O perigo do discurso `nacionalista e ultra-conservador´ de Bolsonaro

Carlos Alberto,

O deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PSL, um partido nanico sem expressão nenhuma na política brasileira, tem a tiracolo um discurso "nacionalista e ultra-conservador", o que tem levado a figurar em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto só perdendo para Lula, preso político do juiz federal Sérgio Moro. Mas isso não vem ao caso agora.

Fato é que Bolsonaro tem conquistado a simpatia de eleitores. Deputado federal desde 1990, o pseudo-nacionalista até pode ser interessante como presidente da República para um ou outro brasileiro, mas certamente ele não serve à toda nação. Para estes que o vêm como "Salvador da Pátria", o militar da reserva transparece a "Ordem e Progresso" transcrito na bandeira brasileira, mas, no fundo no fundo trata-se de um entreguista das riquezas brasileiras, sobretudo, aos americanos. Ele mesmo já disse que sua política econômica consistiria em “se livrar das amarras do Mercosul” e, em um evento em Miami, onde prestou continência à bandeira norte-americana, afirmou que Donald Trump teria nele “um grande aliado no hemisfério sul”.

Mas o problema não está tão somente aí: Jair Bolsonaro é homofóbico assumido. A tônica de seu discurso tem sido declarações preconceituosas que demonstram claramente que um possível governo seu não atenderia a demanda de brasileiros negros ou indígenas, muito menos de brasileiras mulheres. Não é de hoje que o deputado dá declarações públicas puramente machistas, racistas e homofóbicas, sempre, é claro, amparado pela imunidade parlamentar.

Bolsonaro também é contra o trabalhador. Já demonstrou que, caso ganhe, não deve governar para a classe trabalhadora brasileira. O deputado já afirmou publicamente que o trabalhador teria que decidir entre “menos direito e emprego ou todos os direitos e desemprego”. Na prática, ele votou a favor da esdrúxula reforma trabalhista que teve como relator o deputado tucano Rogério Marinho (RN), outro algoz da classe trabalhadora, além de se abster, por medo, na votação pela terceirização (mas seu filho acabou entregando a posição da família ao votar favoravelmente).

O pior é que toda essa "credibilidade" depositada ao deputado Jair Bolsonaro por alguns eleitores incautos está, sobretudo, no seu discurso contra a violência. Ele já colocou que se eleito Presidente irá revogar o Estatuto do Desarmamento e que dará carta branca para o policial matar. Já ouvi gente dizer que vai votar nele porque com Bolsonaro "bandido bom é bandido morto".

Caro leitor, sei que hoje a grande preocupação dos brasileiros é a questão da insegurança que reina em nosso país, Aliás, essa passou a ser a preocupação número um, ficando Saúde e Educação para segundo plano. Entendo perfeitamente essa razão de ser, contudo, o discurso de Bolsonaro não resolve o problema. Acaso ele sendo eleito, que espero que isso não aconteça, e se vier mesmo a colocar em prática o que apregoa, a situação só tende a piorar. Violência gera violência.

Muitos dirão: Barbosa qual a solução então para acabar com a bandidagem? Difícil responder. Bom seria que esse problema pudesse ser resolvido com educação, melhores condições de vida para os menos favorecidos, etc e tal. Mas, estaria aqui filosofando tal o grau que o crime organizado alcançou. Isso é um problema de Estado, sei perfeitamente disso, mas também não é agindo com truculência que a solução será encontrada.

Bom que se diga que a violência hoje é mundial. Se não se tem a violência urbana com quadrilhas especializadas, se tem o terrorismo, se tem as guerras civis, problemas estes que até hoje não foram resolvidos, ao contrário, se agrava ainda mais mundo afora.

É por isso que eu digo que o discurso "nacionalista e ultra-conservador "de Jair Bolsonaro é um engodo eleitoral. Só os incautos acreditam que o ex-militar irá solucionar todos os nossos problemas, inclusive, o da corrupção e acabar com o alto índice de criminalidade no país. Já nem digo que vou pagar pra ver, até porque como disse anteriormente, espero que ele não se eleja.

Financial Times sintetizou bem o que significa o militar da reserva:

- Para um eleitorado irado, o feroz Bolsonaro pode ser o candidato perfeito – uma granada humana sem o pino, pronta para ser jogado no sistema político moribundo do Brasil.

A conferir!

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Vamos falar de Lula, o texto que gostaria de ter feito

Carlos Alberto,

por Gustavo Conde

"Dia pródigo para falar de Lula. Todo mundo só pensa em Lula, seja para odiar, seja para amar. Eu tento pensá-lo como um homem, um político, um estrategista, um formulador, um ex-presidente. Sem ele, não existe história do Brasil de 1978 para cá.

Odiar Lula é um grande e infame exercício de nulidade mental, preguiça intelectual, má fé existencial e mau-caratismo eleitoral. Critique Lula, mas argumente. Não deixa a baba escorrer pelo canto da boca.

Algo muito singelo que posso prospectar da leitura burra que se faz de Lula desde os anos 2000 é que muita gente acha que ele é socialista. A esses, eu só posso lançar um olhar de comiseração. Até a resposta retórica de Lula os ofendia: "sou metalúrgico" (e eles continuavam não entendendo). Chato explicar. Chato desenhar.

Basta dizer que a origem política de Lula é o sindicato. Não tem nada de romântico, nem de intelectual, nem de salvacionismo, nem de utopia. O socialismo é que foi atrás de Lula, porque Lula o aceitou e o compreendeu melhor que os próprios socialistas.

Qual socialista no mundo produziu uma política pública como a do bolsa-família (que, mais do que sua função ética de levar comida na mesa do pobre, ainda incendiou a economia, fazendo o país sair daquele marasmo econômico da era FHC)?

Qual socialista no mundo foi tão absurdamente democrático, perdendo três eleições majoritárias e, ainda assim, submeteu-se a mais um processo eleitoral?

Qual socialista no mundo teve 258.823.579 de votos ao longo de 30 anos de vida pública (e, pasmem, continua liderando pesquisas de opinião)?

Qual socialista no mundo foi tão perseguido pela imprensa, pela elite, pelo racismo, pela justiça e pelo ódio?

Qual socialista no mundo dialogou com tantas forças do tecido democrático com tanta desenvoltura e resultados: empresariado, movimentos sociais, entidades religiosas, sindicatos, imprensa, organizações não governamentais, sociedade civil, estudantes?

Qual socialista no mundo acumulou 300 bilhões de dólares de reservas internacionais?

Qual socialista no mundo pagou uma das maiores dívidas externas do planeta?

Qual socialista no mundo emprestou dinheiro ao FMI?

Qual socialista no mundo criou um banco para fazer frente ao FMI?

Qual socialista no mundo teve um Celso Amorim como chanceler?

Não se trata de colocar o socialismo em xeque, mas apenas de restituir alguma cifra de realidade ao argumento. Todo intelectual sério sabe que Lula nunca foi socialista e que isso é um dado fantástico: não é preciso ser socialista para lutar pela igualdade e pela democracia.

Lula é a prova de que a gestão pública não aceita a burocracia do pensamento acadêmico como elemento irradiador de políticas. Isso não é o papel de um líder histórico. Um acadêmico no poder é um desastre da natureza.

Cargos da dimensão de uma presidência de um país continental em desenvolvimento não é um trampolim carreirista qualquer: é uma responsabilidade que transcende as ambições mesquinhas de toda e qualquer classe média semi letrada. Compreender essa dimensão é tarefa hercúlea para a classe média, cognitivamente falando.

Essa faixa 'pequeno-burquesa' - só para evocar e agradar os socialistas remanescentes - ainda fantasia que Lula deveria ter sido um Fidel Castro. Ele deveria ter "eliminado" seus adversários políticos.

Ora, ora, ora. Curioso ver como o caudilho autoritário não está em Lula, mas em seus críticos. Reclamam que Lula fez alianças com coronéis, mas o que afinal eles queriam? Que Lula matasse os coronéis? Os coronéis do PMDB?

Sim, era o que eles achavam razoável. A solução dessa turma para os adversários é ELIMINAR o adversário. É a sofisticação estratégica deles. É por isso que a democracia não é para fracos. É por isso que a democracia exige coragem e humildade ao mesmo tempo. É por isso que eles não entendem a democracia.

Lula é uma esfinge para esses anti-analistas, mestres da não argumentação. Para eles, tudo é rótulo, tudo é estereótipo, tudo é frase feita, tudo é comunismo. Eles mal conseguem entender o que é racismo, quanto mais o que é política.

Pena que a história não seja uma donzela recatada e do lar. Ela não segue a lógica primitiva dos seres não argumentativos. A história gosta de conteúdo.

Para a história, o golpe é só um elemento narrativo extremamente poderoso. Um antissujeito, uma perturbação, um "tranco" semiótico que prepara a retomada da progressão e dos protagonismos das personagens principais.

E uma personagem de narrativa histórica que se preze não pode ser "transparente", visível a todo e qualquer leitor. Ela exige uma face enigmática, esfíngica, caso contrário anula-se o elemento de suspense.

Tudo isso só para dizer o seguinte: continuem não compreendendo o Lula. Ele se alimenta da não compreensão de vocês."

*Gustavo Conde é linguista, colunista do 247 e apresentador do Programa Pocket Show da Resistência Democrática pela TV 247

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Os verdadeiros motivos que levaram Parente a pedir exoneração

Carlos Alberto,

O que levou o ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, a pedir exoneração do cargo não tem nada a ver com a paralisação dos caminhoneiros e a pressão para que a estatal baixasse o preço do diesel, o que estaria relacionado com a política de preços adotada pela estatal. Em carta, o executivo disse que  sua permanência ‘deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas’.

Na verdade, e isso a mídia tradicional não diz, está no fato de que o jornalista Filipe Coutinho, da publicação eletrônica Crusoé, denunciou em reportagem dias atrás que o empresário Odilon Nogueira Junior, sócio de Pedro Parente, então presidente da Petrobras, tem um contrato de R$ 11 milhões, sem licitação com a Petrobras. Com receio da denuncia se tornar num grande escândalo, Parente preferiu entregar a carta de demissão. Usou a missiva, a meu ver,  mais como um subterfúgio

Segundo o repórter, Nogueira Junior firmou o contrato para prestar serviços de pesquisa e gestão em março de 2017. Cinco meses depois, ele passou a ser sócio de Pedro Parente. O empresário é dono da Dana Tecnologias, cujo endereço é a casa dele. À época da assinatura do contrato da Dana com a Petrobras, Parente já presidida a estatal. O mesmo repórter publicou na semana retrasada outra denúncia contra Pedro Parente, a de que o banco JP Morgan no Brasil recebeu pagamento no valor de R$ 2 bilhões da Petrobras. Segundo o jornalista, José Berenguer, que preside o banco no Brasil, é sócio de Parente.

