O prejuízo da contratação do Fernando Henrique

Edmo Sinedino,

Quanto será que custou Fernando Henrique aos cofres do América?

Não foi barato.

Infelizmente, esse tipo de contratação nunca vai deixar de existir em nosso futebol.

Independente dele estar ou não machucado, não sou médico, mas que foi prejuízo, isso foi.

O custo-benefício...

FH pediu para sair.

Ninguém vai sentir sua falta.



Estadual do Centenário dos clubes merece atenção especial da FNF

Edmo Sinedino,

vanildo_09Tivemos um bom campeonato Estadual em 2014.

Apesar da ausência da torcida, apesar da resistência do público, não se pode negar que a competição alcançou sucesso.

Por isso aumenta a responsabilidade da CBF para 2015.

Esse ano será atípico, emblemático, teremos três clubes disputando o título do centenário.

O Estadual do Centenário não pode ser só mais uma competição.

A Federação precisa se mexer, valorizar essa marca histórica e vendê-la muito bem.

O marketing da FNF vai ter balas, muitas, na agulha para transformar essa motivação em dividendos.

A premiação tem que ser especial, a organização tem que ser diferente, melhor, no maior nível que se possa chegar.

E isso tem que ser pensado já a partir de agora.

O presidente da FNF, José Vanildo, com seu prestígio junto aos medalhões da CBF que precisam de seu voto, tem que exigir um tratamento especial para esse certame especial.

O Conselho Técnico já se reúne dia 28 de outubro, então, mãos à obra e comecemos a pensar grande.

A convocação já está no site da entidade.

ABC, América, Alecrim, Globo, Palmeira de Goianinha, Santa Cruz, Corintians, Potiguar e  Baraúnas, além do campeão da Segunda Divisão integram a Elite de nosso futebol em 2015.

ABC, em junho, América, em julho, e Alecrim, agosto, completam 100 anos de fundação.



CBF, seleção, convocação, Neymar capitão, Dunga: pantomima

Edmo Sinedino,

gilmar_09Vou escrever aqui as mesmíssimas coisas que fiz, várias vezes, antes da Copa de 2010. Antes do primeiro fracasso de Dunga.

Não confio na seleção brasileira de Dunga. Não acredito nos métodos do treinador da seleção e muito menos na seriedade das convocações.

Gilmar Rinaldi, coordenador, nunca poderia sê-lo, se houvesse um mínimo de seriedade nessa seleção.

Aliás, não confio nunca mais em seleção brasileira, não antes que a CBF passe por uma profunda transformação.

José Maria Marin e nem Marco Pólo Del Nero têm moral ou compromisso para tal.

Vamos demorar muitos anos, talvez décadas e décadas para que isso possa acontecer.

Se o fracasso vergonhoso na Copa realizada no Brasil não serviu de nada, imagine o que vai ser preciso acontecer.

Nem mesmo se ficar de fora da próxima Copa.

Um coordenador agente Fifa, um treinador que não fita ninguém nos olhos, jogadores alienados, imbecis, e ainda por cima censurados.

Neymar como capitão. Um débil mental desmiolado e deslumbrado é o capitão da seleção brasileira.

Se compararmos com seleções da Europa, mesmo seleções vizinhas da América do Sul, de atletas profissionais conscientes da importância da luta da classe.

Isso nunca teremos com Neymar, Robinho, Kaká e outros menos votados.

Se a imprensa brasileira se preocupasse em descobrir os motivos das convocações de vários desses atletas da seleção de Dunga.

De outros tantos da seleção de Gallo.



Imprensa reacionária, Joel Santana, Vasco; futebol no fundo do poço

Edmo Sinedino,

joel4_09A imprensa esportiva burra, elitista e reacionária (alguma semelhança com o resto?) continua falando do jogo América 2 x 0 Vasco.

Para essa imprensa idiota, o América não conta. “O Vasco fez sua pior partida na Série B”.

Mentira!

O time jogou como sempre, medíocre, sem criatividade, vivendo de rasgos, de gols esporádicos de jogadas não trabalhadas e de ajuda de pífias arbitragens.

E teve. Só que o América não deu chance. O time rubro jogou muito bem e o triste Vasco deveria ter saído de Natal com uma sacola de gols na bagagem.

Imprensa enganadora, absolutamente despreparada, e treinadores como Joel Santana são um desenho perfeito do momento do futebol brasileiro.

Tudo junto, o fundo do poço.



Nosso futebol precisa muito mais do que só punições e restrições

Edmo Sinedino,

marizao_09Todos elogiam e reconhecem o bom momento do futebol do RN.

Mas estamos engatinhando, apenas.

Os mesmos velhos repetidos problemas vêm à tona sempre que estamos para iniciar algum tipo de competição.

