Sem sofisma, quem é realmente ficha limpa na campanha ao governo do RN?

Carlos Alberto,

Convido o leitor a fazer um exercício de memória a título de reflexão e de verificar quem realmente é ficha limpa entre os três principais concorrentes ao cargo de governador do Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT); Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD).

De início devo dizer, sem medo de errar, que contra a senadora Fátima Bezerra, candidata do PT a sucessão estadual, não há nada que a desabone, como por exemplo, qualquer inferência a escândalos. Enquanto a Carlos Eduardo Alves e Robinson Faria o noticiário político está, digamos, diversificado e recheado de notícias pouco republicanas.

Senão vejamos: No que se refere ao ex-prefeito de Natal e candidato a governador, Carlos Eduardo Alves (PDT), sua ficha parece não ser das melhores, até prova em contrário.

Na última terça-feira (18), portanto, uma notícia fresca ainda, Carlos Eduardo Alves, juntamente com o seu sucessor na prefeitura de Natal, Álvaro Dias, foram alvo de uma representação. O vereador Sandro Pimentel (PSOL) protocolou no TCE (Tribunal de Contas do Estado) denúncia com pedido de investigação sobre a ausência do repasse obrigatório da prefeitura para o Natalprev, instituto que administra a previdência dos servidores públicos municipais. Segundo análise feita pelo vereador, e por técnicos em contabilidade, a prefeitura deixou de repassar cerca de R$ 32 milhões, entre janeiro e junho deste ano, em contribuições patronais e dos próprios trabalhadores.

Por outro lado, o Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu um inquérito civil contra o candidato do PDT ao governo do estado, e contra o atual prefeito de Natal. Os dois são suspeitos de terem autorizado o aumento da tarifa de ônibus em troca de propina na forma de doação eleitoral. Outra notícia recente, a bem da verdade! Os valores teriam sido repassados por Agnelo Cândido, empresário do ramo de transportes. A suposta propina seria usada para financiar as campanhas de Carlos Eduardo Alves e também de Adjuto Dias (MDB), filho de Álvaro Dias, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa. Os dois políticos negam, claro, mas até agora nada ficou esclarecido.

Quanto ao Sr governador, candidato a reeleição, Robinson Faria, temos a Dama de Espadas, onde o desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa através de funcionários fantasmas, segundo a ex-procuradora-geral da Casa, Rita das Mercês, em delação premiada, teve início em 2006 com o objetivo de arrecadar dinheiro para o então presidente da Assembleia e atual governador Robinson Faria. De acordo com Rita das Mercês, ele [Robinson Faria] seria o “principal beneficiário da situação”. O esquema teria seguido na gestão dos ex-presidentes da Casa, Ricardo Motta (2011/2015) e Ezequiel Ferreira (2015). Robinson Faria foi presidente da ALRN por quatro biênios, entre 2003 e 2010.

Para ficar apenas em dois exemplos, tal qual Carlos Eduardo Alves, Robinson Faria é acusado ainda de formar Caixa 2 na eleição passada para governador. Refrescando a memória do leitor, o Jornal Nacional em reportagem datada de 10 de setembro, ou seja, notícia recente, fala que a procuradora-geral da República, Raquel Doddge, havia pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) que remetesse a denúncia de Caixa 2 de Robinson Faria para julgamento do TJRN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte). Clique aqui para ver a reportagem:

Como se observa, apesar da campanha baixa que estão fazendo contra Fátima Bezerra, parece que baixaria mesmo tem do lado errado, ou dos lados errados.

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