram realizadas várias jogadas de ultrapassagem dos alas, e sempre levando muito perigo.

Parecia que o gol de empate seria só questão de mais ajuste na hora do passe para trás. Era essa a tônica da partida.

Se as grandes jogadas não redundavam em gol, e vejam como é o futebol, o ala Renato, melhor jogador em campo, levantou a bola na área, procurando o Rodrigo Silva. A bola desviou no zagueiro e tirou o goleiro Oliveira da jogada.

O empate, apesar de vir de um gol contra (o árbitro acabou colocando para Renato) foi merecido.

A partir daí, dava para sentir, a virada viria. Mas antes, um grande susto, um grande nome surgiu na partida.

Falta perigosíssima, quase pênalti para o Joinville. Jael bateu por baixo da barreira, a bola desviou milímetros no pé de Rodrigo Silva, beneficiando o goleiro Camilo que fez uma defesa “de copa do mundo”.

Um verdadeiro “gol” desse goleiraço que ficou no banco, trabalhando, entrou num fogo danado e acabou contribuindo com alta porcentagem na vitória do alvinegro nesta noite.

Depois da defesa de Camilo, nada mais justo que um golaço como o que foi marcado por Renato, determinando a vitória do ABC.

Não posso deixar de registrar, não seria justo, que houve sim falta de Lúcio Flávio no zagueiro Bruno Aguiar, que acabou expulso por reclamar e peitar o fraco árbitro Jailson Macedo.

O time alvinegro precisava da vitória e consigo enxergar sim, já havia dito no jogo passado, apesar da armação do 3-5-2, ascensão e ajustes nos esquemas de Zé Teodoro.

Enfim, vitória mais que merecida de quem, a todo momento, procurou mais o jogo.

*Foto: Frankie Marcone


América contrata volante uruguaio; candidatíssimo a ídolo

Edmo Sinedino,

lucas_09Alekito, Digão, Morais, Paulinho, Lázaro e agora o uruguaio Lucas Tamareo, volante que jogava no Liverpool da terra de Danilo Menezes.

Sem falar nos outros que vieram, e em alguns que já foram.

É gente demais!

Esse Lucas é realmente estrangeiro.

E claro,  já é candidato a ídolo, basta fazer muito pouco.

Fico me perguntando onde o presidente Gustavo de Carvalho vai levar o América com tantas contratações.

Se o acesso não vier, do jeito que vai, e com os investimentos feitos, qualquer outro resultado é ruim.

Fico me perguntando: será que quase todos os nossos dirigentes têm essa compulsão por contratar, contratar e contratar...?



O Estádio JL não pode se transformar em condomínio de luxo

Edmo Sinedino,

jllotado_09Já escrevi uma postagem sobre o JL.

Tentador JL. Um amigo me mandou e-mail, não satisfeito me ligou e disse que tem muita, mas muita gente querendo aquele espaço.

“Você tem toda razão quando fala em condomínio para milionários. Seria sim a área mais nobre de Natal, talvez, e, sem dúvida, o mais caro”, falou esse amigo que entende do assunto.

Vamos ficar, só nos resta, vigilantes, cobrativos e prontos para acionar o Ministério Público a qualquer sinal de perigo.

Aquela área foi doada aos clubes, alguns nem existem mais – Atlético, Ferroviário e Riachuelo – assim como à Federação de Esportes Terrestres (antiga).

Por isso, acho eu, não pode ser alienada.

Esse amigo elogiou muito e apoiou a sugestão de transformar o espaço num luxuoso centro de formação de novos craques.

Um empreendimento que poderia se transformar em exemplo para todo o Brasil.

*Foto: arquivo (JL lotado em dia de clássico)


Romário desanca Marín, Del Nero e Gilmar Rinaldi

Edmo Sinedino,

romario_09Romário não é nenhum santo, e todos sabem disso.

Mas se tem uma coisa que ele conhece é desses bastidores sórdidos do futebol.