Não sei se aumentando exigências, dificultando, fazendo uma “peneira” aos participantes, seja a melhor maneira.

Acho que toda federação deve incentivar e ajudar os filiados, promover ações para fomentar o esporte nas categorias de base, principalmente.

Vamos ter um caso, no mínimo, estranho na disputa da Segunda Divisão deste ano.

As três equipes vão disputar os jogos em Ceará-Mirim.

Isso quer dizer que, mesmo que o Currais Novos seja o campeão, e o time está bem organizado, não será a cidade, uma das mais importantes do Estado, a Princesa do Seridó, que terá seu representante.

A cidade, nesse caso, nem vai ver seu time.

Não é muito estranho?

A justificativa é velho problema dos estádios.

Mas já não é chegada a hora de todos – FNF, dirigentes de clubes, sociedade esportiva mobilizada – exigirem reformas e adequações?

Juntos, dirigentes de clubes e Federação, comunidade, precisam realmente abraçar esse pleito.

Só reclamar e punir, acredito, nunca vai resolver os problemas de Mossoró, Caicó (foto do estádio Marizão abandonado), Goianinha (onde não vejo empecilho), entre outros.

E claro, também, precisamos – FNF, clubes e gestores públicos – cobrar a recuperação de nosso Estádio Juvenal Lamartine, agora tombado.

O futebol do Brasil precisa de incentivos para que cresça, não para encolher.


Edson faz grande partida e marca gol da vitória sobre o Santos

Edmo Sinedino,

edson3_09O que posso fazer, nasci bobo assim.

Quase fui às lágrimas com o gol de Edson, nosso Edson, na vitória do Flu sobre o Santos, 1 a 0.

Eu estava assistindo ao jogo por conta dele.

Torcendo pelo Flu, contra o Santos de meu neto Filipinho, por causa dele.

E pensava no que escreveria, pois ele estava fazendo grande atuação, jogando como sempre: garra, determinação e simplicidade.

Seria meu destaque, mesmo sem o gol, agora, imaginem...

O Brasil, vendo o Edson jogar, no Flu, bem, com moral, não sabe o que esse menino de Touros passou.

Quantas vezes esse menino de Touro, que era zagueiro, jogou de lateral, foi relegado a segundo, terceiro plano, foi ignorado por técnicos.

O Brasil não sabe que esse menino ralou no ABC, completava treinos no ABC e sequer lhe davam atenção os "treinadores", eles não o notavam.

Também, claro, ele não tinha empresário.

Edson, acreditem, chegou a ser dispensado, só não foi por interferência dos preparadores físicos.

Certa vez, esse menino véio de Touros chegou para um dirigente, quase chorando, dizendo que ia parar de jogar futebol.

Ia desistir da carreira por falta de oportunidade.

Provoca ou não provoca um nó na garganta vendo ele brilhar e receber elogios de Juninho Pernambucano?

E eu nem conheço o Edson, assim, de falar, nada. Só acompanho a tempos, tempos, sua carreira, sua luta, sua humildade.

Da mesma forma que acompanhei e vibrei com Souza, Wallyson, Rodriguinho, Sinha e tantos outros potiguares.

E continuo a torcer, sofrer, brigar, falar nos Alvinho, Felipe Alves, Felipe Macena, Judson, Airton, Moisés, Glaúcio, Bruno e tantos outros.

Meninos que continuam travando essa luta inglória contra a discriminação dos centros maiores, e contra a nossa própria discriminação, o que é inaceitável.

Sim, contra a discriminação de grande parte de nossa imprensa que não acredita, que atrapalha, que emperra a carreira deles.

Uma imprensa que prefere encher a bola dos Netinho, Rogerinho, Fernando Henrique, Dênis Marques e outros "grandes jogadores"...

Encerro repetindo que Edson nem me conhece, mas eu vou continuar torcendo pelo sucesso dele.

Sigo sim torcendo para que ele continue a dar uma lição a essa turma que não acredita no que é nosso.

Ensinamentos a treinadores incompetentes, jornalistas cegos, de fama falsa, que nada sabem de futebol e que só  puxam para baixo o nosso futebol.

E lembrando sempre: foi Leandro Campos, o primeiro treinador a vê-lo, que o fez jogar de ala, lhe dando uma chance mesmo sendo criticado pela imprensa.

E que foi o "Marreco" Givanildo Oliveira que o fez volante, que o redescobriu volante.

E Edson jogando como hoje, fazendo gol, brilhando, talvez sirva para ajudar Judson a continuar tendo chances no América.

Talvez faça com que desperte em nossos dirigentes uma consciência de que precisamos fazer muito mais por nossas bases.

