Os cem dias de retrocesso e de lambança do governo Bolsonaro

Carlos Alberto,

Primeiro ele próprio reconhece que não nasceu pra ser presidente e sim militar (veja link
https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-desculpem-as-caneladas-nao-nasci-para-ser-presidente-e-sim-militar,70002780868 ). Depois diz que foi eleito pelo trabalho que o filho vereador, Carlos Bolsonaro, realizou nas redes sociais - entenda-se aí Fake News - (confira link
https://blogdobarbosa.jor.br/carlos-me-pos-na-presidencia-e-deveria-ser-ministro-diz-bolsonaro-ao-defender-o-filho/ . Na sequência com receio de uma greve de caminhoneiros, a qual apoiou quando era deputado federal, desautoriza a Petrobras a reajustar o preço do óleo diesel, o que ocasionou um mal-estar na equipe econômica e na própria direção da estatal.

Fato é que o fantasma da greve dos caminhoneiros foi determinante para a decisão do presidente Jair Bolsonaro de segurar por alguns dias o aumento do óleo diesel. Mas se a curto prazo o Palácio do Planalto conseguiu segurar uma paralisação nacional com risco de trazer grande desgaste político ao governo, também fez ressurgir outro fantasma: a de uma ação intervencionista na política de preços da Petrobras.

Essa intervenção entra em conflito explícito com a política liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes. O Planalto está monitorando a insatisfação dessa categoria e resolveu agir de imediato. Mas a intervenção na política de preços da Petrobras também terá um ônus: pode fragilizar a credibilidade política econômica do governo Bolsonaro.

Mas o retrocesso e a lambança ue vêm sendo promovidos pelo governo Bolsonaro não fiam só aí não. Tem muito mais coisas. Senão vejamos: o despreparo diplomático de seu governo chega a ser uma coisa gritante. Na tentativa de agradar ao presidente americano, Donald Trump, ao qual virou um subserviente de bater continência para a bandeira estadunidense, Bolsonaro prometeu mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

A mudança tem potencial de provocar atritos com palestinos e países árabes, rompendo com a postura de neutralidade mantida pelo Brasil desde a fundação do Estado de Israel, há 70 anos. Fixar a embaixada em Jerusalém implicaria o reconhecimento da cidade sagrada como capital israelense, enquanto palestinos também pleiteiam soberania sobre a cidade que desejam ter como sua capital.

Mas a série de retrocesso nestes apenas 100 dias de governo Bolsonaro, também reflete nas políticas sociais conquistadas nos governos petistas. Uma espécie de retaliação.

Mais de 600 conselhos, grupos de trabalho e comitês criados nas gestões petistas estão na mira do governo e serão extintos nos próximos meses.  Os alvos principais são conselhos sociais que integram a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), criados na gestão Dilma Rousseff em 2014. Essa foi mais uma das medidas implementadas na quinta-feira (11) pelo presidente Jair Bolsonaro via decreto, na comemoração do 100º dia de gestão.

Alguns dos grupos afetados diretamente são: Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT.

Como se observa, caro leitor, não se trata de Fake News, são fatos, e contra fatos não há argumentos, isso porque resolvi poupar no texto as baboseiras de alguns se seus ministros (as), tipo "menino tem que vestir azul e menina tem que vestir rosa",
“…Os comunistas são o topo do país. Eles são o topo das organizações financeiras; eles são os donos dos jornais; eles são os donos das grandes empresas; eles são os donos dos monopólios…” ,

O que diziam os nazistas em 1930:

“…Os judeus são o topo do país. Eles são o topo das organizações financeiras; eles são os donos dos jornais; eles são os donos das grandes empresas; eles são os donos dos monopólios…”

E mais: "a orientação dada pelo capitão Bolsonaro à caserna de que a data de 31 de março, data do golpe militar de 1964, tinha que ser comemorada nos quartéis, e depois pra completar o ex-ministro da Educação sugeriu a modificação dos livros didáticos para exaltar o golpe, o que levou a sua exoneração devido a repercussão negativa, mesmo a contragosto de Bolsonaro.

Isso e muito mais só em 100 dias de governo, ou seria "sem dias de governo"?

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Que presidente é esse?

Carlos Alberto,

Que presidente é esse que como primeiras medidas anunciadas nos três primeiros meses de mandato, dispensa o visto de visita para turistas de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão que viajarem ao Brasil?

Que presidente é esse que abre mão do tratamento especial que o nosso país recebe na Organização Mundial do Comércio (OMC) como subserviência ao presidente americano Donald Tump?

Que presidente é esse que assina um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) com os Estados Unidos para permitir o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara no Maranhão, a bem da verdade, o uso militar pelos americanos?

Que presidente é esse que para agradar a Donald Trump diz que vai transferir a Embaixada brasileira em Tel Aviv para Jerusalém?

Que presidente é esse que preferiu levar o filho, deputado federal, Eduardo Bolsonaro, a uma reunião na Casa Branca, deixando o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, a chupar dedos e a reclamar pelos cantos de parede?

Que presidente é esse que permitiu que o seu outro filho, desta vez o senador, Flávio Bolsonaro, postasse asneiras, como sempre, nas redes sociais, para dizer que queria que o grupo que controla a Faixa de Gaza, o Hamas, se explodisse? Após repercussão negativa ele apagou, mas já era tarde.

Que presidente é esse que permite o ministro da Educação, que é colombiano, por sinal, Ricardo Vélez, em mais uma decisão polêmica, dizer que quer mudar os livros didáticos para revisar a maneira como eles tratam a ditadura militar e o golpe de 1964?

Que presidente é esse que para agradar também a Donald Trump bate continência para a bandeira americana numa total subserviência e num total exemplo de complexo de vira-lata?

Este presidente é Jair Bolsonaro, que com apenas três meses de governo tem a pior avaliação do mandato desde 1990, segundo pesquisa DataFolha divulgada neste domingo (7). E não é pra menos, caro leitor!

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Às vivandeiras do Poder sobre royalties de petróleo

Carlos Alberto,

Desde que a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou que iria pedir a antecipação dos royalties de petróleo devidos pela Petrobras ao governo do estado, para pagar salários e 13º atrasados deixados como herança pelo seu antecessor, que as vivandeiras do Poder espalham aos quatro cantos do elefante, que o governo já anda recebendo os royalties e não paga porque não quer.

Meia verdade, digamos assim. E por que digo que é meia verdade? Porque os royalties de janeiro, fevereiro e março são receitas normais e usadas, com esforço, para o estado pagar em dia os servidores, o que, de fato, vem ocorrendo. O governo só amenizará a dívida deixada pela última gestão com recursos extras, ou seja, a antecipação dos royalties. Sem isso é impossível, caras pálidas.

Reporto-me ao que disse o secretário estadual de Planejamento, Aldemir Freire, nas redes sociais, para reforçar a explicação: "os royalties integram as receitas normais do estado. Sempre foram usados para pagar despesas do governo. A antecipação de vários meses de royalties, ou seja, recursos extras, não previstos, é que possibilitará amenizar o passivo financeiro deixado pelo governo passado".

Bom ressaltar ainda que sete instituições financeiras já estiveram reunidas com a equipe econômica do governo para tratar da antecipação dos royalties: Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco, Bank of America, City Bank e Daycoval. São grandes bancos nacionais e internacionais e também instituições de médio porte. Dias atrás, a governadora Fátima Bezerra voltou a se reunir com representantes do Banco do Brasil para tratar o assunto e a informação é de que as negociações devem demorar cerca de 40 dias.

O secretário de Planejamento disse também que a estimativa de valor da antecipação de quase quatro anos de royalties relativos à exploração do petróleo e gás natural no Rio Grande do Norte foi calculado em R$ 400 milhões. Esse será o valor base para a negociação do governo junto à instituição financeira vencedora do pregão eletrônico.

