ABC perde do JEC e vê América e Icasa se aproximando perigosamente

Edmo Sinedino,

ABC perde de 3 a 0 em Santa Catarina e continua em situação delicada.

É o terceiro resultado negativo seguido.

O jogo foi fraco no primeiro tempo.

O ABC nada fez.

Algumas tentativas com o bom jogador Ronaldo Mendes e Michel pelo lado esquerdo, e só.

Faltou bola no chão.

No segundo tempo, surpreendentemente, o time alvinegro de Natal veio mandando na partida.

Criou chances, desperdiçou-as todas. O Xuxa perdeu um gol incrível, e o Beto, bem, o Beto se enrola sempre com a bola.

De repente, quando parecia que o time do povo poderia encontrar um gol de empate, de novo, o “show” de Moacir Júnior.

Nunca vejo o mesmo jogo do treinador do ABC.

Ele sacou Samuel, que estava bem na partida, marcando e até saindo para o jogo, e colocou o sonolento Somália.

Todo mundo sabe da qualidade do Somália, mas também é evidente a má fase do ex-Botafogo.

Depois, como se não bastasse, ele saca Alvinho e coloca Zambi. O Alvinho bem, participativo, preocupando a defesa do JEC.

Era hora de arricar muito mais. Tirar o volante Fábio Bahia, sacudir o Zambi de um lado, Alvinho do outro.

Foi castigado: na sequência, após suas mudanças, o JEC marcou mais duas vezes, e a partida virou goleada.

De novo, precisando vencer, perdendo o jogo, Moacir Júnior encerra a partida com três volantes – Fábio Bahia, Amora e Michel.

É demais!

Na sequência, felizmente, jogos em casa para uma necessária recuperação – Paraná Clube e o perigoso América Mineiro.

O ABC, assim como o Oeste, estão agora a apenas dois pontos do América, primeiro dentro do Z4.

E mais preocupação para o alvinegro potiguar: o Icasa também venceu na rodada – Ceará de 2 a 1 - e está com 32.



Atuações: em jogo de muitos destaques, o ataque volta a brilhar

Edmo Sinedino,

Analiso, com nota, as atuações dos jogadores do América na vitória de 2 a 0 sobre o Vasco.

Andrey – Seguro, sereno, firme e mostrando sempre muito reflexo. Tenho notado, no entanto, que ele tem saído menos do gol nas bolas alçadas. Nota 7.

Neto – Improvisado na lateral direita, pouco foi ala, mas articulou jogadas de meio-campo e não deixou furos no seu lado. Nota 6.

Cléber – Foi seguro, sem falhas, mesmo numa partida em que perdeu seu companheiro de defesa – Edson Rocha – e depois seu primeiro volante de marcação. Nota 7.

Edson Rocha – Bem no jogo, seguro, mas sentiu contusão e não voltou para o segundo tempo. Nota 6.

Lázaro – Entrou na vaga de Edson Rocha, e como já vinha fazendo, deu conta do recado. É um jogador que ganhar mais confiança da torcida a cada dia. Nota 6,5.

Wanderson – Um dos melhores em campo. Todo mundo sabe da deficiência do ala em marcar atacantes em jogadas de linha de fundo. Por isso Judson fez a dele. Foi o principal elo entre defesa-meio-campo e ataque. Muitas bolas roubadas, velocidade e criatividade, triangulando bem com o Pimpão. Nota 8.

Márcio Passos – Fez uma partida segura. Fechou bem os espaços, saiu para o jogo. Saiu machucado. Nota 6.

Fábio Braga – Teve atuação discreta. Achei-o lento para a função de volante, mas compensa com bom passe e tranquilidade. Só precisa, acho, ser mais “aceso”, brigar mais pela bola. Nota 5.

Judson – Uma boa atuação do garoto que já começa, também com RF, a ganhar espaço na equipe. Jogou bem de “lateral direito”, sobrou ainda para marcar no meio, ajudando a bloquear o Douglas e depois ainda se deu ao luxo de sair um pouco para o jogo. Nota 7.

Daniel Marques – Bom no quesito posse de bola, mas poderia e deveria ter participado mais. Se mexido mais, saindo da marcação previsível e fraca dos volantes do Vasco. O jogo para brilhar, não o fez. Nota 5.

Pimpão – Um grande jogo. Um grande gol. Participação no ataque: muito boa. Importante na recomposição e até na ligação com o ataque, com os atacantes Isac e Alekito. Nota 8.

Isac – Bom ver o Isac voltar a jogar bem, voltar a acreditar. Marcou um golaço, poderia ter feito mais. Se mexeu, ajudou atrás e brigou o tempo todo. Nota 7,5.

