O Brasil na iminência de uma grande fraude eleitoral

Carlos Alberto,

Diante da avalanche de notícias falsas, as chamadas Fake News, jamais vista numa eleição presidencial no Brasil pós era cibernética, o país está na iminência de uma grande fraude eleitoral nunca imaginado em toda a sua história republicana.

Não se concebe que um candidato que não comparece a debates, que não vai as ruas fazer corpo a corpo e é pouco ou nada conhecido do eleitor em locais mais longíquos do país, esteja disparado em primeiro lugar numa eleição presidencial em que cada metro quadrado de ruas e avenidas de cidades brasileiras o voto é disputado. A não ser que se utilize de métodos pouco republicanos, caso das Fake News para difundir o nome do candidato e difamar seu oponente na disputa, o que é proibido pela Legislação Eleitoral.

Falo do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, que até o seu partido, o PSL é desconhecido do eleitorado e até pouco tempo considerado nanico. Sob seus pés, uma bem azeitada máquina de propaganda eleitoral, já descrita pelo jornal espanhol El País, trabalha a toque de caixa para distribuir informação fabricada contra seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad (PT).

Há de se creditar que, além das Fake News, o que captaliza o voto para o candidato de extrema-direita, com ideias pouco ortodoxa para um país como o Brasil de miscinegação de etnias e um Estado laico, embora tenha a maior população católica do mundo, é o voto do ódio contra o PT. Mas a massificação desse voto não é real, ela é fabricada tendo em vista que, sobretudo, no Nordeste, onde o PT tem sua base eleitoral esse voto do ódio não é medido entre as classes menos favorecidas. Muito pelo contrário!

Mas não custa lembrar que Adolf Hitler escreveu em 1926, em seu livro Mein Kampf , no qual defendia o uso de propaganda política para disseminar seu ideal de Nacional Socialismo que compreendia o racismo, o anti-semitismo e o anti bolchevismo, que a mentira de tanto se propagar vira "verdade".

No caso do Brasil, o candidato de extrema-direita e seus seguidores se utilizam na Internet para massificar não suas ideias, mas a difamação do adversário e mentiras bem ao estilo do Mein Kampf.

Para comprovar o que estou dizendo, o WhatsApp informou na sexta-feira (19) que baniu contas vinculadas a empresas acusadas de fazer envio em massa de mensagens para campanhas políticas nas eleições deste ano.

Entre os números bloqueados, estão contas usadas pelas agências Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market. Estas quatro agências foram citadas em reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que afirma que elas foram contratadas por apoiadores de Jair Bolsonaro para supostamente disparar pacotes de mensagens difamatórias contra o candidato do PT.

Mas, não se iludam, o voto do ódio pode custar muito caro à Nação. O fantasma do passado está mais vivo do que nunca. As tumbas estão se abrindo e os coveiros já estão de plantão!

A conferir!

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O candidato Carlos Eduardo Alves e a fachada do Natalprev

Carlos Alberto,

Assistindo ao debate nesta quinta-feira (18), à noite, entre os dois candidatos que disputam a eleição para governador no Rio Grande do Norte - Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo Alves (PDT) -, transmitido pela Band Natal, me chamou a atenção a resposta bizarra do candidato Carlos Eduardo Alves, sobre o rombo de R$ 32 milhões que deixou na Natalprev [previdência dos servidores municipais], enquanto prefeito de Natal. No primeiro momento ele disse que outros prefeitos já faziam isso, ou seja, não faziam o repasse obrigatório ao instituto que administra a previdência dos servidores municipais, o que por si só não justifica. Contudo o despreparo do candidato foi mais além: disse que a sua gestão tinha feito uma reforma na fachada do Natalprev e que ficou linda. Ah, tá! Para Carlos Eduardo Alves isso é o suficiente.

Foi quando sua opositora no pleito, Fátima Bezerra disse: "fica difícil acreditar nas propostas do candidato, tendo em vista que quando ele foi prefeito de Natal deixou um déficit de R$ 32 milhões que ele tirou de você, servidor."


A título de refrescar a memória de Carlos Eduardo Alves, o vereador Sandro Pimentel (PSOL) protocolou no Tribunal de Contas do Estado, ainda no primeiro turno, denúncia contra ele e o atual prefeito de Natal,  Álvaro Dias. O que embasa o pedido de investigação é a ausência do repasse obrigatório da prefeitura para o Natalprev. Segundo análise feita pelo vereador, e por  técnicos em contabilidade, a prefeitura deixou de repassar cerca de R$ 32 milhões, entre janeiro e junho deste ano, em contribuições patronais e dos próprios trabalhadores.


Cerca de R$ 8.346.000, 00 em contribuições dos servidores para o Fundo Capitalizado de Previdência (FUNCAPRE) não foram  depositados, o que o vereador indica na denúncia como crime de apropriação indébita. Ainda segundo a denúncia, o executivo municipal deveria ter repassado R$ 22.290.000,00 ao FUNCAPRE. Contudo, na planilha as áreas referentes ao repasse patronal  estavam preenchidas com zero. Soma-se ao rombo cerca de R$ 1,4 milhão em contribuições patronais obrigatórias que não foram repassadas para o Fundo Financeiro de Previdência (FUNFIPRE), também gerido pelo Natalprev.