O cálculo para atingir os R$ 400 milhões foi baseado em dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo) nos últimos quatro anos (2015-2018) e nas projeções para até o fim de 2022, em relação ao preço, comportamento da produção e variações padrões nesse período.

Apesar da espera pelo dinheiro dos royalties, os R$ 400 milhões previstos ainda não seriam suficientes para pagar os atrasados que abrange parte da folha de novembro, dezembro, e o 13º salário de 2017 e 2018 que totalizam cerca de R$ 1 bilhão. Portanto, cabe o esclarecimento devido às vivandeiras do Poder.

Até que o governador da época, Robinson Faria (PSD), tentou conseguir antecipação dos royalties, mas não obteve êxito, mesmo com aprovação na Assembleia Legislativa.

A bem da verdade, o então governador Robinson Faria pleiteava a antecipação para além do seu mandato que se encerrava hipoteticamente em 2018. Como perdeu a eleição (…) a legislação não permite. Só é possível quando se respeita o “tempo” do mandato.

Daí…

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Aos que criticam a governadora ou por má fé ou por ignorância na relação com os Poderes

Carlos Alberto,

Não tenho procuração nem muito menos sou advogado da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), para defendê-la. Mas, a bem da verdade, as críticas que a governadora vem sofrendo sobre o fato de não ter vetado a esdrúxula Lei do Poder Legislativo que estabelece efeito retroativo ao pagamento de férias e 13º a deputados estaduais, foram levadas a cabo ou por má fé ou por pura ignorância de quem não conhece a relação entre os Poderes.

A governadora foi bem clara: “quando comuniquei que não sancionaria a proposta, pedi à Assembleia Legislativa que, diante da calamidade financeira do estado, o benefício somente fosse implantado após regularizada a situação salarial dos servidores e servidoras do Poder Executivo”.

Mas mesmo assim, não houve o respeito e a compreensão dos que foram eleitos pelo povo para “representá-los” no Legislativo. É lamentável num momento como este os nossos deputados não terem o discernimento de que o que é bom para eles é ruim para o estado, sobretudo, os servidores.

Os críticos, ou por má fé ou por ignorância desconhecem que os Poderes são independentes e a governadora Fátima Bezerra não "jogou pra platéia" ao não sancionar a Lei. Fez o que deveria ser feito, até porque o poder de veto não significaria que a Lei aprovada pelo Legislativo deixasse de ser promulgada.

Todos sabem, ou ao menos deveriam saber, que mesmo que a governadora vetasse a Lei os deputados poderiam derrubar o veto. O que a governadora fez foi evitar um desgaste desnecessário com outro Poder. Se vetasse, aí sim, estaria "jogando pra platéia" e criando uma animosidade com o Legislativo sem necessidade, até porque Fátima Bezerra já foi parlamentar e sabe muito bem que a relação entre os Poderes deve ser harmoniosa para o bem da democracia.

Fato é que em todo este processo o desgaste recai sobre a Assembleia Legislativa principalmente sobre os ombros do seu presidente, Ezequiel Ferreira (PSDB), que promulgou uma Lei esdrúxula mesmo a governadora pedindo para que não o fizesse agora, num momento em que o estado enfrenta uma séria crise financeira.

A decisão do presidente da Assembleia Legislativa de promulgar a Lei que estabelece efeito retroativo ao pagamento de férias e 13º a deputados estaduais tem como marco temporal a 61ª Legislatura da Casa (2015/2018), ou seja, os parlamentares vão receber os valores retroativos aos quatro últimos anos, mesmo aqueles não reeleitos, certamente. Isso é um acinte à sociedade e, sobretudo, ao servidor público.

Em nota, a Assembleia Legislativa justificou a decisão de promulgar o projeto de Lei. O Legislativo alicerça a defesa da implantação do benefício sob dois argumentos expostos pelo advogado Sérgio Freire, procurador geral da Casa: 1) o recebimento do décimo terceiro salário e 1/3 de férias tem amparo legal e já é pago a membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas e das Casas Legislativas do Brasil, inclusive o Congresso Nacional; 2) Os recursos que vão ser destinados para o pagamento da benesse são oriundos do orçamento da própria Assembleia Legislativa e não representam ônus extra para os cofres estaduais.

Amparo legal não significa que não é imoral tendo em vista a crise financeira que o estado atravessa. Outra: se há dinheiro em caixa para pagar a benesse, como a própria Assembleia Legislativa reconhece, por que não usar essa benesse para ajudar o estado ao invés de beneficiar a quem tem seu pagamento em dia e que não precisa ser contemplado com mais esse agrado, no caso em questão os "representantes do povo"?

Faltou bom senso ao presidente da Assembleia Legislativa ao fazer promulgar a Lei. Que agora responda pelo desgaste que a Casa terá perante à sociedade. Chega de sinecuras, Damas de Espadas e agora mais esse descaso com o dinheiro público.

Tenho dito!

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Persona non grata no Chile e alhures

Carlos Alberto,

A visita oficial do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Chile provocou três dias de protestos. As primeiras manifestações aconteceram na sexta-feira (22), em um local conhecido como Paseo Bulnes – palco de mobilizações históricas na capital Santiago.

Os atos políticos em repúdio à presença do político brasileiro encerraram neste domingo (24), com o ato Por el Derecho a Vivir en Paz (Pelo Direito a Viver em Paz). O principal motivo da indignação da população local são as declarações elogiosas de Bolsonaro e sua equipe sobre o ditador Augusto Pinochet, que comandou o país de 1973 a 1990 e foi responsável pelo assassinato de cerca de 40 mil opositores.

De fato o presidente brasileiro não é bem visto em muitas partes do mundo pelas suas posições polêmicas e no Chile não poderia ser diferente, país que viveu sob o regime ditatorial do general Augusto Pinochet e que perseguiu a esquerda daquele país, sendo um dos signatários da chamada Operação Condor, juntamente com o Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai com o apoio da CIA, levada a cabo nas décadas de 1970 e 1980 - com o objetivo de coordenar a repressão a opositores dessas ditaduras e eliminar líderes de esquerda instalados nos países do Cone Sul.

Montada por iniciativa do governo chileno, a Operação Condor durou até a onda de redemocratização na América do Sul, na década seguinte.

Daí, e certamente, os chilenos considerarem o presidente brasileiro "persona non grata" no Chile e alhures, até porque ele defende a ditadura Picnochet, embora tenha dado declarações que foi ao Chile conhecer a reforma da previdência implantada no governo ditatorial de extrema direita.

Tenho dito!

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A Lava Jato desmoralizada

Carlos Alberto,

Inspirada na Operação Mãos Limpas deflagrada na Itália, e que objetivava investigar casos de corrupção na década de 1990 envolvendo políticos e empresários, a Operação Lava Jato no Brasil está desmoralizada.

O jornalista Reinaldo Azevedo, conhecido por ter opiniões de direita, diga-se de passagem, diz que "a Força Tarefa, ainda a maior pauteira da imprensa, tem na sua história alguns feitos notáveis: conseguiu mandar para a cadeia um ex-presidente da República sem apresentar as provas de seu crime e tentou criar uma fundação bilionária que renderia em juros o que empresas que empregam milhares não rendem em lucros".

Reinaldo Azevedo publicou neste domingo (17) um balanço dos cinco anos de Lava Jato, em que retrata a operação como uma das maiores tragédias já ocorridas no Brasil.

"A Lava Jato completa cinco anos hoje. Veio para mudar o Brasil. Mudou. Jair Bolsonaro é presidente da República: Sérgio Moro é ministro da Justiça; Vélez Rodriguez é ministro da Educação; Damares Alves é ministra dos que vestem azul e das que vestem rosa, e o chefe do Executivo atravessou o umbral da nova era ao divulgar um filminho pornô", escreveu Azevedo em sua coluna no Uol.

