A família Bolsonaro também tem seu PC Farias e seu coronel Lima. O Coaf descobriu!

Carlos Alberto,

A senha já foi dada pelo presidente eleito de ultra-direita Jair Bolsonaro: 'a questão ideológica é muito mais grave que a corrupção" . Já comentei isso em outra oportunidade, quem acompanha o meu Blog e a coluna que assino no Portal Nominuto.com, certamente observou. Clique aqui pra relembrar. Mas volto ao assunto tão eloquente são as palavras de Bolsonaro para os incautos que depositaram o seu voto nele.

Para os menos avisados digo que, Jair Bolsonaro nem começou o seu governo já apareceu o seu PC Farias [vide Color de Mello] e seu coronel Lima [vide Michel Temer]. Mas , "a questão ideológica é muito mais grave que a corrupção". Sintomática esta declaração de Bolsonaro, muito sintomática!

Fato é que um relatório produzido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) em desdobramento da Operação Lava Jato no Rio indica movimentação financeira atípica de um ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), que é filho de Jair Bolsonaro e senador eleito. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo na quinta-feira (6).

O ex-assessor parlamentar e policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, de acordo com o relatório do órgão. A reportagem do jornal afirma que uma das transações de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Fabrício de Queiroz trabalhava há mais de dez anos como segurança e motorista do deputado Flávio Bolsonaro, com quem construiu uma relação de amizade e confiança. Veja, caro leitor, Flávio Bolsonaro e Fabrício de Queiroz construíram uma relação de amizade e confiança. Tudo a ver.

No entanto, o escândalo envolvendo a família Bolsonaro citada em reportagem do Estadão, não se esvaíra só no envolvimento do filho com o seu ex-assessor. Veio à tona nesta sexta-feira (7) um fato gravíssimo do relatório do Coaf, que aliás, ficará sob a tutela do superministro da Justiça, Sérgio Moro: o documento cita movimentações entre contas dele [Queiroz] e de sua filha, Nathalia Melo de Queiroz. Ela é nada menos que ex-assessora do próprio Jair Bolsonaro. Há menção no relatório a um valor de R$ 84 mil em uma conta de Nathalia.

A filha foi foi nomeada em dezembro de 2016 para trabalhar como secretária parlamentar no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara. A relação do pai é bem mais antiga. Ele foi funcionário de Flávio Bolsonaro por 11 anos, desde 2007. Estranhamente, no dia 15 de outubro deste ano, ambos foram exonerados, conforme noticiou o jornalista Fausto Macedo.

A história da relação Bolsonaro-Queiroz é ainda mais longa que o simples vínculo empregatício do PM na Assembleia Legislativa do Rio, conta o jornalista Mauro lopes, editor do site Brasil 247.

Segundo lopes, há 15 anos, em outubro de 2003, Flávio apresentou na Assembleia moção de louvor e congratulações a Queiroz -portanto, já havia uma relação de apreço e intimidade na ocasião. Três anos depois, outro dos agora primeiros-filhos, Carlos, foi ainda mais longe: ele fez a Câmara de Vereadores aprovar um requerimento seu para que Queiroz recebesse a medalha de mérito Pedro Ernesto, principal honraria concedida pela cidade do Rio.

É relação antiga, de confiança, de prestação de serviços. Até a quinta-feira (6), o escândalo havia se insinuado à porta do gabinete do presidente eleito. Agora, com a filha de Queiroz, a crise está instalada dentro do gabinete - e da casa do casal Jair-Michelle.

Como se comportarão as autoridades? Que investigações serão feitas? Como se comportará Sérgio Moro que terá o Coaf e a PF sob seu comando a partir de janeiro e estará cercado por integrantes do Ministério Público?

Bom que se diga que o documento do Coaf que mapeou, a pedido do MPF (Ministério Público Federal), as movimentações financeiras dos servidores da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), foi anexado na investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, que levou à prisão 10 deputados estaduais fluminenses.

O rastro do dinheiro está aí, à vista de todos. E cheira mal.

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Quando Lula era presidente o Brasil era 'o cara'. Hoje não passa de coadjuvante

Carlos Alberto,

Triste Brasil, cada vez mais perdendo importância no mundo. De protagonista a coadjuvante nas relações internacionais. Na reunião do G-20, em Buenos Aires, que reúne as principais economias do mundo, no comunicado à imprensa internacional distribuído pela organização do evento, há menção a 12 “máximos líderes mundiais”. O texto cita Emmanuel Macron (França), Theresa May (Reino Unido), Angela Merkel (Alemanha), Sebastián Piñera (Chile) e Donald Trump (EUA), mas não menciona nem Temer, nem o Brasil.

Há cerca de alguns anos o Brasil era protagonista na reunião da cúpula do G8, na Itália, e Barack Obama se referia ao então presidente Lula como "o cara". O G-8 (Grupo dos 8) é um grupo internacional formado pelos sete países mais desenvolvidos e industrializados do mundo. O Brasil do então presidente Lula participava como convidado.

Hoje o Brasil, lamentavelmente, se encaminha para ser um lambe-botas dos Estados Unidos, onde o seu futuro presidente bate continência para a bandeira americana e cria situações diplomáticas difíceis para agradar Donald Trump numa clara submissão ao governo americano. A título de exemplo a mudança da Embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

' A Palestina primeiro precisa ser um estado para ter o direito de uma embaixada', declarou o presidente eleito ao jornal conservador 'Israel Hayom'. Ele também publicou mensagem no Twitter. A declaração de Jair Bolsonaro foram publicadas no início deste mês.

Não só isso: Bolsonaro quer que o Brasil saia do Mercosul e pensa em retaliar a Venezuela. Já criou um problema com Cuba na questão do Mais Médicos, esvaziando um programa que deu certo.  e pode criar um problema com a China, o "Dragão" que faz sombra ao governo de Trump.

O ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas A. Shannon, avalia que o Brasil teria que comprar algumas brigas comerciais com os EUA, como a contra a China, para concretizar o alinhamento crescente entre as gestões de Donald Trump e a do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

“A prioridade do presidente Jair Bolsonaro é, pelo que percebemos, reforçar as relações com o governo estadunidense, e isso só pode vir a se tornar algo bom”, disse durante um debate realizado na quinta-feira (29) no Instituto Fernando Henrique Cardoso em conjunto com o ex-presidente e o copresidente do Conselho Europeu de Relações Exteriores, Carl Bildt.

Segundo ele, com essa mais nova relação entre os dois países, será possível alinhar certos aspectos da economia brasileira com a economia americana, o que implicaria com a questão dos conflitos comerciais com a China. Shannon foi embaixador no Brasil entre 2010 e 2013.

Como se observa, o Brasil de Bolsonaro ao que tudo indica será submisso ao governo americano, voltaremos a ser colônia. Como diz o título deste Editorial, quando Lula era presidente o Brasil era `o cara´. Hoje não passa de coadjuvante no G-20 e em breve, muito breve, colônia estadunidense.

A conferir!

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'A questão ideológica é muito mais grave que a corrupção': Bolsonaro deu a senha do seu governo

Carlos Alberto,

Não é surpresa nenhuma o presidente eleito de extrema-direita, Jair Bolsonaro, declarar em mais um dos seus arroubos, que a “questão ideológica” é “muito mais grave” que a corrupção. Não esqueçamos que o futuro governo, surgido no bojo de uma onda “contra a corrupção”, tem ao menos quatro dos nomes já indicados para compor o seu ministério sob suspeição: Luiz Henrique Mandetta (Saúde): investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2, o que ele nega; Tereza Cristina (Agricultura): investigada por supostamente beneficiar a JBS, o que ela nega; Onyx Lorenzoni (Casa Civil): investigado por suposto recebimento de caixa 2, o que ele nega; Paulo Guedes (Economia): investigado por supostas irregularidades em fundos de pensão, o que ele nega. Segundo Bolsonaro, somente denúncia “robusta” vai tirar algum ministro do governo quando ele assumir a Presidência da República. Ah, sei!

Fato é que pelas palavras proferidas por Jair Bolsonaro num encontro que teve com parlamentares do seu partido, o PSL, em um hotel em Brasília, o seu governo não vai se importar com corrupção. Pelo o que disse e deixou a entender aos colegas de partido, o discurso contra a corrupção foi mais um engodo eleitoral. Para o futuro presidente de extrema-direita, o mais importante é evitar que a esquerda retome o poder, não importando se o seu governo vai ser corrupto ou não. “Se nós errarmos, aquele pessoal volta e nunca mais sai. E quem vai ter que sair seremos nós. E vai faltar toco de bananeira para nós nadarmos até a África ou até os Estados Unidos. Não queremos isso para o nosso Brasil. Muito, mas muito mais grave que a corrupção é a questão ideológica. Vocês sabem muito bem disso”, afirmou.

E os incautos de seus eleitores ainda acreditam que com o juiz "todo poderoso", Sérgio Moro, no Ministério da Justiça, a corrupção neste país varonil vai acabar. Como, se o próprio Moro já perdoou o seu futuro colega de governo, Onyx Lorenzoni (Casa Civil), de ter praticado caixa 2, e se o próprio presidente eleito disse que muito mais grave que a corrupção é a questão ideológica? Aliás, tudo sob os ouvidos de Sérgio Moro, o indemissível. Há quem diga até que a estratégia de Bolsonaro de convidar Moro para ser ministro da Justiça deu certo, ou seja, afastou o juiz federal do comando da Lava Jato, o que, na prática, está de acordo com o discurso dele [Bolsonaro], de que, "muito mais grave que a corrupção é a questão ideológica."