No debate, a candidata Fátima Bezerra aproveitou para dizer que o MP de Contas já encaminhou a denúncia ao MP Eleitoral.

Mas a falta de preparo de Carlos Eduardo Alves, não ficou só no fato dele pensar que fez muito fazendo a reforma da fachada do Natalprev, ao invés de fazer o repasse mensal para efeito de aposentadoria dos servidores municipais. Ele desconhece o Parlasul, que vem a ser o principal Parlamento do Mercosul integrado pela Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Constituído em dezembro de 2006, sua primeira sessão foi realizada em sete de maio de 2007. Como a candidata ao governo do estado, senadora Fátima Bezerra faz parte do Parlasul - o Brasil conta com 37 parlamentares -, eleita que foi pelos colegas de Senado, e tendo que ir uma vez por mês ao Uruguai, Carlos Eduardo Alves considera o Parlasul um Parlaturismo por puro desconhecimento.

A título de conhecimento ao candidato Carlos Eduardo Alves que foi prefeito da capital do Rio Grande do Norte por quatro vezes, como ele faz questão de dizer, e quer ser governador do estado, a função institucional do Parlamento do Mercosul é legislar sobre matéria de interesse comum à integração regional, o processo de aprovação das decisões ocorre em plenário, que é a instância essencial da capacidade decisória. As decisões são aprovadas por maioria simples, com exceção dos relatórios sobre direitos humanos e da reforma do regimento, que são aprovados por maioria absoluta e maioria qualificada, respectivamente. O quórum  para o início da sessão do Parlamento e das reuniões das comissões é de um terço de seus membros, no qual estejam representados todos os Estados Partes.

Mas o despreparo de Carlos Eduardo Alves não ficou demonstrado apenas na sua bizarrice de dizer que melhorou o Natalprev, custeando uma reforma da fachada de sua sede com dinheiro dos servidores e, claro, do contribuinte, e no desconhecimento do que é o Parlamento do Mercosul constituído em 2006, portanto, há 12 anos. O seu despreparo foi além, quando lhe caiu uma pergunta, por sorteio, sobre se o PT não deveria fazer um mea culpa sobre corrupção, pergunta essa plagiada do seu aliado Cid Gomes (PDT-CE).

Fátima Bezerra reconheceu que o PT errou em algumas coisas, mas que ao contrário de Carlos Eduardo Alves, ela não tem nenhum aliado preso - citando o primo de Carlos Eduardo Alves, Henrique Eduardo Alves (MDB), que está em prisão domiciliar sob acusações na Lava Jato, e o senador José Agripino Maia (DEM), réu também no mesmo escândalo da Lava Jato.

"Os seus aliados foram rechaçados nas urnas, e sabe por que candidato? Porque eles se voltaram contra o povo, votaram a favor do corte de gastos nas áreas de educação, saúde e segurança e o povo sabe."

E arrematou:

"Tenho uma vida limpa, honesta e por isso até hoje tenho a confiança do povo do Rio Grande do Norte. Eu quero aqui reafirmar meu compromisso com a legalidade, com a impessoalidade e com a transparência."

O despreparo e desconhecimento do candidato a governador Carlos Eduardo Alves não se resumiu somente a estes dois episódios. Quando disse que Fátima Bezerra mente ao falar que trouxe 19 institutos Federal de Educação, Ciência e Tecnologia para o Rio Grande do Norte, também demonstrou desconhecimento ou má-fé.

Fátima Bezerra não mentiu não candidato, é verdade, e sem querer o Sr reconheceu que os governos do PT, sobretudo, os de Lula, promoveram a expansão do ensino técnico, médio e superior no país, quando afirmou em alto e bom som que a expansão destes institutos pelo país foi uma política nacional dos governos do PT quando era ministro da Educação, Fernando Haddad, hoje candidato à Presidência da República, que o seu partido apoia. Só esqueceu de reconhecer, ou prefere fingir não reconhecer, que por esforço de Fátima Bezerra, ainda como deputada federal, o Rio Grande do Norte foi contemplado com o maior número de escolas, 19, quando aqui só tínhamos dois institutos, o de Natal e Mossoró.

Sugiro ao candidato Carlos Eduardo Alves se informar melhor para se preparar para os próximos debates!


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Na contramão da história de Brizola, Carlos Eduardo Alves anuncia apoio a um candidato de extrema-direita

Carlos Alberto,

Fica mais evidente do que nunca que o candidato a governador do Rio Grande do Norte, ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, não tem projeto de governo, e sim um projeto de poder para, se vencer a eleição em segundo turno, manter acesa ainda o resto de chama da oligarquia Alves que ele representa. Isso está claro no vídeo que gravou dando apoio ao ultra-direitista candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), num puro gesto de oportunismo político, quando o seu partido, o PDT, e o próprio candidato a presidente, Ciro Gomes, derrotado nas urnas na primeira fase da eleição, já oficializaram apoio ao candidato do PT, Fernando Haddad.