Depois de a Crusoé revelar que Pedro Parente mantém sociedade com um empresário com contrato de R$ 11 milhões com a Petrobras, a empresa enviou uma nota para negar que haja conflito de interesses e chama a notícia da revista de “insinuação”. A “insinuação”, contudo, foi enviada para um comitê interno da Petrobras.

Este o verdadeiro motivo do pedido de exoneração de Pedro Parente do cargo de presidente da Petrobras.

Aliás, Parente tem um histórico digno de um executivo que, digamos, nunca deu sorte com o zodíaco, certamente. Senão vejamos:

Na época do governo Sarney, Pedro Parente era funcionário da área contábil do Banco Central e foi convidado por Andrea Calabi, então secretário do Ministério do Planejamento, para assumir à recém-criada Secretaria do Tesouro Nacional e estava no governo quando estourou a hiperinflação no país; quando Collor confiscou a poupança dos brasileiros, Pedro Parente era secretário de planejamento do então Ministério da Economia; quando Itamar Franco assumiu à Presidência da República após o impeachment de Collor, Pedro Parente se encontrava num cargo no FMI (Fundo Monetário Internacional); quando do apagão no governo FHC, Pedro Parente estava exatamente como chefe do Gabinete Civil da Presidência; agora, com a crise no preço dos combustíveis no governo golpista de Michel Temer, onde estava Pedro Parente? Na Petrobras.

Como se observa, Pedro Parente nunca teve sorte com o zodíaco!

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A Venezuela é aqui e agora

Carlos Alberto,

Aqueles que diziam que os governos do PT queriam implantar uma Venezuela aqui no Brasil, agora têm razão suficiente para dizer que o governo golpista de Temer, este sim, caminha pra isto diante da crise que foi instalada neste país varonil com a paralisação dos caminhoneiros. Muitos dirão: mas Barbosa o PT defende o governo de Maduro. E daí, nunca defendi ditadura seja ela de direita ou de esquerda. Portanto, fico bastante à vontade para dizer que a Venezuela é aqui e agora.

O cotidiano do país vizinho tem inflação em quatro dígitos, senha para ir ao supermercado, escassez de produtos básicos, e violência em alto grau. Estamos chegando lá. E não venham me dizer que a culpa é do PT, um discurso vazio e sem conteúdo. Falar que o PT é culpado porque Temer foi o vice de Dilma é discurso de quem não tem argumento, porque todos sabemos que se vota na chapa e não no candidato isolado. Aliás, desde a década de 1960 que no Brasil não se vota isolado pra presidente e vice.

Mas voltemos à Venezuela, país com 30 milhões de habitantes, tendo as maiores reservas de petróleo do mundo, mas vem sofrendo uma maciça e severa recessão econômica desde que os preços globais da commodity caíram drasticamente, há três anos.

Bom lembrar ao leitor que a pobreza na América Latina cresceu em 2016 e alcançou 30,7% da população, principalmente pelo revés econômico no Brasil e na Venezuela, que reduziu a média regional, de acordo com relatório da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe).

Mas o "X" da questão, assim como na Venezuela está no petróleo, cobiça antiga dos Estados Unidos. Nós não somos venezuelanos, o governo Michel Temer não é de esquerda e o mundo não está mais polarizado entre capitalistas e comunistas como na década de 1970. O discurso anti-petista que foi diariamente vomitado pela imprensa escrita e televisada desde a derrota de Aécio Neves, resultou no que agora vemos.

A primeira coisa a fazer para tentar entender o que está ocorrendo é corrigir as distorções que nós mesmos criamos ao comparar o presente ao passado, como bem disse o jornalista Fábio de Oliveira Ribeiro em artigo publicado no Jornal GGN, de Luís Nassif e republicado no blogdobarbosa.

Não custa lembrar o que disse ainda Ribeiro:

Em 2015 a elite bateu as panelas que não utilizava porque as panelas dos pobres estavam vazias.

Em 2018 as panelas dos pobres estão vazias e as dos ricos serão esvaziadas porque os caminhoneiros estão famintos. Durante os governos petistas havia caos aéreo porque os pobres estavam viajando de avião. Agora que o combustível de aviação não chega aos aeroportos e as estradas estão trancadas eles não poderão viajar nem de carro. É impossível dizer o que irá ocorrer. Nós sabemos apenas o que ocorreu no passado.

Dilma Rousseff não usou o Exército para reprimir os caminhoneiros que ajudaram a fragilizar seu governo. Com o aval dos juízes, o frágil governo do usurpador Michel Temer já mandou o Exército desobstruir as estradas federais. Rebaixados à manobristas de caminhões, os oficiais militares fizeram de conta que irão obedecer seu comandante supremo. Suspeito que no fundo eles sabem que a missão do Exército não é maltratar grevistas para garantir as margens de lucro das refinarias norte-americanas.

E completa:

O que está em jogo não é apenas o governo Michel Temer. Ele é um fenômeno transitório, fadado a terminar após as eleições. A partida que está sendo jogada pelos caminhoneiros coloca em risco a lógica do neoliberalismo implantado no país com ajuda dos próprios caminhoneiros. E me parece que eles já perceberam que eles serão os perdedoras enquanto o petróleo cru for exportado e o diesel refinado importado dos EUA.

A base ideológica do golpe foi o compromisso das privatizações dos dois maiores ativos do Estado brasileiro, a Eletrobras, prometida à venda por R$ 12 bilhões para ativos físicos que valem R$ 400 bilhões e a estatal do petróleo, que vale só pelas suas reservas 350 bilhões de dólares, sem considerar o valor do mercado brasileiro do qual ela é a única fornecedora (até Pedro Parente, presidente da Petrobras abrir a importação para concorrentes), mais as refinarias, oleodutos, navios, enormes bases de distribuição, tancagem, apesar de boa parte desses bons ativos terem sido vendidos com sofreguidão pela desastrosa gestão Parente.

Portanto, caro leitor, se falava tanto na Venezuela, de que o PT iria implantar aqui o regime de Maduro, agora está aí.

A conferir!

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Cada vez mais estou convicto da farsa que montaram para prender Lula. O advogado dos delatores que o diga!

Carlos Alberto,

Se restava alguma dúvida por parte daqueles que acreditam que Lula não é preso político, e que só foi preso pela Lava Jato porque sabem que ele solto e sendo candidato novamente à Presidência da República vence ainda no primeiro turno, acho que não resta mais. A menos que não queiram enxergar isso ou que tenham ódio do Lula. Fico com a segunda opção.

Neste sábado (19), a prova que faltava de que Lula só foi preso porque todos os delatores que quisessem ter a pena diminuída teriam que ter na ponta da língua o nome LULA, veio à tona. O Jornal Nacional, inclusive deu destaque. Figueiredo Basto é o nome do advogado que conduziu mais de 20 delações, como a de Alberto Youssef. O advogado responsável pelo maior número de colaborações premiadas na Lava Jato agora também é alvo de um delator. A suspeita: ser o intermediário de mesada de 50 mil dólares (hoje cerca de R$ 190 mil) a fim de garantir para seus clientes “proteção” da Polícia Federal e do Ministério Público. O feitiço virou contra o feiticeiro, tudo indica e farsa vai ruindo.

Mas, para confirmar o que estou dizendo vou reportar aqui o que disse a colunista Mônica Bergamo em uma entrevista para a Folha de S. Paulo, ainda em 2015, com o advogado Antonio Figueiredo Basto. Ele deixou transparecer quais poderiam ser os próximos passos da Operação Lava Jato. E o que o advogado dos delatores deixou transparecer na época é que o alvo era o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Figueiredo Basto diz que Youssef isentava Dilma. Lula era o cara.

Para  dirimir as dúvidas, caro leitor, vai a entrevista que Mônica Bergamo fez com o advogado Figueiredo Basto:

“Essa é uma organização criminosa ligada a um projeto de poder. Há alguém por trás disso tudo”, diz Figueiredo Basto, ao afirmar que seu cliente seria um “mero operador”.

Quem seria esse alguém? – perguntou a jornalista.

“Alguém aqui garantiu isso tudo. Se eu cortar o homem que tá aqui em cima, ou essa mulher, se eu cortar essa cabeça, o resto embaixo some”, disse ele.

Homem ou mulher? – tenta saber a jornalista.

“A Dilma, não. O Beto [Alberto Youssef] sempre diz que ela não está envolvida com corrupção, isenta a Dilma totalmente”.

E Lula?

Segundo Mônica Bergamo, Figueiredo Basto, que disse ter votado em Aécio Neves (PSDB-MG) e declarou ser amigo do também tucano Beto Richa, desconversou. Novas revelações sobre a Lava Jato, disse ele, serão feitas em novo depoimento, agendado para o dia 30 de março.

Basto deu ainda um conselho para a presidente Dilma. Segundo ele, “ela deveria se desvincular imediatamente do PT, porque PT significa atraso e corrupção”.

O advogado assumiu, ainda, uma postura ideológica contrária à esquerda. “A esquerda não gosta de pobre. Gosta é de sinecura, de empreguismo”, disse ele, que defendeu também os manifestantes do dia 15 de março. “A elite branca toca esse país há mil anos. Ela carrega esse país nas costas sozinha”.

Figueiredo Basto, que orienta os movimentos de Youssef, parece ter uma agenda. E não se trata do impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas sim inviabilizar o PT e a volta de Lula em 2018.

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Tal qual Mandela, Lula é sim um preso político

Carlos Alberto,

Podem discordar do que vou dizer, podem até afirmar que estou exagerando nas minhas defesas a Lula, mas reafirmo o que venho dizendo: Lula é sim um preso político, tal qual Nelson Mandela foi porque lutou por um ideal de uma sociedade democrática e livre em que todas as pessoas vivessem em harmonia com oportunidades iguais.

Afirmo isso com base em fatos concretos. Senão vejamos: no dia 24 de abril o site da revista Época publicou uma entrevista com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que declarou de forma enfática que Lula só deixará a cadeia quando se declarar fora do páreo presidencial.

“Nas conversas, Mendes tem dito que as possibilidades de o ex-presidente deixar a cadeia só vão melhorar quando ele se declarar fora do páreo presidencial. Com Lula fora da eleição, prevê Mendes, é possível que a pena do ex-presidente seja diminuída pelo Supremo", diz um trecho da entrevista embutido nas entrelinhas do texto.