Encerro dando os parabéns, de novo, ao menino de Touros.

A sua lição de coragem, perseverança.

A sua vitória sobre os míopes da terrinha.



Acredite se quiser: Roberto Fonseca é o novo treinador do ABC

Edmo Sinedino,

fonseca_09Eu não acredito!

Deve ser brincadeira.

Roberto Fonseca está de volta ao futebol do RN.

O que Roberto Fonseca fez para merecer, justamente nessa hora, essa incumbência?

Os dirigentes do ABC devem estar brincando. E dentre todos os erros já cometidos, todas as apostas feitas, essa é a maior e mais arriscada e inacreditável.

O novo comandante do alvinegro esteve em Natal em 2009, dirigindo o América, e foi um fiasco total a sua passagem.

Fonseca é daqueles tipos de técnicos que trabalham em três, muitas vezes até quatro clubes por ano.

Isso mesmo: por ano.

Já comandou mais de 30 equipes na sua carreira que começou em 2001.

A lista: Águia/PR, Oeste/SP, Botafogo/SP, Francana, Barretos, XV de Piracicaba, Mirassol, Sertãozinho, Bandeirante, Londrina, São Bento, CENE/MT, ADAP, São Raimundo/PA, Londrina, Ituiutaba, Guaratinguetá, Rio Branco/SP, Oeste, Botafogo/SP, América/RN, Guaratinguetá, Botafogo/SP, Caldense/MG, Paraná, Itumbiara, Ituano, CRB, Ituano, Brasiliense, Santo André e Linense.

Ele substitui Moacir Júnior que foi demitido após conversar com o dirigente Rogério Marinho na tarde desta quarta-feira.

A situação está insustentável.



ABC perde do JEC e vê América e Icasa se aproximando perigosamente

Edmo Sinedino,

ABC perde de 3 a 0 em Santa Catarina e continua em situação delicada.

É o terceiro resultado negativo seguido.

O jogo foi fraco no primeiro tempo.

O ABC nada fez.

Algumas tentativas com o bom jogador Ronaldo Mendes e Michel pelo lado esquerdo, e só.

Faltou bola no chão.

No segundo tempo, surpreendentemente, o time alvinegro de Natal veio mandando na partida.

Criou chances, desperdiçou-as todas. O Xuxa perdeu um gol incrível, e o Beto, bem, o Beto se enrola sempre com a bola.

De repente, quando parecia que o time do povo poderia encontrar um gol de empate, de novo, o “show” de Moacir Júnior.

Nunca vejo o mesmo jogo do treinador do ABC.

Ele sacou Samuel, que estava bem na partida, marcando e até saindo para o jogo, e colocou o sonolento Somália.

Todo mundo sabe da qualidade do Somália, mas também é evidente a má fase do ex-Botafogo.

Depois, como se não bastasse, ele saca Alvinho e coloca Zambi. O Alvinho bem, participativo, preocupando a defesa do JEC.

Era hora de arricar muito mais. Tirar o volante Fábio Bahia, sacudir o Zambi de um lado, Alvinho do outro.

Foi castigado: na sequência, após suas mudanças, o JEC marcou mais duas vezes, e a partida virou goleada.

De novo, precisando vencer, perdendo o jogo, Moacir Júnior encerra a partida com três volantes – Fábio Bahia, Amora e Michel.

É demais!

Na sequência, felizmente, jogos em casa para uma necessária recuperação – Paraná Clube e o perigoso América Mineiro.

O ABC, assim como o Oeste, estão agora a apenas dois pontos do América, primeiro dentro do Z4.

E mais preocupação para o alvinegro potiguar: o Icasa também venceu na rodada – Ceará de 2 a 1 - e está com 32.



Atuações: em jogo de muitos destaques, o ataque volta a brilhar

Edmo Sinedino,

Analiso, com nota, as atuações dos jogadores do América na vitória de 2 a 0 sobre o Vasco.

Andrey – Seguro, sereno, firme e mostrando sempre muito reflexo. Tenho notado, no entanto, que ele tem saído menos do gol nas bolas alçadas. Nota 7.

Neto – Improvisado na lateral direita, pouco foi ala, mas articulou jogadas de meio-campo e não deixou furos no seu lado. Nota 6.

Cléber – Foi seguro, sem falhas, mesmo numa partida em que perdeu seu companheiro de defesa – Edson Rocha – e depois seu primeiro volante de marcação. Nota 7.

Edson Rocha – Bem no jogo, seguro, mas sentiu contusão e não voltou para o segundo tempo. Nota 6.

Lázaro – Entrou na vaga de Edson Rocha, e como já vinha fazendo, deu conta do recado. É um jogador que ganhar mais confiança da torcida a cada dia. Nota 6,5.