Alekito – Se não me impressionou tecnicamente, também não posso dizer nada de ruim. Foi muito importante taticamente na recomposição. Teve sua chance de marcar. Foi precipitado. Nota 6.

Thiago Cristian – Assim que entrou pegou três vezes na bola e errou todas. Muito mal numa partida que estava ótima. Sem nota.



No Vasco de Joel Santana, só se salva o goleiro Martín Silva

Edmo Sinedino,

joel_09O Vasco de Joel Santana dá pena.

Deve voltar à elite do futebol brasileiro não por méritos.

Muito mais por deficiência ou falta de concorrentes.

Listo quatro clubes, que não estão na zona de acesso, que são melhores que o Vasco – Sampaio Correa, Santa Cruz, América/MG e Ceará.

O América de Natal, não fosse as contratações e dispensas equivocadas de Gustavo de Carvalho.

Não fosse os problemas criados pelas brigas internas, contusões, suspensões, não tenho dúvida, também  estaria na lista.

O Vasco de Joel Santana tem uma defesa ruim. Dois beques pesados, que marcam mal. Um ala só aparece para o jogo, o da direita.

O da esquerda é fraco.

O volante do Vasco, o Guiñazu, repito, já escrevi “ene” vezes sobre ele, não tem bola para disputar a Série C do Brasileiro.

Mas nasceu na Argentina.

O meio-campo do Vasco, hoje e sempre, é uma confusão. Um meia, Douglas, fixo, rebolado, toque de muita frescura, e produtividade quase nenhuma.

O outro meia, Pedro Ken, nunca se definiu se é meia, meia atacante...

Os melhores, ou menos ruins, acho, estão no banco.

A bola rola e você não sabe quem é o primeiro ou segundo volante, quando e de que lado se iniciam as jogadas.

Os atacantes, Kleber e qualquer outro, coitados, vivem de “bolas quadradas”.

Um time que, repito, não fosse a força da camisa, de sua torcida, e dos “empurrões” da arbitragem, não estaria no G4, não voltaria à elite, mesmo disputando uma Série B de tão baixo nível.

Ah, Sim! Tem um ótimo goleiro. Coitado do Martín Silva.



Mesmo faltando peças importantes, RF "engoliu" Joel Santana

Edmo Sinedino,

Entenda como o América jogou.

Veja como foi que Roberto Fernandes, mesmo me parecendo muito nervoso, "deu banho" em Joel Santana.

A escalação com Judson na esquerda. Não ala, volante de marcação preso para liberar as subidas do Wanderson.

Wanderson, arma poderosa do América. Ladrão de bola, velocista, principal jogada de ataque do América.

Pouca gente vê.

Márcio Passos e Fábio Braga montando guarda na frente da área. Dois volantes centralizados.

Márcio saindo um pouco mais.

Neto na direita. Não sendo propriamente um ala, mas ajudando o meia Daniel Costa, que quase não apareceu, nas jogadas de ataque.

Quando perdeu Márcio Passos, Roberto Fernandes fez entrar Alekito. Eu ainda não o tinha visto jogar.

Me pareceu um atacante comum, sem muitos recursos técnicos (é cedo para dizer), mas que fez muito bem sua função tática.

Ele foi o terceiro atacante pela direita, mas recompondo, ajudando a fechar o meio-campo e também fechar a porta nas passagens do jogo do Vasco pela esquerda.

Na frente, Pimpão, livre para cair dos dois lados, para buscar o jogo, fazer triangulação com Wanderson – que fizeram muito bem – e Isac. O centroavante vivo, aceso, participativo, fazendo passar sufoco a defesa do Vasco.

Claro, mesmo desfalcado de jogadores importantes, o América teve a vida facilitada porque o Vasco tem alguns jogadores de Série C.

Casos do zagueiro Rodrigo, do volante Guiñazu que, se fosse brasileiro, não jogava no Força e Luz de Ransilson Cristino.

O Douglas, que se esconde sempre que o jogo endurece, e Kleber, que não suporta pressão.

Na verdade, na verdade, o Vasco não tem nada, e não fosse a mediocridade de seus concorrentes, e uma ajuda sempre presente da arbitragem, isso fica claro, ficaria mais uma temporada na Série B.

E olha que essa possibilidade não está descartada.

Ainda mais agora sob o comando do Joel Santana.



América vence o Vasco de 2 a 0 em partida que merecia golear

Edmo Sinedino,
america_091

América e Vasco, 2 a 0 para o time da casa que, pelas oportunidades criadas e desperdiçadas, quem viu o jogo sabe, poderia ter vencido de 4.