Já o confrade Luís Nassif afirmou que "a Lava Jato se constituiu um modo simples de enriquecer os fiscais da probidade". Não à toa o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, tachou os procuradores da Lava Jato de "gangsters".

É verdade que Mendes é alvo de cinco questionamentos no pedido de instalação da CPI Lava Toga no Senado. No entanto, sua afirmação baseia-se no fato da Corregedoria da Procuradoria-Geral da República ter aberto um procedimento para analisar os atos praticados por procuradores da Lava Jato que tentaram criar um fundo de R$ 2,5 bilhões de multas pagas pela Petrobras. Um dos principais alvos da investigação é o procurador Deltan Dallagnol, o articulador e porta-voz da iniciativa.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, apresentou documentos que comprovam a ilegalidade da Força-Tarefa da Lava Jato, os Estados Unidos e a Petrobras na criação de uma fundação privada para gerir US$ 2,5 bilhões, oriundos de uma multa.

Segundo o parlamentear, o fundo “é um procedimento totalmente ilegal” e os procuradores envolvidos “cometeram crimes contra o interesse nacional”. Ainda de acordo com o Líder do PT, a criação do fundo foi combinada de forma secreta.

Aliás, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu, na última sexta-feira (15), o acordo firmado entre a Petrobras e a força-tarefa da Lava-Jato. O tratado permitia a criação de uma fundação para gerir parte de R$ 2,5 bilhões repassados pela estatal de petróleo a título de indenização em decorrência do esquema de corrupção que afetou a empresa.

Como se observa, caro leitor, não sou só eu que estou dizendo que a Lava Jato está desmoralizada. São os fatos que comprovam isso, e contra fatos não há argumentos.

Tenho dito!

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Quebra de decoro de Bolsonaro leva à teoria da conspiração

Carlos Alberto,

Diante das seguidas quebra de decoro por parte do presidente da República, capitão da reserva Jair Bolsonaro, já começam a surgir teorias conspiratórias contra o seu mandato. Primeiro foi a postagem na sua conta na rede social de um vídeo durante o carnaval considerado pornográfico. Agora, também se utilizando da sua conta nas redes sociais, Bolsonaro postou uma notícia falsa para agredir a jornalista Constança Rezende, do Estado de S. Paulo, e seu pai, Chico Otávio, do Globo, que investiga a atuação das milícias do Rio de Janeiro e sua ligação com o assassinato da vereadora Marielle Franco.

Bolsonaro cometeu um crime na noite deste domingo (10), ao divulgar uma informação falsa em suas redes sociais para agredir a jornalista e seu pai. O presidente usou um post de um site bolsonarista de fake news para dizer que Constança teria dito que pretende arruinar Flávio Bolsonaro, ligado às milícias, e derrubar seu governo;  o fato é que ela jamais disse tais frases e Bolsonaro postou seu tweet para tentar promover seu linchamento virtual.

“O momento é de observação.” Essa tem sido a frase clichê do senador Renan Calheiros (MDB-AL) a jornalistas que o abordam para saber como ele atuará no Senado após sofrer sua maior derrota eleitoral ao ser superado por Davi Alcolumbre (DEM-AP) na disputa pela Presidência da Casa. Alcolumbre, não custa lembrar, foi o candidato do governo à Presidência do Senado.

Um interlocutor muito próximo de Renan Calheiros explica: “Ele considera o Davi [Alcolumbre] novo e inexperiente. E está vendo o governo Bolsonaro desarticulado. Acha que esse início é favorável, porque é início de governo, mas acredita que, mais pra frente, a corda vai esticar. E é aí que ele entra com sua capacidade de articulação, conhecimento, experiência e, acima de tudo, domínio dos bastidores”, afirmou.

Ou seja, Renan Calheiros pode ser o Eduardo Cunha (MDB-RJ) de Jair Bolsonaro. Não esqueçamos que por muito menos Cunha foi quem tramou nos bastidores da Câmara o impeachment da presidenta Dilma (PT). E falta de decoro parlamentar, o que é gravíssimo, pode gerar o impedimento do atual presidente da República.

De acordo com o jornalista Ascânio Sêleme, ex-diretor do Globo, este debate é inevitável e começará a ser travado no Parlamento. O vice-presidente General Mourão, tende a ganhar adesões com as trapalhadas de Jair Bolsonaro, para uma discussão que já ganha corpo no Congresso, sobre o eventual afastamento de Bolsonaro da Presidência da República.

Mas a teoria da conspiração não fica só aí. Há quem diga que não interessa a extrema-direta um impeachment de Jair Bolsonaro agora, com menos de dois anos no governo. Isso implicaria numa nova eleição e fatalmente a esquerda venceria devido a frustração dos eleitores com a eleição de um candidato ultraconservador, caso de Bolsonaro. Daí, se trabalhar o impedimento num segundo momento, tempo suficiente pra Mourão ocupar o cargo saindo da condição de vice para presidente, tal qual Michel Temer (MDB-SP).

A conferir!

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A Tuiuti me representa

Carlos Alberto,

A Escola de Samba Paraíso do Tuiuti mais uma vez deu exemplo de uma escola politizada e afinada com o povo ao se apresentar na madrugada da segunda-feira (4) de carnaval no Sambódromo com o samba-enredo
“O Salvador da Pátria”, que homenageou o ex-presidente Lula.

“Do nada um bode vindo lá do interior, destino pobre, nordestino sonhador, vazou da fome, retirante ao Deus dará, soprou as chamas do dragão do mar”, diziam os versos que contagiaram a avenida.

O carnavalesco da escola, Jack Vasconcelos, já havia antecipado a homenagem a Lula. “Vocês que fazem parte dessa massa irão conhecer um mito de verdade: nordestino, barbudo, baixinho, de origem pobre, amado pelos humildes e por intelectuais, incomodou a elite e foi condenado a virar símbolo da identidade de um povo. Um herói da resistência!”

Não é a primeira vez que a Tuiuti politiza na avenida. No ano passado, na Marquês de Sapucaí, com críticas à Reforma Trabalhista, ala chamando manifestantes pelo impeachment de fantoches e um ‘presidente vampiro’, numa referência a Michel Temer (MDB), o enredo da Paraíso do Tuiuti foi o mais comentado da Avenida.

E a censura já estava de volta ao país no carnaval passado. No desfile das campeãs, o “vampirão” da Paraíso do Tuiuti, que represrntava o então presidente Temer, desfilou sem faixa presidencial. Em entrevista à Mídia Ninja, o historiador Léo Morais, que deu vida ao “vampirão”, afirmou que seu personagem representava o “sistema” – e não necessariamente Michel Temer, que usurpou a Presidência da República por meio de um golpe parlamentar.

Quer queiram alguns, quer não queiram outros, fato é que a Paraíso do Tuiuti tem dado o recado no carnaval carioca. Tanto assim que o Sambódromo manifestou o seu pensamento após o desfile da escola cantarolando Lula Lá.

Não só isso; de Norte a Sul e de Leste a Oeste do país o Lula Lá ecoou nos blocos de carnavais. E como disse certa vez o jornalista Kennedy Alencar, “em 1954, Vargas havia escrito que seu nome seria uma bandeira de luta. Agora, Lula à sua maneira, repete a mesma mensagem quando disse que cada um que defende ele será um “Lula’ em cada canto deste país.

Como afirmou também Che Guevara, "os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira". 

