O que falta para a chapa vencedora das eleições presidenciais de 2018 ser cassada pelo TSE?

Carlos Alberto,

A pergunta que vai no título deste texto é pertinente, tendo em vista os fatos que vieram a tona nos últimos dias com revelações até então oficialmente não divulgadas.

Na semana passada, por exemplo, o WhatsApp admitiu pela primeira vez que a eleição brasileira de 2018 teve uso de envios massivos de mensagens, com sistemas automatizados contratados de empresas. A campanha de Jair Bolsonaro (PSL) beneficiou-se com o disparo de fake news contra o então candidato Fernando Haddad (PT). 

“Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios massivos de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, afirmou Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, em palestra no Festival Gabo, realizado em São Paulo.

Ressalte-se que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veda o uso de ferramentas de automatização, como os softwares de disparo em massa.

Ainda em outubro do ano passado, portanto, há exatamente um ano, o TSE recebeu denúncia para investigar a campanha de Bolsonaro. As informações revelavam que havia fortes indícios de que empresários teriam financiado produção de notícias falsas contra PT.

As compras dos pacotes de disparos foram todas realizadas por empresários abertamente apoiadores de Boslonaro, entre os quais Luciano Hang, dono da Havan. Tais condutas revelam três tipos de crime eleitoral: doação de pessoa jurídica, utilização de perfis falsos para propaganda eleitoral e compra irregular de cadastros de usuários.

Isso demonstra nítida prática de abuso de poder econômico para causar desequilíbrio nas eleições, o que de fato ocorreu. 

Agora o WhatsApp confirma as denúncias.

Dias atrás a Folha de S. Paulo divulgou uma planilha e um relato que implicam o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, no laranjal do PSL e dão indícios de que também a campanha de Jair Bolsonaro pode ter recebido recursos desviados do laranjal do PSL.  

Os depoimentos levados ao conhecimento da Polícia Federal fazem parte de um inquérito e agora está com a Promotoria e com a Justiça de Minas, que decretou segredo de Justiça sobre o caso.  

Não a toa a briga de comadres instalada por Bolsonaro no tal de PSL - Partido Social Liberal, que não é social nem liberal - para ver quem fica com o butim partidário tem tudo a ver com caixa 2. É dinheiro, caro leitor, muito dinheiro pra financiar campanhas eleitorais.

E aí, pra finalizar, cabe novamente a pergunta: o que tá faltando para o TSE cassar a chapa Bolsonaro/Mourão? Esperar os dois anos de governo e cassar apenas Bolsonaro e dar posse ao general Mourão, como fizeram com Dilma?

A conferir!

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Os ignóbeis que me perdoem, mas, #lulalivre

Carlos Alberto,

Aos ignóbeis - o mesmo que baixos, vis, infames, abjetos, asquerosos, etc e tal ... -, peço perdão, mas reconhecer a inocência de Lula é reconhecer que a história recente do país foi uma farsa, foi instrumentalizada por uma operação midiático-jurídica, para desviar os destinos do país. Para romper com a democracia, para impedir que a vontade popular elegesse Lula presidente do Brasil, como bem disse em artigo o sociólogo e cientista político Emir Sader.

Aliás, Sader é claro e objetivo: " o STF fica na corda bamba. Reconhece erros do passado, mas até aqui não se atreveu a dar o passo definitivo – o reconhecimento da falta de isenção do Moro e da Lava Jato e a correspondente anulação dos processos do Lula, com sua liberdade incondicional".

O que estaria faltando aos ministros do Supremo para reconhecer que Lula é inocente? A retirada do soldado e do cabo das sombras dos ministros? Para quem não lembra vou recordar. Há um ano um vídeo viralizou na internet mostrando o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do então presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), dizendo em uma palestra que “para fechar o STF [Supremo Tribunal Federal] basta um cabo e um soldado”.

A minha indagação sobre "o que estaria faltando aos ministros do Supremo para reconhecer que Lula é inocente?", remete a declaração infame do deputado Eduardo Bolsonaro. Os ignóbeis querem que eu desenhe para entender melhor ou não precisa, está subentendido?

Ou os ministros do Supremo vão decidir sobre o destino de Lula na "porrinha", ou no dois ou um? Será?

Fato é que se há uma verdade neste país varonil dos tempos atuais é a inocência de Lula que cada vez se prova mais. Como bem disse Emir Sader, "não é apenas a inocência de um acusado e condenado sem provas, mas é a verdade da historia do Brasil, que precisa ser reimposta plenamente, para que o país possa viver em harmonia, em paz, em democracia, buscando justiça e solidariedade".

As denúncias vindo a público do site The Intercep Brasil, só vieram a corroborar o que já vinha dizendo o próprio Lula e sites e blogs progressistas. 

A bem da verdade, o ombudsman da Folha de S.Paulo publicou neste domingo uma autocrítica do jornal com relação a cobertura da Lava Jato. O atual diretor de Redação da Folha, Sérgio Dávila, disse que é necessário criticar o espaço dado pelo jornal à Lava Jato. “Se eu tivesse que revisitar o caso e fazer a cobertura de novo, sei que isso não é possível, talvez repensasse o espaço que demos, manchetes atrás de manchetes…”

O próprio Marcelo Odebrecht em depoimento ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, na última sexta-feira (4), desmentiu Antonio Palocci e disse que os depoimentos realizados pelo pai, Emilio Odebrecht, e o ex-ministro Antonio Palocci, contra o ex-presidente Lula são “contraditórios”.

“É tremendamente injusto fazer uma condenação de Lula sem que se esclareça as contradições dos depoimentos de meu pai e Palocci”, disse Marcelo, afirmando que nunca participou de “tratativa ilícita” ao lado do ex-presidente pois o interlocutor da empresa com Lula era o pai, Emílio, e não ele.

Portanto, caros ignóbeis, espero que o Supremo trate a libertação de Lula com serenidade e não na porrinha ou no dois ou um, ou zero ou um.

A conferir!

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A falta de compustura de um 'jornalista' e de um ex-PGR

Carlos Alberto,

No Brasil de Jair Bolsonaro o noticiário tem virado uma verdadeira crônica policial. Primeiro, um pseudo jornalista usa os espaços que tinha num programa de rádio e de televisão para criticar e agredir com palavras chulas, a ativista que luta na defesa do meio ambiente, Greta Thunberg, de apenas 16 anos, que se notabilizou por ser a líder de uma mobilização espontânea feita por jovens na Suécia para alertar sobre os perigos do aquecimento global.

Segundo, pelas revelações feitas pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que chegou a ir armado para o Supremo Tribunal Federal (STF), com a intenção de assassinar o ministro Gilmar Mendes. “Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele [Gilmar] e depois me suicidar”, afirmou.

Vamos as análises dos dois fatos:

No primeiro caso o "pseudo jornalista", Gustavo Negreiros, não teve o menor respeito não só pela ativista sueca, mas também pelos seus ouvintes e telespectadores. Resultado: seus programas perderam patrocinadores e ainda foi demitido. O caso teve repercussão internacional. Gustavo Negreiros teve os seus 15 minutos de fama, não de forma positiva, claro!

Fato é que vivemos um momento crítico, não só no Brasil, mas diria até que no mundo, onde as pessoas não se respeitam mais, lamentavelmente. Em nosso país, especificamente, até o presidente usa de palavras chulas nas redes sociais para agredir quem o desagrada, até chefes de Estado, caso do presidente da França, Emmanuel Macron. E isso serve de espelho na sociedade.

E por que não dizer na imprensa, onde muitos “profissionais” se arvoram no direito de dizer o que bem entendem sem respeitar pessoas e instituições.