Wanderson – Um dos melhores em campo. Todo mundo sabe da deficiência do ala em marcar atacantes em jogadas de linha de fundo. Por isso Judson fez a dele. Foi o principal elo entre defesa-meio-campo e ataque. Muitas bolas roubadas, velocidade e criatividade, triangulando bem com o Pimpão. Nota 8.

Márcio Passos – Fez uma partida segura. Fechou bem os espaços, saiu para o jogo. Saiu machucado. Nota 6.

Fábio Braga – Teve atuação discreta. Achei-o lento para a função de volante, mas compensa com bom passe e tranquilidade. Só precisa, acho, ser mais “aceso”, brigar mais pela bola. Nota 5.

Judson – Uma boa atuação do garoto que já começa, também com RF, a ganhar espaço na equipe. Jogou bem de “lateral direito”, sobrou ainda para marcar no meio, ajudando a bloquear o Douglas e depois ainda se deu ao luxo de sair um pouco para o jogo. Nota 7.

Daniel Marques – Bom no quesito posse de bola, mas poderia e deveria ter participado mais. Se mexido mais, saindo da marcação previsível e fraca dos volantes do Vasco. O jogo para brilhar, não o fez. Nota 5.

Pimpão – Um grande jogo. Um grande gol. Participação no ataque: muito boa. Importante na recomposição e até na ligação com o ataque, com os atacantes Isac e Alekito. Nota 8.

Isac – Bom ver o Isac voltar a jogar bem, voltar a acreditar. Marcou um golaço, poderia ter feito mais. Se mexeu, ajudou atrás e brigou o tempo todo. Nota 7,5.

Alekito – Se não me impressionou tecnicamente, também não posso dizer nada de ruim. Foi muito importante taticamente na recomposição. Teve sua chance de marcar. Foi precipitado. Nota 6.

Thiago Cristian – Assim que entrou pegou três vezes na bola e errou todas. Muito mal numa partida que estava ótima. Sem nota.



No Vasco de Joel Santana, só se salva o goleiro Martín Silva

Edmo Sinedino,

joel_09O Vasco de Joel Santana dá pena.

Deve voltar à elite do futebol brasileiro não por méritos.

Muito mais por deficiência ou falta de concorrentes.

Listo quatro clubes, que não estão na zona de acesso, que são melhores que o Vasco – Sampaio Correa, Santa Cruz, América/MG e Ceará.

O América de Natal, não fosse as contratações e dispensas equivocadas de Gustavo de Carvalho.

Não fosse os problemas criados pelas brigas internas, contusões, suspensões, não tenho dúvida, também  estaria na lista.

O Vasco de Joel Santana tem uma defesa ruim. Dois beques pesados, que marcam mal. Um ala só aparece para o jogo, o da direita.

O da esquerda é fraco.

O volante do Vasco, o Guiñazu, repito, já escrevi “ene” vezes sobre ele, não tem bola para disputar a Série C do Brasileiro.

Mas nasceu na Argentina.

O meio-campo do Vasco, hoje e sempre, é uma confusão. Um meia, Douglas, fixo, rebolado, toque de muita frescura, e produtividade quase nenhuma.

O outro meia, Pedro Ken, nunca se definiu se é meia, meia atacante...

Os melhores, ou menos ruins, acho, estão no banco.

A bola rola e você não sabe quem é o primeiro ou segundo volante, quando e de que lado se iniciam as jogadas.

Os atacantes, Kleber e qualquer outro, coitados, vivem de “bolas quadradas”.

Um time que, repito, não fosse a força da camisa, de sua torcida, e dos “empurrões” da arbitragem, não estaria no G4, não voltaria à elite, mesmo disputando uma Série B de tão baixo nível.

Ah, Sim! Tem um ótimo goleiro. Coitado do Martín Silva.



Mesmo faltando peças importantes, RF "engoliu" Joel Santana

Edmo Sinedino,

Entenda como o América jogou.

Veja como foi que Roberto Fernandes, mesmo me parecendo muito nervoso, "deu banho" em Joel Santana.

A escalação com Judson na esquerda. Não ala, volante de marcação preso para liberar as subidas do Wanderson.

Wanderson, arma poderosa do América. Ladrão de bola, velocista, principal jogada de ataque do América.

Pouca gente vê.

Márcio Passos e Fábio Braga montando guarda na frente da área. Dois volantes centralizados.

Márcio saindo um pouco mais.

Neto na direita. Não sendo propriamente um ala, mas ajudando o meia Daniel Costa, que quase não apareceu, nas jogadas de ataque.

Quando perdeu Márcio Passos, Roberto Fernandes fez entrar Alekito. Eu ainda não o tinha visto jogar.