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Só agora a imprensa descobre o engodo que é Bolsonaro

Carlos Alberto,

A imprensa golpista tá percebendo, embora que tardiamente, que Jair Bolsonaro foi um engodo eleitoral. Ele foi usado como instrumento da ultra-direita para aniquilar politicamente Lula e a esquerda. Só que agora, essa mesma imprensa golpista, percebeu que a Nação caiu no conto do vigário.

Detalhe: só os bolsomínios defendem o capitão da reserva travestido de presidente de uma República de bananas, cujo o seu maior "feito" é emprenhar pelos ouvidos os ditames da prole, que, aliás, cada vez mais deixa o paipai em situação vexatória. Escândalos e mais escândalos surgem todas as semanas e ainda tem quem acredite que esse é um governo probo, ético e sem os vícios da política do Brasil de Macunaíma. Para os incautos, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter é um livro de 1928 do escritor brasileiro Mário de Andrade, considerado a sua obra-prima.

Nem O Estadão não leva mais fé em Bolsonaro, escreveu um amigo meu. E é verdade! Em Editorial neste domingo o jornal O Estado de S. Paulo levou ao título da sua opinião a seguinte manchete: O Espectro do populismo.

E dizia já no inicio do texto:

O "bolsonarismo" é, por enquanto, apenas uma caricatura mal-ajambrada de movimento populista, dos que são tempos livres no Brasil, mas isso não significa que o país possa tranquilizar-se. Ao contrário: uma escassose precoce do governo Jair Bolsonaro parece ter despertado um presidente demagogo que sempre foi e que se encontrava apenas anestesiado em horizontes de conveniências orçamentárias. Caso isso se confirme, uma recuperação do país, uma réplica de obstáculos, seria seriamente prejudicada, com base em sepulturas para a solvência do Estado e para uma retomada de desenvolvimento. Nem é preciso enfatizar o perigo que uma das duas formas de representar para a estabilidade do país e do mesmo para uma ordem social (...)

(...) Desse modo, Bolsonaro equipara atos de governo a tuítes tolos e "memes" engraçadinhos. As instituições não são seriamente responsáveis pelo desempenho de uma instituição de ensino superior (...)

(...) Para os propósitos de Bolsonaro, no entanto, as redes sociais são o meio ideal para confundir uma opinião pública, a formação de uma realidade paralela na qualidade de um trabalhador (...)

Como podemos observar, caro leitor, a mesma imprensa que defenestrou Lula e o PT, descobre agora que Jair Bolsonaro é um equívoco. Mas, antes tarde do que nunca. 

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Dois governos: um faz acontecer, o outro acontece sem fazer

Carlos Alberto,

Pouco mais de 45 dias já se passaram, tempo suficiente para se fazer uma análise de dois governos: falo do governo petista da professora Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte, e do governo do capitão da reserva, Jair Bolsonaro (PSL), na Presidência da República. O primeiro faz acontecer, enquanto que o segundo acontece sem fazer.

Sim, Fátima Bezerra conseguiu nos primeiros dias de governo pagar o salário dos servidores dentro do mês trabalhado e já sancionou a Lei 10.485, que abre caminho para a contratação de empréstimo na rede bancária dando como garantia a arrecadação dos royalties de petróleo e gás natural.

A receita, prevista para o Estado até 31 de dezembro de 2022, será direcionada à quitação do débito com aposentados e pensionistas, referente aos anos de 2017 e 2018. A governadora também sancionou a Lei 10.484, que autoriza o Executivo a ampliar o limite para realização de operações com antecipação de receitas orçamentárias previsto na LOA -2019. Duas leis aprovadas por consenso na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Fato!

Já o governo Bolsonaro, em meio as ídas e vindas para colocar em votação pelo Congresso Nacional a proposta de reforma da previdência, vive um inferno astral com os filhos sempre ocupando o lugar do pai, colocando-o numa saia justa. Bem ao seu feitio, aliás.

Ficarei em apenas dois casos pra poupar o governo ultradireitista:

O menino das laranjas (em seis atos)

Primeiro, antes da posse de presidente, vieram à público informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que implicam o filho mais velho, Flávio Bolsonaro, então deputado estadual hoje senador da República.

Ato 1: a primeira denúncia dizia que Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, quando deputado do estado do Rio, recebia sistematicamente transferências bancárias e depósitos feitos por oito funcionários que trabalharam ou ainda trabalham no gabinete do deputado na Alerj. Os valores suspeitos giram em torno de R$ 1,2 milhão. O Ministério Público quer esclarecer essas movimentações.

Ato 2: em uma segunda informação vazada, além dos famigerados R$ 1,2 milhão movimentado atipicamente entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, passaram pela conta de Fabrício Queiroz mais R$ 5,8 milhões nos dois exercícios imediatamente anteriores. Ou seja, no total, Queiroz movimentou R$ 7 milhões em apenas três anos. Segundo o próprio Jair Bolsonaro, Queiroz 'fazia rolo'. "Haja rolo", como disse o colunista Lauro Jardim, n'O Globo. Posso rir?!

Ato 3: E não parou por aí! Novo documento do Coaf mostrou depósitos em dinheiro no valor de quase 100 mil reais na conta do senador eleito Flávio no período de um mês. Foram 48 depósitos, no valor de 2 mil reais cada, entre junho e julho de 2017. Vários dos depósitos foram feitos em poucos minutos, concentrados no posto de autoatendimento na Assembleia Legislativa.

Ato 4: Todo mundo foi convocado pelo Ministério Público a prestar depoimento, mas ninguém compareceu. No entanto, as figuras circularem em entrevistas na Record e no SBT. Pareciam na verdade ter ido fazer testes fracassados para as respectivas novelas, bíblicas e infantis. O caso é que se depender dos amigos, o Pastor Edir Macedo e o apresentador Silvio Santos, ganham o Troféu Imprensa de melhores atores.

Ato 5: Entre as movimentações financeiras atípicas de Queiroz registradas pelo Coaf, há também a compensação de um cheque de R$ 24 mil pago à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, além de saques fracionados em espécie no mesmo valor dos depósitos suspeitos feitos nas respectivas vésperas - o que coloca o problema ainda mais no colo do presidente.

Ato 6: Sem ter pra onde correr, Bolso Jr ataca outra vez e recorre à mamata do foro privilegiado. Flávio Bolsonaro pede ao STF para barrar investigações contra si e Queiroz. E, como no Brasil, há um acordo "com o Supremo, com tudo", consegue!

O primogênito de "papai" também aparece envolvido com líderes de milícias do Rio de Janeiro. A mãe e a esposa daquele que é apontado como um dos líderes do Escritório do Crime, procurado em operação policial, foram empregados no seu gabinete. O grupo é suspeito de planejar o assassinato da ativista dos direitos humanos e vereadora do Rio, Marielle Franco, e seu motorista, ocorrido em março do ano passado.

Tanto Bolsonaro quanto os filhos são defensores destas organizações, a quem homenagearam em discursos e comendas legislativas. A eventual ligação do líder máximo do país com o crime que chocou o mundo, da vereadora e do seu motorista, pode se confirmar como um capítulo ainda mais triste da história do país.

E agora o escândalo mais recente envolvendo outro filho do presidente Bolsonaro. Trata-se do vereador Carlos Bolsonaro, manipulador de redes sociais. Reportagem da Folha de S.Paulo publicada dias atrás revelou repasse do PSL de R$ 400 mil de recursos públicos do fundo partidário para uma candidata de Pernambuco suspeita de ser “laranja”. Bebianno era o presidente do partido durante as eleições e, segundo a reportagem, autorizou os repasses.

Dias depois, para negar que houvesse crise por causa da denúncia do jornal, Bebianno disse que tinha conversado três vezes com Jair Bolsonaro enquanto o presidente ainda estava internado em São Paulo.
Em uma rede social, o vereador Carlos Bolsonaro classificou a afirmação de Bebianno como “mentira absoluta”. Depois, Jair Bolsonaro compartilhou as mensagens do filho na mesma rede social.