Detalhe: as declarações de Gilmar Mendes não tiveram nenhuma repercussão na imprensa golpista.

Não só isso. Mendes no início de abril declarou à imprensa portuguesa que “a prisão de Lula é absurda, fruto do autoritarismo desse punitivismo processual hoje em voga no país.” O magistrado destacou que “os recursos [de Lula no TRF-4] ainda não se esgotaram e já se precipita a prisão!”

Ainda em Lisboa Mendes afirmou que a prisão de Lula “mancha a imagem do Brasil” e alertou: “Se alguém torce para prisão de A, precisa lembrar que depois vêm B e C”.

Gilmar Mendes também declarou a revista Exame, no início de maio, que não vê “possibilidades de que possa prosperar no Supremo Tribunal Federal um recurso que habilite Lula para disputar as eleições.” O ministro, no entanto, apontou que Lula pode deixar a prisão antes das eleições. “Um magistrado do Supremo pode conceder habeas corpus caso considere que alguém sofre uma injustiça.”

Digamos que Gilmar Mendes conhece muito bem as entranhas do Supremo para fazer tais declarações. Não diria o que disse se não soubesse o que se conversa sob a proteção da toga.
Na semana passada o mesmo Gilmar Mendes disse que pretende visitar o ex-presidente Lula para fazer uma entrevista, segundo informou a colunista Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo. De acordo com a jornalista, Mendes está coletando pessoalmente depoimentos daqueles congressistas que foram constituintes em 1988. Os depoimentos históricos fazem parte de um projeto do IDP (Instituto Brasiliense de Direito) e da FGV sobre os 30 anos da Constituição.
Está claro e óbviamente que Mendes se tiver oportunidade de conversar com Lula, deverá convencê-lo a demover da ideia de concorrer novamente à Presidência da República, sob pena, na sua ótica, de continuar preso.
Lula já disse que não desistirá de ser candidato várias vezes:
Se eu desistir da campanha, de certa forma estou reconhecendo que tenho culpa. Nunca farei isso. Vou até o fim”, disse o ex-presidente.
Outro fato que corrobora o que estou dizendo, ou seja, que Lula é preso político e só foi preso para não ter condições de sair candidato novamente à Presidência da República, porque a direita teme ele vencer novamente, foi a decisão de Moro com relação a Renato Duque e Léo Pinheiro.
O juiz Sérgio Moro condenou Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, por corrupção passiva, bem como o e ex-presidente da empresa OAS, José Aldemário Pinheiro, conhecido como Léo Pinheiro, por corrupção ativa. O despacho foi assinado no ultimo dia 13.

O processo é referente à 31ª fase da Lava Jato, denominada Operação Abismo. Segundo a denúncia, um consórcio integrado pela OAS e outras empreiteiras pagou R$ 39 milhões em propina, entre 2007 e 2012, para fraudar e superfaturar a licitação de construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello, da Petrobras.

O que isso tem a ver com o triplex do Guarujá. Nada!

Mas tanto Renato Duque como Léo Pinheiro foram beneficiados pela delação premiada. Sabe quais suas penas?

A pena de Duque foi de dois anos e oito meses em regime semiaberto, enquanto a de Léo Pinheiro foi estabelecida em dois anos e seis meses em regime aberto.

Sabem a senha da delação para diminuir a pena, como bem disse o ex-presidente ao juiz Sérgio Moro? o nome Lula!

Alguma dúvida cara pálida ou quer que desenhe?

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130 anos da Lei Áurea, Casa Grande e Senzala vivem!

Carlos Alberto,

A Abolição da escravatura completa 130 anos neste domingo (13). Segundo especialistas, ouvidos pelo portal de notícias G1, período de escravidão e falta de políticas públicas estão por trás de desigualdades atuais. Negros têm índices de educação mais baixos e condições de vida mais precárias, apontam dados do IBGE.

De fato o período escravocrata no nosso país apenas amenizou, mas continua vigorando nesses quase um século e meio após a abolição. Podem até alguns discordarem, mas a época em que os negros conseguiram alguns avanços foram nos governos do PT, sobretudo nos governos Lula, onde foi aprovada a cota racial para acesso as universidades públicas. Pode-se citar ainda os avanços na área trabalhista nesse período, com o direito a carteira de trabalho assinada por empregadas domésticas, onde é verificado um grande número de trabalhadoras negras nessa área.

A desigualdade social é tão gritante que negros ganham R$ 1,2 mil a menos que brancos no Brasil. Especialistas apontam que desigualdades históricas estão por trás das grandes disparidades enfrentadas pelos negros no mercado de trabalho. O menor acesso à educação é um deles, bem como condições de vida mais precárias.

Mas não só isso. Há ainda muita discriminação com relação ao negro (a) no Brasil, seja qual for a situação sócioeconômica da pessoa de cor. Vez por outra se houve falar de relatos que envergonham o nosso país, apesar de ser considerado não racial, mas na verdade o brasileiro é preconceituoso e mantém ainda a relação Casa Grande e Senzala. As discussões nas redes sociais provam isso. O preconceito e o racismo fazem parte da “herança” centenária, que remete ao período da escravidão.

Há exatos 130 anos, a prática de comprar e vender outras pessoas foi abolida do país com a Lei Áurea, assinada no dia 13 de maio de 1888. Os negros, porém, foram escravos no país durante mais de 300 anos, um período marcado por diversas revoltas, mas também pela naturalização da servidão, segundo Maria Helena Machado, professora da Universidade de São Paulo especialista na história social da escravidão.

“No Brasil, a escravidão permeou a sociedade toda. As pessoas viviam com a escravidão de maneira muito naturalizada. Quando uma sociedade é construída sob uma base dessas, a mudança é bastante longa e difícil, é árdua”, diz a professora.

No livro Casa Grande e Senzala, que ficou conhecido mundialmente, escrito pelo sociólogo Gilberto Freyre e publicado ainda em 1933, ele mostra a importância da Casa Grande na formação sociocultural brasileira, assim como a da Senzala na complementação da primeira. Além disso, a obraenfatiza a formação da sociedade brasileira no contexto da miscigenação entre os brancos, principalmente portugueses, dos negros das várias nações africanas e dos diferentes indígenas que habitavam o Brasil.

Embora escrito e publicado no século passado, Casa Grande e Senzala continua atual e vem se acentuando nos últimos anos, principalmente após os governos do PT, onde o negro e o pobre, repito, tiveram oportunidade, mas a sociedade hipócrita, conservadora, machista, preconceituosa, além de racista, embora que não se declare, não aceita isso.

Casa Grande e Senzala vivem!

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Por que é que um Nobel da Paz e uma referência mundial do pensamento teórico consideram Lula um preso político?

Carlos Alberto,

Alguém saberia me explicar por que é que um Nobel da Paz e uma referência mundial do pensamento teórico consideram Lula um preso político? Me refiro ao argentino Adolfo Perez Esquivel (foto) e ao americano Noam Chomsky. O primeiro após ser impedido de visitar o ex-presidente brasileiro na prisão denunciou ao mundo que Lula é preso político. O segundo em entrevista recente à repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, afirmou que a prisão de Lula é uma injustiça e uma vingança das classes dominantes, inconformadas com as reformas do governo petista; o linguista disse que “Lula está sendo punido pelas políticas reformistas que deram um apoio muito necessário à massa da população que é reprimida”.

Veja caro leitor que estou citando duas referências mundiais que encaram a prisão de Lula como sendo extremamente de ordem política. Esquivel e Chomsky não enxergam a prisão de Lula como sendo de qualquer tipo  de natureza por improbidade administrativa ou mesmo por corrupção. Ou seja, para eles preservar Lula na cadeia para a direita é condição sine quanon. Se Lula preso incomoda, imagine ele solto e com possibilidades de sair candidato novamente à Presidência da República?

O que estou dizendo se confirma com postagem feita pela jornalista da Folha,  Eliane Cantanhêde, neste domingo (6) em sua coluna quando sinalizou um temor da direita: o de que o ex-presidente Lula, que vem sendo mantido como preso político em Curitiba para ser excluído das eleições presidenciais de 2018, ganhe a sua liberdade. “Tudo pode acontecer. Inclusive Lula ser solto”, diz ela, ao comentar a votação no plenário virtual da segunda turma do Supremo Tribunal Federal, que já começou na última sexta-feira (4) e terá seu resultado divulgado até o dia 10 de maio.

Pois é, como costumo dizer, cadê as provas contra Lula de corrupção que o juiz Moro diz ter? Muitos dirão: mas Barbosa, mais do que já foi apresentado? Tudo achismo e ilações, repito!

Na sentença do juiz Sérgio Moro em 12 de julho de 2017, ele afirmou: “Ainda que tardia e sem o acordo de colaboração, é forçoso reconhecer que o condenado José Adelmário Pinheiro Filho (Leo Pinheiro) contribuiu nesta ação penal para o esclarecimento da verdade, prestando depoimento e fornecendo documentos”, escreveu.

No parecer de 22 de agosto de 2017, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot afirmou: “Eventuais tratativas preliminares não interessam à defesa de qualquer acusado – aí incluído o reclamante [Lula] -, tanto porque, neste momento, ainda não se tem certeza acerca do fornecimento de informações incriminadoras, quanto pela possibilidade de que essas tratativas subsidiem a realização de diligências investigativas, das quais o sigilo seja condição necessária de exequibilidade e eficácia”.

E por falar em diligências investigativas por que é que a imprensa não teve acesso ao triplex do Guarujá? Por que é que a defesa de Lula idem, também não teve acesso ao apartamento e só agora com a invasão do MTST (Movimento dos trabalhadores Sem Teto) se provou que nunca existiu reforma lá, inclusive nem elevador privativo? A bem da verdade o apartamento 164 A, do edifício Solaris, está em nome da OAS Empreendimentos S/A, mas, desde 2010, quem detém 100% dos direitos econômico-financeiros sobre o imóvel é um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal. Isso o juiz Sérgio Moro não levou em consideração, como também não levou em consideração o que disse ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran, em depoimento na CPI da JBS, via teleconferência.

Agora, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) acatou pedido da defesa do ex-presidente Lula para que o ex-advogado da Odebrecht  seja incluído na tramitação do habeas corpus a favor do petista em curso no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O recurso foi admitido pela desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère, vice-presidente do TRF-4, tribunal que em 24 de janeiro elevou para doze anos e um mês de prisão a condenação do petista.