Essa talvez seja a vitória que o América precisava para iniciar uma arrancada.

Triunfo para dar confiança a um grupo de jogadores que, nem de longe, pela qualidade, merece estar brigando contra o rebaixamento.

O comentarista André Lofredo, que não viu o pênalti em Pimpão (disse que o zagueiro, fraco, Rodrigo tirou a bola; sim, tirou a bola depois de bater no corpo e nas pernas do atacante) prefere destacar que “o Vasco jogou ruim”.

A manchete do portal do Rio também.

É sempre assim quando um clube do Nordeste vence alguém do Sul-Sudeste maravilha.

Cego de guia, Lofredo, não enxergou o banho de bola que o América deu no segundo tempo, a partir do momento que começou a acreditar que podia.

Pimpão marcou um golaço, e depois, em sequência, tivemos chances com Alekito, Pimpão, Isac, até que saiu o outro golaço.

E digo mais, se o América estivesse em campo um articulador de bom passe, para aproveitar o bom dia de Isac e Pimpão teríamos visto uma goleada no Arena das Dunas.

O América repete esse defeito. Assinalou 2 a 0,  poderia ter feito o terceiro e o quarto não marcou, e correu o risco, não pelo Vasco, mas pela arbitragem.

Vai que o árbitro, parcial até a medula, arranja um pênalti, o Vasco diminui, cresce, o América se desencontra, poderia ainda ter deixado de somar os três pontos.

Não interessa se é Vasco ou um “calça arriada” qualquer, se tem chance tem que marcar, e mais, e mais, e mais.

No primeiro tempo, um jogo igual. O Vasco com mais posse de bola, mas o América chegando com perigo.

Se valendo sempre do ala Wanderson, um jogador acima da média no quesito ataque e velocidade.

No segundo tempo, um começo moroso, medroso até, diria. Acho que o psicológico estava atrapalhando, os jogadores arriscavam pouco.

Sem falar também da falta que faz um articulador, pois o jogador Daniel Costa, infelizmente, tenho que dizer, se esconde.

Wanderson jogava, Alekito tinha boa participação, assim como Judson, que liberava a subida de Wanderson; o Fábio Braga, apesar de lento, não errava passes, e a dupla Pimpão/Isac assustava os dois fracos defensores do Vasco.

Quando Pimpão marcou o primeiro gol da partida, foi como se um “apagão” tivesse acontecido no Vasco.

Só deu América. Antes, no entanto, o time rubro correu alguns riscos, justamente por não adiantar a marcação, por oferecer seu espaço ao adversário.

Jogo tomado de conta. O América teve várias chances, um pênalti escandaloso não marcado, na falta de Rodrigo sobre Pimpão; uma outra falta absurda na entrada da área, sobre o mesmo Pimpão.

O meu temor, a partir dali, passou a ser tão somente com a arbitragem. O Vasco estava batido.

Saiu o segundo gol, outra pintura, esse de Isac. Emoção do artilheiro que se reencontrou com os gols e a boa fase.

Depois, mais chances desperdiçadas e controle da partida até o apito final.

Bela vitória do América que continua na zona de rebaixamento, mas começar a anxergar  uma luz.



O futebol do RN e do Brasil, parece, sem futuro

Edmo Sinedino,

potiguar_09Terminou a Copa do Mundo, e depois da vergonha maior de nossa história, sentiram alguma mudança?

Nenhuma.

Já está “tudo bem”, afinal o Brasil ganhou, isso mesmo, ganhou da Argentina.

O Marin “das medalhas” quer um jogo contra a Alemanha.

E As mudanças estruturais, ficaram para quando? Nunca.

E o investimento nas bases, núcleos formadores de jogadores, e as lições que estão dando Alemanha, Espanha, Inglaterra, Argentina e os EUA com projetos de fomentação do esporte, alguém ainda fala sobre isso?

Nada, a não ser projetos dos clubes que, não estão interessados em melhorar o futebol do Brasil, mas apenas em seus caixas vendendo jovens valores para a Europa.

Sempre assim.

Em Natal, com campeonato curtíssimos, de pouquíssimos participantes, sem estádios e que nosso público nem  fica sabendo direito.

Certo dia até fui ver uma partida no JL, quer dizer, como o estádio está interditado, nem a família dos meninos podem ver os jogos.

Esse é o apoio que nós damos às bases.

E você vê alguém cobrando da FNF, reclamando mais tempo, mas atenção, mais divulgação?

Infelizmente, não.