Me pareceu um atacante comum, sem muitos recursos técnicos (é cedo para dizer), mas que fez muito bem sua função tática.

Ele foi o terceiro atacante pela direita, mas recompondo, ajudando a fechar o meio-campo e também fechar a porta nas passagens do jogo do Vasco pela esquerda.

Na frente, Pimpão, livre para cair dos dois lados, para buscar o jogo, fazer triangulação com Wanderson – que fizeram muito bem – e Isac. O centroavante vivo, aceso, participativo, fazendo passar sufoco a defesa do Vasco.

Claro, mesmo desfalcado de jogadores importantes, o América teve a vida facilitada porque o Vasco tem alguns jogadores de Série C.

Casos do zagueiro Rodrigo, do volante Guiñazu que, se fosse brasileiro, não jogava no Força e Luz de Ransilson Cristino.

O Douglas, que se esconde sempre que o jogo endurece, e Kleber, que não suporta pressão.

Na verdade, na verdade, o Vasco não tem nada, e não fosse a mediocridade de seus concorrentes, e uma ajuda sempre presente da arbitragem, isso fica claro, ficaria mais uma temporada na Série B.

E olha que essa possibilidade não está descartada.

Ainda mais agora sob o comando do Joel Santana.



América vence o Vasco de 2 a 0 em partida que merecia golear

Edmo Sinedino,
america_091

América e Vasco, 2 a 0 para o time da casa que, pelas oportunidades criadas e desperdiçadas, quem viu o jogo sabe, poderia ter vencido de 4.

Essa talvez seja a vitória que o América precisava para iniciar uma arrancada.

Triunfo para dar confiança a um grupo de jogadores que, nem de longe, pela qualidade, merece estar brigando contra o rebaixamento.

O comentarista André Lofredo, que não viu o pênalti em Pimpão (disse que o zagueiro, fraco, Rodrigo tirou a bola; sim, tirou a bola depois de bater no corpo e nas pernas do atacante) prefere destacar que “o Vasco jogou ruim”.

A manchete do portal do Rio também.

É sempre assim quando um clube do Nordeste vence alguém do Sul-Sudeste maravilha.

Cego de guia, Lofredo, não enxergou o banho de bola que o América deu no segundo tempo, a partir do momento que começou a acreditar que podia.

Pimpão marcou um golaço, e depois, em sequência, tivemos chances com Alekito, Pimpão, Isac, até que saiu o outro golaço.

E digo mais, se o América estivesse em campo um articulador de bom passe, para aproveitar o bom dia de Isac e Pimpão teríamos visto uma goleada no Arena das Dunas.

O América repete esse defeito. Assinalou 2 a 0,  poderia ter feito o terceiro e o quarto não marcou, e correu o risco, não pelo Vasco, mas pela arbitragem.

Vai que o árbitro, parcial até a medula, arranja um pênalti, o Vasco diminui, cresce, o América se desencontra, poderia ainda ter deixado de somar os três pontos.

Não interessa se é Vasco ou um “calça arriada” qualquer, se tem chance tem que marcar, e mais, e mais, e mais.

No primeiro tempo, um jogo igual. O Vasco com mais posse de bola, mas o América chegando com perigo.

Se valendo sempre do ala Wanderson, um jogador acima da média no quesito ataque e velocidade.

No segundo tempo, um começo moroso, medroso até, diria. Acho que o psicológico estava atrapalhando, os jogadores arriscavam pouco.

Sem falar também da falta que faz um articulador, pois o jogador Daniel Costa, infelizmente, tenho que dizer, se esconde.

Wanderson jogava, Alekito tinha boa participação, assim como Judson, que liberava a subida de Wanderson; o Fábio Braga, apesar de lento, não errava passes, e a dupla Pimpão/Isac assustava os dois fracos defensores do Vasco.

Quando Pimpão marcou o primeiro gol da partida, foi como se um “apagão” tivesse acontecido no Vasco.

Só deu América. Antes, no entanto, o time rubro correu alguns riscos, justamente por não adiantar a marcação, por oferecer seu espaço ao adversário.

Jogo tomado de conta. O América teve várias chances, um pênalti escandaloso não marcado, na falta de Rodrigo sobre Pimpão; uma outra falta absurda na entrada da área, sobre o mesmo Pimpão.

O meu temor, a partir dali, passou a ser tão somente com a arbitragem. O Vasco estava batido.

Saiu o segundo gol, outra pintura, esse de Isac. Emoção do artilheiro que se reencontrou com os gols e a boa fase.

Depois, mais chances desperdiçadas e controle da partida até o apito final.

Bela vitória do América que continua na zona de rebaixamento, mas começar a anxergar  uma luz.