A defesa do ex-presidente alega que a oitiva se faz necessária em razão das declarações do ex-advogado da Odebrecht na CPI mista da JBS, que reuniu senadores e deputados por meses no ano passado. Os defensores de Lula argumentam que o advogado disse ao colegiado ter provas sobre adulteração de documentos em sistemas internos da Odebrecht, e que a empreiteira apresentou provas adulteradas para firmar acordo de colaboração com a Justiça.

Em 14 de dezembro do ano passado, o colegiado aprovou relatório depois de muita polêmica e troca de acusações entre oposicionistas e governistas. Na ocasião, a CPI chegou a pedir investigação dos investigadores, ou seja, do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e de seu chefe de gabinete, o também procurador da República Eduardo Pellela, mas o pedido foi retirado do texto final.

Certamente por isso que um Nobel da Paz e uma referência mundial do pensamento teórico consideram Lula um preso político.

Tenho dito!

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X-9 delata sistema financeiro, mas deixa de fora área de comunicação e a Globo

Carlos Alberto,

O ex-ministro Antônio Palloci, condenado a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e que está preso desde setembro na República de Curitiba, assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal, e agora resolveu detonar o sistema financeiro, mas deixou de fora a área de comunicação e a Globo, claro.

O leitor deve lembrar que em junho de 2017, quando o juiz Sérgio Moro condenou o X-9, o todo poderoso da Lava Jato disse que as declarações do ex-ministro Antonio Palocci de que ele "teria muito a contribuir" com as investigações "soaram mais como uma ameaça", do que "propriamente como uma declaração sincera de que pretendia naquele momento colaborar com a Justiça".

Aliás, na época do depoimento a Moro o X-9 acusou Lula de receber um pacote de propina que incluía o terreno do Instituto Lula, o sítio em Atibaia, palestras com cachê de R$ 200 mil e mais R$ 300 milhões para despesas pessoais de Lula e também para campanhas do PT.

Bom que se diga que embora procuradores acreditem que a aquisição do imóvel para o Instituto Lula tenha origem em um “caixa geral de propinas” da Odebrecht que, por sua vez, estaria ligada a ilegalidades da Petrobras, nenhum depoimento relativo a este processo confirmou a tese.

Certamente como não conseguiu provar nada do que disse, talvez e certamente por isso o juiz todo poderoso não acreditou nas palavras do X-9.

Pois muito bem: agora condenado o x-9 apelou à Polícia Federal para fazer a chamada delação premiada que obviamente deverá ser homologada por Moro. E por que a Lava Jato tirou da cartola Palocci, cuja delação Moro desqualificou há menos de 1 ano? Sim, a pergunta se faz pertinente porque antes Moro não levou as ameaças do X-9 em consideração e o condenou, tonando-o réu. Agora, o X-9 decidiu dedurar o sistema financeiro, deixando de lado a mídia, que ele ameaçou no primeiro momento, e voltando ainda a carga sobre Lula e Dilma.

De acordo com o Globo, ao falar de Lula à Polícia Federal, Palocci detalhou ocasiões em que foi pessoalmente levar pacotes de dinheiro vivo ao ex-presidente e relacionou datas e valores entregues por um de seus principais assessores, Branislav Kontic, na sede do Instituto Lula.

Segundo Palocci, os pagamentos ao ex-presidente, feitos nos últimos meses de 2010, quando ele se preparava para deixar a Presidência da República chegavam a somar R$ 50 mil, dinheiro que seria usado por ele para bancar despesas pessoais.

Observe caro leitor, a contradição do X-9. Ao depor a Moro, ele acusou Lula de receber um pacote de propina que incluía o terreno do Instituto Lula, o sítio em Atibaia, palestras com cachê de R$ 200 mil e mais R$ 300 milhões para despesas pessoais do ex-presidente. Agora, à Polícia Federal o X-9 falou numa mesadinha de R$ 50 mil a Lula para despesas pessoais.

Aliás, em junho do ano passado o jornalista Lauro Jardim publicou em sua coluna em O Globo, que na negociação de delação de Antonio Palocci com a Lava Jato, a força-tarefa fez uma exigência: é preciso citar Lula e o BTG Pactual, de Andre Esteves.

"O MPF (Ministério Público Federal) fez um pedido explícito: que o ex-ministro fale sobre o BTG Pactual e Lula. Na delação, há anexos sobre a Caoa, Cosan, BVA e o Carf", afirmou Jardim. Palocci teria prometido contar esquemas de compra de Medidas Provisórias envolvendo Esteves.

Em depoimento a Sergio Moro, Palocci indicou que teria informações sobre empresários e pessoas que atuam no mercado financeiro que podem render um novo braço de investigação para a Lava Jato. Palocci também teria dado sinais a investigadores de que estaria disposto a falar de Lula.

Andre Esteves chegou a ser preso pela Lava Jato na mesma operação que derrubou o senador cassado Delcídio do Amaral. O banqueiro revelou ter acesso a documentos sigilosos da operação e foi acusado por Delcídio de aceitar dar dinheiro para evitar uma delação de Nestor Cerveró.


O X-9 como se sabe é um pulha. E o pulha dirá o que Moro quer ouvir.

A conferir!

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Sítio de Atibaia: Lula será condenado novamente pela teoria do domínio do fato

Carlos Alberto,

Mesmo não sendo o dono do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva será condenado pelo juiz federal Sérgio Moro, da Lava Jato, pelo simples fato do magistrado atribuir a ele [Lula] a propriedade, assim como fez com o triplex do Guarujá, como sendo uma forma de recebimento de propina das construtoras Odebrecht e OAS.

Laudo de Perícia Criminal da Polícia Federal realizado em 11 de março de 2016, inserido no âmbito da Operação Lava Jato com o objetivo explícito de caracterizar a ocupação do sítio e identificar seus principais frequentadores, já de conhecimento público, inclusive, circulando em redes sociais, comprova o que estou dizendo.

De acordo com o laudo, foi constatado que o imóvel é composto por dois conjuntos de edificações, conforme o Cartório de Registro de Imóveis do município de Atibaia, cuja última averbação em 25 de fevereiro de 2011, refere-se ao registro de compra e venda do imóvel, onde figura como vendedor Adalton Emílio Santarelli e Neusa Izabel Mendes Santarelli e como promitente comprador Jonas Leite Suassuna Filho. De acordo com a escritura, conforme consta no laudo da PF, vendedor e comprador haviam assinado um instrumento particular de compra e venda em 5 de agosto de 2010.

Já o segundo imóvel, consta no Cartório de Registro de Imóveis de Atibaia, que a última averbação datada de 28 de fevereiro de 2011 está no nome de Fernando Bittar, mediante registro de uma escritura pública de compra e venda de 29 de outubro de 2010.

O curioso é que no Laudo Pericial da PF tem um ítem (IV.4) que fala em "Elementos Indicativos da Ocupação",  onde diz que "durante os exames, os peritos efetuaram a busca por objetos armazenados nas dependências das duas propriedades que pudessem ser associadas aos possíveis frequentadores.

O laudo se refere aos "elementos indicativos da ocupação" colocando que os peritos efetuaram a busca por objetos armazenados nas dependências de todas as construções que pudessem ser associados aos possíveis frequentadores e diz que "no sentido de orientar o início dos exames, o caseiro, Sr Élcio indicou cômodos que eram utilizados pelas pessoas que costumavam frequentar o sítio. "Segundo o Sr. Élcio, com relação à casa principal, a suíte 1 era utilizada pelo Sr. Luiz Inácio Lula da Silva e Sra Marisa Letícia Lula da Silva. Já o Sr Fernando Bittar, dono da propriedade, utilizava a suíte 2. Ainda segundo o Sr. Élcio, de acordo com o relatório da PF, os demais dormitórios do sítio eram utilizados por eventuais convidados.

O relatório afirma que "nas subseções seguintes os peritos descreveram as evidências materiais que foram localizadas nos diversos ambientes da propriedade e que continham elementos identificadores de seu (s) usuários (s) ou também, que atendesse  determinada finalidade específica de uso".

Observe, caro leitor, que Fernando Bittar, que é amigo de muitos anos do Lula, adquiriu o famoso sítio de Atibaia em outubro de 2010  e que a última averbação em seu nome data de fevereiro de 2011, ou seja, período em que Lula já havia deixado à Presidência da República. Natural que a família de Lula frequentasse o sítio, porquanto Bittar é amigo da família Silva. Da mesma forma ser natural que se encontrasse alguns objetos de Lula na propriedade, a maioria presentes de eleitores que certamente foram deixados lá por falta de espaço em seu apartamento.

Interessante é que o Laudo Pericial pedia aos peritos para descrever se havia ampliações, reformas, construção de benfeitorias ou qualquer outro tipo de instalação realizadas no sítio a partir do ano de 2010. Caso positivo, era para os peritos descrevê-las, inclusive, considerando as notas fiscais encaminhadas. O laudo sugere, ainda, se era possível identificar algum item mobilizado no sítio compatível com as descrições dos materiais existentes nas notas.

Me parece que nenhuma obra foi feita no sítio e o que se levou em consideração foram os objetos pessoais da família Silva lá encontrados para incriminar Lula e justificar que a propriedade se tratava de propinas da Odebrecht e OAS  à Lula.

Lula já foi condenado por Moro no caso do tríplex do Garujá, e será julgado agora por receber subornos das construtoras Odebrecht e OAS, materializados através de supostas reformas no sítio de Atibaia.

Lula não é o dono do sítio que está no nome de outras pessoas, conforme atesta o próprio Laudo Pericial da Polícia Federal. Mas Moro atribui a Lula a propriedade, assim como atribui o triplex.

Segundo a teoria do domínio do fato, para que a autoria seja comprovada, basta a dedução lógica e a responsabilização objetiva, supervalorizando-se os indícios.

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Desaprovação das contas do governo Robinson me parece política

Carlos Alberto,

Não tenho procuração para defender o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, mas me parece que o parecer prévio do TCE (Tribunal de Contas do Estado) pela desaprovação das contas anuais do governo relativas ao ano de 2016 foi meramente política. Até porque o fato é inédito, admitido pelo próprio TCE. O parecer prévio tem caráter opinativo e segue para a Assembleia Legislativa, a quem cabe reprovar ou aprovar as contas do governador. Em governos anteriores o que se observava é que as contas eram aprovadas com ressalvas pelo TCE.

A relatora do processo foi a conselheira Maria Adélia Sales, que teve o seu voto acatado à unanimidade pelos demais membros da Corte de Contas. Em seu voto, a conselheira Maria Adélia Sales considera que o governador Robinson Faria incorreu em crime de responsabilidade e improbidade administrativa ao abrir créditos suplementares no valor de R$ 131 milhões a título de excesso de arrecadação relativo à Fonte 100, quando não houve excesso de arrecadação; e ao realizar o pagamento de R$ 67,8 milhões em despesas do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do RN (PROADI) por meio de ofícios, sem autorização orçamentária, o que é vedado pela legislação.