A liberdade de expressão está sendo confundida com libertinagem (a extrapolação da liberdade, e quando isso acontece, os limites são ultrapassados e a integridade física, emocional ou psicológica de outra pessoa é posta em causa). 

No segundo caso, um ex-procurador da República, falo de Rodrigo Janot, tornou público que pensou assassinar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, como se isso fosse uma coisa banal. Em consequência disso a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em sua casa e no seu escritório na última sexta-feira (27). Segundo Janot, ele só vai se pronunciar sobre o caso esta semana. “Estou pensando em como vou me posicionar diante dessa crise”, disse com toda a naturalidade ao portal de notícias Metrópoles

É o apocalipse!

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Saúde não tem cor partidária. E isso não pode ser só chavão!

Carlos Alberto,

Há muito se observa discursos na Assembleia Legislativa com críticas à saúde pública por parte dos nossos nobres deputados. Entra governo sai governo o discurso é o mesmo. Se fossemos fazer uma reportagem sobre os pronunciamentos veríamos que só bastava mudar o nome do parlamentar, e muitas vezes nem precisava, pois que o enredo sempre é o mesmo, ou seja, jogar para a platéia e, claro, para os seus eleitores ávidos pela melhoria da saúde pública em nosso estado.

E por que estou abordando este tema? Porque a saúde não tem que ter cor partidária, e isso não é para servir apenas como chavão, tem que ser real e não apenas como retórica de discursos. A saúde pública tem que ser pensada com alternativas mais resolutivas, que se perpetuem. Saúde sem regionalização não se sustenta, aliada a regularidade no repasse aos fornecedores e a uma pactuação interfederativa.

O governo está propondo, através de Projeto de Lei já enviado à Assembleia Legislativa, a criação de consórcios interfederativos de saúde. Isso não é nenhuma novidade, o vizinho estado do Ceará já implantou, com êxito, os consórcios de saúde há mais de 20 anos. Outros estados como Pernambuco e Bahia, pra ficar só no Nordeste, idem. Portanto, o Rio Grande do Norte está atrasado e enquanto isso a ladainha na crítica à saúde pública se revigora a cada governo na Assembleia Legislativa. Agora os nossos deputados têm a oportunidade de colocar, efetivamente, os consórcios interfederativos de saúde em prática no Rio Grande do Norte.

Não custa lembrar que o então secretário estadual de Saúde, Ricardo Lagreca, tinha a proposta de implantar aqui no Rio Grande do Norte os consórcios de saúde, mas o também então governador, Robinson Faria, não deixou a coisa acontecer exonerando Lagreca.

Mas retomo o assunto Consórcio de Saúde, porque, diferentemente do governo passado, o Governo Fátima encampou a ideia, e quer fazer acontecer. Os consórcios interfederativos de saúde pode não ser a redenção da saúde pública, mas certamente haverá uma mudança substancial na qualidade dos serviços prestados aos usuários do SUS. Digo isso porque já tive oportunidade de conhecer a policlínica de Russas, no Ceará, que faz parte do consórcio de saúde daquele município.

E o que é o consórcio interfederativo de saúde? Nas palavras do secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia, em apresentação do projeto na Femurn (Federação dos Municípios do RN), o consórcio será uma agência regional que proporcionará um conjunto de serviços aos municípios, tendo como principal objetivo a regionalização da Saúde, para que os problemas de atendimento sejam resolvidos mais próximo de onde as pessoas moram, não havendo a necessidade de transferência de pacientes para Natal.

O projeto é considerado polêmico porque muitos não entenderam a filosofia da proposta. A ideia é que 40% dos custos fiquem com o estado e 60% sejam rateados com os municípios participantes de cada consórcio, ou seja, divisão de responsabilidades objetivando a melhoria da assistência aos usuários do SUS. Nenhum município vai arcar com os custos sozinho. Tudo será rateado, cabendo a cada um entrar com 10%, perfazendo os 60% do consórcio e o estado com os 40%, totalizando assim 100%. Ele é de grande relevância para as demandas por especialidades oriundas da Atenção Básica de saúde.

Daí dizer: o SUS é a saída para a crise na saúde pública, a se tirar pelo projeto das Policlínicas. Se deu certo no Ceará, por que não daria no Rio Grande do Norte? Deixemos as bandeiras políticas-partidárias de lado e pensemos realmente na saúde pública de qualidade para o povo potiguar, sobretudo daquele que depende dos serviços do SUS.

Deputados e prefeitos do Rio Grande do Norte deveriam ir à Russas, no Ceará, pra conferir!

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Colocando a roda pra girar

Carlos Alberto,

Não está sendo fácil, mas a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), era sabedora disso. Contudo, nesses nove primeiros meses de governo, tempo de uma gestação difícil, até pelo quadro de caos encontrado, Fátima Bezerra está dando respostas aos desafios.

Primeiro pagando o salário dentro do mês trabalhado aos servidores, que vinham recebendo atrasado desde os governos passados com a promessa de que assim que o estado tiver um desafogo, pagará os atrasados deixados pelo seu antecessor, inclusive o 13º salário de 2018. Promessa de campanha!

A governadora dentro destes nove meses de gestão já vem cumprindo também outras promessas de campanha, como a destinação de quase R$ 11 milhões para a UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte), recursos esses oriundos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza, que pela primeira vez beneficiará a Universidade. Diga-se de passagem, durante a campanha Fátima Bezerra, que é professora, sempre enfatizou a necessidade de valorizar a UERN.

Não custa lembrar ainda que nestes nove meses de governo, Fátima já assegurou a retomada da obra de Nova Barra de Santana, construída para abrigar os moradores do distrito que será alagado pela construção da Barragem de Oiticica. A obra foi paralisada por conta do distrato com a empresa que a executava, no caso o Consórcio Solo/Penascal, no governo passado.

A Nova Barra de Santana está com percentual de execução de quase 60%. No final de julho, a governadora Fátima Bezerra assegurou, junto ao Ministério de Desenvolvimento Regional, a liberação de R$ 56 milhões para obra de Oiticica. O aporte irá manter o ritmo das atividades na parede da barragem, que se encontra com 74% de execução.

Não só isso, a então candidata Fátima Bezerra enfatizou na campanha a necessidade de se implantar no Rio Grande do Norte, os consórcios interfederativos de Saúde para melhorar os serviços prestados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) à população. Como governadora, Fátima Bezerra já encaminhou projeto de Lei para a criação dos Consórcios.

O documento segue os termos da Lei Federal nº 11.107, de 6 de abril de 2005, visando à cooperação técnica e financeira na área de saúde entre estado e municípios das oito Regionais de Saúde, além da promoção de ações de saúde pública assistenciais, prestação de serviços especializados de média e alta complexidade, entre outros serviços relacionados à saúde, em conformidade com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). O governo Fátima não inventou a roda, mas ao contrário de outros governos colocou a roda pra girar.

Para quem não entende ou finge não entender, os consórcios interfederativos de saúde implementarão, em especial, serviços de urgência e emergência hospitalar, pré-hospitalar, unidades de pronto atendimento de natureza regional e centros de especialidades odontológicas (CEOS), entre outros serviços relacionados à saúde, em consonância com o Plano de Regionalização da Saúde do Estado do Rio Grande do Norte.

A expectativa com os Consórcios de Saúde é ampliar a capacidade de gestão pública e potencializar as ações de saúde, favorecendo o atendimento das demandas da população, sendo espaço para articulação de parcerias, convênios, contratos e outros instrumentos similares, facilitando o financiamento e a gestão associada ou compartilhada dos serviços públicos de saúde numa perspectiva territorial. O Governo espera agora a tramitação e aprovação do projeto na Casa Legislativa. 