O futebol do RN e do Brasil, parece, sem futuro

Edmo Sinedino,

potiguar_09Terminou a Copa do Mundo, e depois da vergonha maior de nossa história, sentiram alguma mudança?

Nenhuma.

Já está “tudo bem”, afinal o Brasil ganhou, isso mesmo, ganhou da Argentina.

O Marin “das medalhas” quer um jogo contra a Alemanha.

E As mudanças estruturais, ficaram para quando? Nunca.

E o investimento nas bases, núcleos formadores de jogadores, e as lições que estão dando Alemanha, Espanha, Inglaterra, Argentina e os EUA com projetos de fomentação do esporte, alguém ainda fala sobre isso?

Nada, a não ser projetos dos clubes que, não estão interessados em melhorar o futebol do Brasil, mas apenas em seus caixas vendendo jovens valores para a Europa.

Sempre assim.

Em Natal, com campeonato curtíssimos, de pouquíssimos participantes, sem estádios e que nosso público nem  fica sabendo direito.

Certo dia até fui ver uma partida no JL, quer dizer, como o estádio está interditado, nem a família dos meninos podem ver os jogos.

Esse é o apoio que nós damos às bases.

E você vê alguém cobrando da FNF, reclamando mais tempo, mas atenção, mais divulgação?

Infelizmente, não.

Isso quer dizer que o nosso futebol, apesar da melhora dos últimos anos, tenho que dizer: não tem futuro.



Fernando Henrique e Arthur Maia estão fora do jogo contra o Vasco

Edmo Sinedino,

fernando_09Eu já falei sobre Dênis Marques, Rogerinho e Gilmar, hoje turistas do ABC.

De última hora, como se acontecido para reforçar o que cobro, Fernando Henrique, alegando dores na coluna, está fora do jogo América x Vasco.

O pior de tudo isso, e os dirigentes já sabiam quando o trouxeram, é que ninguém pode fazer nada.

E depois, se por acaso atrasarem ou deixarem de pagar seus altíssimos salários, ele se pega com um advogado, põe o clube na Justiça do Trabalho e é mais uma bronca.

Onde o presidente Gustavo de Carvalho estava com a cabeça quando contratou esse goleiro que, por onde passou criou problemas?

Quem também não vai para o jogo, e para mim faz muita falta, é o meia Arthur Maia, que alegou falta de confiança, segundo está posto no blog do Marcos Lopes.

Pantera e Daniel Costa são os substitutos na lista.

E sem Arthur Maia, provável que o Jéferson comece jogando.



No ABC, os salários mais altos ficam "turistando" em Natal

Edmo Sinedino,

denis_09Será que o ABC tem condição de roubar os três pontos do Joinville na Arena deles em Santa Catarina?

Perguntinha difícil.

Mas, sinceramente, vou repetir o que já disse inúmeras vezes: sim. Pois não tem “bicho” nessa Série B tão nivelada por baixo.

E isso já virou chichê.

O técnico Moacir Júnior não vai contar com os atacantes Rodrigo Silva e João Paulo. E nem ainda com Dênis Marques.

Como é possível isso?

Como um jogador assinar contrato, salário altíssimo e, simplesmente, não jogar?

E a direção do clube nada faz?

Voltando: Dênis Marques também não vai, de novo. E eu aproveito para perguntar por Rogerinho e Gilmar.

Os dois, acreditem, ao lado do Dênis, coincidência, não? Pois é, são os salários mais altos do clube.

Para não jogar.

Isso é imoral!

O ABC numa luta, ainda, para não cair, e esses caras recebendo salário para “turistar” em Natal.

Voltando, de novo: qual será o time? Arrisco: Gilvan, Madson, Suéliton, Samuel e Michel; Marcel, Bahia, Daniel Amora e Ronaldo Mendes; Alvinho e Zambi.

Eu tiraria o Bahia e colocaria Somália. Só isso.

Os relacionados:

Goleiros: Gilvan e Edílson

Alas: Madson, Patrick, Gleidson e Michel

Zagueiros: Suelinton,Samuel,Marlon e Diego Jussani

Volantes: Fábio Bahia, Renan Silva, Daniel Amora e Marcel

Meias: Xuxa, Ronaldo Mendes e Somália

Atacantes: Alvinho, Zambi e Beto.



O América que vai enfrentar o Vasco...

Edmo Sinedino,

Quem será que cai jogar na ala direita?

Não sei, mas pela leveza e pela facilidade jogar pelo lado direito, acho que vai ser o Judson.

O restante do time para enfrentar o Vasco?

Roberto Fernandes fez treino fechado.