Isso quer dizer que o nosso futebol, apesar da melhora dos últimos anos, tenho que dizer: não tem futuro.



Fernando Henrique e Arthur Maia estão fora do jogo contra o Vasco

Edmo Sinedino,

fernando_09Eu já falei sobre Dênis Marques, Rogerinho e Gilmar, hoje turistas do ABC.

De última hora, como se acontecido para reforçar o que cobro, Fernando Henrique, alegando dores na coluna, está fora do jogo América x Vasco.

O pior de tudo isso, e os dirigentes já sabiam quando o trouxeram, é que ninguém pode fazer nada.

E depois, se por acaso atrasarem ou deixarem de pagar seus altíssimos salários, ele se pega com um advogado, põe o clube na Justiça do Trabalho e é mais uma bronca.

Onde o presidente Gustavo de Carvalho estava com a cabeça quando contratou esse goleiro que, por onde passou criou problemas?

Quem também não vai para o jogo, e para mim faz muita falta, é o meia Arthur Maia, que alegou falta de confiança, segundo está posto no blog do Marcos Lopes.

Pantera e Daniel Costa são os substitutos na lista.

E sem Arthur Maia, provável que o Jéferson comece jogando.



No ABC, os salários mais altos ficam "turistando" em Natal

Edmo Sinedino,

denis_09Será que o ABC tem condição de roubar os três pontos do Joinville na Arena deles em Santa Catarina?

Perguntinha difícil.

Mas, sinceramente, vou repetir o que já disse inúmeras vezes: sim. Pois não tem “bicho” nessa Série B tão nivelada por baixo.

E isso já virou chichê.

O técnico Moacir Júnior não vai contar com os atacantes Rodrigo Silva e João Paulo. E nem ainda com Dênis Marques.

Como é possível isso?

Como um jogador assinar contrato, salário altíssimo e, simplesmente, não jogar?

E a direção do clube nada faz?

Voltando: Dênis Marques também não vai, de novo. E eu aproveito para perguntar por Rogerinho e Gilmar.

Os dois, acreditem, ao lado do Dênis, coincidência, não? Pois é, são os salários mais altos do clube.

Para não jogar.

Isso é imoral!

O ABC numa luta, ainda, para não cair, e esses caras recebendo salário para “turistar” em Natal.

Voltando, de novo: qual será o time? Arrisco: Gilvan, Madson, Suéliton, Samuel e Michel; Marcel, Bahia, Daniel Amora e Ronaldo Mendes; Alvinho e Zambi.

Eu tiraria o Bahia e colocaria Somália. Só isso.

Os relacionados:

Goleiros: Gilvan e Edílson

Alas: Madson, Patrick, Gleidson e Michel

Zagueiros: Suelinton,Samuel,Marlon e Diego Jussani

Volantes: Fábio Bahia, Renan Silva, Daniel Amora e Marcel

Meias: Xuxa, Ronaldo Mendes e Somália

Atacantes: Alvinho, Zambi e Beto.



O América que vai enfrentar o Vasco...

Edmo Sinedino,

Quem será que cai jogar na ala direita?

Não sei, mas pela leveza e pela facilidade jogar pelo lado direito, acho que vai ser o Judson.

O restante do time para enfrentar o Vasco?

Roberto Fernandes fez treino fechado.

Acho que vai ser: Andrey, Judson, Cléber, Edson Rocha (Lázaro) e Wanderson; Márcio Passos, Jean Cléber, Neto e Arthur Maia; Pimpão e Isac.

A lista completa:

Goleiros: Fernando Henrique e Andrey

Laterais: Wanderson, Thiago Cristian e Paulo Henrique

Zagueiros: Cleber, Lázaro e Edson Rocha

Volantes: Márcio Passos, Jean Cleber, Judson, Fábio Braga, Val e Neto

Meias: Jeferson, Andrezinho e Arthur Maia

Atacantes: Rodrigo Pimpão, Isac, Paulinho, Emerson e Alekito.



Marília/SP fala em contratar Xuxa e Dênis Marques

Edmo Sinedino,

Se for verdade, Dênis Marques vai embora do ABC sem ter jogado.

Engraçado como esse povo continua tendo mercado.

O Marília, segundo portal de futebol paulista, estaria interessado no centroavante e meia do ABC.

Xuxa também é citado.

Incrível!

Como é fácil enganar nesse futebol do Brasil.

Será possível que esse Marília não tem um funcionário pelo menos para obter informações?

Dênis Marques vive no DM, enquanto o meia Xuxa não rendeu, até agora, absolutamente nada.