A estratégia de cooperação é uma solução prática e efetiva em situações em que uma única esfera da federação não consegue atuar sob uma ou mais demandas relacionadas a serviços e programas para a sua população. Estados como Bahia, Pernambuco e Ceará já adotaram com êxito medidas legislativas semelhantes.

Os críticos de plantão criticam por criticar. Não a toa, única mulher a se eleger governadora nas últimas eleições, eleita por um estado pobre e sem força política nacional, Fátima Bezerra está dando respostas aos desafios. Ainda nesta segunda-feira (16), Fátima Bezerra, na condição de anfitriã, reunirá em Natal todos os governadores do Nordeste que dão sustentação ao recém-criado Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, para discutir o projeto Nordeste Conectado e a captação de investimentos para a região. O evento servirá ainda para debater as propostas de reforma tributária, concessões e a situação da Petrobras.

Como se observa, o governo Fátima não inventou a roda, mas ao contrário de outros governos colocou a roda pra girar. 

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A barbárie tomou conta do país sob um quase estado de exceção

Carlos Alberto,

É de causar perplexidade a qualquer ser humano que tenha um mínimo de sentimento o fato ocorrido num supermercado da Rede Ricoy, em São Paulo, quando um jovem morador de rua de apenas 17 anos, foi açoitado e humilhado por seguranças despreparados por ter furtado uma barra de chocolate.

Assim como é da mesma forma de causar perplexidade fazendeiros da região Norte do Brasil anunciar em redes sociais o que eles convencionaram chamar o Dia do Fogo, quando atearam fogo na floresta amazônica chamando a atenção de todo o mundo com grande repercussão negativa, obviamente.

Idem, a medida adotada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que determinou o recolhimento de livros na Bienal tido como "impróprios para menores" na sua visão, claro.

Que tempos sombrios o país vive. A barbárie tomou conta do país sob um quase estado de exceção, ou seja, uma situação oposta ao Estado Democrático de Direito.

Casa Grande e Senzala, livro do sociólogo Gilberto Freyre, publicado em 1933, ou seja, no século passado, onde expressa o modo social e político do Brasil, está mais vivo do que nunca.

Da mesma forma, me parece, alguns governantes detestam literatura, sobretudo aquele tipo de literatura que vai contra os seus princípios e faz lembrar Adolf Hitler, que durante o Terceiro Reich mandou queimar livros que eram contra o regime.

Isso é reflexo de um governo sem compustura, sem princípios como disse o jornalista Guga Chacra, colunista da GloboNews: "em um país com governantes extremistas, atrasados e mal-educados, o presidente da República celebra uma ditadura sanguinária responsável pela morte de milhares de pessoas e ataca a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, cujo pai foi torturado e morto por este mesmo regime ditatorial”. 

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Queiroz manda recado: 'não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar'

Carlos Alberto,

Queiroz reapareceu! Eis a manchete de capa da Revista Veja deste fim de semana. No entanto, o que me chamou a atenção foi outra reportagem, a da Época, em que relata não o fato de Fabrício Queiroz está morando no luxuoso bairro do Morumbi, em São Paulo, e está fazendo tratamento médico no Hospital Albert Einstein, um dos mais caros do país. Não, não foi isso que despertou uma leitura mais aguçada minha sobre o fato em si. O que me chamou a atenção foi uma declaração dele na sua conta no twitter, reportada pela Época, em que o ex-segurança de Flávio Bolsonaro, se queixa da ausência de apoio e critica falta de empenho em investigação sobre autor de ataque a Jair Bolsonaro.

Neste sábado (31), Bolsonaro disse em contato com a imprensa, após ser abordado se sabia onde o seu amigo se encontrava, que desconhecia o paradeiro de Queiroz. "Eu não sei do Queiroz, cara. Eu não sei do Queiroz". Certamente e obviamente, a queixa de Fabrício Queiroz sobre a falta de apoio procede, já que o próprio Bolsonaro disse desconhecer o paradeiro do amigo, embora, um outro fato intrigante foi levantado pelo ex-candidato a Presidência da República, e coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. “Acharam o Queiroz. E não foi a Polícia Federal do Moro. A questão agora é quem paga sua estadia no Morumbi e suas consultas no Albert Einstein. Com a palavra, a família Bolsonaro”, escreveu o ativista no Twitter.

Além disso, uma outra coisa me chamou a atenção nas palavras de Fabrício Queiroz, reportadas pela Época. Na conversa por áudio via WhatsApp obtida por Época, Queiroz também criticou os rumos da investigação sobre Adélio Bispo relacionada ao atentado contra o presidente Jair Bolsonaro, no período da campanha eleitoral.

Sintomático Fabrício Queiroz lamentar na redes sociais ter sido abandonado por algumas pessoas de sua confiança e ao mesmo tempo fazer cobranças sobre as investigações sobre o atentado contra Bolsonaro na campanha presidencial.

Queiroz, segundo a Época, segue acreditando que alguém contratou Adélio para cometer o crime no ano passado — apesar de a investigação da Polícia Federal ter concluído que ele agiu sozinho. Tem algo no ar e não é avião de carreira.

Aliás, o ex-presidente Lula colocou em dúvida em entrevista à BBC Brasil a facada em Bolsonaro. "Mas você garante a mim o direito da dúvida? Veja, eu tenho suspeitas (de que não ocorreu). Agora, se aconteceu, aconteceu" , disse.

Lembro que Fabrício Queiroz desde que passou a ser investigado por peculato e lavagem de dinheiro pelo Ministério Público do Rio de janeiro, o ex-segurança de Flávio Bolsonaro, fez questão de sumir do radar.

O sumiço dele não era por acaso. Está envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro que ocorria na Assembleia Legislativa do Rio quando o filho de Jair Bolsonaro era deputado estadual. Queiroz movimentou R$ 7 milhões de 2014 a 2017, de acordo com relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

A conferir!

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O panelaço da classe média não foi pela devastação da Amazônia. O egoísmo falou mais alto, certamente!

Carlos Alberto,

Enganam-se os que pensam que o panelaço ocorrido na última sexta-feira (23), em algumas cidades brasileiras, na hora em que o presidente Jair Bolsonaro estava fazendo um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão sobre as medidas que o governo adotaria para combater os incêndios na região Amazônica devido, sobretudo, a devastação, foi pensando na floresta que está sendo dizimada, nos animais que estão morrendo queimados e até mesmo nos índios que estão perdendo suas terras. Ledo engano se pensar isso, quando esse tipo de manifestação partiu dos terraços gourmests da classe média.

Esse panelaço tinha um único objetivo: a preocupação da classe média e da elite principalmente paulistana, com as sequelas que as queimadas na Amazônia podem trazer à saúde, como, por exemplo, problemas respiratórios. O sinal vermelho foi aceso na chuva que caiu sobre São Paulo na quarta-feira (21), quando o céu escureceu por volta de 15h, e a água escura da chuva caiu sobre as cabeças dos paulistanos. Ninguém da classe média foi para a sua varanda gourmet bater panela, quando a Alemanha e a Noruega anunciaram o fim do Fundo Amazônico, criado em 2008 e administrado atualmente pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), devido a falta de uma política de sustentação do meio ambiente do governo Bolsonaro.

Mas, bastou pesquisadores afirmarem que análises confirmaram presença de partículas de queimadas maior do que o normal em água de chuva preta em São Paulo, que a burguesia tirou as penelas dos armários. Menos mal, só assim tomam conhecimento do desastre ambiental que o governo Bolsonaro está provocando no Brasil. E, não pra menos, Bolsonaro tremeu nas bases com as manifestações de rua também, a ponto de convocar duas reuniões ministeriais urgentes, urgentíssimas, uma na sexta à noite e outra no sábado pela manhã, para discutir e "tomar" providências para combater o desastre ecológico que o seu governo vem promovendo.