Acho que vai ser: Andrey, Judson, Cléber, Edson Rocha (Lázaro) e Wanderson; Márcio Passos, Jean Cléber, Neto e Arthur Maia; Pimpão e Isac.

A lista completa:

Goleiros: Fernando Henrique e Andrey

Laterais: Wanderson, Thiago Cristian e Paulo Henrique

Zagueiros: Cleber, Lázaro e Edson Rocha

Volantes: Márcio Passos, Jean Cleber, Judson, Fábio Braga, Val e Neto

Meias: Jeferson, Andrezinho e Arthur Maia

Atacantes: Rodrigo Pimpão, Isac, Paulinho, Emerson e Alekito.



Marília/SP fala em contratar Xuxa e Dênis Marques

Edmo Sinedino,

Se for verdade, Dênis Marques vai embora do ABC sem ter jogado.

Engraçado como esse povo continua tendo mercado.

O Marília, segundo portal de futebol paulista, estaria interessado no centroavante e meia do ABC.

Xuxa também é citado.

Incrível!

Como é fácil enganar nesse futebol do Brasil.

Será possível que esse Marília não tem um funcionário pelo menos para obter informações?

Dênis Marques vive no DM, enquanto o meia Xuxa não rendeu, até agora, absolutamente nada.



Ceará-Mirim e Barretão já têm o Globo...

Edmo Sinedino,

barretto_09Triste de ver nosso Estado com tantos problemas para manter vivo o futebol.

O Marizão, Nongueirão, Nazarenão, estádios interditados, não sei se certo ou errado, são problemas de todos nós que fazemos o futebol.

Federação, clubes, prefeituras, governo, todos, sem exceção deveriam fazer sua parte para mudar esse quadro.

Não acho que interditar, pura e simplesmente, medida do presidente da FNF, seja a solução.

Acho que cabe uma campanha maior, uma movimentação entre políticos influentes de casa cidade, e região para, aí sim, tomarmos as decisões.

E os políticos que não se importarem com o futebol de sua cidade, com seu estádio abandonado, que seja conhecida a sua posição.

Pobre, muito mixuruca uma disputa de Segunda Divisão, sem brilho, apenas num estádio de futebol.

Ademais, esse estádio já tem dono, a cidade desse estádio já tem time.

Jogos seguidos no Barretão acabarão por banalizar a festa, e o povo, já, já, vai ignorar esse engodo.

Força e Luz, Atlético Potengi e, principalmente, Currais Novos nada têm a ver com Ceará-Mirim, a terra do Globo.



"Ligações Perigosas"

Edmo Sinedino,

ligar_09“Ligações perigosas”.

Precisarei muito mais que um texto para falar desse assunto tão delicado.

A convivência perniciosa,  muitas vezes, de dirigentes, de um modo geral com a imprensa.

E sempre que penso nesse assunto me lembro de uma passagem quando repórter do Diário de Natal, idos de 1988.

Manoel Cirilo, que era meu editor na época, me pautou uma entrevista com o grande e saudoso José Prudêncio Sobrinho, ex-dirigente do ABC.

Cheguei na sua loja de bateria ( na época ele ainda tinha) ali perto, quase em frente, ao Corpo de Bombeiros.

Me apresentei, dizendo que era repórter, e falei “que precisava da ajuda dele”.

Sempre me dá enorme vontade de rir quando lembro.

Pruda, com aquele jeito bonachão, olhou para mim e disse: meu filho, você vai me perdoar, mas eu acabei de dar uma ajuda a dois colegas seus de rádio, por isso não posso lhe ajudar hoje”.

Fiquei desconcertado, surpreso, gaguejei explicando para ele que a “ajuda” que eu queria dele era uma entrevista.

Ele sorriu, se desculpou, e desde então, todas as vezes que eu o encontrava ele, sorrindo, tocava no assunto.

Nos meus tempos de Diário de Natal recebi muitas ofertas de “ajudas”, sempre recusei, ainda bem.

Quem trabalhou comigo sabe disso.

Certa vez, já da minha segunda passagem no Diário de Natal, agora como editor, fui convidado por Maeterlinck Rêgo Mendes, por intermédio de Maurício, seu sobrinho e chefe de gabinete, para fazer uma assessoria na Fenat – Fundação de Esportes de Natal.

Aceitei, mas só depois de comunicar e receber o aval do meu superintendente Albimar Furtado, que pode confirmar o que escrevo.

Lembro bem o que ele disse: contanto que não misture as coisas, não vejo empecilho.

Disse ao Albimar, meu chefe, que essas mesmas palavras havia repetido para Maeterlinck.

E durante todo o mandato de Maeterlinck eu trabalhei, recebi dinheiro da Fenat, e ele nunca interferiu em meu trabalho no Diário.