Ceará-Mirim e Barretão já têm o Globo...

Edmo Sinedino,

barretto_09Triste de ver nosso Estado com tantos problemas para manter vivo o futebol.

O Marizão, Nongueirão, Nazarenão, estádios interditados, não sei se certo ou errado, são problemas de todos nós que fazemos o futebol.

Federação, clubes, prefeituras, governo, todos, sem exceção deveriam fazer sua parte para mudar esse quadro.

Não acho que interditar, pura e simplesmente, medida do presidente da FNF, seja a solução.

Acho que cabe uma campanha maior, uma movimentação entre políticos influentes de casa cidade, e região para, aí sim, tomarmos as decisões.

E os políticos que não se importarem com o futebol de sua cidade, com seu estádio abandonado, que seja conhecida a sua posição.

Pobre, muito mixuruca uma disputa de Segunda Divisão, sem brilho, apenas num estádio de futebol.

Ademais, esse estádio já tem dono, a cidade desse estádio já tem time.

Jogos seguidos no Barretão acabarão por banalizar a festa, e o povo, já, já, vai ignorar esse engodo.

Força e Luz, Atlético Potengi e, principalmente, Currais Novos nada têm a ver com Ceará-Mirim, a terra do Globo.



"Ligações Perigosas"

Edmo Sinedino,

ligar_09“Ligações perigosas”.

Precisarei muito mais que um texto para falar desse assunto tão delicado.

A convivência perniciosa,  muitas vezes, de dirigentes, de um modo geral com a imprensa.

E sempre que penso nesse assunto me lembro de uma passagem quando repórter do Diário de Natal, idos de 1988.

Manoel Cirilo, que era meu editor na época, me pautou uma entrevista com o grande e saudoso José Prudêncio Sobrinho, ex-dirigente do ABC.

Cheguei na sua loja de bateria ( na época ele ainda tinha) ali perto, quase em frente, ao Corpo de Bombeiros.

Me apresentei, dizendo que era repórter, e falei “que precisava da ajuda dele”.

Sempre me dá enorme vontade de rir quando lembro.

Pruda, com aquele jeito bonachão, olhou para mim e disse: meu filho, você vai me perdoar, mas eu acabei de dar uma ajuda a dois colegas seus de rádio, por isso não posso lhe ajudar hoje”.

Fiquei desconcertado, surpreso, gaguejei explicando para ele que a “ajuda” que eu queria dele era uma entrevista.

Ele sorriu, se desculpou, e desde então, todas as vezes que eu o encontrava ele, sorrindo, tocava no assunto.

Nos meus tempos de Diário de Natal recebi muitas ofertas de “ajudas”, sempre recusei, ainda bem.

Quem trabalhou comigo sabe disso.

Certa vez, já da minha segunda passagem no Diário de Natal, agora como editor, fui convidado por Maeterlinck Rêgo Mendes, por intermédio de Maurício, seu sobrinho e chefe de gabinete, para fazer uma assessoria na Fenat – Fundação de Esportes de Natal.

Aceitei, mas só depois de comunicar e receber o aval do meu superintendente Albimar Furtado, que pode confirmar o que escrevo.

Lembro bem o que ele disse: contanto que não misture as coisas, não vejo empecilho.

Disse ao Albimar, meu chefe, que essas mesmas palavras havia repetido para Maeterlinck.

E durante todo o mandato de Maeterlinck eu trabalhei, recebi dinheiro da Fenat, e ele nunca interferiu em meu trabalho no Diário.

Não vou ser hipócrita de dizer que não publiquei matérias da Fenat, claro que publiquei, pois acima de tudo achava que era do interesse do esporte e do meu jornal.

Quando Maeterlinck saiu as coisas mudaram. O seu substituto fez a maior questão que eu continuasse.

Mesmo desconfiando dele, procedi da mesma forma.

Avisei a Albimar que, eu já sabia, me advertiu sobre o “substituto”, que vou declinar de falar o nome. Não interessa mais.

Tempos depois, eu saí, o “substituto” estava querendo interferir no meu trabalho, tentando dirigir minha linha, censurar minha coluna.

Como eu criticava, como jornalista, sua gestão, ele usou de sua má fé, foi bater à porta do pessoal do Diário de Natal para me “denunciar”, dizendo que trabalhava para ele, recebia dinheiro dele.

Ele pensou que os meus chefes do Diário – Aluísio Lacerda e Albimar Furtado – não sabiam.

Quebrou a cara.

É desse tipo de “Ligação perigosa” que falo.