E o que ele disse sobre Gilmar Rinaldi, novo coordenador técnico da seleção, eu já tinha ouvido coisa parecida de muita gente envolvida no futebol.

O Gilmar Rinaldi é mesmo a “cara” de um coordenador de seleção escolhida por José Maria Marin e Marco Pólo Del Nero.

Uma lástima.

Veja o que disse o deputado:

— É inadmissível Gilmar Rinaldi ser escolhido para assumir o cargo. O cara é empresário de vários jogadores. Tive o desprazer de trabalhar com ele no Flamengo, é incompetente e sem personalidade — disse Romário no Twitter.

O ex-atacante afirmou que Gilmar fará da CBF "um banco de negócios para defender os seus interesses". Ele também citou o nome dos principais dirigentes da entidade.

— Só os ratos do (presidente José Maria) Marin e (presidente eleito Marco Polo) Del Nero para escolherem uma pessoa como essa.



O América também não terá Max contra o Vasco

Edmo Sinedino,

max_09Max faz falta. Faz sim. Ainda mais depois de ter marcado dois gols na última partida.

Futebol é assim. Se o América tivesse perdido e se ele joga mal, desperdiça chances, o torcedor estaria dando graças.

É assim que funciona.

No entanto, para essa partida de sábado vai fazer falta mesmo jogadores como Artur Maia e Morais.

Se é que Morais entrou mesmo assim tão bem como falaram.

Homens que seguram a bola, que proporcionam controle de jogo.

Max tem Isac, e os dois se equivalem.

Oliveira Canindé vai manter os três volantes – Márcio Passos, Jean Cléber e Fabinho – com, quem sabe, a estreia do meia Andrezinho ou Jéferson.

O restante do time, igual. Até mesmo com Fernando Henrique no gol.

*Foto: Frankie Marcone


Gilmar Rinaldi, empresário de jogadores, é o novo coordenador da CBF

Edmo Sinedino,
CBF
Gilmar Rinaldi, empresário, é o novo coordenador da seleção brasileira.

Fico lendo as notícias e vendo as escolhas, os desenlaces, definições, e fico cada vez mais preocupado com o futebol do Brasil.

Gilmar Rinaldi, empresário de jogadores, é o novo coordenador da seleção brasileira.

Viram só? Eles estão pouco se lixando se alguém vai contestar...

Nada de Zico, Juninho Pernambucano, Leonardo, alguém de outro esporte, não, Marin e Del Nero escolheram um empresário.

O treinador deve ser anunciado em breve. E será brasileiro.

Quem será que vai aceitar trabalhar com essa turma?

E os projetos de ajuda à formação de jovens talentos pelo Brasil?

E a divisão do bolo, que tem que ser feita, pela CBF e federações, como fica?


Centro formador de jovens talentos seria destino ideal do JL

Edmo Sinedino,

jlestadio_09Fui ver o jogo Globo 3 x 1 Currais Novos, Sub 19, no JL.

Velho estadinho do Tirol de tantas saudades, de partidas históricas da divisão amadora, e das próprias categorias de base.

Um lugar perfeito para se fazer um centro formador de jovens valores.

Bastava que o presidente da FNF, José Vanildo, e dirigentes de clubes se mexessem, fizessem algo concreto pelo futebol.

Poderiam sim comprar a briga por um centro junto às autoridades – prefeito, governadora, bancada federal – e fazer um benefício não só para o esporte, mas para a juventude carente de apoio para não enveredar no triste mundo das drogas.

Bem sei que isso não acontece. As prioridades de José Vanildo são outras, assim como os outros dirigentes de clubes e gestores.

Quem sabe essa cruzada possa ser iniciada de baixo para cima. Pelo donos de clubes que não podem mais participar de campeonatos promovidos pela FNF por não poderem pagar as taxas.

Os abnegados do interior, dos times de várzea, dos bairros, das associações.

Seria essa a solução. Deputada Fátima Bezerra, nos ajude!

Infelizmente, ao invés de se tornar um centro formador de jovens valores, a gente sabe, e como sabe, o espaço do JL deve mesmo estar reservado para um grande condomínio residencial para milionários.