Não vou ser hipócrita de dizer que não publiquei matérias da Fenat, claro que publiquei, pois acima de tudo achava que era do interesse do esporte e do meu jornal.

Quando Maeterlinck saiu as coisas mudaram. O seu substituto fez a maior questão que eu continuasse.

Mesmo desconfiando dele, procedi da mesma forma.

Avisei a Albimar que, eu já sabia, me advertiu sobre o “substituto”, que vou declinar de falar o nome. Não interessa mais.

Tempos depois, eu saí, o “substituto” estava querendo interferir no meu trabalho, tentando dirigir minha linha, censurar minha coluna.

Como eu criticava, como jornalista, sua gestão, ele usou de sua má fé, foi bater à porta do pessoal do Diário de Natal para me “denunciar”, dizendo que trabalhava para ele, recebia dinheiro dele.

Ele pensou que os meus chefes do Diário – Aluísio Lacerda e Albimar Furtado – não sabiam.

Quebrou a cara.

É desse tipo de “Ligação perigosa” que falo.

Hoje, bem sei, com a invasão da blogosfera, vários “jornalistas” vivem dos que escrevem, o que mandam ele escrever, contra ou a favor de alguém.

Não sou “palmatória do mundo” e muito menos Américo Pisca-Pisca, reformador do mundo, personagem do escritor Pedro Bloch.

A gente vê a sujeira, mas não tenho nada com isso.

O meu blog, listado entre os dez mais lidos do Estado, isso incluindo todas as categorias, e o segundo mais acessado no seguimento esporte, eu nem consigo vender, só para que vocês tenham ideia do que falo.

E olha que tenho carta branca do diretor Diógenes Dantas, do Portal Nominuto.

Mas não sei vender.

Não quero conversar com alguém do meio e ele pensar que estou lhe pedindo “ajuda”.

Meu espaço pode ser usado para divulgação, pode sim, não minha opinião.

Já divulguei e fiz trabalhos para federações, o Projeto Compartilhar de Breno Cabral, já fiz e faço parcerias de trabalho com o Auxiliadora de Natal, já tinha até acertada uma assessoria com o presidente da Federação de Basquete, Jucivaldo Félix, mas as confusões na Justiça nunca deixaram sequer que iniciássemos.

Já escrevi muitas matérias de alunos do curso preparatório da CDF Colégio e Curso. E que passaram no vestibular, esse tipo de trabalho, claro, era publicado nas páginas dos jornais.

Já fiz parceria para divulgação dos JERNs e ações na Codesp do professor José Jamilson Martins e faço sempre que me procurarem de forma cristalina.

Acho absolutamente normal se tudo for feito às claras.

Posso sim, como já disse, com o aval de Diógenes Dantas fazer divulgação no meu blog. Posso propagar produtos – campeonatos de vôlei, basquete, futebol, badminton, tudo, só não posso e nunca farei é negociar minha opinião.

Se tiver que calar, elogiar quem não merece, mentir, fingir que as coisas estão bem, por conta de um acerto de propaganda, não o farei.

Sei que corro o mesmo risco dos demais. Muita gente acha que nós jornalistas, como políticos, claro, opinião deles, são todos iguais.

Eu tenho certeza que nem todo político pensa e age igual, assim como os jornalistas.

Na minha última contenda aqui, estava saindo do jornal e assumindo rádio e tevê, e um ex-treinador canalha saiu acusando a mim e Marcos Lopes, colega, de receber dinheiro do dirigente Flávio Anselmo, até hoje um amigo querido, para falar mal dele.

Nós, eu e o Marcos, criticávamos o péssimo trabalho dele, a sua maneira covarde de jogar, a sua falta de conhecimento, perdido no tempo e espaço, ultrapassado, e eu, especialmente, o fato dele nunca dar oportunidades aos jogadores da terra.

Por isso, por apontarmos seus erros, fomos atacados na nossa honra. Covarde, ele nunca teve coragem de falar nossos nomes, pois seria processado.

Ossos do ofício, estamos sujeitos a todo tipo de canalhice, pois o venal não quer ser só, o mau jornalista não acredita que exista alguém que jogue limpo.

Por isso, as “Ligações perigosas”.

Ainda vou escrever mais sobre esse assunto.



O gramado do Frasqueirão me pareceu "acalombado"

Edmo Sinedino,

Achei estranho o gramado do ABC.

O novo.

Antes tão perfeito, agora, me parece, está sendo atacado por alguma praga.

O que vi foi pela imagem da tevê, mas achei irregular e “acalombado”, se é que posso fazer dá essa definição.

Vou até lá essa semana ver mais de perto.

Espero que esteja enganado, pois o gramado do Frasqueirão sempre foi um dos melhores do Brasil.


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