Hoje, bem sei, com a invasão da blogosfera, vários “jornalistas” vivem dos que escrevem, o que mandam ele escrever, contra ou a favor de alguém.

Não sou “palmatória do mundo” e muito menos Américo Pisca-Pisca, reformador do mundo, personagem do escritor Pedro Bloch.

A gente vê a sujeira, mas não tenho nada com isso.

O meu blog, listado entre os dez mais lidos do Estado, isso incluindo todas as categorias, e o segundo mais acessado no seguimento esporte, eu nem consigo vender, só para que vocês tenham ideia do que falo.

E olha que tenho carta branca do diretor Diógenes Dantas, do Portal Nominuto.

Mas não sei vender.

Não quero conversar com alguém do meio e ele pensar que estou lhe pedindo “ajuda”.

Meu espaço pode ser usado para divulgação, pode sim, não minha opinião.

Já divulguei e fiz trabalhos para federações, o Projeto Compartilhar de Breno Cabral, já fiz e faço parcerias de trabalho com o Auxiliadora de Natal, já tinha até acertada uma assessoria com o presidente da Federação de Basquete, Jucivaldo Félix, mas as confusões na Justiça nunca deixaram sequer que iniciássemos.

Já escrevi muitas matérias de alunos do curso preparatório da CDF Colégio e Curso. E que passaram no vestibular, esse tipo de trabalho, claro, era publicado nas páginas dos jornais.

Já fiz parceria para divulgação dos JERNs e ações na Codesp do professor José Jamilson Martins e faço sempre que me procurarem de forma cristalina.

Acho absolutamente normal se tudo for feito às claras.

Posso sim, como já disse, com o aval de Diógenes Dantas fazer divulgação no meu blog. Posso propagar produtos – campeonatos de vôlei, basquete, futebol, badminton, tudo, só não posso e nunca farei é negociar minha opinião.

Se tiver que calar, elogiar quem não merece, mentir, fingir que as coisas estão bem, por conta de um acerto de propaganda, não o farei.

Sei que corro o mesmo risco dos demais. Muita gente acha que nós jornalistas, como políticos, claro, opinião deles, são todos iguais.

Eu tenho certeza que nem todo político pensa e age igual, assim como os jornalistas.

Na minha última contenda aqui, estava saindo do jornal e assumindo rádio e tevê, e um ex-treinador canalha saiu acusando a mim e Marcos Lopes, colega, de receber dinheiro do dirigente Flávio Anselmo, até hoje um amigo querido, para falar mal dele.

Nós, eu e o Marcos, criticávamos o péssimo trabalho dele, a sua maneira covarde de jogar, a sua falta de conhecimento, perdido no tempo e espaço, ultrapassado, e eu, especialmente, o fato dele nunca dar oportunidades aos jogadores da terra.

Por isso, por apontarmos seus erros, fomos atacados na nossa honra. Covarde, ele nunca teve coragem de falar nossos nomes, pois seria processado.

Ossos do ofício, estamos sujeitos a todo tipo de canalhice, pois o venal não quer ser só, o mau jornalista não acredita que exista alguém que jogue limpo.

Por isso, as “Ligações perigosas”.

Ainda vou escrever mais sobre esse assunto.



O gramado do Frasqueirão me pareceu "acalombado"

Edmo Sinedino,

Achei estranho o gramado do ABC.

O novo.

Antes tão perfeito, agora, me parece, está sendo atacado por alguma praga.

O que vi foi pela imagem da tevê, mas achei irregular e “acalombado”, se é que posso fazer dá essa definição.

Vou até lá essa semana ver mais de perto.

Espero que esteja enganado, pois o gramado do Frasqueirão sempre foi um dos melhores do Brasil.



Miremos o exemplo da crise que vive o futebol da Paraíba

Edmo Sinedino,

O futebol da Paraíba vive crise semelhante a que viveu o nosso sob o comando de Nilson Gomes.

A Federação Paraibana está sob intervenção, e uma comissão, lá como aqui, tenta dar um destino melhor ao esporte.

A administração de Rosilene Brito, a queda do futebol da Paraíba sob seu domínio, só comprova o que já sabíamos por experiência própria.

Muitos anos com um mesmo presidente no comando de uma instituição, salvo casos raríssimos, tem consequências maléficas.

Basta que vejamos em Natal o prejuízo que os 20 anos de comando Nilson Gomes nos trouxe.

Um atraso que ainda hoje provoca problemas ainda não resolvidos.

Basta ver a questão quase insolúvel dos nossos estádios de futebol.

Marizão, Nongueirão, Juvenal Lamartine, entre outros que, nem mesmo a tradição e importância conseguiram salvar.