Em meio aos arroubos de Jair Bolsonaro, não custa lembrar que o TCU (Tribunal de Contas da União) divulgou levantamento inédito por meio do qual aponta que 38 órgãos e entidades federais, todos com alto poder econômico no governo central, “possuem fragilidades nos controles” em seus contratos. Segundo o estudo, tais níveis de vulnerabilidade sãos “altos” e “muito altos”. As unidades governamentais têm orçamento anual de R$ 216 bilhões, acrescenta o TCU.

Pois é, sobre este levantamento, não causa surpresa, mas causa espanto que um político que foi eleito presidente e que tinha como uma de suas bandeiras o combate a corrupção, dizer aos seus aliados que a “questão ideológica” é “muito mais grave” que a corrupção, de onde se pode deduzir que a bandeira contra a corrupção continua sendo uma falácia desde o golpe contra a presidenta Dilma Ruosseff (PT). Michel Temer está aí para provar o que estou dizendo. É possível até que ganhe um cargo de embaixador na Itália no governo ultra-direitista,  após o término de seu mandato como presidente em 31 de dezembro.  Isso para poder ter direito a foro privilegiado diante das denúncias que lhe são imputadas.

Como disse o jornalista Kiko Nogueira, os fins justificam os meios. Pode ser corrupto, desde que seja “ideológico” e ajude a enxotar os "comunistas".

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É bom já ir se acostumando com o 'Game of Thrones' do governo ultradireita

Carlos Alberto,

Aos leitores-eleitores que votaram no ultradireitista capitão da reserva do Exército, Jair Bolsonaro (PSL), acostumado aos arroubos estapafúrdios da campanha eleitoral, melhor já ir se acostumando com o samba do crioulo doido e até do risco, diria, que poderá se transformar o seu governo. Provas o presidente eleito pelas fakes news tem dado nos últimos dias. Senão vejamos:

Primeiro, o ultradireitista anunciou a mudança da embaixada do Brasil de Israel para Jerusalém, o que causou um mal-estar na diplomacia internacional. Depois, mais recentemente, anunciou um diplomata praticamente desconhecido que criou há dois meses um blog reafirmando com linguajar pernóstico todas as idiossincrasias ultradireitistas de Bolsonaro – a ponto de ser chamado pelo jornalista Clóvis Rossi de um “cabo Daciolo com alguns livros a mais” – e conseguiu, apoiado por Olavo de Carvalho, dar um chapéu nos maiorais do Itamaraty, que agora prometem despejar um caminhão de melancias em cima dele. Falo de Ernesto Araújo, o chanceler contra o “marxismo cultural”. tudo isso no campo da diplomacia brasileira.

No que toca ao governo propriamente dito, temos inúmeros embaraços, tais quais o próprio superministro da economia, Paulo Guedes, que não sabe nem como se projeta o OGU (Orçamento Geral da União). Aliás, o "homem do Instituto Millenium" é investigado pelo MPF (Ministério Público Federal), por se associar a executivos para praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais. Em seis anos, ele captou R$ 1 bilhão em operações suspeitas. Um procedimento investigativo criminal ainda apura se o economista cometeu os crimes de gestão fraudulenta ou temerária.

O mesmo Paulo Guedes, homem forte do governo conservador, indicou para presidir o Banco Central, o economista Roberto Campos Neto. Campos Neto é diretor do Banco Santander, onde trabalha há quase 20 anos, e é neto do economista Roberto Campos, que foi ministro do Planejamento entre 1964 e 1967. Tudo a ver.

Outro indicado do superministro, desta vez para presidir o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), foi o ex-ministro da Fazenda durante o período de maior crise do governo Dilma Rousseff (PT), o economista Joaquim Levy. Na semana passada, em rápida declaração para jornalistas, Bolsonaro deu carta branca à indicação. “Ele [ Paulo Guedes] é que está bancando o nome de Joaquim Levy. Ele tem um passado com a Dilma, sim, teve dez meses. Tem um passado com o governo [Sérgio] Cabral, mas nada tem contra sua conduta profissional. Assim sendo, eu endosso Paulo Guedes". Ah sei!

Mas os nomes sob suspeição do futuro governo de ultra-direita não ficam só aí: perdoado por Sérgio Moro, que será superministro da Justiça, o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, pode ter recebido um caixa dois ainda maior do que admitiu em suas campanhas eleitorais. Planilha entregue por delatores da JBS indica a entrega de mais R$ 100 mil por fora ao deputado, além dos R$ 100 mil que ele já havia admitido.

Indicada para ser ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) concedeu incentivos fiscais à empresa JBS na mesma época em que arrendou propriedade ao grupo. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a futura ministra ocupava a Secretaria estadual de Desenvolvimento Agrário e Produção de Mato Grosso do Sul ao mesmo tempo em que arrendava uma propriedade aos irmãos Joesley e Wesley Batista para criação de bois.

O deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), citado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro como cotado para comandar o Ministério da Saúde, é investigado por tráfico de influência e de fraude à Lei de Licitações. O caso tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas foi transferido para a Justiça Federal no Mato Grosso do Sul em setembro.

A confirmar-se o que a Revista Crusoé noticiou na semana passada de que o presidente eleito, o ultra-direitista Jair Bolsonaro (PSL), pretende contemplar o “verdugo” da reforma trabalhista, deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), que recebeu a desaprovação das urnas, com algum cargo em seu governo, e com o recuo de manter a pasta do Trabalho com o status de Ministério e, portanto, podendo o tucano ser contemplado como ministro, fica a pergunta: Será que Rogério Marinho vai pedir desculpas ao futuro ministro da justiça, juiz Sérgio Moro, para abrandar os inquéritos envolvendo o seu nome em corrupção, assim como fez o futuro ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni, envolvido em denúncias de caixa 2?

Sim, pra quem desconhece, Rogério Marinho responde a 7 inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal), dos quais, apenas um desceu, até o momento, para a primeira instância em Natal, lembrando que no próximo ano o tucano perde o foro privilegiado já que foi aposentado pelos eleitores nas urnas nas eleições deste ano.

Pra completar o `Game of Thrones´ do governo ultradireita, a "Síndrome de Comunismo" que domina o futuro governo com reflexos em seus eleitores, resultou na retirada dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos. O país enviou profissionais para atuar no Brasil desde 2013, quando o governo da então presidente Dilma Rousseff criou o programa para atender regiões carentes do país sem cobertura médica. O Ministério da Saúde de Cuba atribui a decisão a “declarações ameaçadoras e depreciativas” do presidente eleito Jair Bolsonaro.

A atuação dos médicos cubanos no Brasil gera polêmica desde a criação do Mais Médicos. No entanto, o programa contrata profissionais de várias nacionalidades, e não apenas cubanos.

Detalhe: levantamento do governo divulgado em 2016 apontou que o programa é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica em municípios com até 10 mil habitantes. Em 1.100 municípios atendido pelo programa, o Mais Médicos representava 100% da cobertura de Atenção Básica, de acordo com dados divulgados em 2016.

A conferir!

Em tempo: a título apenas de informação: Game of Thrones é uma série de televisão americana criada por Davi Benioff e D. B. Weiss. Situada nos continentes fictícios de Westeros e Essos, a série centra-se no Trono de Ferro dos Sete Reinos e segue um enredo de alianças e conflitos entre as famílias nobres dinásticas, seja competindo para reivindicar o trono ou lutando pela independência do trono

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Coragem e determinação pelos desafios que se tem pela frente

Carlos Alberto,

Pelos assombros relatados nos últimos dias pela imprensa a despeito da situação caótica que o Rio Grande do Norte passa, a governadora eleita, Fátima Bezerra (PT), assim como teve coragem e determinação para enfrentar uma eleição em que tinha na disputa um governador candidato a reeleição com toda a máquina na mão, e por outro lado um grupo oligárquico tutelando a candidatura de um ex-prefeito de capital, a petista certamente terá a mesma coragem e determinação para o enfrentamento da crise que se abate sobre o estado, sobretudo, financeira.

O atual vice-governador, Fábio Dantas, já tratou de alardear que Fátima Bezerra vai receber o estado com um déficit de R$ 2 bilhões. O tablóide Agora RN informou que "o déficit da previdência estadual, que a governadora eleita receberá de presente em 1º de janeiro, dia de sua posse, é uma bomba-relógio prestes a explodir". Segundo o jornal, o atual controlador geral do Estado, Alexandre Santos de Azevedo, disse que para adiar por pouco tempo a detonação da bomba, o novo governo teria de demitir imediatamente 13 mil servidores ativos, o que provocaria uma verdadeira batalha jurídica, já que muitos destes encontram-se próximos da aposentadoria.

Em maio deste ano, portanto, antes das eleições, o Blog do BG, em reportagem assinada pelo repórter Dinarte Assunção, relatava que para concretizar o corte na folha de ativos – já que ele, o estado, não pode reduzir a folha de inativos – deve, segundo a Constituição Federal, reduzir em vinte por cento as despesas com cargos em comissão e funções de confiança e, em seguida, exonerar servidores efetivos.