Tenho certeza que esse deve ser o sonho de muitos dos que fazem o futebol do RN.

Mas a gente, pobre, sem vez, sem voz, tem que lutar agora para manter, pelo menos, o berço de nosso futebol.

PS: no JL, vi com tristeza que não existe mais a charmosa e tradicional arquibancada de madeira. Os anos e anos descaso fizeram acabar.


Dênis Marques, Artur Maia e Morais; os mais caros no DM

Edmo Sinedino,

isac_09Fiz um comentário na tevê Assembleia sobre contratações e custo-benefício.

Quatro exemplos no nosso futebol, dois do ABC – Dênis Marques e Gilmar – e dois no América – Artur Maia e Morais.

Será que vale mesmo a pena investir na contratação de jogadores caros, para vê-los muito mais no DM que em campo?

Só o tempo vai responder essa pergunta.

ABC e América, carentes, mercado concorrido, pouco dinheiro para investimento, e um enorme risco a correr.

Na verdade, o prejuízo é do clube, pois a nossa imprensa nem mais questiona. Parece engessada, acostumada, anestesiada com os absurdos que vemos todos os dias.

Ou, sei lá, vai ver, todos achem naturais essas políticas que se repetem todos os anos.

Analisem, acompanhem, Morais e Artur Maia – Dênis Marques e Gilmar, certamente estão entre os jogadores de salários mais caros do clube.

Vale mesmo a pena?

Para o jogo contra o Joinville, sexta-feira, provavelmente Dênis Marques ainda não reúna condições.

Assim como Morais e Artur Maia, para a partida contra o Vasco, sábado.



O exemplo de Ricardo Gareca

Edmo Sinedino,
FD/Esportes
Ricardo Gareca, técnico do Palmeiras, passou o mês da Copa do Mundo em contato com os jovens atletas do sub-17 e sub-19.

O exemplo de Gareca, técnico argentino do Palmeiras.

No período da Copa do Mundo, recesso,  a equipe profissional parou por 15 dias.

A equipe profissional, mas o novo comandante estava todos os dias no CT do time verde treinando e conhecendo a meninada do sub-17 e sub-19.

Isso não é garantia de títulos, ou de sucesso, mas uma prova de compromisso e inteligência, pois nas bases está a solução de problemas de todo nosso futebol.

Que Ricardo Gareca faça o que os nossos não fazem: aproveitar jogadores jovens.


E o Palácio dos Esportes?

Edmo Sinedino,

palacio_09Publiquei uma matéria no portal sobre a colocação de seis mil cadeiras no ginásio Nélio Dias.

Tudo bem, parabéns!

Está ficando lindo.

Mas, aproveitando o ensejo eu pergunto: quando termina a reforma do Palácio dos Esportes?

E essa é uma pergunta de toda Natal que gosta do esporte amador.

Nos animamos com o início das obras, e quase todas as obras, algumas que começaram bem antes, prontas, o velho PE nem longe...

O pouco caso com o nosso esporte amador, parece, não tem jeito.

A reforma estava prevista para terminar no dia 9 de fevereiro, imaginem o atraso.

Orçada em mais de R$ 1 milhão, a obra teve início em outubro do ano passado.

A Secretaria Municipal da Juventude, Esporte, Lazer e Copa do Mundo não estipula um prazo para a conclusão.

A última informação dava conta de uma necessidade de um reforço na estrutura do ginásio, o que aumenta o orçamento da obra em mais R$ 150 mil.



Torcida é proibida de ver jogo do Estadual Sub 19

Edmo Sinedino,

Fui ver de perto uma partida do Campeonato Estadual Sub 19.

A largada aconteceu nesta quarta-feira (16), com as partidas entre Currais Novos x Globo, Palmeira de Goianinha x ABC.

O jogo do Globo, acho que mando do Currais Novos do treinador Berguinho, foi realizado no estádio JL.

Chegando lá, o absurdo: torcedor não pode entrar.

Torcedores, pais de atletas, parentes, amigos, ninguém pode prestigiar.