Aliás, desastre ecológico com manifestações em todo o mundo, que vai de líderes políticos, passando por artistas famosos e a sociedade de um modo geral, merecendo editoriais na imprensa internacional.

Fato é que a toxicidade do governo se confirma — não só porque em cem dias autorizou o uso do número recorde de 152 novos agrotóxicos no Brasil. Mesmo antes de assumir o posto de presidente, Jair Bolsonaro já ameaçava acabar com o Ministério do Meio Ambiente e submetê-lo ao Ministério da Agricultura. Por pressão, acabou voltando atrás, mas nomeou para a pasta o advogado Ricardo Salles, condenado por fraude na elaboração de plano de manejo em uma Área de Proteção Ambiental em favor de empresas mineradoras

Mas, como eu disse, embora os panelaços, sobretudo, os de São Paulo tenham caráter egoísta, ou seja, a burguesia só está pensando na saúde dela, e não no Planeta, pode-se tirar um proveito disso. Dizia o ex-deputado Ulysses Guimarães - já falecido -, "político só tem medo do povo na rua". E isso já começa a ocorrer de uma maneira mais homogênea. Bolsonaro sabe disso!

A conferir!

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Aparelhamento bolsonarista

Carlos Alberto,

A coluna republica um artigo do sociólogo Celso Rocha de Barros que traduz o aparelhamento que o presidente Jair Bolsonaro vem fazendo neste país varonil, e que muitos incautos acham que não ou fazem questão de não enxergar. Segue o texto:

por Celso  Rocha de Barros

Aparentemente, a maneira de parar a Lava Jato era fazê-la de otária. Nada dessa coisa da esquerda de confrontá-la abertamente, nada de tentar desmontá-la em silêncio, como tentou Temer: *o negócio era se eleger como campeão da luta contra os corruptos, colocar Moro no Ministério da Justiça, prometer-lhe uma vaga no STF, convocar passeata todo domingo contra a corrupção, e, enquanto isso, aparelhar os tribunais, a polícia, a Receita, o Coaf, todos os órgãos que foram responsáveis pelas investigações de corrupção da última década.*
Bolsonaro conseguiu que Toffoli neutralizasse o Coaf, e não deixou que Moro nomeasse gente sua para o órgão. Fez tudo isso enquanto convocava manifestações dizendo que o Coaf era a coisa mais importante de todos os tempos, que se o Coaf não ficasse com Moro o mundo acabaria. *No fim, quem tirou o poder de Moro sobre o Coaf foi o próprio Bolsonaro.*
Bolsonaro já deixou claro que só nomeará para procurador-geral da República quem aceitar ser submisso ao presidente. A tradição de escolher o mais votado da lista tríplice, defendida pela turma da Lava Jato, acabou, não tem mais, morreu, vai ver era comunismo aquilo.
E qual vai ser a desculpa para descartar todo e qualquer nome que não aceite acobertar esquemas? A moral, é claro.
Cada vez que um candidato der sinais de que tem alguma mínima restrição às picaretagens dos bolsonaristas, eles vão inventar algum esquerdismo para o sujeito. Lembrem-se: o perfil oficial do presidente da República compartilhou um texto que diz que Deltan Dallagnol é tão de esquerda quanto o PSOL. *Se você for honesto, não se candidate à PGR sob Bolsonaro: em 15 minutos, sua tia vai receber mensagem no WhatsApp dizendo que você defende distribuir mamadeira de pinto em creche.*
*E deixo aqui meus parabéns para quem foi domingo protestar contra o STF: começou a dar certo, o Toffoli já parou a investigação do Flávio.*
Na semana  passada, o desmonte se acelerou na Receita e na Polícia Federal.
O superintendente da Receita no Rio de Janeiro, Mário Dehon, foi atacado por autoridades investigadas e prontamente afastado por Bolsonaro, que também declarou que a Receita persegue sua família.
*O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, foi afastado por não interferir nas investigações sobre Flávio Bolsonaro.* Bolsonaro achou que houve abusos na investigação, foi lá, afastou o cara —tudo isso enquanto seus apoiadores estão nas redes sociais pedindo para fechar o Congresso por causa da lei do abuso de autoridade.
E o Moro? Essa é a jogada mais impressionante, pela ousadia. *Vários políticos tentaram neutralizar Moro, mas só Bolsonaro foi arrojado o suficiente para neutralizá-lo dando-lhe um cargo.*
Desde então, Moro só perdeu poder, teve que silenciar sobre o caso Queiroz e é ridicularizado pelo presidente da República sempre que possível. Pare de prestar atenção no Lula, Moro, esqueça o Greenwald: quem está te derrubando é o Jair.
*Ainda não  se sabe se o aparelhamento bolsonarista será bem-sucedido.* A Polícia Federal, a Receita, os procuradores vão reagir. E parece cada vez menos provável que Moro termine o ano no cargo de ministro. Mas, em termos de popularidade presidencial, talvez não dê em nada: talvez a indignação toda tenha sido mesmo só cinismo.
*Celso Rocha de Barros é doutor em sociologia pela Universidade de Oxford 

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O bolo da vovó

Carlos Alberto,

Lá se vão 55 anos que a minha avó me ensinou essa receita de bolo. Naquela época era muito comum se publicar em jornais. Nem todos liam, até porque não se interessavam muito. Outros não sabiam o por quê de uma receita de bolo ser publicada na mídia impressa. Bom, mas isso não vem ao caso agora. O que interessa é o Bolo da Vovó. Então vamos lá:

Pegue três ovos, leve-os a frigideira e os faça estrelado. Depois pegue a farinha de trigo, passe o rolo de fazer pastel três, quatro, cinco vezes sobre a farinha de trigo, ao ponto que se forme uma massa densa e tenra.

Em seguida, coloque sobre a massa os três ovos estrelados até que a massa absolva bem os estrelados (ovos). Feito isso, leve ao forno até que a massa de farinha de trigo crie uma textura leve de modo que não deixe dúvidas de que o bolo está fermentando e crescendo.

Aconselha-se antes de colocar a farinha de trigo no forno, colocar azeite de oliva na forma em substituição a manteiga e depois deixar em fogo brando. Quando estiver no forno, bom observar o comportamento da massa pra não deixar ela crescer muito. Mantenha o controle, é recomendável, segundo minha avó.

Bolo crescido, fermentado ao ponto, é hora do acabamento. Minha avó dizia que um bolo bem feito a massa não pode desfigurar. Se desfigurar é porque a massa não foi bem batida e, sendo assim, da próxima vez tem que se bater mais na massa pra ela ficar bem assentada.

Essa receita de bolo, que muitos chamam de Bolo da Vovó, alguns até de Bolo Estrelado, certamente por causa dos ovos estrelados, vez por outra é lembrado por alguém da família, digamos, aqueles saudosistas, e tem muitos.

Hoje não faltam bolos da vovó!

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Um governo de farsas

Carlos Alberto,

O governo do presidente Jair Bolsonaro é um governo que tenta acobertar a realidade. Um governo de farsas, diria, a começar por sua eleição. Bolsonaro quer e determina seus auxiliares a esconder a realidade sobre o país. Não obstante os arroubos anti-republicanos do presidente dia sim outro sim, o governante de ultra-direita quer porque quer esconder o desastre de sua gestão ainda oito meses incompletos.