E complementava:

Atualmente, o montante total da despesa anual com servidores comissionados gira em torno de R$ 38 milhões. A redução de 20% dessa despesa acarretaria em uma economia de R$ 7,7 milhões, o que representa apenas 0,57% do total da redução necessária, de modo que, após exonerar os comissionados, ainda será preciso reduzir a folha de ativos em R$ 1,3 bilhão, dessa vez mediante exoneração de servidores efetivos.

Na quarta-feira (7), o mesmo blog com a manchete "4 tópicos para entender o tamanho da crise do RN, que tem colapso total pré-anunciado", diz:

- O relatório do Tesouro Nacional com a alarmante informação de que 86% de tudo que o Estado arrecada vai para o pagamento de servidores colocou a crise, que já era grande, em novo patamar.
Há quatro questões sobre o assunto para entender a dimensão da crise
1) Com os 14% que faltam é com o que o Estado paga tudo, dívidas com fornecedores, manutenção da máquina, comprar subsídios para o funcionamento de hospitais e escolas e para realizar investimentos, por exemplo.
2) O relatório do Tesouro não conta a história toda. Segundo economista Raul Velloso, o problema está na folha dos servidores aposentados, que tem gasto cada vez mais crescente.
3) A governadora eleita Fátima Bezerra vai convocar a Assembleia Legislativa extraordinariamente em janeiro para apresentar medidas sobre o assunto.
4) Se não houver mudanças, os 14% que restam vão ser devorados, e a máquina pública, já muito deficiente, vai parar de vez.

Como se observa, os desafios são muitos a serem enfrentados pela governadora Fátima Bezerra, e ela está consciente disso. Tanto assim que só quer se posicionar sobre o real quadro do estado após coletadas todas as informações da equipe de transição.

Respaldada por mais de 1 milhão de votos obtidos nas urnas, Fátima Bezerra já procurou a Assembleia Legislativa para ter o apoio necessário a eventuais medidas que terão que ser tomadas. Medidas estas a serem adotadas já no primeiro mês de governo para tentar, senão sanar, ao menos amenizar a situação crítica em que o estado se encontra.

Aliás, a governadora eleita pautou a sua campanha sobre um tema tabu no que diz respeito a redução do desequilíbrio financeiro das contas públicas. Fátima afirmou em diversas ocasiões que uma das iniciativas será criar uma força-tarefa unindo procuradores e auditores fiscais para ampliar a recuperação de parte da dívida ativa do estado, hoje avaliada em R$ 7 bilhões.

Um outro assunto polêmico, mas que tem que ser encarado de frente e que de certa forma desafogaria os cofres públicos e que terá que ser colocado em pauta é o empréstimo que o governo do estado fez ao BNDES para pagamento do estádio Arena das Dunas, que só sediou quatro jogos da Copa/2014. (99% da obra financiada pelo BNDES) – Total da obra: R$ 400 milhões – BNDES: 396,5 milhões, valores estes com indícios de superfaturamento.

Segundo o Ministério Público Federal, a Receita Federal e a PF houve superfaturamento de R$ 77 milhões na arena em Natal, valor que deixava até mesmo a previsão inicial da obra, de R$ 350 milhões, acima de uma quantia real.
De acordo com o TCE (Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte), se os pagamentos referentes ao estádio continuarem sendo feitos (de juros, por exemplo), os danos aos cofres públicos em 15 anos chegarão a R$ 457 milhões.

Da mesma forma deve entrar na pauta já neste primeiro momento a sobra de caixa dos poderes, no caso Judiciário e Legislativo, e agora mais agravado ainda com o reajuste nos salários dos ministros do Supremo com efeito cascata sobre os tribunais de justiça dos estados. A governadora Fátima Bezerra disse em campanha que vai chamar os poderes para conversar. Sem redundância, mas é preciso a união de todos para tirar o estado da inércia em que se encontra, do contrário todos serão prejudicados.

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Sem açodamento Fátima começa a desenhar o seu governo

Carlos Alberto,

Com a necessidade que o tempo exige, mas ao mesmo tempo sem açodamento, a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), começa a desenhar o que será o seu governo.
Três dias após ter sido eleita a única governadora nas eleições deste ano no Brasil, Fátima Bezerra já estava em Brasília tratando com os executivos do Banco Mundial da renovação da parceria visando dar continuidade ao Projeto Integrado de Desenvolvimento Sustentável do Rio Grande do Norte, o programa “Governo Cidadão”, que prevê recursos da ordem de R$ 1,3 bilhão para uma série de investimentos e benfeitorias nas áreas de segurança, saúde educação, gestão do estado, inclusão social, turismo e cultura.

Tendo como maior aliado o povo do Rio Grande do Norte, que depositou nas urnas mais de 1 milhão de votos a seu favor, Fátima tem o que chamo de a "bala de prata" e não pode errar como fizeram os seus antecessores. Em seus discursos Fátima tem ressaltado que fará um governo técnico e que não vai admitir qualquer tipo de ingerência política em seu governo.

Fátima sabe das dificuldades que o estado enfrenta e também do difícil relacionamento com um governo de extrema-direita, caso de Jair Bolsonaro, no plano federal. Contudo, vivemos num regime republicano e, portanto, as dificuldades de relacionamento político poderão haver, mas no que toca a parte administrativa, nem pensar, até porque qualquer tipo de retaliação neste campo seria utopia se pensar, levando-se em consideração que o Nordete é esquerda como apresentou o mapa eleitoral após 28 de outubro. Ou seja, Bolsonaro vai precisar também do Nordeste para governar. Daí terá que dar contrapartida aos governadores.

Repito o que já dissera antes em artigo aqui no blogdobarbosa: a eleição da senadora Fátima Bezerra (PT) para governadora do Rio Grande do Norte quebrou paradigmas. Primeiro, por ser ela de origem popular, segundo por ser de um partido de esquerda e, terceiro por ter desbancado as oligarquias no Rio Grande do Norte no poder há mais de 50 anos. No entanto, uma coisa tem que ficar clara: os apoios de última hora à sua candidatura não podem e não devem ser contabilizados como alianças. Alianças Fátima Bezerra só tem com o PCdoB, PHS e, sobretudo, com o povo.

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O ódio venceu a sensatez

Carlos Alberto,

Faço minhas as palavras do filósofo, ensaísta, professor e tradutor húngaro residente no Brasil, Peter Pál Pelbart, que circula nas redes sociais:

-Eu acho tudo isso que está acontecendo positivo no macro, embora esteja sendo dificílimo no micro.

Explico: todo esse ódio, toda essa ignorância, essa violência, isso tudo já existia ao nosso redor. Agora é como se tivessem tirado da gente a possibilidade de fingir que não viu. Caíram as máscaras.

O Brasil é um país construído em bases violentas, mas que acreditou no mito do "brasileiro cordial". Um país que deu anistia a torturadores e fingiu que a ditadura nunca aconteceu. Que não fez reparação pela escravidão e fala que é miscigenado e não racista.

Nós fechamos muitas feridas históricas sem limpar e agora elas inflamaram.  Estamos sendo obrigados a ver que o Brasil é violento, racista, machista e homofóbico.

Somos obrigado a falar sobre a ditadura ou talvez passar por ela de novo.

Estamos olhando para as bases em que foram construídas nossas famílias e dizendo: "essa violência acaba em mim. Eu não vou passar isso adiante".

Como todo processo de cura emocional, esse também envolve olhar pras nossas sombras e é doloroso, sim, mas é o trabalho que calhou à nossa geração.

O lado positivo é que, agora que estamos todos fora dos armários, a gente acaba descobrindo alguns aliados inesperados. Percebemos que se há muito ódio, há ainda mais amor.

Saber que não estamos sós e que somos muitos nos deixa mais fortes. Precisamos nos fortalecer.

Essa luta ela não é dos próximos 15 dias, é dos próximos 15 anos. Mais: é a luta das nossas vidas.

Não cedam ao desespero. Não entrem na vibe da raiva. Não vai ser com raiva que vamos vencer a violência. E se preparem, tem muito chão pela frente!

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Que país você quer: um país da intolerância ou um país que preza pelo Estado Democrático de Direito?

Carlos Alberto,

Neste domingo (28), o Brasil volta as urnas e desta vez para decidir de uma vez por todas os destinos da Nação para os próximos quatro anos. Temos o que eu vou chamar de "a bala de prata". Não podemos errar! E como disse a jornalista Eleonora de Lucena, do site Tutaméia, ex-Ombudsman da Folha, em artigo publicado no jornal por estes dias,  “Não adianta pedir desculpas daqui a 50 anos”, numa referência à Globo e à própria Folha, que se redimiram de seu apoio ao golpe de 1964 décadas depois. E resumiu: “É tacape, é esgoto, é fuzil".

Quando pergunto ao leitor-eleitor "Que país você quer? Um país de intolerância ou um pais que preza pelo Estado Democrático de Direito", obviamente estou me referindo as duas candidaturas postas no segundo turno das eleições presidenciais: o ultra-direitista Jair Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, e portanto, com formação de caserna, ou o professor e ex-ministro da Educação Fernando Haddad. O primeiro tem como simbologia as mãos em forma de revólver (clique aqui para ver seus arroubos) e que evita debates preferindo fazer campanha por Fake News. Já o segundo, prefere ter numa mão um livro e na outra uma carteira de trabalho.