Agora vem a notícia de que o Ministério Público encaminhou pedido à PGE (Procuradoria-Geral da República), no sentido de que recomendasse à Assembleia Legislativa o afastamento do governador Robinson Faria, com base no relatório do Tribunal de Contas do Estado, que identificou crimes de responsabilidade e improbidade administrativa durante o exercício financeiro de 2016. A PGE apenas reencaminhou o pedido para a AL sem nenhum juizo de valor.

Isso me cheira a casuísmo, diria até golpe. Me faz lembrar fato recente quando a ex-presidenta Dilma Ruosseff foi afastada do cargo, levando-se em consideração os hipotéticos manejos das contas públicas que deram sustentação política para a abertura do processo de impeachment, quando todos sabem que os governos costumam utilizar de tais artifícios.

O processo de impedimento tem dinâmica específica, em que o Legislativo é o poder soberano. Trata-se de um julgamento que tem de respeitar regras processuais e princípios constitucionais, mas que  envolve juízos políticos, que passam pela “oportunidade e conveniência”, como afirmou na época o jurista Célio Borja.

Não é o caso em relação ao governador do Rio Grande do Norte, contudo, o MP recomenda à Assembleia Legislativa o seu afastamento do cargo num ano de eleições em que ele pretende se candidatar a reeleição.

A história se repete em tempos diferentes e com personagens diferentes.

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Lula é mesmo um fenômeno: ainda que preso continua líder nas pesquisas. Fato!

Carlos Alberto,

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, pode se dizer, é mesmo um fenômeno. Mesmo preso por motivos obviamente políticos,  e sobre suspeitas encima de achismos e ilações, Lula continua a liderar todas as pesquisas de intenção de voto para à Presidência da República.

Senão vejamos: neste domingo a Folha publicou nova pesquisa sobre a corrida presidencial. Pelo Datafolha, a intenção de votos no petista caiu de 37%, em janeiro, para 31% em abril, após sua prisão. No cenário em que Lula é excluído da pesquisa, o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) perde fôlego e se vê em empate técnico com Marina Silva (Rede). O jornal, ao divulgar a nova pesquisa, usou em sua manchete o artifício de tentar desestabilizar a candidatura do petista, que embora preso o PT ainda mantém o seu nome como candidato até que se esgote os últimos recursos.

Interessante ressaltar que na pesquisa Datafolha, os 7% que Lula tinha em janeiro migraram para Marina Silva, levando-a a um empate técnico com Bolsonaro. Todos sabemos que dificilmente quem vota em Lula e no caso dele não ser candidato, votaria em Marina pelo simples fato de que se Lula não puder ser mesmo candidato o PT lançará outro nome com o seu apoio.

No cenário em que aparece com 31% da preferência, Lula é seguido por Bolsonaro, com 15% e Marina Silva, com 10%. Joaquim Barbosa tem 8%, Geraldo Alckmin (PSDB), 6%, e Ciro Gomes (PDT), 5%. Alvaro Dias (Podemos), 3%. Manuela D’Ávila (PCdoB), 2%. Observe caro leitor, que mesmo preso Lula continua na liderança e ainda tem mais que o dobro do segundo colocado.

O Datafolha retrata ainda que num hipotético segundo turno, com Lula na disputa, o petista teria 60% dos votos válidos contra 39,25% de Bolsonaro. Se a disputa fosse com Alckmin, Lula teria 60,75% contra 36% do tucano e contra Marina o cenário projetado seria esse: Lula 59%, Marina 41%.

O Instituto Vox Populi, comandado pelo sociólogo Marcos Coimbra, também registrou uma nova pesquisa sobre sucessão presidencial. Ao contrário do Datafolha, que faz simulações com vários nomes alternativos do PT e até sem nenhum candidato petista, Coimbra ressalta que o PT já tem uma candidatura oficializada, que é a do ex-presidente Lula. Como a prisão não impede que ele seja candidato, Lula será testado em todos os cenários.
Fato é que não interessa a mídia tradicional ver Lula candidato outra vez a Presidente da República. A mesma Folha, em editorial registra isso quando estampa "A prisão sem Lula" e insinua que o PT já deve procurar um candidato para substituí-lo, observando que "a prisão do ex-presidente, cenário da corrida ao Planalto segue fragmentado".
Ora, ora, ora: que outro político no Brasil hoje contaria com a resistência do povo ao pedirem a sua prisão, fora Lula? Aécio Neves, Michel Temer, Romero Jucá, José Sarney, Bolsonaro, Alckmin, Marina, Collor, sem falar em tantos outros enrolados na Lava Jato? A prisão de Lula além de não ter fundamento jurídico expõe o estado de direito neste país varonila. A falta de fundamento reside na condenação sem provas e no pedido de prisão que não se respalda no direito garantido pela Constituição. Não à toa Lula é primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para presidente da República. Quer queiram alguns, quer queiram outros não, Lula ganharia disparado as eleições de outubro não fosse a tentativa de alijá-lo da política. Fato!

Lula livre!


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"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mais jamais conseguirão deter a primavera´. Lula vive!

Carlos Alberto,

A frase acima é atribuída a Ernesto Che Guevara e foi usada no último discurso do ex-presidente Lula na frente do Sindicato dos Metalúrgicos no ABC paulista, antes de se entregar à Polícia Federal. Lula vive, quer queiram, quer não. Prova maior disso é que apesar de todo o poderio “bélico” que estão usando contra ele, entenda-se aí, a imprensa golpista e a ditadura da toga, o ex-presidente lidera em todas as pesquisas de intenção de voto para à Presidência da República, e se a eleição fosse hoje ganharia já no primeiro turno.

Lula representa o povo e isso a elite e a classe média burguesa brasileira não aceitam. É como disse certa vez o escritor Luís Fernando Veríssimo “o ódio ao PT nasceu antes do PT. Está no DNA da classe dominante brasileira, que historicamente derruba, pelas armas se for preciso, toda ameaça ao seu domínio, seja qual for sua sigla”.

E sabe o por quê de Lula ter sido preso, caro leitor? Porque cometeu os seguintes crimes: criou o FIES, o Pronatec, o Prouni, o Ciência sem Fronteiras, o Mais Médicos, a Farmácia Popular, o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família, programa de cisternas no sertão nordestino, o Luz para todos, o Água para Todos, o Brasil sorridente,  iniciou a transposição do rio São Francisco, criou a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação, o Brasil sem Miséria, o Bolsa Atleta, Pontos de Cultura, o SAMU/UPAS, Saúde da Família, o Programa Aprendiz na Micro e Pequena empresa, o Micro empreendedores Individuais, pagamento da dívida externa ao FMI, retirads pela ONU do Brasil do Mapa da Fome, Reequipagem, valorização e autonomia da Polícia Federal, liberdade para a procuradoria Geral da República, Pré-Sal, aumento exponencial do Parque Eólico brasileiro, expansão das universidades públicas brasileiras, duplicação da BR-101 no Nordeste, proporcionou a que a empregada doméstica tivesse seus direitos trabalhistas, enfim, inúmero programas e projetos que não agradaram a elite e a burguesia brasileira que ainda vive em regime escravocrata. Estes foram os crimes de Lula.

Bom que se diga que o golpe contra a ex-presidenta Dilma acabando com a prisão de Lula, começou a ser tramado logo após as eleições presidenciais, quando na sua volta ao Senado, após a derrota em segundo turno, o tucano Aécio Neves em discurso foi taxativo:

“Vamos obstuir todos os trabalhos ate´o país quebrar e a presidente Dilma ficar incapacitada de governar, sem apoio parlamentar. Aí reergueremos o país que nós queremos, independente dos acontecimentos que envolvam o ex-presidente Lula e as ações do judiciário. Sem o Poder Legislativo , nenhum governo se sustenta”. 

O golpe foi consumado e fechado com “chave de ouro”, com a prisão do maior líder político deste país nas últimas décadas, Luiz Inácio Lula da Silva, mas não se mata um ideal desta forma. Corações e Mentes sobrevivem e não vão deixar que o sonho de um país verdadeiramente democrático, onde todos possam ter sua vez, morra. A prisão de Lula foi uma prisão puramente política a fim de baní-lo da vida pública. A história está aí para provar.

Como disse o jornalista Kennedy Alencar, “em 1954, Vargas havia escrito que seu nome seria uma bandeira de luta. Agora, Lula à sua maneira, repete a mesma mensagem quando disse que cada um que defende ele será um “Lula’ em cada canto deste país.

A conferir!

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Lava Jato: o script fechou com chave de ouro

Carlos Alberto,

O diplomata Paulo Sérgio Pinheiro, ex-secretário de Direitos Humanos no governo Fernando Henrique, afirmou certa vez que a Lava Jato montou “um circo” em torno de Lula.

Segundo Pinheiro, esse tipo de ação contra Lula é, na verdade, “uma ameaça ao estado de direito no Brasil”. Paulo Sérgio Pinheiro foi também coordenador da Comissão Nacional da Verdade, no governo Dilma Rousseff, e atua desde 1995 em altos organismos de Direitos Humanos da ONU.

Nesta quarta-feira (4), de fato, o Supremo Tribunal Federal, apesar do placar apertado - 6 votos a favor contra o habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente para livrá-lo da prisão até trânsito em julgado, contra 5 favoráveis - o que significa que no entendimento de parte da corte o resultado foi sim uma ameaça ao estado de direito, conforme o diplomata Paulo Sérgio Pinheiro, fechou o script da Lava Jato iniciado desde o golpe parlamentar contra a ex-presidenta Dilma Ruosseff, com, digamos, chave de ouro, o que deve ter levado parte das redações de jornais, revistas e emissoras de televisão ao orgasmo coletivo, e por que não parte da sociedade ludibriada com o ópio da imprensa golpista .

Aliás, em dezembro de 2016 eu já me antecipava aos fatos quando em Editorial sob o título "Pelo script do golpe o negócio é evitar que Lula volte", já falava sobre a trama. Confira, caro leitor, clicando aqui. Bom que se diga também, que em gravação de áudio autorizada pela Polícia Federal, o senador Romero Jucá (MDB-RO), disse em alto e bom som com um interlocutor, salvo engano Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, o seguinte:

" Tem que resolver essa porra. Tem que ter impeachment. Não tem saída. Tem que mudar o governo pra estancar essa sangria (Lava Jato). Com Dilma não dá. Tem que botar o Michel num grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo".