As partidas realizadas num estádio interditado pelo Ministério Público. E é isso que não entendo.

Se o público não pode comparecer como é que a FNF marca jogos para esta praça?

Seria impossível encontrar uma alternativa? Claro que não. Basta que o departamento técnico da entidade se mexa, faça seu trabalho.

Outra coisa que me deixou muito triste foi ficar sabendo que a categoria que prepara, que lapida o garoto para o profissional realizar um certame com apenas seis equipes.

Isso é um absurdo.

Será que é esse o caminho certo para a continuidade de nosso futebol?

Já passa da hora de sentar todos – presidente de federação, de clubes, gestores da cidade e do Estado – para fazer alguma coisa.

Para mudar esta triste realidade posta.

O presidente da FNF, José Vanildo, que faz boa gestão, precisa repensar o apoio que dá somente ao futebol profissional.

O futebol do Brasil precisa ser revisto. Que esse seja o verdadeiro legado dessa Copa.

Está sim na hora de José Vanildo, presidente, e dirigentes de clubes, e imprensa, se juntarem para cobrar da CBF e dos poderes públicos constituídos.

Não temos mais condição de nos omitirmos a esse desinteresse sem precedentes.

Eu sou do tempo da Segunda Divisão Amadora, dos campeonatos de bairros, de campeonatos juvenis vistos pelas torcidas e tudo o mais.

Será que essa, de hoje, é a fórmula certa de fazer futebol? Responda quem puder.



Uma rodada 50% para o futebol do RN

Edmo Sinedino,

pimpa_09Uma rodada 50% para o futebol do RN.

O América venceu de 4 a 2 ao Bragantino, passando aperto por conta de dois frangaços do goleiro Fernando Henrique.

Já o ABC perdeu para o Luverdense, que não é bicho nem nada, numa partida que poderia, sim, ter vencido.

O Vasco, parece, desencantou. 4 a 1. Aliás, os gols da rodada estavam reservados para os jogos da 21h50, esse horário desgraçado.

Alguma grande zebra? Talvez a derrota do líder Ceará, em casa, e de 3 a 1.

A rodada também marcou a estreia do técnico Frâncico Dia no comando do Oeste. E ele não foi tão bem.

Só empatou, em casa, 0 a 0, diante de seu ex-clube, o Icasa, mas pelo menos o pontinho serviu para sair da zona de rebaixamento.

O “professor” vai ter muito trabalho naquele time de Itápolis.

Os resultados da rodada:

América/MG 1 x 0 Paraná

Vila Nova 0 x 2  Boa Esporte

Ponte Preta 0 x 0 Portuguesa

Avaí 2 x 1 Atlético/GO

Náutico 1 x 0 Sampaio Corrêa

Oeste 0 x 0 Icasa

Vasco 4 x 1 Santa Cruz

América 4 x 2 Bragantino

Ceará 1 x 3 Joinville

Luverdense 3 x 1 ABC



Poder de superação...e de ataque

Edmo Sinedino,

wanderson_09O América esteve duas vezes atrás do placar.

E olha que o time já havia feito um bom começo de campeonato, antes da Copa.

Oito pontos já haviam sido perdidos em casa.

Por isso, acho, o time mostrou um poder de superação enorme.

Não é fácil ver seu goleiro falhar duas vezes seguida em continuar “no jogo”.

Ainda bem que as apostas ofensivas do treinador Oliveira Canindé deram certo.

Wanderson (foto). Sinceramente, não entendo como alguém pode contestar esse jogador.

Morais e Jéferson.

Nem vi o jogo, só lances, mas acredito que foi essa força de ataque, alimentada pelo “motor” Fabinho, que levaram o time à vitória.

Nem sei como foi o rendimento de Morais, mas independente disso, o time marcou três vezes mais a partir das mudanças.

Só espero que a direção do América identifique e estanque o boato sobre saída do treinador Oliveira Canindé.

Isso é “tiro no pé” para qualquer equipe.