Bolsonaro é ditadura, é tortura, é eliminação física de qualquer oposição, é entrega do país, é domínio estrangeiro, é reino do grande capital, é esmagamento do povo. É censura, é fim de direitos, é licença para sair matando, é contra a CNBB”. Veja vídeo clicando aqui. Já Haddad prega a paz, a democracia, os direitos trabalhistas, as conquistas sociais, e o respeito as minorias sem intolerância. Haddad defende ainda o Estado democrático de direito garantindo o respeito das liberdades civis, ou seja, o respeito pelos direitos humanos na sua essência e pelas garantias fundamentais, através do estabelecimento de uma proteção jurídica.

Até a imprensa conservadora, pautada por um anti-petismo feroz, começa a dar sinais de que sua adesão incondicional e entusiasmada a Jair Bolsonaro está refluindo. A lua de mel de ao menos parte da imprensa da direita com o candidato de ultra-direita parece estar acabando. Foram esses os sinais claros que a Folha de S.Paulo e alguns dos veículos do grupo Globo emitiram nos últimos dias. O mais expressivo deles foi o editorial de quarta-feira (24) do Valor Econômico, da família Marinho, sob o título: “Os Bolsonaro atacam a imprensa e a democracia” (aqui)

Mas não é só isso: Não se iludam, sobretudo, aqueles que pensam em votar no ultra-direita Jair Bolsonaro, um político que tem como seu ídolo o coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra, de codinome Doutor Tibiriçá, já falecido. Ulstra, para os desavisados, foi o símbolo da repressão durante a Ditadura Militar. O anti-petismo não pode servir de biombo para mergulhar o país nas trevas. Na última terça-feira (23), o Papa Francisco alertou para o risco do avanço do populismo e do ódio, citando como exemplo o ditador nazista Adolf Hitler. Ele se dirigiu também aos jovens, pedindo que aprendam mais sobre a história dos conflitos mundiais ocorridos no último século para que não se deixem enganar com os mesmos erros, entendendo como é que o populismo se espalha.

"Sabemos como começam os populismos: semeando o ódio. Não se pode viver semeando ódio”, disse o Papa

Não se iludam também sobre o que seria um governo Bolsonaro no que toca a economia. Num governo de extrema-direita Bolsonaro seria apenas um testa de ferro para comandar o país com tolerância zero de quem ousar criticar as amargas medidas que seriam tomadas.

O liberalismo do guru de bolsonaro, economista Paulo Guedes, é vendido como o modelo econômico que pode salvar os cidadãos das garras do "Estado malvadão".A marota estratégia dos defensores deste modelo é excluir da equação os grandes predadores do mundo, o 1%: multinacionais, bancos, especuladores, milionários e bilionários. Se o Estado for mínimo, como querem os liberais, são estes que se apropriam da renda enquanto a esmagadora maioria da população luta pela sobrevivência enquanto sofre com o desemprego e os baixos salários, vide Donald Trump.

A título de exemplo da fome neoliberal sob o comando de um testa de ferro de extrema-direita, uma taxa única de 20% no imposto de renda é um dos objetivos de Paulo Guedes. O Brasil tem, atualmente, um sistema tributário altamente regressivo: pobres pagam muito imposto e ricos pagam pouco. Isso porque boa parte da carga tributária incide sobre o consumo. Uma pessoa com patrimônio de R$ 1 bilhão paga exatamente o mesmo imposto que uma pessoa que ganha 1 salário mínimo ao fazer as compras do mês no mercado. A solução óbvia – se quisermos uma sociedade mais justa, é claro – é diminuir os impostos no consumo e criar mais faixas do IR para quem ganha muito mais, além de outras medidas como imposto sobre lucros e dividendos. Ao invés de corrigir essa evidente distorção, a proposta de Paulo Guedes/Bolsonaro é tornar o sistema tributário brasileiro ainda mais injusto: cobrar mais IR dos que ganham muito pouco e cobrar menos dos que ganham mais.

E não só isso. O discurso do ultra-direitista Jair Bolsonaro de combate a corrupção vai por água abaixo. Senão vejamos: o Ministério Público Federal acusa o economista Paulo Guedes de se associar a executivos para praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais. Em seis anos, ele captou R$ 1 bilhão em operações suspeitas. Um procedimento investigativo criminal ainda apura se o economista cometeu os crimes de gestão fraudulenta ou temerária. Guedes também é investigado por possível emissão de títulos sem lastros e negociar, através dessa operação fraudulenta, recursos de sete fundos. Ao mesmo tempo, Guedes costurou um programa de governo para Bolsonaro e indica nomes para um eventual governo que favoreçam seus negócios.

Paulo Guedes também preparou um programa de governo à medida para favorecer sua empresa, a Bozano Investimentos. Todas as áreas em que investe a empresa são beneficiadas pelas propostas do “Posto Ipiranga” de Bolsonaro.

Uma das áreas-foco da Bozano é a educação. Nos diversos fundos da Bozano, há oito empresas de educação. A maioria delas explora a educação à distância online ou redes de universidades. Enquanto Guedes fatura com educação à distância, a principal proposta de Bolsonaro para educação é… prioridade total para educação à distância, inclusive para o ensino fundamental. São oito empresas na área educacional que têm a Bozano como sócia, sendo três delas com foco em educação à distância: Q Mágico, plataforma de ensino digital, Wide, que produz e gerencia conteúdos digitais, e a Passei Direto, rede social para universitários. As outras têm também segmentos voltados à educação à distância.

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O Brasil na iminência de uma grande fraude eleitoral

Carlos Alberto,

Diante da avalanche de notícias falsas, as chamadas Fake News, jamais vista numa eleição presidencial no Brasil pós era cibernética, o país está na iminência de uma grande fraude eleitoral nunca imaginado em toda a sua história republicana.

Não se concebe que um candidato que não comparece a debates, que não vai as ruas fazer corpo a corpo e é pouco ou nada conhecido do eleitor em locais mais longíquos do país, esteja disparado em primeiro lugar numa eleição presidencial em que cada metro quadrado de ruas e avenidas de cidades brasileiras o voto é disputado. A não ser que se utilize de métodos pouco republicanos, caso das Fake News para difundir o nome do candidato e difamar seu oponente na disputa, o que é proibido pela Legislação Eleitoral.

Falo do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, que até o seu partido, o PSL é desconhecido do eleitorado e até pouco tempo considerado nanico. Sob seus pés, uma bem azeitada máquina de propaganda eleitoral, já descrita pelo jornal espanhol El País, trabalha a toque de caixa para distribuir informação fabricada contra seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad (PT).

Há de se creditar que, além das Fake News, o que captaliza o voto para o candidato de extrema-direita, com ideias pouco ortodoxa para um país como o Brasil de miscinegação de etnias e um Estado laico, embora tenha a maior população católica do mundo, é o voto do ódio contra o PT. Mas a massificação desse voto não é real, ela é fabricada tendo em vista que, sobretudo, no Nordeste, onde o PT tem sua base eleitoral esse voto do ódio não é medido entre as classes menos favorecidas. Muito pelo contrário!

Mas não custa lembrar que Adolf Hitler escreveu em 1926, em seu livro Mein Kampf , no qual defendia o uso de propaganda política para disseminar seu ideal de Nacional Socialismo que compreendia o racismo, o anti-semitismo e o anti bolchevismo, que a mentira de tanto se propagar vira "verdade".

No caso do Brasil, o candidato de extrema-direita e seus seguidores se utilizam na Internet para massificar não suas ideias, mas a difamação do adversário e mentiras bem ao estilo do Mein Kampf.

Para comprovar o que estou dizendo, o WhatsApp informou na sexta-feira (19) que baniu contas vinculadas a empresas acusadas de fazer envio em massa de mensagens para campanhas políticas nas eleições deste ano.

Entre os números bloqueados, estão contas usadas pelas agências Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market. Estas quatro agências foram citadas em reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que afirma que elas foram contratadas por apoiadores de Jair Bolsonaro para supostamente disparar pacotes de mensagens difamatórias contra o candidato do PT.

Mas, não se iludam, o voto do ódio pode custar muito caro à Nação. O fantasma do passado está mais vivo do que nunca. As tumbas estão se abrindo e os coveiros já estão de plantão!

A conferir!

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O candidato Carlos Eduardo Alves e a fachada do Natalprev

Carlos Alberto,

Assistindo ao debate nesta quinta-feira (18), à noite, entre os dois candidatos que disputam a eleição para governador no Rio Grande do Norte - Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo Alves (PDT) -, transmitido pela Band Natal, me chamou a atenção a resposta bizarra do candidato Carlos Eduardo Alves, sobre o rombo de R$ 32 milhões que deixou na Natalprev [previdência dos servidores municipais], enquanto prefeito de Natal. No primeiro momento ele disse que outros prefeitos já faziam isso, ou seja, não faziam o repasse obrigatório ao instituto que administra a previdência dos servidores municipais, o que por si só não justifica. Contudo o despreparo do candidato foi mais além: disse que a sua gestão tinha feito uma reforma na fachada do Natalprev e que ficou linda. Ah, tá! Para Carlos Eduardo Alves isso é o suficiente.

