Que governo probo é esse do capitão. Mito?

Carlos Alberto,

A pergunta no título deste artigo se faz necessária diante de tanta improbidade e por que não dizer aberração. Senão vejamos: O governo Bolsonaro empossou como seu ministro do Desenvolvimento Regional, o ex-secretário de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, subordinado a Paulo Guedes, o ex-deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN). Até aí nada de mais, não fossem os cinco inquéritos que Marinho responde envolvendo lavagem de dinheiro, crime contra a ordem tributária, falsidade ideológica e peculato.

O novo ministro do Desenvolvimento Regional nomeado por Bolsonaro, responde aos inquéritos (3386, 3026, 4168, 4474 e 4484) no STF (Supremo Tribunal Federal). É público!

Pra quem não sabe ou finge não saber, o Ministério Público Federal investiga ainda o tucano Rogério Marinho por crimes supostamente praticados na campanha eleitoral para a prefeitura de Natal em 2012. De acordo com o que foi levantado pela Polícia Federal, há indícios de que o parlamentar teve participação em crimes de falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Não bastasse isso, o ex-ministro do Trabalho e ex-deputado federal Ronaldo Nogueira foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (12) da função de presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Filiado ao PTB e ministro do Trabalho no governo de Michel Temer, Nogueira foi alvo de busca e apreensão na Operação Gaveteiro, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada para investigar a suspeita de desvio de R$ 50 milhões no antigo Ministério do Trabalho.

De acordo com a PF, as irregularidades ocorreram de 2016 a 2018. Nogueira foi alvo de busca e apreensão. Muitos perguntarão: e daí, o crime foi cometido no governo Temer. Acontece que mesmo sendo investigado e suspeito pelas irregularidades cometidas, Nogueira vinha se mantendo ministro do governo Bolsonaro.

Pra ficar apenas em três exemplos de improbidade no governo Bolsonaro, cito também o ministro "todo poderoso" da Economia, Paulo Guedes, que já é de conhecimento público que ele é investigado sob suspeita de fraudes em fundos de pensão em estatais. Isso não é novidade pra ninguém, inclusive, para o próprio presidente Jair Bolsonaro.

O Ministério Público Federal acusa o economista Paulo Guedes, guru de Jair Bolsonaro (PSL), de se associar a executivos para praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais. Em seis anos, ele captou R$ 1 bilhão em operações suspeitas. Um procedimento investigativo criminal ainda apura se o economista cometeu os crimes de gestão fraudulenta ou temerária. Guedes também é investigado por possível emissão de títulos sem lastros e negociar, através dessa operação fraudulenta, recursos de sete fundos. Ao mesmo tempo, Guedes costurou um programa de governo para Bolsonaro e indica nomes para um eventual governo que favoreçam seus negócios.

Reportagem da Folha de S. Paulo de outubro de 2018, portanto, antes mesmo dele ser empossado ministro da Economia do governo Bolsonaro,
nomeou as entidades supostamente fraudadas por Paulo Guedes: "entre as entidades estão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios), além do BNDESPar —braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As transações foram feitas a partir de 2009".

Daí se perguntar: a probidade do governo Bolsonaro é vero ou um mito?

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