O presidente Gustavo Carvalho já errou uma vez ao mudar, e erra pela segunda.

*Foto: Frankie Marcone



ABC faz bom jogo, mas perde em Lucas do Rio Verde

Edmo Sinedino,

Vi, todo, o jogo do ABC.

E direi: um duelo que o time alvinegro poderia sim ter vencido, sem muita dificuldade até, acrescento.

Sinceramente, não sei o que acontece na beira do campo, acho que os treinadores cegam, ou a adrenalina das partidas atrapalha o raciocínio lógico.

Zé Teodoro escalou seu time no esquema, sempre arriscado, de três zagueiros – 3-5-2.

No entanto, a frente da defesa, com Daniel Amora e Michel, quase sempre muito desprotegido, e apenas Júnior Xuxa para criar as jogadas.

Mesmo assim, o esquema parecia dar certo. Foram do ABC, com Gilmar, as melhores chances de gol.

Infelizmente, o atacante desperdiçou.

Não foram chances daquelas de você não acreditar, mas poderiam, se o atacante estivesse bem, pronto, marcado sim.

No primeiro tempo, se tinha pouca gente para armar pelo meio-campo, Zé Teodoro soltou bem seus alas.

Renato e Luciano Amaral levavam sempre muito perigo ao gol do Everton.

Infelizmente, repito, Gilmar sempre chegava sem firmeza e sequer finalizava.

Ele sempre, me pareceu, preferia cavar falta, esperar marcação da arbitragem.

No segundo tempo, Zé Teodoro continuou com a mesma formação, talvez tenha pedido para seu time adiantar um pouco a marcação.

E o ABC estava se apresentando melhor. Continuava dando pinta de que poderia sim ganhar a partida.

A primeira grande chance foi de Gilmar, sempre ele. Mas, novamente, não protegeu bem a bola, não se firmou para bater no gol e desperdiçou.

Infelizmente, do outro lado, Misael (excelente jogador que sempre citei como reforço para ABC ou América), ganhou do Samuel, fintou-o e bateu cruzado fazendo 1 a 0.

Isso logo em seguida ao lance do Gilmar.

Um belo gol. Uma falha do lento Samuel que ficou sem reação num drible sempre previsível.

Na sequência, pouquíssimo tempo depois, bola para Rodrigo Silva, uma só, e gol.

O ABC empatou.

Empatou, jogava melhor, mas desperdiçava mais oportunidades. Mais Gilmar atrapalhando, sem firmeza, além de uma cabeçada de Xuxa.

Teve um lance antes do segundo gol do Luverdense, que o goleiro soltou a bola nos pés de Gilmar, mas...nada feito.

O castigo veio.

Em outra cochilada da defesa de três zagueiros, Misael fez fila pelo lado esquerdo de ataque, ninguém o barrou num espaço de campo pequeno.

Ele driblou Suéliton, Renato, e tocou para Washington fuzilar Gilvan.

2 a 1.

Zé Teodoro mudou. Errado.

Deixou Gilmar em campo, tirou Xuxa para a entrada de Timbó. Era a hora, acho eu, de ficar com os dois meias e colocar João Henrique no lugar de Gilmar, só isso.

Mas ele fez sair Marlon para a entrada de João Henrique. Mudou para o esquema 4-4-3, com três atacantes sem ter quem fizesse a ligação.

Para piorar as coisas, Júnior Timbó não entrou bem.

E quando realizou a terceira mexida – Lúcio Flávio para Gilmar – o goleiro Gilvan derrubou o atacante do Luverdense.

Pênalti e expulsão do goleiro. Queda e coice.

Lúcio Flávio nem pegou na bola e foi para o gol. Misael bateu forte, sem apelação.

3 a 1.

Um placar injusto pelo que apresentaram as duas equipe. O empate ou até mesmo a vitória do time natalense ficariam mais de acordo com o que vimos em campo.

Com três zagueiros, dois volantes, infelizmente, Zé Teodoro não enxergou que ele tinha que anular um jogador: Misael.

Foi dele a diferença.


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