Foi quando sua opositora no pleito, Fátima Bezerra disse: "fica difícil acreditar nas propostas do candidato, tendo em vista que quando ele foi prefeito de Natal deixou um déficit de R$ 32 milhões que ele tirou de você, servidor."


A título de refrescar a memória de Carlos Eduardo Alves, o vereador Sandro Pimentel (PSOL) protocolou no Tribunal de Contas do Estado, ainda no primeiro turno, denúncia contra ele e o atual prefeito de Natal,  Álvaro Dias. O que embasa o pedido de investigação é a ausência do repasse obrigatório da prefeitura para o Natalprev. Segundo análise feita pelo vereador, e por  técnicos em contabilidade, a prefeitura deixou de repassar cerca de R$ 32 milhões, entre janeiro e junho deste ano, em contribuições patronais e dos próprios trabalhadores.


Cerca de R$ 8.346.000, 00 em contribuições dos servidores para o Fundo Capitalizado de Previdência (FUNCAPRE) não foram  depositados, o que o vereador indica na denúncia como crime de apropriação indébita. Ainda segundo a denúncia, o executivo municipal deveria ter repassado R$ 22.290.000,00 ao FUNCAPRE. Contudo, na planilha as áreas referentes ao repasse patronal  estavam preenchidas com zero. Soma-se ao rombo cerca de R$ 1,4 milhão em contribuições patronais obrigatórias que não foram repassadas para o Fundo Financeiro de Previdência (FUNFIPRE), também gerido pelo Natalprev.

No debate, a candidata Fátima Bezerra aproveitou para dizer que o MP de Contas já encaminhou a denúncia ao MP Eleitoral.

Mas a falta de preparo de Carlos Eduardo Alves, não ficou só no fato dele pensar que fez muito fazendo a reforma da fachada do Natalprev, ao invés de fazer o repasse mensal para efeito de aposentadoria dos servidores municipais. Ele desconhece o Parlasul, que vem a ser o principal Parlamento do Mercosul integrado pela Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Constituído em dezembro de 2006, sua primeira sessão foi realizada em sete de maio de 2007. Como a candidata ao governo do estado, senadora Fátima Bezerra faz parte do Parlasul - o Brasil conta com 37 parlamentares -, eleita que foi pelos colegas de Senado, e tendo que ir uma vez por mês ao Uruguai, Carlos Eduardo Alves considera o Parlasul um Parlaturismo por puro desconhecimento.

A título de conhecimento ao candidato Carlos Eduardo Alves que foi prefeito da capital do Rio Grande do Norte por quatro vezes, como ele faz questão de dizer, e quer ser governador do estado, a função institucional do Parlamento do Mercosul é legislar sobre matéria de interesse comum à integração regional, o processo de aprovação das decisões ocorre em plenário, que é a instância essencial da capacidade decisória. As decisões são aprovadas por maioria simples, com exceção dos relatórios sobre direitos humanos e da reforma do regimento, que são aprovados por maioria absoluta e maioria qualificada, respectivamente. O quórum  para o início da sessão do Parlamento e das reuniões das comissões é de um terço de seus membros, no qual estejam representados todos os Estados Partes.

Mas o despreparo de Carlos Eduardo Alves não ficou demonstrado apenas na sua bizarrice de dizer que melhorou o Natalprev, custeando uma reforma da fachada de sua sede com dinheiro dos servidores e, claro, do contribuinte, e no desconhecimento do que é o Parlamento do Mercosul constituído em 2006, portanto, há 12 anos. O seu despreparo foi além, quando lhe caiu uma pergunta, por sorteio, sobre se o PT não deveria fazer um mea culpa sobre corrupção, pergunta essa plagiada do seu aliado Cid Gomes (PDT-CE).

Fátima Bezerra reconheceu que o PT errou em algumas coisas, mas que ao contrário de Carlos Eduardo Alves, ela não tem nenhum aliado preso - citando o primo de Carlos Eduardo Alves, Henrique Eduardo Alves (MDB), que está em prisão domiciliar sob acusações na Lava Jato, e o senador José Agripino Maia (DEM), réu também no mesmo escândalo da Lava Jato.

"Os seus aliados foram rechaçados nas urnas, e sabe por que candidato? Porque eles se voltaram contra o povo, votaram a favor do corte de gastos nas áreas de educação, saúde e segurança e o povo sabe."

E arrematou:

"Tenho uma vida limpa, honesta e por isso até hoje tenho a confiança do povo do Rio Grande do Norte. Eu quero aqui reafirmar meu compromisso com a legalidade, com a impessoalidade e com a transparência."

O despreparo e desconhecimento do candidato a governador Carlos Eduardo Alves não se resumiu somente a estes dois episódios. Quando disse que Fátima Bezerra mente ao falar que trouxe 19 institutos Federal de Educação, Ciência e Tecnologia para o Rio Grande do Norte, também demonstrou desconhecimento ou má-fé.

Fátima Bezerra não mentiu não candidato, é verdade, e sem querer o Sr reconheceu que os governos do PT, sobretudo, os de Lula, promoveram a expansão do ensino técnico, médio e superior no país, quando afirmou em alto e bom som que a expansão destes institutos pelo país foi uma política nacional dos governos do PT quando era ministro da Educação, Fernando Haddad, hoje candidato à Presidência da República, que o seu partido apoia. Só esqueceu de reconhecer, ou prefere fingir não reconhecer, que por esforço de Fátima Bezerra, ainda como deputada federal, o Rio Grande do Norte foi contemplado com o maior número de escolas, 19, quando aqui só tínhamos dois institutos, o de Natal e Mossoró.

Sugiro ao candidato Carlos Eduardo Alves se informar melhor para se preparar para os próximos debates!


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Na contramão da história de Brizola, Carlos Eduardo Alves anuncia apoio a um candidato de extrema-direita

Carlos Alberto,

Fica mais evidente do que nunca que o candidato a governador do Rio Grande do Norte, ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, não tem projeto de governo, e sim um projeto de poder para, se vencer a eleição em segundo turno, manter acesa ainda o resto de chama da oligarquia Alves que ele representa. Isso está claro no vídeo que gravou dando apoio ao ultra-direitista candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), num puro gesto de oportunismo político, quando o seu partido, o PDT, e o próprio candidato a presidente, Ciro Gomes, derrotado nas urnas na primeira fase da eleição, já oficializaram apoio ao candidato do PT, Fernando Haddad.

Obviamente que Carlos Eduardo Alves se viu acuado em ter que apoiar o candidato a presidente pelo PT quando a sua opositora, Fátima Bezerra, até por ser petista, já vinha com essa bandeira desde o início da campanha eleitoral. O natural, neste caso, seria Carlos Eduardo Alves se manter neutro. Contudo, como o seu projeto não é de governo, mas sim de poder, está demonstrado que Carlos Eduardo Alves nunca foi de centro-esquerda, nunca foi de esquerda e muito menos tem ideologia. Saindo do primeiro turno com uma situação adversa, Carlos Eduardo Alves, com o seu projeto de poder, tenta agora arregimentar votos de quem vota em Bolsonaro no estado.

Diferentemente de seu correligionário no Rio Grande do Norte, Ciro Gomes em declaração após o primeiro turno, disse que tem história de defesa da democracia e contra o fascismo, numa clara referência de que jamais votaria em Jair Bolsonaro. Em nota, a Executiva Nacional do PDT, declarou apoio à candidatura de Fernando Haddad para evitar a vitória das forças mais reacionárias e atrasadas do Brasil e a derrocada da democracia.

Contudo, visando único e exclusivamente o seu projeto de poder e de sustentar as oligarquias aposentadas pelo povo no Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Alves, que carrega no sobrenome e no sangue o DNA da família Alves, prefere, ao invés de ficar neutro na disputa para presidente, apoiar um candidato de ultra-direita. Não é questão de ser PT ou não. Trata-se de um duelo entre democracia e fascismo. Só a título de exemplo, o candidato que Carlos Eduardo Alves vai apoiar para presidente diz coisas absurdas como "o único problema da tortura na ditadura é porque não matou", "tive quatro homens depois dei uma fraquejada e veio uma mulher", "você não merece ser estuprada porque é feia", "mulher tem que ganhar menos porque engravida", "quilombolas não servem nem para procriar", entre outras atrocidades, como "nordestino só serve para votar".

Portanto, o candidato a governador do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Alves, perdeu uma grande oportunidade de agir de modo íntegro e digno, e não por oportunismo tentando conquistar votos de eleitores aproveitando uma onda fascista que se instala no país. Certamente o pensamento de Carlos Eduardo Alves não é o mesmo de Ciro gomes em relação a Bolsonaro.

Por fim, devo dizer que Carlos Eduardo Alves com esse comportamento jamais representaria Brizola!

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O RN aposentou as oligarquias e ainda de quebra mandou pra casa o 'verdugo' da reforma trabalhista

Carlos Alberto,

O Rio Grande do Norte, que figurava entre o único estado do Nordeste que ainda não tinha aposentado as oligarquias, deu a resposta nestas eleições. Além de aposentar o senador Garibaldi Alves (MDB), que concorria a reeleição, e o senador José Agripino Maia (DEM), que concorria ao cargo de deputado federal, mandou o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), candidato a reeleição e "verdugo" da reforma trabalhista - Marinho foi relator da proposta - vestir o pijama. De quebra o povo potiguar ainda acabou com os sonhos do tucano Geraldo Melo de voltar ao Senado.