Dito isto, me reporto a votação desta quarta-feira no Supremo, mais precisamente ao voto do ministro Celso de Mello. Decano na corte, o ministro Celso de Mello foi o voto de empate no julgamento que durou dez horas. Celso votou favoravelmente ao pedido do petista sob a justificativa de que a prisão só é válida se houver risco de destruição de provas ou risco de fuga. O que não foi e não é o caso do ex-presidente Lula.

Para Celso de Mello, pode ser abusiva ou ilegal a utilização do “clamor público” como justificativa para a prisão cautelar. “Os julgamentos do Judiciário não podem deixar-se contaminar por juízos paralelos resultantes de manifestações da opinião pública”, ressaltou.

Outro a votar com lucidez e sensatez foi o ministro Marco Aurélio Mello. Ao votar pela concessão do habeas corpus preventivo para Lula, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que a Constituição Federal não deixa margem para dúvidas.

“Está em bom português, em bom vernáculo […] que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, disse. “É um passo demasiadamente largo e que revela sob a minha ótica, e vejo que não é a ótica da sempre ilustrada maioria, desprezo à Constituição Federal”, opinou.

Ele colocou ainda que “ninguém é a favor da corrupção”, mas que a sociedade chegou a um ponto de indignação que pode suscitar extremismos.

“Se ela pudesse - a sociedade-, lograria vísceras, sangue, construiria um paredão e com processo ou sem processo, fuzilaria todos aqueles acusados, simplesmente acusados”, defendeu.

Contudo, mesmo diante das controvérsias que o próprio Supremo tem, a ministra Rosa Weber, que na sessão anterior que julgava se o STF deveria aceitar o habeas corpus ou não, teve a altivez de não se sujeitar aos caprichos do jornal O Globo, que em Editorial cobrou dela uma posição contrária, e que na ocasião votou favorável a aceitação da medida jurídica para proteger indivíduos que estão tendo sua liberdade infringida, no caso em questão, Lula, na sessão desta quarta, Rosa Weber não teve a mesma altivez ao dizer que:

"Diante das mutações jurídicas ou de alterações fáticas significativas […] não há muita dificuldade em se reconhecer pode se afastar ou rever suas decisões”, disse a ministra, que afirmou estar votando coletivamente e não conforme sua posição pessoal.

Ora.ora, ora. Todos os outros dez ministros votaram conforme suas convicções e não por decisão coletiva, fosse assim, se teria unanimidade na decisão. Tanto assim que o resultado da votação foi apertado. A ministra Rosa Weber ao dizer isso cometeu um ato falho, que neste caso aplica-se muito bem o adágio popular de "Maria vai com as outras".

Quanto a presidenta do Supremo, ministra Cármem Lúcia, quando ela decidiu pautar o habeas corpus já sabia o resultado. O ministro Edson Fachin, relator do processo, liberou em conformidade com a presidência da corte. Já se sabia como Rosa Weber votaria. Quem tem o poder só marca o dia da batalha se tiver certeza da vitória, como bem disse Ricardo Capelli, ex-presidente da UNE em artigo.

Tenho dito!

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Um tiro na democracia

Carlos Alberto,

Os ânimos estão ficando exarcerbados e já estão saindo das redes sociais para as agressões gratuitas nas ruas, inclusive, com tiros como ocorreu agora contra a caravana de Lula no Paraná. Não, não foram tiros fortuitos, foram propositais. Se tinham a intenção de atingir o ex-presidente Lula ninguém pode afirmar, mas mesmo assim há de se considerar que a ação ou as ações são da maior gravidade.

Sou contra qualquer tipo de radicalismo, seja de esquerda ou de direita. O que os ruralistas fizeram contra a caravana de Lula depõe contra a democracia, não só os tiros, mas fascistas de chicotes em punhos como foram observadas em fotos, como que açoitando um animal, são cenas que não condizem com civilidade.

Muitos dirão que o MST invade fazendas, trocam tiros, matam gados e destroem plantações. Da mesma forma não concordo! Isso é bárbarie, mas o que está se observando é que o Estado perdeu o controle, não bastasse a criminalidade reinante no país com facções de bandidos fazendo os cidadãos (ães) de reféns, agora uma briga política que poderia ser decidida nas urnas com civilidade. O voto, sim, este é a grande arma que nós temos para mudar este país.

Bom que se diga que o debate de idéias se faz salutar, mas sem agressões, até proque a democracia pressupõe isso.

Mas, voltando a questão específica dos tiros contra a caravana de Lula, agora as contrainformações. Estão dizendo que os tiros partiram da própria militância do PT. Rídiculo este argumento que me faz lembrar a ditadura militar, quando grupos paramilitares atentavam contra o patrimônio público e acusavam a esquerda que chamavam de terroristas. Vide o Rio Center no Rio, quando um atentado no show para acusar a esquerda vitimou um oficial do Exército. E mais: a tentativa de explodir o gasoduto, também no Rio, que foi abortada, para acusar os que lutavam contra o regime.

Absurda também a entrevista – me parece encomendada – da GloboNews com o ministro Edson Fachin, relator do habeas corpus do ex-presidente Lula que irá à votação no próximo dia 4. Entrevista esta reproduzida pelo Jornal Nacional em horário nobre. Há de salientar que Fachin não disse o por que nem quem ou quais pessoas estavam ameaçando a sua família. Aí, já se fala que são petistas porque o ministro já se pronunciou contra o habeas corpus.

E novamente se verificam as ilações contra o PT. Isso está criando um clima tenso que está fugindo ao controle. Absurdo se acusar sem provas. Dirão alguns: mas Barbosa você está acusando os ruralistas de terem atirado contra os ônibus da caravana petista. Direi que as fotos e vídeos são a maior prova do que estou a dizer. Queira Deus que os ânimos arrefecem e que a democracia vença o radicalismo.

A conferir!

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Por um momento o Supremo repeliu as investidas de autoritarismo. Menos mal!

Carlos Alberto,

Por um momento, ao menos, o Supremo Tribunal Federal fez valer a sua supremacia e não se curvou as pressões, sobretudo, da imprensa golpista que deseja ver o ex-presidente Lula na prisão e alijado da política deste país, e repeliu as investidas de autoritarismo verificadas nos últimos dias.

Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) em um processo da Lava Jato. A defesa do ex-presidente pediu ao Supremo que a pena, de 12 anos e 1 mês, só comece a ser cumprida após o processo transitar em julgado.

O STF iniciou na última quinta-feira (22) o julgamento de um habeas corpus preventivo apresentado pela defesa de Lula com o objetivo de evitar que o ex-presidente seja preso.

“Por que este açodamento em prender? Por que esta volúpia em encarcerar? O que justifica isso se não a ‘maré da violência da autoridade’, ‘maré montante da volúpia do encarceramento?'”, indagou o advogado de defesa José Roberto Batochio.

Rosa Weber teve a altivez de não se render a pressão do jornal O Globo, que em artigo sob o título "‘Equilíbrio, por favor. Em nome da Rosa’, publicado no mesmo dia da votação do STF, cobrava da ministra que votasse contra o habeas corpus. Felizmente a Rosa votou com equilíbrio, que como bem disse o artigo do jornal dos Marinho, "ela tem sido o equilíbrio institucional do STF. E esse equilíbrio começa com seu comportamento como ministra".

Corroboro com o que disse sabiamente o jornalista Luís Nassif:

"O Supremo teve um breve momento de legitimidade, como garantidor de última instância de direitos fundamentais da cidadania".

E completou:

"Se a liberdade depende do julgamento do HC, e se o Supremo não terminou o julgamento, é óbvio que precisa se suspender a possibilidade da prisão até o julgamento final".

Recorro novamente a Batochio:

“Nós, brasileiros, não aceitamos viver sob o tacão autoritário de quem quer que seja! Por isso escrevemos na Constituição que até o transito em julgado nenhum cidadão poderá ser considerado culpado”.

Aliás, é bom que se diga o que afirmou o ministro Marco Aurélio, com equilíbrio, conforme pediu O Globo à Rosa Weber:

“Vamos conduzir este caso com apego a lei das leis, que é a Constituição Federal”, garantiu.

É oportuno que se diga também, e claro, o Jornal Nacional nem O Globo divulgam, que Marco Aurélio reforçou a crítica feita ao juiz Sérgio Moro, que fez “recomendações” aos ministros do STF em relação ao julgamento da prisão depois de condenação em segunda instância. “Um juiz de 1ª instância ao invés de cuidar de sua vara, fica mandando recado para ministro. Eu só posso atribuir isto, aos tempos estranhos que estamos vivendo”.

Estamos diante, portanto, de uma situação em que de um lado tem quem defenda que se rasgue a Constituição mais uma vez, e do outro os que são defensores de se cumprir o que diz a Carta Magna. Ah, meu Brasil Varonil. Aguardemos, pois, o dia 4 de abril.

A conferir!

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Brasil, o país onde as pessoas se tornaram intolerantes

Carlos Alberto,

Há cerca de três anos e meio publiquei neste canto de página um Artigo sob o título "Sem insanidade nem ira" onde dizia que a insanidade tomou conta da discussão sobre política neste país. Para alguns, não todos, claro, o governo Dilma e por tabela Lula e o PT, viraram uma espécie de um câncer em processo de metástase. E ai daquele que ousar, sequer, já não digo nem defender, mas se contrapor aos argumentos defendidos por estes que acreditam que a roubalheira neste país varonil teve início nos governos petistas. (clique aqui para ler)

Pois muito bem, caro leitor: passados quase quatro anos da minha publicação percebo que o acirramento como resultado da eleição de Dilma Ruosseff (PT) não arrefeceu, ao contrário, os ânimos ficaram mais calorosos a ponto de parlamentares e até magistrados se utilizarem de redes sociais para destilar seus venenos contra aqueles (as) que defendem as minorias neste país varonil.  Fato é que o Brasil passou a ser um país intolerante, onde as pessoas não admitem que as opiniões de outrem prevaleçam sobre as suas. 

Faço um parêntese aqui para me reportar o que ocorreu em Bagé (RS), onde a caravana do ex-presidente Lula esteve. Lá, ruralistas sanguessugas das tetas do governo, sempre conseguindo perdões de suas dívidas, patrocinados pelo Agronegócio da Globo (vide propaganda constante Agro é isso, Agro é aquilo) agrediram Lula com faixas e palavras chulas como se fossem donos da cidade. Se fosse o MST em alguma ação contra os ruralistas seria tachado de terrorista, vagabundo, anarquista. Mas é o Agrenegócio$. Aí pode, né?