Magoado e demitido do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno falou o óbvio ululante quando apontou o dedo para o pai na crise que culminou em sua exoneração, como bem disse o jornalista Kiko Nogueira do site Diário do Centro do Mundo  .

“O problema não é o pimpolho. O Jair é o problema. Ele usa o Carlos como instrumento. É assustador”, disse, segundo o jornalista Lauro Jardim na sua coluna em O Globo.

E ainda por cima o governo Bolsonaro parece que escalou a ministra da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, para falar merda para desviar o foco das merdas do governo. 

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Enquanto as livrarias fecham as Fake News proliferam no Brasil

Carlos Alberto,

Difícil acreditar que o mercado editorial no Brasil esteja enfrentando dificuldades e provocando um efeito dominó com livrarias fechando por falta de compradores. Livro neste país varonil virou sinônimo de coisa obsoleta, ultrapassada. O que está em moda são as redes sociais, muitas vezes se utilizando de notícias falsas prejudicando pessoas.
Me reporto ao fato inspirado num texto que recebi de um colega de São Paulo onde ele diz:
"Nem lendo os bolsonazis deixam de ser idiotas... Olhem este diálogo que um deles teve comigo: 
- Jerry, pare de ler livro, meu!! (observação do Blog: "meu" é uma gíria muito usada em São Paulo)
- Por que você fala isso?, pergunta Jerry.
O que o seu interlocutor responde:
- As novas tecnologias de internet, i-fone (sei lá como se escreve esta porra), vão substituir o livro.
- É mesmo? Onde você estudou isso? Indaga Jerry
- Li num livro!
Não sei se é pra rir ou pra chorar. Contudo, para retratar bem a realidade em que estamos vivendo nestes tempos de redes sociais, recorro, mais uma vez, a lucidez mordaz do escritor e filósofo italiano (in memoriam) Umberto Eco. Disse ele certa vez:
- As redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas que antes só falavam em um bar depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a humanidade. Então, eram rapidamente silenciados, mas, agora, têm o mesmo direito de falar que um prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis.
Perfeito Umberto Eco!
Aliás, muitos falam que as redes sociais estão tomando espaço da imprensa. Ledo engano. Considero que isso é um fenômeno efêmero que começou com a eleição de Donald Trupm, nos Estados Unidos, e que inspirou a eleição do ultradireitista Jair Bolsonaro no Brasil. 
Concordo que Bolsonaro foi eleito pelas redes sociais usando, sobreduto, Fake News. Mas acho também que houve erro de comunicação na campanha do petista Fernando Haddad, que se preocupou mais em responder as mentiras plantadas pelo bolsonarismo, como o Kit Gay, por exemplo, que de vasculhar os bastidores da trama para eleger Bolsonaro.
Lembro que o encontro do então juiz federal, Sérgio Moro, que estava a frente da Lava Jato, para acertar a sua nomeação para ministro da Justiça, na residência do então candidato Jair Bolsonaro, pouco foi explorado pela campanha petista. Da mesma forma o vazamento da delação de Antônio Palloci à Polícia Federal, poucos dias antes de ocorrer o segundo turno da eleição presidencial. 
Se estes dois fatos tivessem sido explorados ao invés de estarem preocupados com Fake News, certamente o resultado das eleições poderia ser outro. Assim como o caso Coaf, envolvendo o filho do presidente Jair Bolsonaro, na época em que era deputado estadual (RJ), hoje senador eleito da República, Flávio Bolsonaro.
Por que esse assunto só vazou após a eleição? Faltou competência da comunicação do PT que não foi a fundo pra saber o que está no relatório e o que dizem envolvidos e autoridades após divulgação do documento que apontou operações bancárias suspeitas de servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, na famosa Operação Furna da Onça? E o caso Marielle? Por que a comunicação do PT não foi a fundo, certamente se chegaria ao suposto envolvimento das milícias do Flávio Bolsonaro.
Estou falando isso porque no Brasil, parte de assessores de imprensa compraram esta ideia de que responder Fake News, parece, se tornou mais importante do que os fatos. E muitas pessoas hoje dão mais crédito a Fake News do que uma notícia de jornal. 
Não, não Srs leitores. Não se enganem, na medida em que as pessoas perceberem que estão sendo usadas e ludibriadas, as redes sociais com suas Fake News tendem a arrefecerem.
Vou dar mais um exemplo recente de que não se deve acreditar muito nas redes sociais. A poucos dias, bombeiros que atuam a procura de corpos em Brumadinho, foram enganados por pessoas sem escrúpulo a procurarem supostas pessoas que estariam nas matas como forma de se protegerem do tusnami de lamaçal. Mentira! Um desserviço ao Corpo de Bombeiros de MG que desviou homens para vasculhar a mata em vão, quando poderiam está ajudando a outros militares a procurar corpos no local do acidente.
Repito o que disse no título deste texto: Enquanto as livrarias fecham as Fake News se proliferam no Brasil 
Leiam, caros leitores, leiam mais jornais e livros. Não deixemos que as mentiras tomem conta da nossa consciência e que os livros estejam fadados a peças de museus. 
A conferir!

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Todo país tem o Governo e o Parlamento que merece

Carlos Alberto,

Lastimável o que vem ocorrendo neste país varonil. Primeiro um presidente eleito por Fake News, sem sequer precisar fazer campanha, nem participar de debates, até porque não estava preparado pra isso. Agora a eleição do presidente do Congresso Nacional, que mais pareceu uma comédia pastelão ou uma eleição para o sindicato do crime. Senão vejamos:

Condenado a quatro anos e seis meses de prisão por crimes contra o sistema financeiro, e atualmente cumprindo pena no regime semiaberto, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) participou da votação para a Presidência no Senado neste sábado, no qual foi eleito Davi Alcolumbre com forte ligação com Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro. 

Gurgacz foi indicado pelo seu partido para monitorar a apuração ao lado da Mesa Diretora da casa. Ele cumpre pena no Centro de Detenção Provisória do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Não só isso. O presidente eleito do Congresso Nacional, um senador obscuro até apresentar sua candidatura, representante do Amapá, responde a um inquérito por crime eleitoral — em sua campanha, em 2014, foram apresentadas notas falsas na prestação de contas à justiça eleitoral. Antes disso, em 2004, ele foi indiciado num inquérito da Polícia Federal que apurou desvios na Saúde.

Mas a comédia pastelão em que se transformou a sessão, ou sessões, para eleger o novo presidente do Congresso Nacional, foi marcada por confusão, uma votação anulada e pela desistência da candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL), outro não menos suspeito por desvio de condutas.

Ah, teve também o filho do presidente da República, senador Flávio Bolsonaro revelando o seu voto em claro e bom som, óbviamente, em Davi Alcolumbre, embora a votação fosse secreta conforme o Regimento Interno da casa. Aliás, para dar maior visibilidade ao seu voto, Flávio Bolsonaro se postou na frente da mesa diretora da sessão sob a luz dos holofotes para mostrar a cédula de votação.

Bom que se diga, que assim como os senadores Acir Gurgacz e Davi Alcolumbre, Flávio Bolsonaro tem uma ficha pouco condizente com o cargo que passará a ocupar, ou seja, de senador da República. Não custa lembrar que ele está sendo investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro a partir de movimentações financeiras consideradas “atípicas” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), desde quando era ainda deputado estadual.

Flávio Bolsonaro e seu ex-motorista Fabrício Queiroz são alvos de procedimento investigatório do Ministério Público do Rio de Janeiro iniciado a partir de relatórios do Coaf. O conselho identificou uma movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz e também na conta de Flávio Bolsonaro – em um mês, foram 48 depósitos em dinheiro, no total de R$ 96 mil, de acordo com o Coaf.