Bom que se diga que independente do resultado do segundo turno, em que a senadora Fátima Bezerra (PT) vai disputar com o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), quem será o próximo governador do Rio Grande do Norte, o PT, pode-se dizer já é vitorioso nestas eleições. Elegeu dois deputados estaduais - Isolda Dantas e Francisco do PT - e dois federais, Natália Bonavides e Fernando Mineiro.

A bem da verdade, o PT tem reais chances de eleger Fátima Bezerra no segundo turno para o governo do estado e ainda contar com mais um senador, Jean Paul-Prates, suplente de Fátima. Somado a isso, Fátima, se elegendo governadora, pode contar ainda com Zenaide Maia (PHS) que acaba de se eleger senadora, e com o deputado estadual Souza, também do PHS, que se reelegeu. Ambos fazem parte da coligação do Lado Certo.

O governador Robinson Faria (PSD), candidato a reeleição teve um desempenho pífio e não passou de um terceiro lugar alcançando apenas 11,86% dos votos. Fátima Bezerra terminou em primeiro com 46,14% dos votos válidos e Carlos Eduardo Alves em segundo com 32,48%.

O que levou Carlos Eduardo Alves à disputa em segundo turno com Fátima Bezerra foram os votos de Breno Queiroga, do Solidariedade que obteve 6,57% dos votos válidos e Carlos Alberto (Psol), que alcançou 1,93% dos votos válidos. A somatória dos votos válidos de Carlos Eduardo Alves, Breno Queiroga e Carlos Alberto fizeram com que o pedetista fosse ao segundo turno do pleito.

E como será que ficará o palanque de Carlos Eduardo Alves no segundo turno, com os oligarcas que lhe apoiam agora de pijama? Carlos Eduardo Alves vai procurar o apoio de Robinson Faria, que tanto lhe criticou no primeiro turno? Na verdade, as criticas foram de lado a lado e com muita baixaria. Carlos Eduardo Alves vai apoiar Jair Bolsonaro,  já que Ciro Gomes, o candidato a presidente do seu partido ficou de fora do segundo turno?

A conferir!

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O Brasil vai às urnas movido pelo sentimento de ódio e isso é um risco à democracia

Carlos Alberto,

Custo a acreditar que o Brasil vai às urnas neste domingo (7) movido não pelo sentimento de mudança, não pelo sentimento crítico do que está posto aí, não pelo sentimento ideológico, mas por um sentimento de ódio alimentado por um discurso fascista.

E as pessoas que estão movidas por este sentimento vil, encontraram na figura de um candidato que transpira ódio até em seus gestos, o seu antídoto. Um candidato que não mede palavras e que age de maneira ardilosa para conseguir seus objetivos representa um perigo para a já frágil democracia brasileira.

É certo repetir o que já havia dito aqui neste espaço, que o Brasil saiu da última eleição para presidente literalmente dividido e que os ânimos se acirraram nos últimos anos, mas daí se chegar a este ponto, das pessoas irem as urnas levando o sentimento de ódio e votar num candidato que representa isso só para evitar de um candidato do PT se eleger, quando você tem outras opções, isso extrapola o limite da sensatez.

Um candidato que trata as mulheres como cadelas, que trata os negros como se ainda vivêssemos num regime escravocrata, que é a favor da tortura e que abomina o homossexualismo, quando até o Papa já disse que não se deve condenar, não merecia, sequer, ter o registro de sua candidatura porque ele representa, repito, um risco à democracia.

Às mulheres, em especial, eu digo que esse candidato misógino não merece o voto delas, se é que ainda existam mulheres que pensam em votar com o ódio no sentimento, pois que um homem que diz que "fraquejou" por ter uma filha não tem a mínima consideração pela própria filha e muito menos por todas as outras mulheres.

O que preocupa é que esse ódio movido por um discurso fascista pode levar à Presidência da República uma pessoa despreparada que não tem diálogo, que tudo tem que ser resolvido através da força, da violência. Se o país já vive um clima instável sócio-político e economicamente, a tendência seria piorar se o ódio vencer a sensatez, não tenho a menor dúvida disso.

A conferir!

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Carlos Eduardo Alves tem uma explicação a dar sobre processo engavetado no Tribunal de Justiça a seu pedido

Carlos Alberto,

O ex-prefeito de Natal e candidato a governador do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Alves (PDT), tem uma explicação a dar aos eleitores do estado a respeito de um processo que foi engavetado, a seu pedido, no Tribunal de Justiça, conforme consta em gravação.

Trata-se de uma dívida, ainda da administração de Micarla de Sousa, com a empresa coletora de lixo Marquise, no valor de R$ 25 milhões. De acordo com Carlos Eduardo Alves, em conversa que consta em áudio que circula nas redes sociais, a prefeitura de Natal na época em que assumiu o cargo de prefeito devia mais de R$ 300 milhões.

"Se vocês executarem a dívida eu entrego a chave. Foi o que eu disse ao Ministério Público e, sobretudo, ao Tribunal de Justiça. Só a Marquise, que faz a coleta do lixo da zona oeste e ganhou os equipamentos da zona norte, tem mais de R$ 25 milhões pra receber ainda da administração passada transitado e julgado, mas engavetado a nosso pedido", disse Carlos Eduardo Alves a um grupo de servidores municipais em reunião no início de sua quarta gestão como prefeito da capital potiguar.

Que poder é esse que Carlos Eduardo Alves tem sobre o TJ para pedir um engavetamento de um processo e ser atendido? 

Ouça o áudio: https://www.youtube.com/watch?v=asabCYR1xD4

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Imagem do Lula num santinho representa um `desequilíbrio muito maior´ do que uso da máquina

Carlos Alberto,

É digno de aplauso o empenho do Ministério Público Eleitoral para assegurar o rigoroso cumprimento da lei no processo em curso. O que se questiona, no entanto, é que à luz da lei eleitoral, e sob um vasto noticiário e até mesmo denúncias, não se coíba o uso abusivo e escancarado da máquina pública. Quer dizer que usar a máquina pública pode, distribuir brindes, pode, só não pode Lula em santinhos como candidato a presidente, embora esteja preso?

Isso pode Arnaldo, ou a Lei é bem clara?

Não quero aqui entrar no mérito da questão porquanto a ação do MPE em conjunto com a Polícia Militar ter agido, nesta sexta-feira (29), de forma espetaculosa com várias viaturas policiais como se estivesse em ação de mandado de segurança para prender um criminoso, quando na verdade estava apenas a caça de santinhos que supostamente estariam sendo distribuídos por comitês do PT, insinuando que Lula é candidato a presidente para, digamos, "ludibriar" os eleitores. Nem precisava, Fernando Haddad, candidato de Lula, já está esclarecendo as pessoas de que ele é Lula. Aliás, o MPE agiu provocado pelo jurídico da coligação do candidato a governador Carlos Eduardo Alves (PDT).

No entanto, a legislação eleitoral é bem clara ao não permitir, por exemplo, a distribuição de brindes em campanhas eleitorais. E isso a campanha do candidato Robinson Faria (PSD) vem fazendo. Basta parar num sinal nos finais de semana em que estejam concentrados cargos comissionados do governo em pontos denominadas de "Onda da Verdade". Aí, vem uma pessoa lhe oferecer um picolé. Isso é brinde, e brinde não é permitido pela legislação eleitoral. Vídeos foram gravados e postados em redes sociais, mas como o MPE precisa ser provocado, certamente está aí a razão porque até agora não tomou uma medida. Acredito eu!

Mas não só isso: o ex-vereador de Natal, Júlio Protásio, postou na sua conta do twitter o seguinte:  "o prefeito Álvaro Dias mandou todos secretários convocarem os cargos comissionados e terceirizados por secretaria para apoiar Adjunto Dias" [seu filho candidato a deputado estadual]. Obviamente, para pedir votos também para o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), a quem apoia para governador. Da mesma forma age o governo do estado, convocando cargos comissionados para reuniões fora do expediente para pedir votos para o governador-candidato. Claro isso pode, o que é absurdo, e já relatado aqui neste espaço, é a maneira acintosa da formulação dos convites, que de forma velada obriga os cargos em comissão a comparecerem aos eventos.  Isso também já foi relatado aqui neste espaço, inclusive, com vídeos, caso do Detran.

Outra: diante da grave notícia num ano eleitoral de que o vereador Sandro Pimentel (Psol) protocolou no TCE  (Tribunal de Contas do Estado) denúncia contra o prefeito de Natal, Álvaro Dias (MDB), e o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), candidato a governador, embasada num pedido de investigação sobre a ausência do repasse obrigatório da prefeitura para o Natalprev, instituto que administra a previdência dos servidores municipais, seria o momento para que a Corte de Contas aplicasse de imediato o acordo de cooperação para compartilhamento de informações com o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), assinado dias atrás prelos presidentes do TCE e TRE, pra não ficar somente “pra inglês ver”. A menos que isso não tenha nenhuma relevância para o TRE, digo, Ministério Público Eleitoral.

