O governo Bolsonaro quer acabar com as universidades públicas e formar um país de idiotas

Carlos Alberto,

O corte de verbas nas universidades federais e nos institutos federais de educação representa um verdadeiro retrocesso no ensino técnico e superior no país. O governo Bolsonaro quer acabar com as universidades públicas e formar uma legião de idiotas no país.

Pra se ter uma ideia do desastre que o governo fascista está promovendo na educação pública, o Ministério da Educação cortou 36% da verba do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, única escola federal de ensino básico no Brasil fundada em 1837. O corte ultrapassa R$ 18 milhões e terá implicações devastadoras atingindo 13 mil alunos.

Em Nota sobre o bloqueio orçamentário do governo bolsonaro, a direção da UFRN (Universidade Federal do Rio grande do Norte) expôs a situação caótica que a universidade passará a ter a partir de agora. Diz o texto:

-A Universidade Federal do Rio Grande do Norte informa que verificou, na última quinta-feira (2), um bloqueio orçamentário no sistema eletrônico de gestão financeira de parte dos recursos a ela destinados para o ano de 2019, na ordem de R$ 60 milhões. Os dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal), indicam, desta forma, um bloqueio na ordem de 30% nas ações destinadas à manutenção/custeio da Universidade e nas ações de investimentos, dentre as quais o fomento às ações de graduação, pós-graduação e pesquisa e à capacitação de servidores.

Além disso, já haviam sido realizados bloqueios de todas as emendas parlamentares autorizadas na Lei Orçamentária Anual. Entretanto, não foram objeto de bloqueio o orçamento destinado à assistência estudantil, despesas com pessoal e recursos de arrecadação própria. Ainda assim, considerando as restrições orçamentárias já impostas às IFES nos últimos anos, este bloqueio da ordem de 30% informado agora no início do quinto mês do ano, se transformado em corte, terá um impacto expressivo no funcionamento da instituição.

Com 116 cursos de graduação e cerca de 40.000 alunos matriculados, oferecendo também 94 programas de pós-graduação, os quais contemplam aproximadamente 5.500 estudantes em todas as áreas do conhecimento, a Universidade mantém uma ampla rede de equipamentos para oferta de serviços públicos, dentre os quais três hospitais universitários, museus, núcleo de educação infantil, parque poliesportivo e capacitação de professores na educação básica. Recentemente, a Universidade alcançou a liderança na Região Nordeste na concessão de cartas-patentes, o que atesta seu compromisso com a pesquisa, inovação, empreendedorismo e aproximação com o setor produtivo.

Só no Rio Grande do Norte incluindo a UFRN, a Universidade Federal da Região do Semi-Árido e o Instituto Federal de Educação, os cortes totalizam mais de R$ 70 milhões. Lamentável que isso esteja ocorrendo. É mais um descaso não só com a educação, mas principalmente com o povo brasileiro.

Somos um país onde os livros estão sendo trocados por armas e o pensamento trocado pelo rigor da caserna.

Triste Brasil varonil!

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