Obviamente que Carlos Eduardo Alves se viu acuado em ter que apoiar o candidato a presidente pelo PT quando a sua opositora, Fátima Bezerra, até por ser petista, já vinha com essa bandeira desde o início da campanha eleitoral. O natural, neste caso, seria Carlos Eduardo Alves se manter neutro. Contudo, como o seu projeto não é de governo, mas sim de poder, está demonstrado que Carlos Eduardo Alves nunca foi de centro-esquerda, nunca foi de esquerda e muito menos tem ideologia. Saindo do primeiro turno com uma situação adversa, Carlos Eduardo Alves, com o seu projeto de poder, tenta agora arregimentar votos de quem vota em Bolsonaro no estado.

Diferentemente de seu correligionário no Rio Grande do Norte, Ciro Gomes em declaração após o primeiro turno, disse que tem história de defesa da democracia e contra o fascismo, numa clara referência de que jamais votaria em Jair Bolsonaro. Em nota, a Executiva Nacional do PDT, declarou apoio à candidatura de Fernando Haddad para evitar a vitória das forças mais reacionárias e atrasadas do Brasil e a derrocada da democracia.

Contudo, visando único e exclusivamente o seu projeto de poder e de sustentar as oligarquias aposentadas pelo povo no Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Alves, que carrega no sobrenome e no sangue o DNA da família Alves, prefere, ao invés de ficar neutro na disputa para presidente, apoiar um candidato de ultra-direita. Não é questão de ser PT ou não. Trata-se de um duelo entre democracia e fascismo. Só a título de exemplo, o candidato que Carlos Eduardo Alves vai apoiar para presidente diz coisas absurdas como "o único problema da tortura na ditadura é porque não matou", "tive quatro homens depois dei uma fraquejada e veio uma mulher", "você não merece ser estuprada porque é feia", "mulher tem que ganhar menos porque engravida", "quilombolas não servem nem para procriar", entre outras atrocidades, como "nordestino só serve para votar".

Portanto, o candidato a governador do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Alves, perdeu uma grande oportunidade de agir de modo íntegro e digno, e não por oportunismo tentando conquistar votos de eleitores aproveitando uma onda fascista que se instala no país. Certamente o pensamento de Carlos Eduardo Alves não é o mesmo de Ciro gomes em relação a Bolsonaro.

Por fim, devo dizer que Carlos Eduardo Alves com esse comportamento jamais representaria Brizola!

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O RN aposentou as oligarquias e ainda de quebra mandou pra casa o 'verdugo' da reforma trabalhista

Carlos Alberto,

O Rio Grande do Norte, que figurava entre o único estado do Nordeste que ainda não tinha aposentado as oligarquias, deu a resposta nestas eleições. Além de aposentar o senador Garibaldi Alves (MDB), que concorria a reeleição, e o senador José Agripino Maia (DEM), que concorria ao cargo de deputado federal, mandou o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), candidato a reeleição e "verdugo" da reforma trabalhista - Marinho foi relator da proposta - vestir o pijama. De quebra o povo potiguar ainda acabou com os sonhos do tucano Geraldo Melo de voltar ao Senado.

Bom que se diga que independente do resultado do segundo turno, em que a senadora Fátima Bezerra (PT) vai disputar com o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), quem será o próximo governador do Rio Grande do Norte, o PT, pode-se dizer já é vitorioso nestas eleições. Elegeu dois deputados estaduais - Isolda Dantas e Francisco do PT - e dois federais, Natália Bonavides e Fernando Mineiro.

A bem da verdade, o PT tem reais chances de eleger Fátima Bezerra no segundo turno para o governo do estado e ainda contar com mais um senador, Jean Paul-Prates, suplente de Fátima. Somado a isso, Fátima, se elegendo governadora, pode contar ainda com Zenaide Maia (PHS) que acaba de se eleger senadora, e com o deputado estadual Souza, também do PHS, que se reelegeu. Ambos fazem parte da coligação do Lado Certo.

O governador Robinson Faria (PSD), candidato a reeleição teve um desempenho pífio e não passou de um terceiro lugar alcançando apenas 11,86% dos votos. Fátima Bezerra terminou em primeiro com 46,14% dos votos válidos e Carlos Eduardo Alves em segundo com 32,48%.

O que levou Carlos Eduardo Alves à disputa em segundo turno com Fátima Bezerra foram os votos de Breno Queiroga, do Solidariedade que obteve 6,57% dos votos válidos e Carlos Alberto (Psol), que alcançou 1,93% dos votos válidos. A somatória dos votos válidos de Carlos Eduardo Alves, Breno Queiroga e Carlos Alberto fizeram com que o pedetista fosse ao segundo turno do pleito.

E como será que ficará o palanque de Carlos Eduardo Alves no segundo turno, com os oligarcas que lhe apoiam agora de pijama? Carlos Eduardo Alves vai procurar o apoio de Robinson Faria, que tanto lhe criticou no primeiro turno? Na verdade, as criticas foram de lado a lado e com muita baixaria. Carlos Eduardo Alves vai apoiar Jair Bolsonaro,  já que Ciro Gomes, o candidato a presidente do seu partido ficou de fora do segundo turno?

A conferir!