Agora, mais que nunca governo, prefeituras, federação, clubes têm que buscar solução, todos juntos, para evitar a realização de um arremedo de campeonato em 2015.

Com esses estádios fora de circuito perdemos todos.

Não podemos ficar dependentes única e exclusivamente das competições promovidas pelas CBF.

O nosso campeonato é o bem mais certo que temos, talvez o único, e não podemos deixar de valorizá-lo.

Miremos o exemplo da Paraíba. Não podemos retroceder e cair na armadilha de nos acharmos acima de qualquer risco.



Judoca potiguar é bicampeã brasileira

Edmo Sinedino,

veronice_09A judoca potiguar Veronice Chagas(na foto, a segunda da esquerda para a direita) sagrou-se bicampeã brasileira.

Ela lutou e venceu na categoria meio-médio (63kg), ontem, no ginásio da Unifor, em Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro de Judô Sênior.

Com a conquista, Veronice garantiu vaga na seletiva nacional para as Olimpíadas do Rio 2016.

O RN também conquistou dois quinto lugares nas lutas de sábado: Pablo Renan e Ana Tércia.




Festival de besteiras...

Edmo Sinedino,

reprodu_09Nesta segunda-feira (20), no Bem, Amigos, programa do Galvão Bueno, o convidado é Kaká.

Imaginem o festival de besteiras que vai ser isso.

Duvido que falem de Bom Senso FC, e muito mais ainda que tratem de situações realmente importantes para a melhoria do futebol brasileiro.

Vão falar as bobagens de sempre, os exageros de sempre sobre a bola que o meia joga.

E é isso.

E também, o programa, certamente, deve ter grande audiência.

Ao contrario de jogadores como Dida, Paulo André, Alex e tantos outros, Kaká disse nada saber do Bom Senso.

Que absurdo!



Com Oliveira Canindé, o Santa Cruz bate o Vasco e já é sétimo

Edmo Sinedino,

oliveira_09Oliveira Canindé foi injustiçado no América.

Muita gente concorda.

O treinador cearense de Sobral não merecia ter sido demitido depois de tantos bons resultados.

Depois que deixou o América, de imediato ele foi procurado pela diretoria do Santa Cruz, e assumiu o lugar de Sérgio Guedes.

Sob o comando do ex-América, o Santa Cruz perdeu apenas uma partida das seis disputadas, e já está na sétima posição, com 45 pontos.

Quando ele assumiu, o tricolor do Arruda estava correndo risco e já perto da zona de risco.

A estreia de Oliveira Canindé aconteceu na vitória de 3 a 0 sobre o Oeste. Depois, saiu para jogar em Minas, contra o América/MG.

Perdeu de 1 a 0, partida em que o Santinha foi melhor, disseram os analistas.

Na sequência, bateu o Boa Esporte Clube de 3 a 0, em casa, conseguiu dois empates fora de casa contra equipes que estavam no G4 – 1 a 1 diante de Joinville e Ponte Preta.

Na última rodada, voltando a jogar diante de seu torcedor, bateu o Vasco da Gama de 1 a 0.

O presidente Gustavo de Carvalho, acho, deve estar arrependido do que fez.



Atuações: Ronaldo Mendes ainda foi o melhor jogador do ABC

Edmo Sinedino,

penalti_09Analiso, com nota, as atuações dos jogadores do ABC na derrota de 1 a 0 para a Luverdense.

Gilvan – Não teve culpa no gol que tomou, falhou em lance de bola alçada, em que o jogador Misael quase marca o segundo. No mais, foi bem. Nota 5.

Madson – Sem a mesma disposição de linha de fundo, de jogadas individuais. Claro, todos os adversários conhecem seu potencial e se defendem melhor por ali. Nota 6.

Suéliton – Um dos destaques do ABC, Rápido no desarme, na cobertura, e também imprime bom ritmo na saída de jogo. Não é tão bom por cima, mas compensa na qualidade técnica nos outros quesitos. Nota 7.

Samuel – Não comprometeu, marcou, mas insistiu muito, acho que por não confiar na ligação de meio-campo, nas bolas lançadas. Jogada improdutiva. Nota 6.

Michel – Poderia ser outra alternativa de jogada, não foi. E não por sua culpa, acho. Faltou quem dele se aproximasse. Nota 5.

Daniel Amora – Fez bem a sua função de marcação, mas o ABC precisava de muito mais hoje, jogando em casa. Nota 5.

Fábio Bahia – A mesma atuação do companheiro. Marca, corre, batalha, mas na hora de levar o time para a frente é um “atraso”. Nota 4.