Como se observa, cada país tem o Governo e o Parlamento que merece. E neste contexto não me sinto representado!

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"A pátria amada - mais uma vez - chafurda-se na lama da vergonha e da ignomínia"

Carlos Alberto,

Transcrevo um texto da juiza trabalhista Roberta Araújo, de Pernambuco, sobre a tragédia de Brumadinho, tragédia essa que se repete no Brasil e providências não são tomadas para evitar novos desastres que ceifam vidas humanas e degradam o meio ambiente, lamentavelmente. Segue o texto:

"Há três anos, em Mariana, tivemos a maior tragédia ambiental da história do Brasil. Até hoje, as famílias seguem desamparadas e os responsáveis impunes. Os efeitos devastadores desse desastre não foram suficientes para impedir o que ocorreu em Brumadinho.

O Brasil é um país sem memória e sem compromisso com a vida humana. Seguimos com fiscalizações ineptas e licenças ambientais aprovadas de modo precário, como moeda de troca entre os interesses políticos e do mercado.

Na reunião que aprovou a licença da barragem, o representante do Ibama alertou para o risco do rompimento. Mas a ânsia da Vale em aumentar o lucro, aproveitando o surto econômico da mineração gerou a pressão adequada para obter em uma mesma reunião, a Licença Prévia de Instalação e de Operação.

Esse desastre é responsabilidade de todos os partidos e governos coniventes com a atividade empresarial predatória das mineradoras deste país, onde a vida humana segue importando menos que o preço das ações no mercado de capitais.

E neste espiral da ganância e da ambição, a pátria amada - mais uma vez- chafurda-se na lama da vergonha e da ignomínia."

*Roberta Araújo - Juíza TRT - PE

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Vendas de carros e de apartamento movimentam Bolsogate

Carlos Alberto,

Primeiro foi Fabrício Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, que disse em dezembro numa entrevista ao SBT que parte do R$ 1,2 milhão que movimentou vem de negócios como compra e venda de carros.

Agora, Flávio Bolsonaro diz que depósitos fracionados são dinheiro vivo recebido em venda de apartamento. O senador eleito pelo PSL-RJ afirmou também, em entrevistas à Rede Record e à RedeTV!, que o pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa se refere a esse imóvel. Relatório do Coaf aponta movimentações atípicas em sua conta. Interessante é que os canais de televisão onde as entrevistas foram dadas são da simpatia da família Bolsonaro.

No sábado (19), o Jornal Nacional mostrou que, em relatório sobre movimentações atípicas de Flávio Bolsonaro, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) destacou o pagamento no valor de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa. O Coaf não identificou o favorecido, nem a data, e nenhum outro detalhe.

Nas entrevistas deste domingo, Flávio Bolsonaro disse que a Caixa quitou a dívida dele com a construtora e que ele passou, então, a dever à Caixa. Disse ainda que vendeu o mesmo imóvel logo depois e que recebeu parte do valor em dinheiro vivo.

Flávio Bolsonaro alega que depositou o dinheiro na conta dele, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 48 envelopes de R$ 2 mil, porque era o local onde ele trabalhava e que o valor era o limite para cada depósito no caixa automático.

Ao senador, não foi perguntado, e por isso ele não respondeu, por que optou por fazer 48 depósitos de R$ 2 mil, com diferença de minutos em cada operação, em vez de depositar a totalidade do que recebeu em espécie de uma vez só na agência bancária em que tem conta.

Na semana passada, a Polícia Federal do ex-juiz e ministro  Sergio Moro ao invés de vazou velhas mentiras do ex-ministro Antônio Palocci, ao invés de cobrar explicações da família Bolsonaro.

Em nota a direção nacional do PT afirmou:

“O vazamento ilegal (mais um) de depoimento de Antônio Palocci, com falsas acusações ao PT e aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, mostra que a Polícia Federal, sob o comando de Sérgio Moro, está totalmente a serviço da guerra de Jair Bolsonaro com o PT".

E continua:

"O vazamento das mentiras ocorre no dia em que o país cobra explicações à Polícia Federal, ao Ministério Público, ao Ministro da Justiça, ao ministro Luiz Fux, do STF, e à Presidência da República, sobre a milionária movimentação financeira envolvendo a família de Jair Bolsonaro e seu motorista, o ex-assessor legislativo Fabrício Queiroz".

E completa:

"Em busca de escapar da prisão e recuperar sua fortuna – a respeito da qual a Lava Jato jamais o investigou – Palocci envolveu dois de seus motoristas em suas mentiras. Ocorre que nenhum desses trabalhadores comprovou a mentira do ex-chefe, sobre supostas entregas de dinheiro.

Bem diferente do ex-motorista Queiroz, que movimentou 1,2 milhão em um ano, incluindo um cheque de R$ 24 mil para a mulher de Jair Bolsonaro. E isso está comprovado em relatório do Coaf, diferentemente das caixinhas e envelopes cujo conteúdo os ex-motoristas de Palocci não confirmam.

Sergio Moro tem a obrigação de explicar o vazamento de uma delação falaciosa de Palocci, que ele mesmo recusou quando era juiz da Lava Jato.

O que a sociedade brasileira exige hoje não são os fuxicos de Palocci, mas um esclarecimento sobre os desvios, intrigas e disputas no condomínio de Bolsonaro."

Em tempo: não deixe de ler também, caro leitor, um pequeno resumo sobre o Bolsogate clicando aqui

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Porque sou a favor da redução da maioridade penal

Carlos Alberto,

Em março de 2013 publiquei um texto em que falava do porque ser a favor da redução da maioridade penal. Nesta segunda-feira (14), a Folha publicou uma pesquisa da Datafolha em que aponta que 84% das pessoas que responderam à enquete são favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Segundo a pesquisa, 14% são contrários à alteração da lei, 2% são indiferentes ou não opinaram. Pois muito bem. No meu texto escrito há pouco mais de cinco anos, eu falo do meu posicionamento em relação ao assunto. Segue o artigo:

Porque sou a favor da redução da maioridade penal

Quando um adolescente tem direito ao voto aos 16 anos ele sabe perfeitamente o que está fazendo. Quando um menor de idade engravida uma menina sabe perfeitamente o que está fazendo. Por que é que quando um menor de 18 anos rouba, mata e comete outros crimes hediondos não pode ser responsabilizado por seus atos e ser julgado como qualquer adulto? Ele, por acaso, não sabe o que está fazendo quando assalta, estupra ou tira a vida de uma pessoa?

Faço esse registro para dizer que sou totalmente contra essa história de que o menor de 18 anos já sofre penalidades quando comete algum tipo de crime, conforme o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Sou a favor da redução da maioridade penal.

Dizer que a Constituição Federal de 1988 considera os menores de 18 anos inimputáveis quanto ao Código Penal, mas sujeita eles a legislação especial: o ECA, que prevê seis tipos de medidas sócio-educativas para os adolescentes – da advertência à internação, com privação de liberdade por um período máximo de três anos, é pura balela.

E mais: não há no Estatuto um sistema de impunidade. Pode-se dizer que, na realidade, são inimputáveis só os menores de 12 anos, pois entre 12 e 18 anos as punições estão previstas pelo ECA e uma vez que infrinjam a lei estarão sujeitos à medidas sócio-educativas. Outra balela.

Difícil acreditar que um menor de 18 anos que assalta ou mata uma pessoa se sofrer “medidas sócio-educativas” poderá ser reintegrado à sociedade. Acho que entre 10 adolescentes infratores um se recupera, pois que as chamadas casas de recuperação, que antigamente se chamavam de Febem, só fazem piorar a situação desses menores, pois que de medidas sócio-educativas não têm nada. Essas casas de recuperação de menores são, na verdade, verdadeiros pardieiros transformados em escolas do crime.