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O Brasil vai às urnas movido pelo sentimento de ódio e isso é um risco à democracia

Carlos Alberto,

Custo a acreditar que o Brasil vai às urnas neste domingo (7) movido não pelo sentimento de mudança, não pelo sentimento crítico do que está posto aí, não pelo sentimento ideológico, mas por um sentimento de ódio alimentado por um discurso fascista.

E as pessoas que estão movidas por este sentimento vil, encontraram na figura de um candidato que transpira ódio até em seus gestos, o seu antídoto. Um candidato que não mede palavras e que age de maneira ardilosa para conseguir seus objetivos representa um perigo para a já frágil democracia brasileira.

É certo repetir o que já havia dito aqui neste espaço, que o Brasil saiu da última eleição para presidente literalmente dividido e que os ânimos se acirraram nos últimos anos, mas daí se chegar a este ponto, das pessoas irem as urnas levando o sentimento de ódio e votar num candidato que representa isso só para evitar de um candidato do PT se eleger, quando você tem outras opções, isso extrapola o limite da sensatez.

Um candidato que trata as mulheres como cadelas, que trata os negros como se ainda vivêssemos num regime escravocrata, que é a favor da tortura e que abomina o homossexualismo, quando até o Papa já disse que não se deve condenar, não merecia, sequer, ter o registro de sua candidatura porque ele representa, repito, um risco à democracia.

Às mulheres, em especial, eu digo que esse candidato misógino não merece o voto delas, se é que ainda existam mulheres que pensam em votar com o ódio no sentimento, pois que um homem que diz que "fraquejou" por ter uma filha não tem a mínima consideração pela própria filha e muito menos por todas as outras mulheres.

O que preocupa é que esse ódio movido por um discurso fascista pode levar à Presidência da República uma pessoa despreparada que não tem diálogo, que tudo tem que ser resolvido através da força, da violência. Se o país já vive um clima instável sócio-político e economicamente, a tendência seria piorar se o ódio vencer a sensatez, não tenho a menor dúvida disso.

A conferir!

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Carlos Eduardo Alves tem uma explicação a dar sobre processo engavetado no Tribunal de Justiça a seu pedido

Carlos Alberto,

O ex-prefeito de Natal e candidato a governador do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Alves (PDT), tem uma explicação a dar aos eleitores do estado a respeito de um processo que foi engavetado, a seu pedido, no Tribunal de Justiça, conforme consta em gravação.

Trata-se de uma dívida, ainda da administração de Micarla de Sousa, com a empresa coletora de lixo Marquise, no valor de R$ 25 milhões. De acordo com Carlos Eduardo Alves, em conversa que consta em áudio que circula nas redes sociais, a prefeitura de Natal na época em que assumiu o cargo de prefeito devia mais de R$ 300 milhões.

"Se vocês executarem a dívida eu entrego a chave. Foi o que eu disse ao Ministério Público e, sobretudo, ao Tribunal de Justiça. Só a Marquise, que faz a coleta do lixo da zona oeste e ganhou os equipamentos da zona norte, tem mais de R$ 25 milhões pra receber ainda da administração passada transitado e julgado, mas engavetado a nosso pedido", disse Carlos Eduardo Alves a um grupo de servidores municipais em reunião no início de sua quarta gestão como prefeito da capital potiguar.

Que poder é esse que Carlos Eduardo Alves tem sobre o TJ para pedir um engavetamento de um processo e ser atendido? 

Ouça o áudio: https://www.youtube.com/watch?v=asabCYR1xD4

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Imagem do Lula num santinho representa um `desequilíbrio muito maior´ do que uso da máquina

Carlos Alberto,

É digno de aplauso o empenho do Ministério Público Eleitoral para assegurar o rigoroso cumprimento da lei no processo em curso. O que se questiona, no entanto, é que à luz da lei eleitoral, e sob um vasto noticiário e até mesmo denúncias, não se coíba o uso abusivo e escancarado da máquina pública. Quer dizer que usar a máquina pública pode, distribuir brindes, pode, só não pode Lula em santinhos como candidato a presidente, embora esteja preso?

Isso pode Arnaldo, ou a Lei é bem clara?

Não quero aqui entrar no mérito da questão porquanto a ação do MPE em conjunto com a Polícia Militar ter agido, nesta sexta-feira (29), de forma espetaculosa com várias viaturas policiais como se estivesse em ação de mandado de segurança para prender um criminoso, quando na verdade estava apenas a caça de santinhos que supostamente estariam sendo distribuídos por comitês do PT, insinuando que Lula é candidato a presidente para, digamos, "ludibriar" os eleitores. Nem precisava, Fernando Haddad, candidato de Lula, já está esclarecendo as pessoas de que ele é Lula. Aliás, o MPE agiu provocado pelo jurídico da coligação do candidato a governador Carlos Eduardo Alves (PDT).

No entanto, a legislação eleitoral é bem clara ao não permitir, por exemplo, a distribuição de brindes em campanhas eleitorais. E isso a campanha do candidato Robinson Faria (PSD) vem fazendo. Basta parar num sinal nos finais de semana em que estejam concentrados cargos comissionados do governo em pontos denominadas de "Onda da Verdade". Aí, vem uma pessoa lhe oferecer um picolé. Isso é brinde, e brinde não é permitido pela legislação eleitoral. Vídeos foram gravados e postados em redes sociais, mas como o MPE precisa ser provocado, certamente está aí a razão porque até agora não tomou uma medida. Acredito eu!