Vejamos: na semana passada o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, que denunciou ao mundo dados que mostram alta do desmatamento da Amazônia, foi exonerado do cargo.

Desde que Bolsonaro assumiu em janeiro, os pesquisadores do Brasil tem enfrentado cortes de financiamentos e repetidas tentativas dessa administração em retroceder nas leis de proteção ao meio ambiente e às populações Indígenas. Funcionários do governo impediram a comunicação de um relatório ministerial sobre uso de drogas no Brasil. E eles tem questionado outros trabalhos feitos por cientistas das instituições públicas, incluindo, mais recentemente, o relatório de desmatamento feito por uma Agência Nacional estatal. O presidente dessa instituição foi, então, exonerado, relata em artigo a publicação internacional científica Nature.

Alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos ( CEMDP) teve quatro de seus integrantes trocados na quinta-feira, 1º de agosto. Em decreto publicado no Diário Oficial da União, assinado também pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, o governo designou para presidente da comissão Marco Vinícius Pereira de Carvalho.

Bolsonaro quer esconder a verdade sobre a ditadura militar do qual fez parte.

Com medo da verdade, o governo Bolsonaro editou portaria que prevê regras para proibir a entrada de pessoas no Brasil que tenham “praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”. Isso, com o claro objetivo de prejudicar o jornalista americano do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, que reside no Brasil e vem publicando diálogos poucos republicanos entre o então juiz federal, Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e membros da Força Tarefa da Lava Jato.

Em nota, Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) afirmou entender que a portaria “tem desvio de finalidade” e “promove intimidação” uma vez que a medida foi publicada na mesma semana em que a Polícia Federal prendeu quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades.

Durante visita á Israel, mês passado, Bolsonaro criticou o método usado pelo IBGE para apurar a taxa de desemprego no Brasil. "Com todo respeito ao IBGE, essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países, não é a mais correta", declarou à imprensa.

O instituto defendeu a metodologia que utiliza para aferir a taxa de desemprego no país. Segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), 13,1 milhões de pessoas estavam desempregadas no trimestre encerrado em fevereiro. “A metodologia adotada segue as recomendações dos organismos internacionais, em especial a Organização Internacional do Trabalho (OIT), com o intuito de garantir a comparabilidade com outros países”, informou o IBGE, em nota.


Um detalhe importante a ser observado: a política recessiva adotada pelo governo Jair Bolsonaro fez com que o número de famílias endividadas alcançasse o maior patamar em três anos, segundo dados do Banco Central. De acordo com o levantamento, a taxa de endividamento em relação à renda acumulada em 12 meses chegou a 44,04%, maior nível desde abril de 2016 (44,2%). Uma outra pesquisa, feita pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), aponta que 64,1% das famílias brasileiras estavam endividadas em julho, maior percentual desde maio de 2013 (64,3%).

Será que o presidente Jair Bolsonaro vai mandar demitir o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que divulgou os dados sobre o endividamento das famílias ou o ministro Paulo Guedes?

A conferir!

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Umberto Eco tinha razão. A internet deu voz aos imbecis!

Carlos Alberto,

 “Fundamentalistas dão um toque de arrogante intolerância e rígida indiferença para com aqueles que não compartilham suas visões de mundo.” 

A declaração acima é atribuída ao escritor e filósofo italiano Umberto Eco, falecido em 2016. E se encaixa perfeitamente no momento pelo o qual o Brasil passa, sobretudo, no que diz respeito ao radicalismo que se estabeleceu após o golpe contra a ex-presidenta Dilma Ruosseff.

Aliás, Eco tinha uma maneira ímpar e singular de dizer as coisas. Certa vez declarou que “alguém já disse que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas: quem não tem princípios morais costuma se enrolar em uma bandeira, e os bastardos sempre se reportam à pureza da sua raça. A identidade nacional é o último recurso dos deserdados. Muito bem, o senso de identidade se baseia no ódio, no ódio por quem não é idêntico.” 

Perfeito!

O que se observa no Brasil de hoje é que indivíduos que não querem enxergar a realidade que estamos vivendo, apelam para agressões por não terem argumentos para se contrapor as ideias ou pensamentos contrários.

Devo dizer que, como afirmou também Umberto Eco, “nem todas as verdades são para todos os ouvidos. Nem todas as mentiras podem ser suportadas.”  Isso certamente é um antídoto para àqueles que são de certa forma ingênuos ou melhor dizendo, incautos que preferem a farsa do que a verdade.

Estes preferem se iludir com a farsa de um governo que foi eleito sob a égide do ódio, do revanchismo, da intolerância, e por que não dizer da barbárie que no sentido mais amplo da palavra é a condição daquilo que é selvagem, cruel, desumano e grosseiro.

A legião de imbecis que antes só falava em uma mesa de bar, quando muito, teve voz com as redes sociais, já dizia Umberto Eco. E eu completo: essa mesma legião de imbecis, muitos dos quais se escondendo atrás de um pseudônimo, teve voz também com a oportunidade que a Internet concedeu de fazer comentários de artigos postados por jornalistas, muitos dos quais agressivos por falta de embasamento.

E não se diga que não falei de flores!

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O ignóbil presidente

Carlos Alberto,

O presidente Jair Bolsonaro não merece ocupar o cargo para qual foi eleito. Despreparado e desrespeitoso é o mínimo que se pode atribuir a sua pessoa. Aliás, na agenda de seu governo, desde que assumiu, só se levanta assuntos medíocres para a pauta de um presidente da República, como bem falou Arnaldo Jabor, que completou: "porque este homem propõe tantos absurdos? Por que? É de propósito. O Trump faz a mesma coisa. É uma estratégia para que suas atitudes anestesie o nosso sentido crítico, sendo uma maneira de nos habituar ao que se chama de "nova normalidade". Aos poucos vamos aceitando estes delírios de um desgoverno "como normais". Aliás é a vitória de um slogan já usado durante a campanha: é melhor jair se acostumando.

O jornalista Kennedy Alencar usou sua conta no tweet para sintetizar as asneiras e aberrações da falta de preparo de Jair Bolsonaro para exercer a Presidência da República: "Chamar de polêmicas ou de críticas o que Bolsonaro diz está ficando insustentável. Normalizar absurdos é como as democracias morrem". Aliás, uma amiga minha indagou num grupo a que pertenço na rede social, por que ninguém ainda havia levantado a bandeira #ForaBolsonaro. Lhe respondi que a sociedade está inerte e só vai pra rua na hora que doer no bolso. Falo principalmente dos que votaram em Jair Bolsonaro, não por achar ele preparado para presidir o país, mas por ódio ao PT. Mas, estas mesmas pessoas quando sentirem os efeitos do desgoverno Bolsonaro, vão sim empunhar a bandeira do Fora Bolsonaro, pena que tardiamente.

Repito aqui o que já dizia Ulysses Guimarães, de que político só tem medo do povo na rua. E é verdade. As reações contra Bolsonaro são pontuais. O Brasil continua literalmente dividido, apesar dos absurdos cometidos por este governo, um governo revanchista e que espelhou a sua campanha na revolta e no ódio. Bolsonaro traiu e enganou quem nele votou. Já confessou que não nasceu pra ser presidente e sim da caserna, de onde nunca deveria ter saído. O seu ódio ao PT e a esquerda contaminou pobres eleitores despolitizados e o resultado está aí.

Não nos enganemos. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro semana sim outra sim solta a sua metralhadora de mentiras e impropérios, o Brasil vai se esfacelando. Como disse Jabor, trata-se de uma estratégia de marketing, diria, para que suas atitudes anestesie o nosso sentido crítico. Não a toa a maioria dos seus ministros se utilizam da mesma ferramenta.