Veja a que ponto chegou o acirramento dos ânimos. Uma desembargadora de nome Maria Castro Neves, do Rio de Janeiro, postou nas redes sociais o seguinte: 

"Voltando para casa ouvindo a voz do Brasil (...)

Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de down!!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social… Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem?” (...)

Recebeu como resposta da professora Débora Seabra de Moura, a quem a desembargadora se referiu, a seguinte afirmação:

"Ensino as crianças a ter respeito pelos outros" 

Aliás, a desembargadora Maria Castro Neves já havia protagonizado, também nas redes sociais, outra infeliz narração. Segundo Maria Castro (bom frisar bem o nome dela) a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), executada de forma vil no centro do Rio, "estava engajada com bandidos". 

No seu post no facebook, a desembargadora afirmou que o comportamento de Marielle, "ditado por seu engajamento político", foi determinante para seu assassinato. Diz também que a esquerda tenta "agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro". Apesar das afirmações fortes, ela diz que nunca conheceu ou ouviu falar da vereadora antes do crime e que sua fonte de informação seria um texto enviado por uma amiga. Ah, sei!

Outro exemplo de acirramento fascista partiu de uma outra pseudo-autoridade que compartilha, nas redes sociais, notícias falsas sobre a vereadora Marielle Franco. A exemplo da desembargadora fluminense Marilia Castro Neves, que classificou Marielle como "cadáver comum" e a acusou de aliança com o crime, Fraga escreveu no Twitter que a vereadora é “ex-esposa do Marcinho VP”, traficante que comandava o tráfico na zona sul do Rio, era “usuária de maconha” e “defensora de facção rival e eleita pelo Comando Vermelho”. 

Como se observa, a intolerância chegou a tal ponto no Brasil que caminhamos para o fascismo, sobretudo, nas redes sociais, lamentavelmente.

Teve razão o jornalista italiano Umberto Eco quando disse certa vez:

"As redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas que antes só falavam em um bar depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a humanidade. Então, eram rapidamente silenciados, mas, agora, têm o mesmo direito de falar que um prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis"

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Aos poucos a farsa para incriminar Lula vai se desmoronando. Parte 5

Carlos Alberto,

Aos incrédulos de plantão volto a dizer que aos poucos a farsa para incriminar Lula vai se desmoronando. Senão vejamos, caro leitor. Nesta quarta-feira (14) o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, disponibilizou o edital para a realização do leilão do triplex no Guarujá atribuído - eu disse atribuído - a Lula em forma de propina doada pela OAS empreendimentos ao ex-presidente. O imóvel foi avaliado pela Justiça em R$ 2,2 milhões, em fevereiro deste ano.

Na determinação do Leilão, segundo o portal G1, das Organizações Globo - que na própria chamada da reportagem fala que "lances para leilão de triplex atribuído a Lula", e não triplex de Lula como deveria ser se fosse verdade -, o juiz Sergio Moro ordenou que os valores da venda devem ser "destinados, após o trânsito em julgado, à vítima no caso de confirmação do confisco ou devolvidos à OAS Empreendimentos ou ao ex-presidente no caso de não ser confirmado o confisco." Ou seja, o juiz Sérgio Moro não disse por convicção que o triplex do Guarujá era de Lula? Por que a dúvida agora sobre a quem de direito caberá o dinheiro arrecadado com o leilão? Estranho, né?

E mais:

Em nota, o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, afirmou que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) reconheceu no julgamento do recurso de apelação "que o apartamento é e sempre foi de propriedade da OAS Empreendimentos".

De acordo com ele, Lula jamais teve a posse e muito menos a propriedade do imóvel. "A prova final é que o mesmo juiz Sérgio Moro reconhece que os recursos do leilão podem ir para a OAS”, apontou.

"Lula, portanto, jamais foi proprietário do apartamento, que foi usado em um enredo criado com o objetivo pré-determinado de condenar o ex-presidente, em um claro cenário de lawfare [guerra jurídica], que consiste no mau uso e no abuso das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política", concluiu o advogado.

Como venho dizendo, as teses da ditadura da toga estão prevalecendo. Se usa e se abusa da teoria do domínio do fato. A "nova ordenação jurídica se permite condenar por achismo e ilações. Fato!

Se percebe nos textos produzidos pela imprensa golpista que há dúvida sobre os crimes que supostamente Lula teria cometido enquanto presidente da República. Mas o importante é incriminá-lo, nem que daqui a alguns anos façam uma mea culpa como fez O Globo com relação ao golpe de 1964.

Para justificar o que estou dizendo leia trecho da matéria do G1 sobre o leilão do triplex:

O ex-presidente foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber propina da empreiteira OAS. A suposta vantagem, no valor de R$ 2,2 milhões, teria saído de uma conta de propina destinada ao PT em troca do favorecimento da empresa em contratos na Petrobras.

Veja que o texto usa as palavras "suposta vantagem" e "teria saído de uma conta de propina destinada ao PT".

Ora, se Moro já condenou Lula, certamente que os crimes imputados a ele já teriam que está provados. E como a imprensa golpista se reporta estes crimes não foram provados. O que há, repito, é o achismo e ilações.

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Imprensa golpista e 'pressão' sobre STF para que Lula seja preso. Esse filme é plágio!

Carlos Alberto,

Certa vez o jornalista Ricardo Noblat disse tratar-se de mito dizer que jornalista tem que ser imparcial, no que concordo com ele e acrescento ser ilusão da mesma forma achar que a imprensa é imparcial. E quando falo de imprensa falo dos meios de comunicação, como jornais, emissoras de televisão e rádio, portais, sites e blogs.Com uma única diferença: a grande mídia recebe poupudas verbas publicitárias dos governos. Eu não!

Para justificar o que estou a dizer, veja caro leitor o que diz nesta sexta-feira (9), em Editorial, o jornal O Estado de S.Paulo em que, mais uma vez, volta a propor a perseguição jurídica ao ex-presidente Lula e a defender a prisão do petista, líder absoluto em todos os cenários para o Planalto.

- A presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, já disse que não convocará o plenário da Corte para rever a jurisprudência firmada em 2016 a respeito do início do cumprimento da pena após condenação penal em segunda instância, como é o caso do sr. Lula da Silva. Segundo suas palavras, trazer o assunto novamente a debate neste momento seria “apequenar muito o Supremo”, pois se prestaria apenas a livrar o ex-presidente da cadeia. Se o fizesse, a Corte estaria abdicando de seu papel de tribunal constitucional e se converteria em reles despachante dos interesses do demiurgo de Garanhuns.

(…)

O País também confia no Supremo. Espera que o principal tribunal do País não se dobre aos caprichos de um cidadão que se julga acima da lei, abalando-se a rever uma decisão apenas para favorecer a causa de um condenado por corrupção que usou seu poder e sua visibilidade para difamar o Judiciário brasileiro aqui e no exterior. Se a Justiça Federal decidir rejeitar os recursos finais do sr. Lula da Silva e determinar sua prisão, que ele seja preso, como seria qualquer outro cidadão em seu lugar, nas mesmas circunstâncias. O que está em jogo, portanto, é a própria noção de Estado de Direito.”

Na quinta-feira (8) o jornal O Globo, da família Marinho, já havia se pronunciado claramente sobre o assunto, ou seja, fazendo pressão sobre a ministra Carmém Lúcia. Veja:

- Há grande pressão para que a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, paute a questão, o que não deseja fazer. Como ela mesma diz, porque “apequenará” o Supremo. Sem dúvida. Mas o assunto deverá chegar ao STF, nem que seja por meio de um pedido de soltura de Lula (habeas corpus). Se assim for, cada um dos 11 ministros não dará apenas um voto nesse julgamento, mas, na verdade, marcará sua posição contra ou a favor do mais sério enfrentamento da corrupção que o Estado brasileiro fez na República.

Como se observa, a grande mídia, ou melhor, a imprensa golpista cobra o Gran finale do golpe que arrematou do poder a ex-presidenta Dilma Ruosseff (PT), eleita democraticamente por maioria de votos. As luzes da ribalta só apagam com a prisão de Lula que deverá ser em grande estilo conforme relatou a revista Veja na semana passada para orgasmo das redações:

Ciente do peso da biografia do alvo, a Polícia Federal quer evitar erros cometidos em ações anteriores, para não vitaminar o discurso de Lula segundo o qual ele tem sido vítima de uma caçada judicial. Já foi acordado, por exemplo, que não haverá o uso de algemas nem de camburão. A PF espera deter o petista em sua casa em São Bernardo do Campo (SP) e listou cinco locais onde o ex-presidente pode começar a cumprir sua pena na Lava-Jato.

Para reforçar o que estou a dizer republico aqui Editorial de O Globo de 31 de agosto de 2013 sob o sugestivo título 1964 em que o jornal dos Marinho faz uma mea culpa e reconhece ter sido um erro ter apoiado o golpe militar.

- Diante de qualquer reportagem ou editorial que lhes desagrade, é frequente que aqueles que se sintam contrariados lembrem que O GLOBO apoiou editorialmente o golpe militar de 1964.

A lembrança é sempre um incômodo para o jornal, mas não há como refutá-la. É História. O GLOBO, de fato, à época, concordou com a intervenção dos militares, ao lado de outros grandes jornais, como “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e o “Correio da Manhã”, para citar apenas alguns. Fez o mesmo parcela importante da população, um apoio expresso em manifestações e passeatas organizadas em Rio, São Paulo e outras capitais.

Naqueles instantes, justificavam a intervenção dos militares pelo temor de um outro golpe, a ser desfechado pelo presidente João Goulart, com amplo apoio de sindicatos — Jango era criticado por tentar instalar uma “república sindical” — e de alguns segmentos das Forças Armadas.

Na noite de 31 de março de 1964, por sinal, O GLOBO foi invadido por fuzileiros navais comandados pelo Almirante Cândido Aragão, do “dispositivo militar” de Jango, como se dizia na época. O jornal não pôde circular em 1º de abril. Sairia no dia seguinte, 2, quinta-feira, com o editorial impedido de ser impresso pelo almirante, “A decisão da Pátria”. Na primeira página, um novo editorial: “Ressurge a Democracia”.