Plagiando o grande jornalista Mino Carta, eu cá com meus botões pergunto ainda: por que a prefeitura de Natal só adota horário corrido em época de eleições? O Ministério Público deveria atentar pra isso também. Temos que em ano eleitoral e, claro, sempre próximo das eleições, a prefeitura natalense adota esse sistema de horário corrido até às 14h. Será que ninguém percebe isso, somente eu?

E após 14h, obviamente, todos os servidores ficam livres para fazer o que quiser. Certamente os cargos em comissão também ficam “livres” para fazer o que bem entender, até mesmo para se dedicar as campanhas dos candidatos apoiados pelo prefeito da hora, inclusive, a esposa do candidato a governador Carlos Eduardo Alves, que é secretária municipal de Promoção à Mulher. Aliás, seria bom o MPE fazer uma visita incerta nas secretarias no expediente do horário corrido nesta época de campanha. Fica a dica!

Quer mais? Na semana passada o jurídico da coligação Do Lado Certo (PT/PCdoB/PHS) entrou com uma ação contra o governador-candidato Robinson Faria junto a Corregedoria Regional Eleitoral. A peça jurídica apresentada mostra que, o início de 2018 viu chegar “uma revolução na comunicação institucional do governo do estado do Rio Grande do Norte, através do incremento visível da frequência e da qualidade das peças publicitárias, objetivando tão somente promover a pessoa do governador Robinson Faria perante a população e ao eleitorado visando o pleito de outubro, massificando a imagem do governador na grande maioria das publicidades , desvirtuando a função da comunicação e da propaganda institucional”.

De acordo com a denúncia, “as provas desse abuso podem ser obtidas pelas próprias vias de comunicação oficial , como o Portal da Transparência, que demonstra que as despesas com publicidade do governo do estado no primeiro semestre de 2018 superou a média de gastos dos primeiros semestres dos três anos que antecederam este exercício”.

Segundo ainda a representação, tais constatações, ‘representam condutas vedadas expressamente pela legislação eleitoral, sem esquecer que o uso de recursos públicos para concentrar em sua pessoa os feitos do governo do Rio Grande do Norte, viola os princípios da moralidade que regem a administração pública e provoca desequilíbrio entre os concorrentes, que não podem utilizar de poderio semelhante para divulgar suas imagens e seus efeitos”, e cita o Artigo 73, da Leis das eleições, pedindo a impugnação da candidatura de Robinson Faria.

Tudo isso tornado público pela imprensa, mas parece que são irrelevantes num pleito em que a imagem do Lula como presidente num santinho, representa um desequilíbrio muito maior entre os concorrentes, embora ele [Lula] esteja preso.

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Sem sofisma, quem é realmente ficha limpa na campanha ao governo do RN?

Carlos Alberto,

Convido o leitor a fazer um exercício de memória a título de reflexão e de verificar quem realmente é ficha limpa entre os três principais concorrentes ao cargo de governador do Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT); Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD).

De início devo dizer, sem medo de errar, que contra a senadora Fátima Bezerra, candidata do PT a sucessão estadual, não há nada que a desabone, como por exemplo, qualquer inferência a escândalos. Enquanto a Carlos Eduardo Alves e Robinson Faria o noticiário político está, digamos, diversificado e recheado de notícias pouco republicanas.

Senão vejamos: No que se refere ao ex-prefeito de Natal e candidato a governador, Carlos Eduardo Alves (PDT), sua ficha parece não ser das melhores, até prova em contrário.

Na última terça-feira (18), portanto, uma notícia fresca ainda, Carlos Eduardo Alves, juntamente com o seu sucessor na prefeitura de Natal, Álvaro Dias, foram alvo de uma representação. O vereador Sandro Pimentel (PSOL) protocolou no TCE (Tribunal de Contas do Estado) denúncia com pedido de investigação sobre a ausência do repasse obrigatório da prefeitura para o Natalprev, instituto que administra a previdência dos servidores públicos municipais. Segundo análise feita pelo vereador, e por técnicos em contabilidade, a prefeitura deixou de repassar cerca de R$ 32 milhões, entre janeiro e junho deste ano, em contribuições patronais e dos próprios trabalhadores.

Por outro lado, o Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu um inquérito civil contra o candidato do PDT ao governo do estado, e contra o atual prefeito de Natal. Os dois são suspeitos de terem autorizado o aumento da tarifa de ônibus em troca de propina na forma de doação eleitoral. Outra notícia recente, a bem da verdade! Os valores teriam sido repassados por Agnelo Cândido, empresário do ramo de transportes. A suposta propina seria usada para financiar as campanhas de Carlos Eduardo Alves e também de Adjuto Dias (MDB), filho de Álvaro Dias, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa. Os dois políticos negam, claro, mas até agora nada ficou esclarecido.

Quanto ao Sr governador, candidato a reeleição, Robinson Faria, temos a Dama de Espadas, onde o desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa através de funcionários fantasmas, segundo a ex-procuradora-geral da Casa, Rita das Mercês, em delação premiada, teve início em 2006 com o objetivo de arrecadar dinheiro para o então presidente da Assembleia e atual governador Robinson Faria. De acordo com Rita das Mercês, ele [Robinson Faria] seria o “principal beneficiário da situação”. O esquema teria seguido na gestão dos ex-presidentes da Casa, Ricardo Motta (2011/2015) e Ezequiel Ferreira (2015). Robinson Faria foi presidente da ALRN por quatro biênios, entre 2003 e 2010.

Para ficar apenas em dois exemplos, tal qual Carlos Eduardo Alves, Robinson Faria é acusado ainda de formar Caixa 2 na eleição passada para governador. Refrescando a memória do leitor, o Jornal Nacional em reportagem datada de 10 de setembro, ou seja, notícia recente, fala que a procuradora-geral da República, Raquel Doddge, havia pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) que remetesse a denúncia de Caixa 2 de Robinson Faria para julgamento do TJRN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte). Clique aqui para ver a reportagem:

Como se observa, apesar da campanha baixa que estão fazendo contra Fátima Bezerra, parece que baixaria mesmo tem do lado errado, ou dos lados errados.

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Governador Robinson Faria usa a máquina para constranger servidores e pedir votos. Veja vídeo

Carlos Alberto,

Em reunião promovida no início da noite de quarta-feira (5), na Sala Cuxá do Hotel Maine, em Natal, o governador Robinson Faria (PSD), candidato a reeleição, e seu filho, deputado federal Fábio Faria (PSD), também candidato a reeleição, receberam servidores e diretores do Detran/RN com o objetivo de pressionar os funcionários da autarquia a votar neles.Veja vídeo clicando no link https://www.youtube.com/watch?v=AJVAm95-wGw&t=1s

O convite para a reunião, que levava a logomarca da campanha "Robinson 55" e com o slogan "Venha fazer parte desse time vencedor", e tinha como apelo "Amigos do 55", foi formulado em grupos de redes sociais fechado e levava a assinatura de Robinson Faria e Tião Couto, chamando a atenção para a indispensável presença de TODOS. Algumas pessoas portavam botons das campanhas de Robinson e de Fábio Faria.

Dizia o convite: "Venho através desta, de ordem do diretor-geral do Detran, convocar a todos os servidores e colaboradores, disse TODOS, para uma reunião próxima quarta 05/09 às 18h, pontualmente, no Hotel Maine, em Natal. A presença de cada um é indispensável".

O convite foi gerado nas redes de grupos do Detran/RN por Aretta Natália Figueiredo Barreto, que tem o cargo de assessora executiva C-1 no Detran/RN.

A direção geral do órgão, tendo a frente o diretor-geral Luiz Eduardo Machado Pereira, o chefe de Gabinete Erivaldo Medeiros de Oliveira, a assessora executiva C-1 Maria Wiliana dos S. Freitas, a assessora executiva C-1 Maria Valeska Duarte dos Santos, a assessoria executiva C-1 Maria Eurides de Oliveira Meirelles e o assessor executivo Welson Farias de Oliveira, subscreveram o convite.

Na reunião Robinson Faria não só pediu voto pra ele, mas como também para o seu filho Fábio Faria e o deputado estadual Gustavo Carvalho, presente ao evento. E apelou numa forma velada de fazer pressão entre os servidores :

"Quem está sendo julgado agora pelo povo, não é só o governador, somos todos nós que trabalhamos no governo".

Não é a primeira vez que o governador usa a máquina nesta campanha. A Secretaria Estadual de Saúde usando o setor de Regulação e o caso dos outdors, são exemplos claros de como o governo vem usando de métodos pouco republicanos para tentar se reeleger.

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Estão querendo transformar a campanha no RN numa crônica policial de forma irresponsável

Carlos Alberto,

Lamentável ter que dizer isso, mas o governador do estado, Robinson Faria (PSD), candidato a reeleição, e agora a própria secretária estadual de Segurança Pública, Sheila Freitas, estão tentando dar veracidade e até credibilidade à suposta voz de um bandido que se utilizou de redes sociais, para tentar manchar a campanha da candidata do PT à sucessão estadual, Fátima Bezerra. Ou seja, a campanha para governador no Rio Grande do Norte foi transformada em crônica policial na medida que alguns blogs e até uma emissora de Rádio dão voz a um suposto bandido e o governador e sua secretária de Segurança corroboram com a irresponsabilidade.

