A barbárie tomou conta do país sob um quase estado de exceção

Carlos Alberto,

É de causar perplexidade a qualquer ser humano que tenha um mínimo de sentimento o fato ocorrido num supermercado da Rede Ricoy, em São Paulo, quando um jovem morador de rua de apenas 17 anos, foi açoitado e humilhado por seguranças despreparados por ter furtado uma barra de chocolate.

Assim como é da mesma forma de causar perplexidade fazendeiros da região Norte do Brasil anunciar em redes sociais o que eles convencionaram chamar o Dia do Fogo, quando atearam fogo na floresta amazônica chamando a atenção de todo o mundo com grande repercussão negativa, obviamente.

Idem, a medida adotada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que determinou o recolhimento de livros na Bienal tido como "impróprios para menores" na sua visão, claro.

Que tempos sombrios o país vive. A barbárie tomou conta do país sob um quase estado de exceção, ou seja, uma situação oposta ao Estado Democrático de Direito.

Casa Grande e Senzala, livro do sociólogo Gilberto Freyre, publicado em 1933, ou seja, no século passado, onde expressa o modo social e político do Brasil, está mais vivo do que nunca.

Da mesma forma, me parece, alguns governantes detestam literatura, sobretudo aquele tipo de literatura que vai contra os seus princípios e faz lembrar Adolf Hitler, que durante o Terceiro Reich mandou queimar livros que eram contra o regime.

Isso é reflexo de um governo sem compustura, sem princípios como disse o jornalista Guga Chacra, colunista da GloboNews: "em um país com governantes extremistas, atrasados e mal-educados, o presidente da República celebra uma ditadura sanguinária responsável pela morte de milhares de pessoas e ataca a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, cujo pai foi torturado e morto por este mesmo regime ditatorial”. 

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