Não pra menos a taxa de investimentos no Brasil caiu para o menor nível em mais de 50 anos. Levantamento do economista Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), mostra que a taxa de investimentos públicos caiu de 4,06% em 2013 para 1,85% em 2017 (nível mais baixo já registrado no país), passando para 2,43% em 2018. Já a taxa de investimentos privados caiu nos últimos 5 anos, recuando de 16,85% em 2013 para 13,39% em 2018.

Claro está que isso se deve em parte a insegurança dos investidores de fora quanto a governabilidade do governo Bolsonaro. Além disso, a insegurança institucional que o Brasil vive, agora mais ainda com o vazamento de diálogos entre o ex-juiz-federal Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e promotores da força tarefa da Lava Jato, diálogos pouco republicanos com citações até de alguns ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que precisam e devem ser apurados e esclarecidos.

Mais do que nunca é preciso está atento e se conscientizar de que o revanchismo e o ódio não levam a nada, ao contrário, só destroem os avanços conseguidos nos últimos anos, sobretudo, os avanços sociais e colocam em xeque a democracia.

A conferir!

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A classe 'C' vai eleger a Dilma e depois o Berlusconi?

Carlos Alberto,

A coluna publica, excepcionalmente, em seu espaço, um texto do jornalista Paulo Henrique Amorim, falecido recentemente, até como forma de homenageá-lo, que retrata de forma cirúrgica e, diria, perfeita e com uma certa premonição o que ocorreria no Brasil pós-golpe contra a presidenta Dilma Ruosseff. A seguir o texto:

por Paulo Henrique Amorim, publicado em 09/08/2010 no Conversa Afiada

"Um fenômeno que os tucanos de São Paulo não perceberam foi, ao lado da ascensão das classes “D” e C” a partir de 2002, a despolitização dessa trajetória.

A Classe Média engordou sem precisar mover uma palha política. Não foi a uma reunião de sindicato. Não foi a uma reunião da associação dos moradores. Não fez panelaço. Não fez greve geral. Não fechou o Palácio dos Bandeirantes. Não cercou o Congresso. Não botou a Globo para correr. Os argentinos morrem de rir.

A Classe C engordou porque o Lula pôs alpiste. Pagou um salário mínimo mais decente. Remunerou os aposentados. Fez o crédito consignado. Pagou o Bolsa Família. Botou a criançada para estudar. Levou os negros e pobres às faculdades privadas, com o Pro Uni. Abriu universidades. Vai democratizar o acesso à faculdade com o ENEM (que o PiG boicota incansavelmente). Deu Luz para Todas (que o Serra não sabe o que é).
O Lula vai criar 2 milhões de emprego este ano.

O Lula foi um paizão. Reproduziu o Vargas. E é por isso que não há uma única Avenida Presidente Vargas em São Paulo. Como não haverá uma Avenida Presidente Lula em São Paulo. E aí, nessa despolitização, é que reside o problema.

Como diz o meu cunhado, o Dany, com quem almocei no excelente Alfaia, um português de Copacabana (o bolinho de bacalhau quica). O que mais impressiona o Dany é a absoluta despolitização do Brasil. Logo, a despolitização deste impressionante fenômeno de mobilidade social.

A Classe Média é incapaz de perceber – observa o Dany - que a ascensão só foi possível porque uma houve uma importante vitoria política: o Lula tirou o oxigênio da neo-UDN, os tucanos de São Paulo, que se tornaram a locomotiva do atraso ideológico.

Dany observa, com razão, que boa parte de despolitização se deve ao papel destruidor da imprensa (aqui entrei eu, com o PiG (*), é claro), que além de ser reacionária é inepta. Na Europa, como se sabe, há excelentes jornais que conciliam qualidade com conservadorismo. Aqui, isso não aconteceu.

E se a classe média sobe sem saber por quê, o que acontece? Me perguntei no avião de volta, ao deixar o Rio maravilhoso para passar sob o Minhocão... 

O que acontece?

A classe média pode ir perfeitamente para o Berlusconi. Aliás, a classe média é a massa que o Berlusconi faz a pizza. E, como diz o Mino Carta, a Dilma não é metalúrgica. Essa camada proletária, sindical será removida com o tempo. E a classe média não se lembrará de associar a TV digital ao estádio da Vila Euclides. (Seria exigir demais, não, amigo navegante?)

Ou seja, o carisma do Lula passará a ser by proxy. E quando o Golpe vier? Porque o Golpe contra presidentes trabalhistas sempre vem. 
E quando o PiG (*) se associar a um Líder Máximo do Estado da Direita, que pode vir do Judiciário? Quem é que vai para a rua defender a Dilma? A Classe Média? Já, já a Classe Média dá uma rasteira no Lula e no PT.

Quem mandou tirar o povo da rua? Tudo isso, se a Dilma não fizer nada." 

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Submissão ou a serviço dos yankes mesmo?

Carlos Alberto,

O governo Bolsonaro é submisso ou está mesmo a serviço dos yankes? A pergunta é pertinente porquanto os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato - ou seria Vaza Jato? - se mobilizaram para expor informações sigilosas sobre corrupção na Venezuela após receber uma sugestão do então juiz federal Sergio Moro em agosto de 2017, segundo mensagens privadas trocadas pelos procuradores na época e reveladas pela Folha numa parceria com o site The Intercept Brasil. Essa mesma força-tarefa que trabalhou para eleger ele presidente. Ah, não custa lembrar que Bolsonaro bate continência para a bandeira americana e que visitou a CIA em companhia de Moro na última visita aos EUA sem, sequer, tá na agenda presidencial.

Os diálogos indicam que o objetivo principal da iniciativa era dar uma resposta política ao endurecimento do regime imposto por Nicolás Maduro ao país vizinho, mesmo que a ação não tivesse efeitos jurídicos. As mensagens mostram que a Procuradoria-Geral da República e a força-tarefa de Curitiba dedicaram meses de trabalho ao projeto, chegaram a trocar informações com procuradores venezuelanos e vasculharam contas usadas pela Odebrecht para pagar supostos subornos a autoridades do regime na Suíça.

Os procuradores começaram a debater o assunto na tarde do dia 5 de agosto de 2017, depois que Moro escreveu ao chefe da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol, no aplicativo Telegram. Lembro que hoje Sergio Moro é ministro da Justiça do governo Bolsonaro, a quem lhe agraciou com o cargo.

“Talvez seja o caso de tornar pública a delação da Odebrecht sobre propinas na Venezuela”, disse o então juiz federal. “Isso está aqui ou na PGR?”

A pergunta que não quer calar: e o respeito a soberania da Venezuela, onde ficou? Pelo visto foi pro espaço. Aliás este governo já conta com um astronauta, bom que se diga, que já foi ao espaço levado pela NASA, sem trocadilhos. Rsrsrs

Em 2016, quando decidiu colaborar com a Lava Jato, a Odebrecht reconheceu ter pago propina para fazer negócios em 11 países além do Brasil, incluindo a Venezuela, mas as informações fornecidas pela empresa e por seus executivos foram mantidas sob sigilo por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Só pra ilustrar o meu questionamento, o jornalista Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia, escreveu: "a inclusão da Venezuela nos interesses de Sérgio Moro e Deltan Dallangnol, como demonstram os vazamentos mais recentes do The Intercept Brasil, reforça, de maneira definitiva, a relação da Lava Jato com o Departamento de Estado dos Estados Unidos".

E completa: "a hipótese de que Moro seja um agente da CIA é, na verdade, um elogio disfarçado ao ex-juiz, porque essa seria uma posição formal inaceitável para o contribuinte americano. Ainda mais com o codinome “Russo”.