Xuxa – Não fez nada o jogo todo, e ainda perdeu um pênalti. Nota 1.

Ronaldo Mendes (foto) – Escalado errado, jogando na frente, de costas para a defesa, mesmo assim ainda teve um bom rendimento. Nota 7,5.

Alvinho – Começou bem, mas depois, estranhamente, foi jogar quase centralizado, quando seu forte é os lados do campo. Será que o treinador achou que toda partida o cara pode fazer um golaço. Nota 5.

Rodrigo Silva – Se mexer menos que nas partidas anteriores, mas mesmo assim abriu espaços, e brigou muito na área. Não deveria ter saído. Nota 6.

Patrick – Entrou, de novo, sem função. Sem nota.

Zambi – Entrou para ser mais um atacante de beirada, e até que preocupou a defesa. Mas o ABC estava muito desorganizado. Nota 4.

Beto – Entrou para consertar um primeiro erro. Nada fez. Sem nota.



Clubes do RN continuam fazendo o papel de "ressuscitadores"

Edmo Sinedino,

xuxa_09Quer ganhar?

Quer vencer, sair da crise? Venha para Natal.

E de novo, ABC e América fazem o papel de “ressuscitadores” na Série B do Brasileiro.

O Bragantino não vencia a cinco rodada, mas enfrentou o América e, claro, venceu.

Foi assim com o Santa Cruz, Paraná, Oeste, e outros.

O ABC não poderia ficar atrás do rival e ainda fez melhor.

Jogando em casa, o alvinegro, que vinha todo prosa de uma vitória sobre o Cruzeiro, não jogou nada e deu nova vida ao Luverdense.

O clube de Lucas do Rio Verde vinha “descendo a ladeira” com tudo, e havia perdido sete das últimas dez partidas disputadas.

Graças ao ABC, respira aliviado na 12ª posição, com 40 pontos.

O ABC perdeu a chance de ultrapassá-lo, e ser ele a está nesta confortável colocação.

O América, na 17ª, primeiro na zona de risco, se tivesse vencido passaria ao próprio Bragantino e deixaria o “inferno”.

Perdeu, continua em enorme risco e ainda fez o ABC cair mais uma casa.

Uma jornada de envergonhar.

*Foto: Frankie Marcone


ABC perde em casa e fica em situação de risco na 15ª posição

Edmo Sinedino,

bahia_09Mais um inaceitável resultado negativo, e dentro de casa. ABC 0 x 1 Luverdense.

Uma outra derrota para uma equipe inferior, que, justamente, volta a se recuperar em Natal.

O ABC foi medíocre, sem criatividade e ficou durante quase toda a partida numa jogada só.

Numa malhada, ultrapassada e malfadada ligação direta.

De que adianta escalar dois meias e fazer com que o melhor- Ronaldo Mendes – vá jogar de costas para a defesa, lá na frente, sem função?

Dois meias, ficando apenas um na ligação, justamente o Xuxa que, desde que chegou ao ABC, nunca fez bem essa função.

Aliás, ele nunca fez bem função nenhuma.

No final da partida, ainda ouvi de um narrador esportivo a crítica ao rendimento do Alvinho.

Como um atacante de velocidade vai render, se o seu forte, a velocidade, o drible, em momento nenhum deram oportunidade para esse tipo de jogada?

Alvinho, não sei se por ordem do treinador, jogou mais centralizado que o próprio Rodrigo Silva.

E com o Madson, claro, fazendo as ultrapassagens pelo lado direito, o certo seria formar sempre a dupla na jogada, e também fazer o Alvinho cair do lado oposto.

Simples assim.

E o ABC jogou bem nos minutos iniciais, mas inexplicavelmente, a sua defesa, principalmente o Samuel, Daniel e Suéliton começaram a fazer o antijogo da ligação direta.

Fim do ABC.

E à medida que o tempo foi passando, salvo uma ou outra jogada individual ou de falha da defesa fraca da Luverdense, o time da casa não conseguia fazer nada.

Perdeu o pênalti que certamente mudaria a história do jogo e todo o resto se resumiu ao que já escrevi acima.

O treinador Moacir Júnior, de novo, de novo, e de novo, se complica todo quando vai mudar.

Erra na primeira, volta a errar na tentativa de consertar o primeiro engano, e tudo se transforma num festival de troca-troca sem efeito nenhum.

Uma mediocridade que, certamente, assusta o torcedor.

Agora, correr atrás e tentar, de novo, recuperar fora os pontos perdidos em casa.

Nem sempre dá certo.

Foto: Frankie Marcone


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