O ignóbil presidente

Carlos Alberto,

O presidente Jair Bolsonaro não merece ocupar o cargo para qual foi eleito. Despreparado e desrespeitoso é o mínimo que se pode atribuir a sua pessoa. Aliás, na agenda de seu governo, desde que assumiu, só se levanta assuntos medíocres para a pauta de um presidente da República, como bem falou Arnaldo Jabor, que completou: "porque este homem propõe tantos absurdos? Por que? É de propósito. O Trump faz a mesma coisa. É uma estratégia para que suas atitudes anestesie o nosso sentido crítico, sendo uma maneira de nos habituar ao que se chama de "nova normalidade". Aos poucos vamos aceitando estes delírios de um desgoverno "como normais". Aliás é a vitória de um slogan já usado durante a campanha: é melhor jair se acostumando.

O jornalista Kennedy Alencar usou sua conta no tweet para sintetizar as asneiras e aberrações da falta de preparo de Jair Bolsonaro para exercer a Presidência da República: "Chamar de polêmicas ou de críticas o que Bolsonaro diz está ficando insustentável. Normalizar absurdos é como as democracias morrem". Aliás, uma amiga minha indagou num grupo a que pertenço na rede social, por que ninguém ainda havia levantado a bandeira #ForaBolsonaro. Lhe respondi que a sociedade está inerte e só vai pra rua na hora que doer no bolso. Falo principalmente dos que votaram em Jair Bolsonaro, não por achar ele preparado para presidir o país, mas por ódio ao PT. Mas, estas mesmas pessoas quando sentirem os efeitos do desgoverno Bolsonaro, vão sim empunhar a bandeira do Fora Bolsonaro, pena que tardiamente.

Repito aqui o que já dizia Ulysses Guimarães, de que político só tem medo do povo na rua. E é verdade. As reações contra Bolsonaro são pontuais. O Brasil continua literalmente dividido, apesar dos absurdos cometidos por este governo, um governo revanchista e que espelhou a sua campanha na revolta e no ódio. Bolsonaro traiu e enganou quem nele votou. Já confessou que não nasceu pra ser presidente e sim da caserna, de onde nunca deveria ter saído. O seu ódio ao PT e a esquerda contaminou pobres eleitores despolitizados e o resultado está aí.

Não nos enganemos. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro semana sim outra sim solta a sua metralhadora de mentiras e impropérios, o Brasil vai se esfacelando. Como disse Jabor, trata-se de uma estratégia de marketing, diria, para que suas atitudes anestesie o nosso sentido crítico. Não a toa a maioria dos seus ministros se utilizam da mesma ferramenta.

Não pra menos a taxa de investimentos no Brasil caiu para o menor nível em mais de 50 anos. Levantamento do economista Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), mostra que a taxa de investimentos públicos caiu de 4,06% em 2013 para 1,85% em 2017 (nível mais baixo já registrado no país), passando para 2,43% em 2018. Já a taxa de investimentos privados caiu nos últimos 5 anos, recuando de 16,85% em 2013 para 13,39% em 2018.

Claro está que isso se deve em parte a insegurança dos investidores de fora quanto a governabilidade do governo Bolsonaro. Além disso, a insegurança institucional que o Brasil vive, agora mais ainda com o vazamento de diálogos entre o ex-juiz-federal Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e promotores da força tarefa da Lava Jato, diálogos pouco republicanos com citações até de alguns ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que precisam e devem ser apurados e esclarecidos.

Mais do que nunca é preciso está atento e se conscientizar de que o revanchismo e o ódio não levam a nada, ao contrário, só destroem os avanços conseguidos nos últimos anos, sobretudo, os avanços sociais e colocam em xeque a democracia.

A conferir!

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