Definitivamente a redução da maioridade penal deve ser um dos temas de maior polêmica no Congresso Nacional este ano. A Constituição prevê que não podem ser imputados penalmente os menores de dezoito anos (artigo 228), que assim ficam sujeitos a punições específicas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, mas é grande a pressão de parte da sociedade para que os hoje menores infratores possam ser penalmente responsabilizado por suas ações. Três propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o tema aguardam, na CCJ do Senado, decisão da Mesa Diretora da Casa sobre pedido para que sejam analisadas em conjunto. A conferir!

Obs do blog: leia texto que aborda a questão do menor infrator retirado do portal do TJRN clicando Aqui

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Bolsonaro esqueceu de combinar com os "russos" e aí foi desautorizado

Carlos Alberto,

Nunca na história do Brasil um presidente da República foi desautorizado em público por seus auxiliares. Falo de Jair Bolsonaro. O presidente falastrão que se utiliza das redes sociais para falar asneiras, se deu mal ao falar à imprensa que o seu ministro da Economia, Paulo Guedes, iria anunciar até o final do dia (sexta-feira, 4) a possibilidade de diminuir de 27,5% para 25% a alíquota máxima do Imposto de Renda. Por outro lado, ele também disse que o governo vai aumentar a alíquota do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).

Nem uma coisa nem outra. Ao contrário, no mesmo dia, o presidente Jair Messias Bolsonaro foi desautorizado por generais, ministros e até pelo secretário da Receita Federal. Ou seja, não precisou nem de 100 dias para se avaliar o que será o governo Bolsonaro, apenas em uma semana se viu as trapalhadas de um governo de extrema-direita, onde se discute que menino tem que usar azul e menina tem que usar rosa, quando na verdade a cor predominante no atual governo é laranja.

Isso me faz remeter ao folclore futebolístico, quando, dizem, que Garrincha perguntou ao então técnico da seleção brasileira num treino tático para enfrentar o então selecionado da extinta União Soviética, se ele [Feola] havia combinado com os russos as jogadas ensaiadas pelo Brasil para enfrentar a seleção russa. Teria dito Garrinha: "combinou com os russos Sr Feola?" Isso em 1958.

A situação se aplica bem a Bolsonaro. Ele esqueceu de combinar com os seus ministros o que iria dizer aos jornalistas e aí foi desautorizado por seus auxiliares. Pura comédia pastelão. Bolsonaro deu as declarações estapafúrdias ao final da cerimônia de transmissão de cargo de comandante da Aeronáutica, na base aérea de Brasília. Ele não discursou durante a solenidade, mas concedeu uma entrevista coletiva à imprensa ao final do evento.

Outra:

Repercutiu mal entre os militares a sinalização do presidente Jair Bolsonaro sobre a possível instalação de uma base militar norte-americana no território brasileiro, e as Forças Armadas são contra essa possibilidade, disse à Reuters uma alta fonte militar neste sábado (5). “As Forças Armadas não concordam com isso”, afirmou a fonte ouvida pela agência Reuters. “Temos que ver o que realmente o presidente falou sobre isso, mas os militares são contra”

Como se observa, Bolsonaro se tornou o próprio Fake News de seu governo

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Um governo que se inicia na contramão da história

Carlos Alberto,

O governo Bolsonaro, parece, não entendeu ainda que o mundo quer paz. Quando um governante diz, através das redes sociais, que pretende editar um decreto para facilitar a posse de armas, sinaliza que quer ver o Brasil armado. Jair Bolsonaro já vinha dizendo, desde a campanha eleitoral, que é favorável a flexibilizar o Estatuto do Desarmamento. Pelo Estatuto, a pessoa que deseja ter uma arma em casa deve cumprir uma série de requisitos.

Surpresa maior Bolsonaro deve ter tido após saber que pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (31), apontou que 61% dos brasileiros consideram que a posse de armas de fogo deve ser proibida, por representar ameaça à vida de outras pessoas.

O levantamento foi realizado nos dias 18 e 19 deste mês. Na pesquisa anterior, de outubro, 55% se disseram contra a posse de armas. Observe-se, caro leitor, que o percentual de pessoas contrárias a posse de arma de fogo aumentou em menos de dois meses.

Detalhe:

De acordo com o Datafolha, a rejeição sobre posse de armas é maior entre as mulheres. 71% delas se disseram contrárias, enquanto 51% dos homens têm a mesma opinião.

E porque isso? Porque muitos crimes passionais são cometidos pelo fato do marido ter uma arma de fogo em casa, mesmo que não tenha direito a posse. Certamente o número de mulheres assassinadas com a liberação da posse de arma vai aumentar, não tenho a menor dúvida.

E quando falo que o governo Bolsonaro está indo na contramão da história, falo embasado que nos Estados Unidos mesmo, onde é liberado o porte de arma seja de que calibre for, o ex-presidente Barack Obama, já tentou implantar a Lei do Desarmamento, e só não conseguiu porque o poderio da indústria bélica lá é muito forte e financia campanhas políticas. Aqui, temos a "bancada da bala", que vai dar sustentação política ao governo Bolsonaro.

A conferir!

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Alguém viu o Queiroz por aí? Pergunta no posto Ipiranga!

Carlos Alberto,

A pergunta se faz necessária porquanto o ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, faltou pela segunda vez ao depoimento que iria prestar no Ministério Público do Rio, na sexta-feira (21). A defesa de Queiroz alegou novamente motivos de saúde para não aparecer na oitiva marcada para esclarecer movimentações atípicas em sua conta, apontadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O MPRJ informou que também pedirá para que Flávio Bolsonaro preste esclarecimentos sobre o caso, no dia 10 de janeiro.

De acordo com o MPRJ, o advogado de Queiroz informou que seu cliente "precisou ser internado na data de hoje (sexta-feira), para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos". A defesa se comprometeu a apresentar os referidos laudos até o próximo dia 28.

Alguém sabe dizer qual a clínica ou hospital Queiroz realizou o tal procedimento invasivo e pra que? Não né, tá igual aquela música "Conceição", ninguém sabe ninguém viu.

Pois é, tem razão o jornalista Jefferson Miola, colunista do site Brasil 247, quando afirma que "não é preciso ser adivinho para presumir como a Lava Jato agiria se Fabrício Queiroz fosse petista ou outro inimigo do regime de exceção. Assim como não é necessário grande esforço de raciocínio para concluir que a Lava Jato safou da cadeia o chefe do Queiroz, o deputado Flavio Bolsonaro, como também livrou Jair Bolsonaro de investigações sobre os [pelo menos] R$ 24 mil depositados na conta da esposa Michele e sobre a retenção de 99% do salário da Nathália Queiroz – contratada como "laranja" no gabinete em Brasília"; para ele, "a Lava Jato abafou o quanto pode a participação do Queiroz. Ele somente foi descoberto devido ao vazamento do Coaf que a onipresente falange do Moro não conseguiu evitar" .

Miola afirma ainda que "Queiroz foi escondido pela Lava Jato desde sempre. É preciso recordar que a Operação Furna da Onça, da Lava Jato/RJ, deliberadamente excluiu Flavio Bolsonaro da investigação realizada nos gabinetes dos 10 deputados e 16 assessores que incorreram nos mesmos ilícitos e que, em vista disso, foram presos".

Por inexplicável coincidência, os Bolsonaro demitiram Queiroz e a filha Nathália dias antes da Furna da Onça ir a campo, numa espécie de "limpeza" da cena do crime.