A conferir!

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The Intercept & conspiracy theory

Carlos Alberto,

Não precisa ser nenhum expert em ordenamento jurídico para se concluir que houve, sim, um conluio para alijar Lula do processo eleitoral no Brasil na última eleição. A Lava Jato usou indevidamente o aparato jurídico para atender interesses políticos. Repito o que já dissera antes: o Código de Ética do Ministério Público, o Estatuto da Magistratura e a Constituição Federal foram afrontados de forma vil. Basta analisar os diálogos entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

Sejamos franco, caros leitores, não há diferenças de opinião sobre a parcialidade do então juiz federal, Sergio Moro, mas para alguns esta é a sua principal virtude.

As novas revelações sobre diálogos entre promotores do MPF que conduzem a Lava Jato, só fazem confirmar a teoria da conspiração que levou o ex-presidente Lula à cadeia. Prova maior disso é que o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, só passou a ter crédito em suas delações após mudar a narrativa sobre o triplex do Guarujá em São Paulo.

Não custa lembrar que na sentença do então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça do governo Bolsonaro, em 12 de julho de 2017, ele escreveu: “ainda que tardia e sem o acordo de colaboração, é forçoso reconhecer que o condenado José Adelmário Pinheiro Filho [Leo Pinheiro] contribuiu nesta ação penal para o esclarecimento da verdade”.

O empreiteiro apresentou a versão que incriminou Lula em abril de 2017 quase um ano após o início das investigações.

Pois muito bem: o empresário só passou a ter credibilidade para a força-tarefa da Lava Jato depois que mudou sua versão e passou a acusar o ex-presidente Lula.

Os diálogos divulgados pelo The Intercept Brasil revelam que os relatos apresentados pelo empreiteiro sofreram diversas mudanças no período de um ano.

No parecer de 22 de agosto de 2017, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou: “eventuais tratativas preliminares não interessam à defesa de qualquer acusado – aí incluindo o reclamante [Lula], tanto porque, neste momento, ainda não se tem certeza acerca do fornecimento de informações incriminadoras, quanto pela possibilidade de que essas tratativas subsidiem a realização de diligências investigativas, das quais o sigilo seja condição necessárias de exequibilidade e eficácia”.

“O empreiteiro que incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso que o levou à prisão sem provas foi tratado com desconfiança pela Operação Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações, segundo mensagens privadas trocadas entre procuradores envolvidos com as negociações”, reveladas pela pela Folha de S. Paulo neste domingo (30).

Pinheiro só passou a ser considerado merecedor de crédito depois de mudar pelo menos duas vezes sua versão sobre o apartamento do Guarujá (SP), que a empresa afirmou ter reformado para o ex-presidente, de acordo com novas mensagens privadas trocadas entre procuradores envolvidos com as negociações e divulgadas pela Folha, em parceria com o The Intercept Brasil.

Já há prova suficiente para anular o processo contra Lula independente dos novos diálogos a serem apresentados pelo site The Intercept Brasil ou qualquer outro órgão de imprensa. Existe uma prova cabal para que Lula seja solto, o que muitos não atentaram. Nos primeiros diálogos divulgados pelo The Intercept, o Sérgio Moro disse que uma deputada do PSDB falou pra indicar uma testemunha de acusação. Veja que um juiz não pode indicar uma testemunha de acusação, mas o Moro fez isso para o Dallagnol. Isso é crime e o Sergio Moro confessou isso. Ele confessou que foi um descuido formal numa das mensagens encaminhadas a Dallagnol. Tem vídeo dele confessando. Clique aqui para conferir.

Bom que se diga que o décano do STF, ministro Celso de Mello, fez questão de frisar no julgamento do habeas corpus da defesa de Lula, que argumenta que o então juiz Sergio Moro agiu de forma parcial ao julgar o ex-presidente, no dia 25 de junho, que não estava votando o mérito do caso, apesar de já ter o voto pronto, o que levantou especulações de que ele poderia julgar diferente - e pró-Lula - caso o Supremo julgasse o mérito do caso. O principal motivo era um voto anterior de Celso de Mello, de 2013, quando considerou o Sergio Moro parcial no caso Banestado.

Ainda não há data para a retomada do caso relativo a Moro. De todo modo, isso só ocorrerá após o fim do recesso do Judiciário. Entre os dias 2 e 31 de julho os ministros do STF estarão em férias. Já o site The Intercept e agora também a Folha prometem seguir publicando mais reportagens com base nas mensagens trocadas pelo procurador Dallagnol e por Moro.

A conferir!

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Vaza Jato: caso Watergate é fichinha

Carlos Alberto,

O caso Watergate que derrubou o presidente Nixon nos EUA em 1974, é fichinha frente aos diálogos da Vaza Jato revelados pelo The Intercept Brasil.

Só pra relembrar aos leitores mais antigos e relatar aos mais jovens o que foi o Caso Watergate:

Watergate foi um escândalo político que manchou para sempre a história política dos Estados Unidos e a reputação do então presidente Richard Nixon.

Isso resultou na acusação e eventual convicção de vários dos conselheiros mais próximos do presidente e induziu a demissão de Nixon no cargo em 9 de agosto de 1974.

O escândalo começou realmente ao longo de dois anos anteriores à renúncia de Nixon. Em junho de 1972, cinco homens foram presos por tentar entrar na sede do Comitê Nacional Democrata, localizado no complexo de escritórios Watergate, em Washington.

Virgilio Gonzalez, Bernard Baker, James W. McCord Jr., Eugenio Martinez e Frank Sturgis foram acusados de tentativa de roubo e a tentativa de intercepção de telefone e outras comunicações.

Após extensas investigações do Bureau Federal de Investigações (FBI), do Comitê Judiciário da Câmara, do Comitê Watergate do Senado e da imprensa nacional, tornou-se evidente que a invasão provavelmente era apenas a ponta do iceberg de questionável ou ilegal atividades realizadas pelos funcionários da administração Nixon.

Quarenta e sete anos se passaram, quase meio século, e temos no Brasil um escândalo, certamente, muito maior do que o ocorrido nos EUA, porque envolve um ex-juiz federal, hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, procuradores do Ministério Público Federal, e porque não dizer, até o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Faltava o baton na cueca não falta mais. A Lava Jato, após as revelações do site Intercept Brasil dos diálogos proporcionados pelo então juiz federal Sérgio Moro e procuradores federais que trabalham nas investigações, se maculou de vez.

A Lava Jato, ou seria melhor chamar de Vaza Jato usou indevidamente o aparato jurídico para atender interesses políticos. O Código de Ética do Ministério Público, o estatuto da magistratura e a Constituição foram todos burlados.

De acordo com os diálogos, não desmentidos, é bom ressaltar, durante o processo que levou um ex-presidente para a cadeia, no caso Lula, o juiz orientou, recomendou alterações de estratégias, antecipou uma decisão e até indicou uma testemunha para acusação.

O que mais falta para esse ex-juiz, hoje ministro da Justiça renunciar ao cargo? O que mais falta para o atual presidente da República, beneficiado diretamente pelas ações anti-republicanas renunciar ao cargo?

A conferir!

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Moro e os meninos da Lava Jato estão mais sujos do que pau de galinheiro, o que sugere cenas patéticas

Carlos Alberto,

Por mais que o governo tente amenizar as revelações feitas pelo site Intercept Brasil de diálogos pouco republicanos entre o então juiz federal Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, e o procurador Deltan Dallagnol, o estrago já foi causado e arranhou muitíssimo não só o auxiliar direto do presidente Jair Bolsonaro, mas como também a ele próprio, tendo em vista que pelo conluio montado a intenção era mesmo evitar uma possível candidatura de Lula - a qualquer custo - e eleger Bolsonaro ao Planalto, conluio esse que passou, conforme o próprio Bolsonaro, dias atrás, por uma possível indicação de Moro para o STF, a pedido do então juiz.