Mas não só isso: o ex-vereador de Natal, Júlio Protásio, postou na sua conta do twitter o seguinte:  "o prefeito Álvaro Dias mandou todos secretários convocarem os cargos comissionados e terceirizados por secretaria para apoiar Adjunto Dias" [seu filho candidato a deputado estadual]. Obviamente, para pedir votos também para o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), a quem apoia para governador. Da mesma forma age o governo do estado, convocando cargos comissionados para reuniões fora do expediente para pedir votos para o governador-candidato. Claro isso pode, o que é absurdo, e já relatado aqui neste espaço, é a maneira acintosa da formulação dos convites, que de forma velada obriga os cargos em comissão a comparecerem aos eventos.  Isso também já foi relatado aqui neste espaço, inclusive, com vídeos, caso do Detran.

Outra: diante da grave notícia num ano eleitoral de que o vereador Sandro Pimentel (Psol) protocolou no TCE  (Tribunal de Contas do Estado) denúncia contra o prefeito de Natal, Álvaro Dias (MDB), e o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), candidato a governador, embasada num pedido de investigação sobre a ausência do repasse obrigatório da prefeitura para o Natalprev, instituto que administra a previdência dos servidores municipais, seria o momento para que a Corte de Contas aplicasse de imediato o acordo de cooperação para compartilhamento de informações com o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), assinado dias atrás prelos presidentes do TCE e TRE, pra não ficar somente “pra inglês ver”. A menos que isso não tenha nenhuma relevância para o TRE, digo, Ministério Público Eleitoral.

Plagiando o grande jornalista Mino Carta, eu cá com meus botões pergunto ainda: por que a prefeitura de Natal só adota horário corrido em época de eleições? O Ministério Público deveria atentar pra isso também. Temos que em ano eleitoral e, claro, sempre próximo das eleições, a prefeitura natalense adota esse sistema de horário corrido até às 14h. Será que ninguém percebe isso, somente eu?

E após 14h, obviamente, todos os servidores ficam livres para fazer o que quiser. Certamente os cargos em comissão também ficam “livres” para fazer o que bem entender, até mesmo para se dedicar as campanhas dos candidatos apoiados pelo prefeito da hora, inclusive, a esposa do candidato a governador Carlos Eduardo Alves, que é secretária municipal de Promoção à Mulher. Aliás, seria bom o MPE fazer uma visita incerta nas secretarias no expediente do horário corrido nesta época de campanha. Fica a dica!

Quer mais? Na semana passada o jurídico da coligação Do Lado Certo (PT/PCdoB/PHS) entrou com uma ação contra o governador-candidato Robinson Faria junto a Corregedoria Regional Eleitoral. A peça jurídica apresentada mostra que, o início de 2018 viu chegar “uma revolução na comunicação institucional do governo do estado do Rio Grande do Norte, através do incremento visível da frequência e da qualidade das peças publicitárias, objetivando tão somente promover a pessoa do governador Robinson Faria perante a população e ao eleitorado visando o pleito de outubro, massificando a imagem do governador na grande maioria das publicidades , desvirtuando a função da comunicação e da propaganda institucional”.

De acordo com a denúncia, “as provas desse abuso podem ser obtidas pelas próprias vias de comunicação oficial , como o Portal da Transparência, que demonstra que as despesas com publicidade do governo do estado no primeiro semestre de 2018 superou a média de gastos dos primeiros semestres dos três anos que antecederam este exercício”.

Segundo ainda a representação, tais constatações, ‘representam condutas vedadas expressamente pela legislação eleitoral, sem esquecer que o uso de recursos públicos para concentrar em sua pessoa os feitos do governo do Rio Grande do Norte, viola os princípios da moralidade que regem a administração pública e provoca desequilíbrio entre os concorrentes, que não podem utilizar de poderio semelhante para divulgar suas imagens e seus efeitos”, e cita o Artigo 73, da Leis das eleições, pedindo a impugnação da candidatura de Robinson Faria.

Tudo isso tornado público pela imprensa, mas parece que são irrelevantes num pleito em que a imagem do Lula como presidente num santinho, representa um desequilíbrio muito maior entre os concorrentes, embora ele [Lula] esteja preso.

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Sem sofisma, quem é realmente ficha limpa na campanha ao governo do RN?

Carlos Alberto,

Convido o leitor a fazer um exercício de memória a título de reflexão e de verificar quem realmente é ficha limpa entre os três principais concorrentes ao cargo de governador do Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT); Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD).

De início devo dizer, sem medo de errar, que contra a senadora Fátima Bezerra, candidata do PT a sucessão estadual, não há nada que a desabone, como por exemplo, qualquer inferência a escândalos. Enquanto a Carlos Eduardo Alves e Robinson Faria o noticiário político está, digamos, diversificado e recheado de notícias pouco republicanas.

Senão vejamos: No que se refere ao ex-prefeito de Natal e candidato a governador, Carlos Eduardo Alves (PDT), sua ficha parece não ser das melhores, até prova em contrário.