Como se observa, caro leitor, talvez nem no posto Ipiranga, onde se sabe de tudo e tem de tudo, alguém possa responder o paradeiro de Queiroz. Certamente deve está escondido na Furna da Onça.

Claro e óbviamente Queiroz vai aparecer quando o seu patrão-mor, Jair Bolsonaro tomar posse como presidente da República de Bananas no dia 1º de janeiro. Aí a onça vai beber água sem ser na Furna, mas no Planalto.

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"Paladinos da moralidade" Rogério Marinho é alvo de 5 inquéritos no STF e Agripino Maia réu na Lava Jato

Carlos Alberto,

Na última segunda-feira (10), o guru do presidente eleito de ultradireita Jair Bolsonaro, economista Paulo Guedes, anunciou o nome do deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN) para secretário especial de Previdência Social. A título apenas de lembrança, Rogério Marinho foi o algoz da classe trabalhadora como relator da reforma trabalhista e, certamente, será o algoz dos aposentados.

Não custa lembrar também que o tucano é alvo de cinco inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal): 

3386/2011 – STF É alvo de inquérito que apura falsidade ideológica e crimes contra a ordem tributária.

4474/2017 – STF Inquérito instaurado para apurar a suposta prática de peculato pelo deputado e por Francisco Washington Cavalcanti Dantas, devido ao desvio de recursos oriundos do Convênio celebrado entre o Rio Grande do Norte e a Federação de Câmaras Municipais do RN (FECAM-RN), à época presidida pelo então vereador e atual parlamentar Rogério Marinho. O STF declinou da competência para julgar o caso, e o remeteu ao TJRN.

4679/2018 – STF O parlamentar é alvo de inquérito que apura suposta prática de peculato quando ocupava o cargo de vereador na Câmara Municipal de Natal.

4484/2017 – STF O deputado é investigado por indícios da prática de peculato pela contratação de 900 pessoas que estariam ocupando cargos comissionados como servidores “fantasmas”, ou servidores que, na verdade, prestam serviços em empreendimentos particulares dos vereadores, sendo remunerados pelos cofres públicos.

3026/2010 – STF É alvo de inquérito que apura crimes contra a administração.

E agora está sendo alvo também de uma ação de investigação judicial eleitoral por supostamente ter sido beneficiado nas eleições deste ano, quando foi candidato a reeleição, por doação de uma ambulância ao município de Angicos, interior do Rio Grande do Norte.

Já, o senador José Agripino Maia (DEM-RN), que é réu num dos desdobramentos da Lava jato - ele foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro por suposto desvio de dinheiro público na construção da Arena das Dunas, em Natal - agora também sofreu outro revés. 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou o parlamentar e mais duas pessoas pelos crimes de associação criminosa e peculato por suposta nomeação de funcionário "fantasma" no gabinete.

Conforme a acusação, o parlamentar manteve por sete anos um funcionário que não prestava serviços no Senado. Além disso, disse Dodge, o salário do servidor era repassado para outra pessoa que prestava serviços ao parlamentar.

Como se observa, caro leitor, os dois ditos "paladinos da moralidade", quando foram as ruas de braços dados pedir o impeachment da presidenta Dilma e até mesmo a prisão do ex-presidente Lula, alegando corrupção nos governos petistas, estão de mãos dadas, ao que parece, no que se pode chamar de ações pouco republicanas, tendo em vista que praticam coisas que condenam, ou supostamente condenam, melhor assim. 

Aliás, o povo já deu a resposta a estes maus parlamentares quando  aposentou os dois nas nas urnas. No entanto, Rogério Marinho, algoz dos trabalhadores, será alçado agora a algoz dos aposentados com um emprego ganho no futuro governo de ultradireita. O nome dele foi escolhido a dedo por Paulo Guedes com a missão de trabalhar no Congresso pela Reforma da Previdência.

A conferir!

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A família Bolsonaro também tem seu PC Farias e seu coronel Lima. O Coaf descobriu!

Carlos Alberto,

A senha já foi dada pelo presidente eleito de ultra-direita Jair Bolsonaro: 'a questão ideológica é muito mais grave que a corrupção" . Já comentei isso em outra oportunidade, quem acompanha o meu Blog e a coluna que assino no Portal Nominuto.com, certamente observou. Clique aqui pra relembrar. Mas volto ao assunto tão eloquente são as palavras de Bolsonaro para os incautos que depositaram o seu voto nele.

Para os menos avisados digo que, Jair Bolsonaro nem começou o seu governo já apareceu o seu PC Farias [vide Color de Mello] e seu coronel Lima [vide Michel Temer]. Mas , "a questão ideológica é muito mais grave que a corrupção". Sintomática esta declaração de Bolsonaro, muito sintomática!

Fato é que um relatório produzido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) em desdobramento da Operação Lava Jato no Rio indica movimentação financeira atípica de um ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), que é filho de Jair Bolsonaro e senador eleito. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo na quinta-feira (6).

O ex-assessor parlamentar e policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, de acordo com o relatório do órgão. A reportagem do jornal afirma que uma das transações de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Fabrício de Queiroz trabalhava há mais de dez anos como segurança e motorista do deputado Flávio Bolsonaro, com quem construiu uma relação de amizade e confiança. Veja, caro leitor, Flávio Bolsonaro e Fabrício de Queiroz construíram uma relação de amizade e confiança. Tudo a ver.

No entanto, o escândalo envolvendo a família Bolsonaro citada em reportagem do Estadão, não se esvaíra só no envolvimento do filho com o seu ex-assessor. Veio à tona nesta sexta-feira (7) um fato gravíssimo do relatório do Coaf, que aliás, ficará sob a tutela do superministro da Justiça, Sérgio Moro: o documento cita movimentações entre contas dele [Queiroz] e de sua filha, Nathalia Melo de Queiroz. Ela é nada menos que ex-assessora do próprio Jair Bolsonaro. Há menção no relatório a um valor de R$ 84 mil em uma conta de Nathalia.

A filha foi foi nomeada em dezembro de 2016 para trabalhar como secretária parlamentar no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara. A relação do pai é bem mais antiga. Ele foi funcionário de Flávio Bolsonaro por 11 anos, desde 2007. Estranhamente, no dia 15 de outubro deste ano, ambos foram exonerados, conforme noticiou o jornalista Fausto Macedo.

A história da relação Bolsonaro-Queiroz é ainda mais longa que o simples vínculo empregatício do PM na Assembleia Legislativa do Rio, conta o jornalista Mauro lopes, editor do site Brasil 247.

Segundo lopes, há 15 anos, em outubro de 2003, Flávio apresentou na Assembleia moção de louvor e congratulações a Queiroz -portanto, já havia uma relação de apreço e intimidade na ocasião. Três anos depois, outro dos agora primeiros-filhos, Carlos, foi ainda mais longe: ele fez a Câmara de Vereadores aprovar um requerimento seu para que Queiroz recebesse a medalha de mérito Pedro Ernesto, principal honraria concedida pela cidade do Rio.

É relação antiga, de confiança, de prestação de serviços. Até a quinta-feira (6), o escândalo havia se insinuado à porta do gabinete do presidente eleito. Agora, com a filha de Queiroz, a crise está instalada dentro do gabinete - e da casa do casal Jair-Michelle.

Como se comportarão as autoridades? Que investigações serão feitas? Como se comportará Sérgio Moro que terá o Coaf e a PF sob seu comando a partir de janeiro e estará cercado por integrantes do Ministério Público?

Bom que se diga que o documento do Coaf que mapeou, a pedido do MPF (Ministério Público Federal), as movimentações financeiras dos servidores da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), foi anexado na investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, que levou à prisão 10 deputados estaduais fluminenses.

O rastro do dinheiro está aí, à vista de todos. E cheira mal.

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