A propósito dos diálogos entre Moro e Dallagnol revelados mundialmente, o editor do The Intercept, Glenn Greenwald, rebateu as afirmações do ministro Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato, que insistem na tese de que os conteúdos revelados pelo site foram adulterados.

"Por que eles não [mostram os originais]? Porque sabem que estão enganando ao usar insinuações que 'poderiam ser alteradas'", acrescentou Glenn.

Fato é que faltava o baton na cueca, não falta mais. A Lava Jato usou o Judiciário para fins políticos, conforme texto publicado no Blog Viomundo assinado por João Filho, The intercept.

O ex-juiz federal "todo poderoso" da Lava Jato já não tem moral mais pra nada. Está literalmente mais sujo do que pau de galinheiro assim, como bem disse o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, "o bobo do Dallagnol".


Bolsonaro e Moro devem é tá preocupados com os vazamentos dos diálogos entre o ex-juiz e o procurador da Lava Jato Dallagnol, pra proporcionar uma cena patética como a que ocorreu na semana passada em um jogo do Flamengo em Brasília, onde o ministro da Justiça foi induzido pelo patrão a vestir a camisa do time rubronegro para parecer que está tudo tranquilo no governo. Visivelmente constrangido com um sorriso amarelo no rosto, o ex-juiz federal foi induzido a vestir a camisa do time rubronegro. Talvez nunca tenha entrado num estádio de futebol, mas "para o bem da Nação", todo o esforço é válido.

Moro e os procuradores dizem não reconhecer os conteúdos das conversas secretas e ilegais mantidas por eles que revela um conluio para construir provas contra o ex-presidente Lula. Apesar de afirmar que foram alvos de hackers, os procuradores não entregaram seus celulares para perícia da Polícia Federal.

O editor-executivo do Intercept, Leandro Demori, da equipe liderada por Glenn Greenwald, afirma que os arquivos obtidos pelo site contêm "centenas e centenas de áudios, mensagens e vídeos", que constituem "um arquivo colossal". Demori diz que não há dúvida em relação à autenticidade dos arquivos que causaram a liquidação da reputação de Sérgio Moro e Deltan Dallagnon e devem enterrar a Operação Lava Jato.

A conferir!


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Estão querendo fazer da Saúde o 'bode expiatório' do governo Fátima

Carlos Alberto,

Interesses contrariados alimentados por alguns profissionais da imprensa
alinhados com o governo retrógrado do presidente Jair Bolsonaro, e de algumas vivandeiras do poder no Rio Grande do Norte, e que não engolem a vitória da professora Fátima Bezerra (PT) ao governo do estado, leva a crer que tudo estão fazendo para promover a Saúde como o “bode expiatório” do governo petista.

Em momento algum a pasta falou em fechar o Hospital Ruy Pereira, referência em cirurgias vascular no estado. Ocorre que com base em laudos do Corpo de Bombeiro apontando problemas estruturais na unidade hospitalar, até por precaução e visando o bem-estar dos pacientes, a pasta vem realizando estudos para aplicar a melhor solução ao problema, o que não ocorreu em gestões passadas que não estavam preocupadas com o bem-estar dos usuários do SUS. O próprio secretário de Saúde, Cipriano Maia, tem ressaltado em suas entrevistas que qualquer tomada de decisão só ocorrerá quando estiver assegurada a atenção e o atendimento integral à população assistida.

A bem da verdade, o último laudo técnico no Ruy Pereira, que, inclusive a coluna teve acesso, realizado no governo Robinson Faria, datado de 25 de outubro de 2018, fruto de uma solicitação de vistoria para prevenção, incêndio e pânico, realizado pelo Corpo de Bombeiro nos últimos governos cujo resultado consta uma determinação do TCE (Tribunal de Constas do Estado), processo número 18277/2013, no sentido de que a Secretaria Estadual de Saúde providenciasse a regularização do funcionamento do Ruy Pereira, inclusive, com a regularização de licenças e certidões dos órgãos públicos fiscalizadores,  nunca foi levado em consideração pelo governo passado. Tanto assim, que faltando dois meses e meio para o término do governo Robinson o resultado do laudo saiu e nenhuma providência foi tomada.

Não custa salientar que o proprietário do prédio onde funciona o Hospital
Ruy Pereira, conforme o laudo do Corpo de Bombeiros, também foi notificado das irregularidades existentes na edificação na época.

Ressalte-se que a Comissão de Gerenciamento de Contratos sugere em laudo
técnico, datado de 28 de fevereiro de 2019, portanto, já na atual gestão, a não renovação do contrato do prédio, bem como a imediata avaliação pela Secretaria Estadual de Saúde, quanto ao impacto diante da possibilidade de transferência para outra (as) unidade (es) hospitalar (es), sem risco de solução de continuidade dos serviços prestados.

Dizer que o governo pretende fechar o hospital, jogando para a população que os serviços não terão continuidade, é uma mentira deslavada e ma-fé de quem não está acostumado lidar com a verdade ou tem interesses contrariados, ou no mínimo criar factóides.

Tenho dito!

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As vivandeiras do poder estão incomodadas com o governo do PT

Carlos Alberto,

Única mulher a ser eleita governadora na eleição passada e ainda por cima de um partido de esquerda, a professora Fátima Bezerra (PT), tem deixado as vivandeiras do poder decepcionadas.

Certamente deve-se a esta insatisfação os 55% de aprovação que o Governo Fátima teve na pesquisa Consult encomendada pela Fiern (Federação das Indústrias do Estado) e divulgada dias atrás.

Diga-se de passagem, a governadora do Rio Grande do Norte em menos de seis meses no cargo já começa a implementar o que fora prometido na campanha, e isso, reflete na opinião pública. O governo do estado, a título de exemplo, lançou a Consulta Popular para a construção coletiva do Plano Plurianual do Estado 2020-2023 (PPA). A consulta promove a participação da sociedade civil nos debates junto as secretarias e órgãos do Executivo na definição dos objetivos e metas do governo para os próximos quatro anos.

“Discutir o PPA significa reafirmar o compromisso de uma gestão verdadeiramente de perfil popular. Significa implementar o conceito dos territórios como espaços de entendimento de pactuação social. Significa administrar com transparência, ética, com seriedade, zelo e eficiência”, disse a governadora Fátima Bezerra no ato de lançamento da Consulta Popular.

No último dia de maio o governo, conforme o prometido, concluiu o pagamento integral da folha salarial de maio e depositou ainda a primeira das duas parcelas referentes à dívida do décimo terceiro salário de 2017 - uma das quatro folhas deixadas como passivo pela última gestão.

Não custa lembrar também que o governo do PT garantiu a manutenção dos repasses em dia para as farmácias de atenção básica dos municípios e o programa de transporte escolar.

Certamente por isso e outras coisas mais, o governo da professora Fátima Bezerra esteja incomodando os saudosistas do poder. Que se lamba os dedos.

A conferir!

Única mulher a ser eleita governadora na eleição passada e ainda por cima de um partido de esquerda, a professora Fátima Bezerra (PT), tem deixado as vivandeiras do poder decepcionadas. Que chupem os dedos.

Certamente deve-se a esta insatisfação os 55% de aprovação que o Governo Fátima teve na pesquisa Consult encomendada pela Fiern (Federação das Indústrias do Estado) dias atrás.

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