Na última terça-feira (18), portanto, uma notícia fresca ainda, Carlos Eduardo Alves, juntamente com o seu sucessor na prefeitura de Natal, Álvaro Dias, foram alvo de uma representação. O vereador Sandro Pimentel (PSOL) protocolou no TCE (Tribunal de Contas do Estado) denúncia com pedido de investigação sobre a ausência do repasse obrigatório da prefeitura para o Natalprev, instituto que administra a previdência dos servidores públicos municipais. Segundo análise feita pelo vereador, e por técnicos em contabilidade, a prefeitura deixou de repassar cerca de R$ 32 milhões, entre janeiro e junho deste ano, em contribuições patronais e dos próprios trabalhadores.

Por outro lado, o Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu um inquérito civil contra o candidato do PDT ao governo do estado, e contra o atual prefeito de Natal. Os dois são suspeitos de terem autorizado o aumento da tarifa de ônibus em troca de propina na forma de doação eleitoral. Outra notícia recente, a bem da verdade! Os valores teriam sido repassados por Agnelo Cândido, empresário do ramo de transportes. A suposta propina seria usada para financiar as campanhas de Carlos Eduardo Alves e também de Adjuto Dias (MDB), filho de Álvaro Dias, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa. Os dois políticos negam, claro, mas até agora nada ficou esclarecido.

Quanto ao Sr governador, candidato a reeleição, Robinson Faria, temos a Dama de Espadas, onde o desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa através de funcionários fantasmas, segundo a ex-procuradora-geral da Casa, Rita das Mercês, em delação premiada, teve início em 2006 com o objetivo de arrecadar dinheiro para o então presidente da Assembleia e atual governador Robinson Faria. De acordo com Rita das Mercês, ele [Robinson Faria] seria o “principal beneficiário da situação”. O esquema teria seguido na gestão dos ex-presidentes da Casa, Ricardo Motta (2011/2015) e Ezequiel Ferreira (2015). Robinson Faria foi presidente da ALRN por quatro biênios, entre 2003 e 2010.

Para ficar apenas em dois exemplos, tal qual Carlos Eduardo Alves, Robinson Faria é acusado ainda de formar Caixa 2 na eleição passada para governador. Refrescando a memória do leitor, o Jornal Nacional em reportagem datada de 10 de setembro, ou seja, notícia recente, fala que a procuradora-geral da República, Raquel Doddge, havia pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) que remetesse a denúncia de Caixa 2 de Robinson Faria para julgamento do TJRN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte). Clique aqui para ver a reportagem:

Como se observa, apesar da campanha baixa que estão fazendo contra Fátima Bezerra, parece que baixaria mesmo tem do lado errado, ou dos lados errados.

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Governador Robinson Faria usa a máquina para constranger servidores e pedir votos. Veja vídeo

Carlos Alberto,

Em reunião promovida no início da noite de quarta-feira (5), na Sala Cuxá do Hotel Maine, em Natal, o governador Robinson Faria (PSD), candidato a reeleição, e seu filho, deputado federal Fábio Faria (PSD), também candidato a reeleição, receberam servidores e diretores do Detran/RN com o objetivo de pressionar os funcionários da autarquia a votar neles.Veja vídeo clicando no link https://www.youtube.com/watch?v=AJVAm95-wGw&t=1s

O convite para a reunião, que levava a logomarca da campanha "Robinson 55" e com o slogan "Venha fazer parte desse time vencedor", e tinha como apelo "Amigos do 55", foi formulado em grupos de redes sociais fechado e levava a assinatura de Robinson Faria e Tião Couto, chamando a atenção para a indispensável presença de TODOS. Algumas pessoas portavam botons das campanhas de Robinson e de Fábio Faria.

Dizia o convite: "Venho através desta, de ordem do diretor-geral do Detran, convocar a todos os servidores e colaboradores, disse TODOS, para uma reunião próxima quarta 05/09 às 18h, pontualmente, no Hotel Maine, em Natal. A presença de cada um é indispensável".

O convite foi gerado nas redes de grupos do Detran/RN por Aretta Natália Figueiredo Barreto, que tem o cargo de assessora executiva C-1 no Detran/RN.

A direção geral do órgão, tendo a frente o diretor-geral Luiz Eduardo Machado Pereira, o chefe de Gabinete Erivaldo Medeiros de Oliveira, a assessora executiva C-1 Maria Wiliana dos S. Freitas, a assessora executiva C-1 Maria Valeska Duarte dos Santos, a assessoria executiva C-1 Maria Eurides de Oliveira Meirelles e o assessor executivo Welson Farias de Oliveira, subscreveram o convite.

Na reunião Robinson Faria não só pediu voto pra ele, mas como também para o seu filho Fábio Faria e o deputado estadual Gustavo Carvalho, presente ao evento. E apelou numa forma velada de fazer pressão entre os servidores :

"Quem está sendo julgado agora pelo povo, não é só o governador, somos todos nós que trabalhamos no governo".

Não é a primeira vez que o governador usa a máquina nesta campanha. A Secretaria Estadual de Saúde usando o setor de Regulação e o caso dos outdors, são exemplos claros de como o governo vem usando de métodos pouco republicanos para tentar se reeleger.

