Persona non grata no Chile e alhures

Carlos Alberto,

A visita oficial do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Chile provocou três dias de protestos. As primeiras manifestações aconteceram na sexta-feira (22), em um local conhecido como Paseo Bulnes – palco de mobilizações históricas na capital Santiago.

Os atos políticos em repúdio à presença do político brasileiro encerraram neste domingo (24), com o ato Por el Derecho a Vivir en Paz (Pelo Direito a Viver em Paz). O principal motivo da indignação da população local são as declarações elogiosas de Bolsonaro e sua equipe sobre o ditador Augusto Pinochet, que comandou o país de 1973 a 1990 e foi responsável pelo assassinato de cerca de 40 mil opositores.

De fato o presidente brasileiro não é bem visto em muitas partes do mundo pelas suas posições polêmicas e no Chile não poderia ser diferente, país que viveu sob o regime ditatorial do general Augusto Pinochet e que perseguiu a esquerda daquele país, sendo um dos signatários da chamada Operação Condor, juntamente com o Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai com o apoio da CIA, levada a cabo nas décadas de 1970 e 1980 - com o objetivo de coordenar a repressão a opositores dessas ditaduras e eliminar líderes de esquerda instalados nos países do Cone Sul.

Montada por iniciativa do governo chileno, a Operação Condor durou até a onda de redemocratização na América do Sul, na década seguinte.

Daí, e certamente, os chilenos considerarem o presidente brasileiro "persona non grata" no Chile e alhures, até porque ele defende a ditadura Picnochet, embora tenha dado declarações que foi ao Chile conhecer a reforma da previdência implantada no governo ditatorial de extrema direita.

Tenho dito!

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