A divisão ideológica do mundo na Guerra Fria, entre Leste e Oeste, comunistas e capitalistas, se reproduzia, em maior ou menor medida, em cada país. No Brasil, ela era aguçada e aprofundada pela radicalização de João Goulart, iniciada tão logo conseguiu, em janeiro de 1963, por meio de plebiscito, revogar o parlamentarismo, a saída negociada para que ele, vice, pudesse assumir na renúncia do presidente Jânio Quadros. Obteve, então, os poderes plenos do presidencialismo. Transferir parcela substancial do poder do Executivo ao Congresso havia sido condição exigida pelos militares para a posse de Jango, um dos herdeiros do trabalhismo varguista. Naquele tempo, votava-se no vice-presidente separadamente. Daí o resultado de uma combinação ideológica contraditória e fonte permanente de tensões: o presidente da UDN e o vice do PTB. A renúncia de Jânio acendeu o rastilho da crise institucional.

A situação política da época se radicalizou, principalmente quando Jango e os militares mais próximos a ele ameaçavam atropelar Congresso e Justiça para fazer reformas de “base” “na lei ou na marra”. Os quartéis ficaram intoxicados com a luta política, à esquerda e à direita. Veio, então, o movimento dos sargentos, liderado por marinheiros — Cabo Ancelmo à frente —, a hierarquia militar começou a ser quebrada e o oficialato reagiu.

Naquele contexto, o golpe, chamado de “Revolução”, termo adotado pelo GLOBO durante muito tempo, era visto pelo jornal como a única alternativa para manter no Brasil uma democracia. Os militares prometiam uma intervenção passageira, cirúrgica. Na justificativa das Forças Armadas para a sua intervenção, ultrapassado o perigo de um golpe à esquerda, o poder voltaria aos civis. Tanto que, como prometido, foram mantidas, num primeiro momento, as eleições presidenciais de 1966.

O desenrolar da “revolução” é conhecido. Não houve as eleições. Os militares ficaram no poder 21 anos, até saírem em 1985, com a posse de José Sarney, vice do presidente Tancredo Neves, eleito ainda pelo voto indireto, falecido antes de receber a faixa.

No ano em que o movimento dos militares completou duas décadas, em 1984, Roberto Marinho publicou editorial assinado na primeira página. Trata-se de um documento revelador. Nele, ressaltava a atitude de Geisel, em 13 de outubro de 1978, que extinguiu todos os atos institucionais, o principal deles o AI5, restabeleceu o habeas corpus e a independência da magistratura e revogou o Decreto-Lei 477, base das intervenções do regime no meio universitário.

Destacava também os avanços econômicos obtidos naqueles vinte anos, mas, ao justificar sua adesão aos militares em 1964, deixava clara a sua crença de que a intervenção fora imprescindível para a manutenção da democracia e, depois, para conter a irrupção da guerrilha urbana. E, ainda, revelava que a relação de apoio editorial ao regime, embora duradoura, não fora todo o tempo tranquila. Nas palavras dele: “Temos permanecido fiéis aos seus objetivos [da revolução], embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir a autoria do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o marechal Costa e Silva, ‘por exigência inelutável do povo brasileiro’. Sem povo, não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento’ ou ‘golpe’, com o qual não estaríamos solidários.”

Não eram palavras vazias. Em todas as encruzilhadas institucionais por que passou o país no período em que esteve à frente do jornal, Roberto Marinho sempre esteve ao lado da legalidade. Cobrou de Getúlio uma constituinte que institucionalizasse a Revolução de 30, foi contra o Estado Novo, apoiou com vigor a Constituição de 1946 e defendeu a posse de Juscelino Kubistchek em 1955, quando esta fora questionada por setores civis e militares.

Durante a ditadura de 1964, sempre se posicionou com firmeza contra a perseguição a jornalistas de esquerda: como é notório, fez questão de abrigar muitos deles na redação do GLOBO. São muitos e conhecidos os depoimentos que dão conta de que ele fazia questão de acompanhar funcionários de O GLOBO chamados a depor: acompanhava-os pessoalmente para evitar que desaparecessem. Instado algumas vezes a dar a lista dos “comunistas” que trabalhavam no jornal, sempre se negou, de maneira desafiadora.

Ficou famosa a sua frase ao general Juracy Magalhães, ministro da Justiça do presidente Castello Branco: “Cuide de seus comunistas, que eu cuido dos meus”. Nos vinte anos durante os quais a ditadura perdurou, O GLOBO, nos períodos agudos de crise, mesmo sem retirar o apoio aos militares, sempre cobrou deles o restabelecimento, no menor prazo possível, da normalidade democrática.

Contextos históricos são necessários na análise do posicionamento de pessoas e instituições, mais ainda em rupturas institucionais. A História não é apenas uma descrição de fatos, que se sucedem uns aos outros. Ela é o mais poderoso instrumento de que o homem dispõe para seguir com segurança rumo ao futuro: aprende-se com os erros cometidos e se enriquece ao reconhecê-los.

Os homens e as instituições que viveram 1964 são, há muito, História, e devem ser entendidos nessa perspectiva. O GLOBO não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país.

À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.”

Bom que se diga que "a consciência não é de hoje, vem de discussões internas de anos, em que as Organizações Globo concluíram que, à luz da História, o apoio se constituiu um equívoco", conforme relato de dirigentes do grupo.

O que se espera é que essa mesma "consciência", que não é de hoje, não venha a pesar mais ainda daqui a alguns anos nas redações da imprensa golpista. Que essa consciência, que as Organizações Globo dizem ter, sirva para uma reflexão, ainda que tardia, dos dias atuais que fazem lembrar 1964.

A conferir!

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Aos poucos a farsa para incriminar Lula vai se desmoronando. Parte 4

Carlos Alberto,

A Lava Jato desde sempre virou uma espécie de gincana para a ditadura da toga, onde o prêmio maior é a cabeça do Lula. Cada grupo fazendo a sua parte; primeiro o juiz “todo poderoso”, Sérgio Moro, de maneira estapafúrdia arrancou o ex-presidente Lula de sua casa para levá-lo sob condução coercitiva a uma base aérea objetivando colher depoimentos e, quiçá, até prendê-lo. Observe-se que tal ação foi feita de maneira ilegal e inconstitucional, segundo alguns juristas. Logo, o ex-presidente e todas as pessoas que até hoje foram “conduzidas coercitivamente” (dentro ou fora da “lava jato”) o foram à revelia do ordenamento jurídico.

Depois, ainda sob as ordens de Moro, Lula foi condenado a 9 anos e meio de prisão em primeira instância, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a sentença, o ex-presidente recebeu um total de R$ 2,2 milhões em propina da construtora OAS na forma de um tríplex no Guarujá (SP) e das reformas feitas no imóvel. De acordo com o juiz, Lula recebeu a “vantagem indevida” em decorrência do cargo de Presidente da República. Isso sem sequer o tríplex está no nome dele ou de dona Marisa, já falecida. Mas o achismo e a ilação virou argumento para sentença no ordenamento jurídico deste país varonil. (Veja aqui que o triplex tá no nome da OAS)

Daí entra na disputa pela “cabeça do Lula” nesta gincana circense a 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) composta pelos magistrados João Pedro Gebran Neto (relator do processo de Lula) Leandro Paulsen (revisor do processo) Victor Luiz dos Santos Laus. Observe-se, caro leitor, que cerca de cinco meses após a condenação no chamado processo do tríplex, o processo de Lula foi a julgamento. Este foi o caso da Lava Jato que mais rápido subiu á instância. Relator do processo na 8ª turma, o desembargador João Pedro Gebran Neto concluiu seu voto no dia 1º dezembro do ano passado e o repassou ao revisor, Leandro Paulsen. Este último, que também é o presidente do colegiado, autorizou a entrada do julgamento já no dia 22 de janeiro último.

Pois muito bem: após o anúncio da data do julgamento, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, disse que o processo contra o ex-presidente agora não deve ser discutido apenas em relação à condenação judicial, mas também “sob a perspectiva da violação da isonomia de tratamento, que é uma garantia fundamental de qualquer cidadão”, o que, convenhamos, não houve no caso do Lula. E aí, por unanimidade, os três desembargadores da 8ª Turma dp TRF-4 votaram em favor de manter a condenação e ampliar a pena de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP), passando de 9 anos e seis meses – pena imposta por Moro – para 12 anos e um mês. Como a decisão foi unânime, o único recurso disponível para a defesa no TRF4 são os chamados embargos de declaração, que não têm poder de reverter a condenação, mas somente esclarecer ambiguidades, pontos obscuros, contradições ou omissões no acórdão (documento que oficializa a decisão).

Na gincana entre a toga da ditatura, por unanimidade (5 votos a 0), a 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou em julgamento nesta terça-feira (6) a concessão de um habeas corpus preventivo pedido pela defesa para evitar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Detalhe: o julgamento teve efeito midiático. O STJ abriu exceção – assim como fez o TRF4 que cerca de cinco meses após a condenação de Moro no chamado processo do tríplex, o processo de Lula foi a julgamento, sendo o caso da lava jato que mais rápido subiu á instância – o Superior Tribunal de Justiça transmitiu ao vivo, via internet, o julgamento do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente. A transmissão foi feita via o site da Corte e, também, com link para o canal no Youtube. O site da Veja e de outros órgãos de imprensa retransmitiu em tempo real. É aquilo, sendo Lula o réu na disputa da gincana da ditadura da toga tudo é válido, como antecipar julgamento e abrir exceção numa corte judicial para transmissão ao vivo e em tempo real. Faz parte do script já montado desde o golpe contra a presidenta Dilma.

Fato é que Lula ainda depende do STF (Supremo Tribunal Federal) para ser preso. A ordem de prisão ainda não foi expedida e depende ainda do julgamento de um recurso apresentado pela defesa em fevereiro no próprio TRF-4. Somente após a decisão sobre esse recurso, chamado “embargos de declaração”, a pena poderá começar a ser cumprida.

O atual entendimento de que é possível aplicar a punição após a condenação em segunda instância só pode ser concretizado após o esgotamento de recursos nesse tribunal. O TRF-4 ainda não tem data marcada para analisar o recurso, mas isso tende a ocorrer nos próximos meses.

Até lá, a única chance de Lula escapar da prisão é obter uma decisão favorável no STF (Supremo Tribunal Federal), quarta e última instância da Justiça, numa ação semelhante à analisada nesta terça pelo STJ.

Como podemos ver, o orgasmo dos golpistas que querem ver Lula no xilindró e bani-lo de uma vez por todas da vida pública, ainda pode demorar um pouco, mas como no atual ordenamento jurídico “se pode tudo”, não será surpresa se Lula for preso a qualquer momento como adiantou a Veja (veja aqui sem trocadilhos)no último fim de semana. Aí seria uma ejaculação precoce uníssono dos que vêem Lula como um “bolivariano” ou “comunista”. Rsrsrs.

Contudo, podem prender Lula, mas jamais vão tirar o seu carisma e a sua liderança perante o povo.

A conferir!

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