E o pior é que a crônica policial foi institucionalizada, ecoando as falas de porta-vozes do governo que se utilizam de meios de comunicação para macular o nome de uma candidata que figura nas pesquisas de intenção de voto, em todos os institutos, sempre em primeiro lugar, até mesmo naqueles pagos por blogs e emissoras de Rádio que tentam criar um clima de terrorismo diante do eleitor, para ver se reverte o índice de rejeição do governo que já desponta para 80% e do candidato governista que atinge a quase 40%.

Nunca na história política do Rio Grande do Norte se viu situação tão deplorável, terrorismo, diria, do ponto de vista do acirramento político. Nem nos idos da década de 1960, quando o aluizismo e o dinartismo dividiam as paixões políticas se viu tamanho absurdo. Um governador candidato a reeleição institucionalizando a campanha com declarações estapafúrdias numa emissora de TV de grande audiência tentando, nas entrelinhas da entrevista, colocar que Fátima tem apoio de uma facção criminosa. Pra completar, a secretária de Segurança pública de seu governo vai também a uma emissora de Rádio dar credibilidade ao áudio que circula em redes sociais com a fala do dito líder da facção.

Tão logo tomei conhecimento, entrei em contato com o Ministério Público e encaminhei a Cibele Benevides, do MP Eleitoral, porque esta pessoa que está descrita nesse áudio é um preso muito conhecido. Já o prendi diversas vezes. Eu reconheci a voz dele, reconheço a voz dele naquele áudio. Se o áudio é verdadeiro ou não tem que ser investigado. Ele está preso. Gravem um áudio e comparem. Pra mim, aquela voz é de Colorau. Para quem conhece, para os agentes e policiais que trabalharam e conhecem o Colorau e ouviu aquela voz, reconhece como a voz dele”, disse a delegada.

O trecho da fala acima é da secretária de Segurança. Observe, caro leitor, que nem ela tem certeza de que a voz é do tal marginal quando diz claramente que "Se o áudio é verdadeiro ou não tem que ser investigado".

A pergunta que se faz necessária: e por que a secretária de Segurança Pública, Sheila Freitas, até pelo cargo que ocupa, de alta "responsabilidade", não procurou checar antes de dar uma entrevista se o áudio tinha veracidade? Por que como secretária de Segurança Pública, Sheila Freitas, não mandou investigar?  

Está na hora do Ministério Público Eleitoral entrar em ação e penalizar quem está tentando transformar a campanha eleitoral em uma crônica policial com ares de institucionalização, porque estão dando voz a bandido ao invés de se discutir propostas, é isso que interessa ao eleitor.

A conferir!

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O candidato Carlos Eduardo Alves precisa explicar algumas coisas aos eleitores do RN

Carlos Alberto,

O candidato a governador do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Alves (PDT), precisa explicar ao menos duas coisas aos eleitores do Rio Grande do Norte ocorridas durante a sua gestão como prefeito de Natal: primeiro, a ausência de repasse das contribuições previdenciárias dos servidores públicos municipais entre janeiro e junho deste ano, de acordo com o vereador Sandro Pimentel (Psol), que nesta sexta- feira (14), vai protocolar no Ministério Público de Contas denúncia sobre a suposta irregularidade. Segundo, as pedaladas fiscais cometidas em sua gestão durante os anos de 2015 e 2016, de acordo com informação contida no site do Ministério Público do Estado datada de junho do ano passado. Clique aqui para conferir.

Sobre a primeira denúncia, a partir de uma análise em planilhas disponibilizadas no portal da transparência, o vereador do Psol constatou que a prefeitura não repassou R$ 8.346.000, 00 em contribuições dos servidores para o Fundo Capitalizado de Previdência (Funcapre), bem como o executivo municipal também não fez nenhum repasse, entre janeiro e junho, das obrigações patronais com a previdência dos servidores. De acordo com Pimentel, a prefeitura de Natal deveria ter repassado R$ 22.290.000,00 ao Funcapre. Outros R$ 1,4 milhão em contribuições patronais obrigatórias da prefeitura não foram repassados para o outro fundo gerido pela Natalprev, o Fundo Financeiro de Previdência (Funfipre).

Com relação as pedaladas fiscais - manobras consideradas crimes de responsabilidade fiscal, feitas com o objetivo de “aliviar”, momentaneamente, as contas do governo, no caso da prefeitura -, o então procurador-geral de Justiça Rinaldo Reis Lima ofereceu denúncia ao Tribunal de Justiça – em junho de 2017 – contra o também então prefeito de Natal, Carlos Eduardo Nunes Alves, pela captação indevida, nos anos de 2015 e 2016, de tributos que somente seriam devidos nos anos subsequentes (2016 e 2017, respectivamente).

A antecipação teve como objeto o IPTU, a Taxa de Lixo, a COSIP e a TSD (Taxa sobre Serviços Diversos), e resultou na arrecadação de cerca de R$ 46 milhões em dezembro de 2015 e de, aproximadamente, R$ 56 milhões, no último mês de 2016. No total, a manobra fiscal levou à captação adiantada de R$ 102.096.467,59, em duas oportunidades, dos contribuintes natalenses.

Bom que se diga que a atuação comissiva do então prefeito de Natal violou o art. 37 da Lei de Responsabilidade Fiscal e se enquadra, em tese, no art. 1º, inciso XXI, do Decreto-Lei 201/67, que prescreve como crime a conduta de “captar recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido”. Pelo que se apurou no Procedimento Investigatório Criminal, as receitas de um ano fiscal foram claramente utilizadas para pagamento de despesas da prefeitura do ano anterior, o que reforça a ofensa à Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Ministério Público ofereceu, como determina a lei processual penal, a suspensão do processo até 31 de dezembro de 2020, desde que atendidas pelo denunciado as seguintes condições: 1) comparecimento trimestral perante o Poder Judiciário para informar e justificar suas atividades; 2) abster-se de, no exercício do cargo de Prefeito, voltar a captar recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido; e 3) pagamento de prestação pecuniária no valor de R$ 50 mil a ser destinada a uma instituição de assistência infantil situada no município de Natal/RN.

A menos que a denúncia tenha sido arquivada pelo TJRN pelo fato do então prefeito ter cumprido as recomendações do MP, até porque na própria denúncia é oferecida a suspensão do processo até dezembro de 2020, resta saber se o ex-prefeito e hoje candidato a governador está comparecendo trimestralmente perante o Poder Judiciário para informar e justificar suas atividades e se pagou a prestação pecuniária de R$ 50 mil a ser destinada a uma instituição de assistência infantil em Natal, e qual a instituição?

Como se observa, não existiu mesmo nenhum questionamento por improbidade administrativa na gestão do então prefeito Carlos Eduardo Alves, afora este último que ele rebate, ou seja, de está sendo acusado pelo MP de ter autorizado o aumento da tarifa de ônibus em troca de propina na forma de doação eleitoral, denúncia essa que deve e tem que ser muito bem esclarecida?

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Governador-candidato Robinson Faria age de forma insensata quando dá crédito a FaKe News

Carlos Alberto,

Que um apresentador de programa, que um blogueiro, dê repercussão a Fake News, ainda se admite, mesmo tendo por obrigação checar a informação antes de levá-la a seu público ouvinte ou leitor, isto se ele for um profissional ético e preocupado com a verdade. Mas um governador de Estado e candidato a reeleição proceder irresponsavelmente e dar crédito a notícias falsas, única e exclusivamente para atingir uma adversária política, isso já é  insensatez.

Pois foi o que o governador do Rio Grande do Norte e candidato a reeleição, Robinson Faria (PSD), fez na entrevista que concedeu nesta quarta-feira (12), à InterTV Cabugi. O governador-candidato, talvez por ser afeiçoado a redes sociais tenha dado crédito a um áudio falso, que circula nas redes já há algum tempo sem procurar se certificar da veracidade do áudio.

Robinson Faria, de forma irresponsável ou talvez mal orientado, afirmou que o presidente do Sindicato do Crime, facção criminosa que atua no estado, declarou apoio a candidata Fátima Bezerra (PT), que lidera todas as pesquisas de todos os institutos de intenção de voto para o governo do estado. Robinson Faria está em terceiro lugar com percentuais de voto bem distante de Fátima Bezerra.

Só pra refrescar a memória do leitor, no dia 19 de agosto, publiquei na coluna e no blogdobarbosa um artigo que falava que a campanha para tentar desqualificar Fátima começava de forma aleivosa. Clique aqui para conferir. Mas pelo visto o governador-candidato extrapolou o limite da sensatez e encampou essa aleivosidade. Como disse no início do texto, que as vivandeiras do poder procedam desta forma, até se entende, mas um governador de Estado tem que ter responsabilidade para não sair por aí publicizando Fake News, até porque notícia falsa é crime.

Espera-se do governador Robinson Faria, um político experiente com mais de 30 anos de vida pública, um mínimo de equilíbrio e que não coloque em xeque sua reputação. Baixar o nível da campanha, já na reta final, para tentar reverter sua situação como candidato, que segunda a última pesquisa BlogdoBG/98FM/Consult chega a quase 40%  de rejeição - pra ser mais exato 38,8% -, e cujo governo é da mesma forma mal avaliado com 76,88% de desaprovação, é ser baixo e muito perigoso.

Me parece uma certa incoerência porque o próprio governo Robinson lançou uma campanha alertando a população contra a divulgação de boatos e Fake News. Parece que o exemplo não foi assimilado, ao menos pelo governador-candidato.

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