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Estão querendo transformar a campanha no RN numa crônica policial de forma irresponsável

Carlos Alberto,

Lamentável ter que dizer isso, mas o governador do estado, Robinson Faria (PSD), candidato a reeleição, e agora a própria secretária estadual de Segurança Pública, Sheila Freitas, estão tentando dar veracidade e até credibilidade à suposta voz de um bandido que se utilizou de redes sociais, para tentar manchar a campanha da candidata do PT à sucessão estadual, Fátima Bezerra. Ou seja, a campanha para governador no Rio Grande do Norte foi transformada em crônica policial na medida que alguns blogs e até uma emissora de Rádio dão voz a um suposto bandido e o governador e sua secretária de Segurança corroboram com a irresponsabilidade.

E o pior é que a crônica policial foi institucionalizada, ecoando as falas de porta-vozes do governo que se utilizam de meios de comunicação para macular o nome de uma candidata que figura nas pesquisas de intenção de voto, em todos os institutos, sempre em primeiro lugar, até mesmo naqueles pagos por blogs e emissoras de Rádio que tentam criar um clima de terrorismo diante do eleitor, para ver se reverte o índice de rejeição do governo que já desponta para 80% e do candidato governista que atinge a quase 40%.

Nunca na história política do Rio Grande do Norte se viu situação tão deplorável, terrorismo, diria, do ponto de vista do acirramento político. Nem nos idos da década de 1960, quando o aluizismo e o dinartismo dividiam as paixões políticas se viu tamanho absurdo. Um governador candidato a reeleição institucionalizando a campanha com declarações estapafúrdias numa emissora de TV de grande audiência tentando, nas entrelinhas da entrevista, colocar que Fátima tem apoio de uma facção criminosa. Pra completar, a secretária de Segurança pública de seu governo vai também a uma emissora de Rádio dar credibilidade ao áudio que circula em redes sociais com a fala do dito líder da facção.

Tão logo tomei conhecimento, entrei em contato com o Ministério Público e encaminhei a Cibele Benevides, do MP Eleitoral, porque esta pessoa que está descrita nesse áudio é um preso muito conhecido. Já o prendi diversas vezes. Eu reconheci a voz dele, reconheço a voz dele naquele áudio. Se o áudio é verdadeiro ou não tem que ser investigado. Ele está preso. Gravem um áudio e comparem. Pra mim, aquela voz é de Colorau. Para quem conhece, para os agentes e policiais que trabalharam e conhecem o Colorau e ouviu aquela voz, reconhece como a voz dele”, disse a delegada.

O trecho da fala acima é da secretária de Segurança. Observe, caro leitor, que nem ela tem certeza de que a voz é do tal marginal quando diz claramente que "Se o áudio é verdadeiro ou não tem que ser investigado".

A pergunta que se faz necessária: e por que a secretária de Segurança Pública, Sheila Freitas, até pelo cargo que ocupa, de alta "responsabilidade", não procurou checar antes de dar uma entrevista se o áudio tinha veracidade? Por que como secretária de Segurança Pública, Sheila Freitas, não mandou investigar?  

Está na hora do Ministério Público Eleitoral entrar em ação e penalizar quem está tentando transformar a campanha eleitoral em uma crônica policial com ares de institucionalização, porque estão dando voz a bandido ao invés de se discutir propostas, é isso que interessa ao eleitor.

A conferir!

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O candidato Carlos Eduardo Alves precisa explicar algumas coisas aos eleitores do RN

Carlos Alberto,

O candidato a governador do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Alves (PDT), precisa explicar ao menos duas coisas aos eleitores do Rio Grande do Norte ocorridas durante a sua gestão como prefeito de Natal: primeiro, a ausência de repasse das contribuições previdenciárias dos servidores públicos municipais entre janeiro e junho deste ano, de acordo com o vereador Sandro Pimentel (Psol), que nesta sexta- feira (14), vai protocolar no Ministério Público de Contas denúncia sobre a suposta irregularidade. Segundo, as pedaladas fiscais cometidas em sua gestão durante os anos de 2015 e 2016, de acordo com informação contida no site do Ministério Público do Estado datada de junho do ano passado. Clique aqui para conferir.

Sobre a primeira denúncia, a partir de uma análise em planilhas disponibilizadas no portal da transparência, o vereador do Psol constatou que a prefeitura não repassou R$ 8.346.000, 00 em contribuições dos servidores para o Fundo Capitalizado de Previdência (Funcapre), bem como o executivo municipal também não fez nenhum repasse, entre janeiro e junho, das obrigações patronais com a previdência dos servidores. De acordo com Pimentel, a prefeitura de Natal deveria ter repassado R$ 22.290.000,00 ao Funcapre. Outros R$ 1,4 milhão em contribuições patronais obrigatórias da prefeitura não foram repassados para o outro fundo gerido pela Natalprev, o Fundo Financeiro de Previdência (Funfipre).

Com relação as pedaladas fiscais - manobras consideradas crimes de responsabilidade fiscal, feitas com o objetivo de “aliviar”, momentaneamente, as contas do governo, no caso da prefeitura -, o então procurador-geral de Justiça Rinaldo Reis Lima ofereceu denúncia ao Tribunal de Justiça – em junho de 2017 – contra o também então prefeito de Natal, Carlos Eduardo Nunes Alves, pela captação indevida, nos anos de 2015 e 2016, de tributos que somente seriam devidos nos anos subsequentes (2016 e 2017, respectivamente).

A antecipação teve como objeto o IPTU, a Taxa de Lixo, a COSIP e a TSD (Taxa sobre Serviços Diversos), e resultou na arrecadação de cerca de R$ 46 milhões em dezembro de 2015 e de, aproximadamente, R$ 56 milhões, no último mês de 2016. No total, a manobra fiscal levou à captação adiantada de R$ 102.096.467,59, em duas oportunidades, dos contribuintes natalenses.

Bom que se diga que a atuação comissiva do então prefeito de Natal violou o art. 37 da Lei de Responsabilidade Fiscal e se enquadra, em tese, no art. 1º, inciso XXI, do Decreto-Lei 201/67, que prescreve como crime a conduta de “captar recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido”. Pelo que se apurou no Procedimento Investigatório Criminal, as receitas de um ano fiscal foram claramente utilizadas para pagamento de despesas da prefeitura do ano anterior, o que reforça a ofensa à Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Ministério Público ofereceu, como determina a lei processual penal, a suspensão do processo até 31 de dezembro de 2020, desde que atendidas pelo denunciado as seguintes condições: 1) comparecimento trimestral perante o Poder Judiciário para informar e justificar suas atividades; 2) abster-se de, no exercício do cargo de Prefeito, voltar a captar recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido; e 3) pagamento de prestação pecuniária no valor de R$ 50 mil a ser destinada a uma instituição de assistência infantil situada no município de Natal/RN.

A menos que a denúncia tenha sido arquivada pelo TJRN pelo fato do então prefeito ter cumprido as recomendações do MP, até porque na própria denúncia é oferecida a suspensão do processo até dezembro de 2020, resta saber se o ex-prefeito e hoje candidato a governador está comparecendo trimestralmente perante o Poder Judiciário para informar e justificar suas atividades e se pagou a prestação pecuniária de R$ 50 mil a ser destinada a uma instituição de assistência infantil em Natal, e qual a instituição?

Como se observa, não existiu mesmo nenhum questionamento por improbidade administrativa na gestão do então prefeito Carlos Eduardo Alves, afora este último que ele rebate, ou seja, de está sendo acusado pelo MP de ter autorizado o aumento da tarifa de ônibus em troca de propina na forma de doação eleitoral, denúncia essa que deve e tem que ser muito bem esclarecida?

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Governador-candidato Robinson Faria age de forma insensata quando dá crédito a FaKe News

Carlos Alberto,

Que um apresentador de programa, que um blogueiro, dê repercussão a Fake News, ainda se admite, mesmo tendo por obrigação checar a informação antes de levá-la a seu público ouvinte ou leitor, isto se ele for um profissional ético e preocupado com a verdade. Mas um governador de Estado e candidato a reeleição proceder irresponsavelmente e dar crédito a notícias falsas, única e exclusivamente para atingir uma adversária política, isso já é  insensatez.

Pois foi o que o governador do Rio Grande do Norte e candidato a reeleição, Robinson Faria (PSD), fez na entrevista que concedeu nesta quarta-feira (12), à InterTV Cabugi. O governador-candidato, talvez por ser afeiçoado a redes sociais tenha dado crédito a um áudio falso, que circula nas redes já há algum tempo sem procurar se certificar da veracidade do áudio.

Robinson Faria, de forma irresponsável ou talvez mal orientado, afirmou que o presidente do Sindicato do Crime, facção criminosa que atua no estado, declarou apoio a candidata Fátima Bezerra (PT), que lidera todas as pesquisas de todos os institutos de intenção de voto para o governo do estado. Robinson Faria está em terceiro lugar com percentuais de voto bem distante de Fátima Bezerra.

Só pra refrescar a memória do leitor, no dia 19 de agosto, publiquei na coluna e no blogdobarbosa um artigo que falava que a campanha para tentar desqualificar Fátima começava de forma aleivosa. Clique aqui para conferir. Mas pelo visto o governador-candidato extrapolou o limite da sensatez e encampou essa aleivosidade. Como disse no início do texto, que as vivandeiras do poder procedam desta forma, até se entende, mas um governador de Estado tem que ter responsabilidade para não sair por aí publicizando Fake News, até porque notícia falsa é crime.

Espera-se do governador Robinson Faria, um político experiente com mais de 30 anos de vida pública, um mínimo de equilíbrio e que não coloque em xeque sua reputação. Baixar o nível da campanha, já na reta final, para tentar reverter sua situação como candidato, que segunda a última pesquisa BlogdoBG/98FM/Consult chega a quase 40%  de rejeição - pra ser mais exato 38,8% -, e cujo governo é da mesma forma mal avaliado com 76,88% de desaprovação, é ser baixo e muito perigoso.

Me parece uma certa incoerência porque o próprio governo Robinson lançou uma campanha alertando a população contra a divulgação de boatos e Fake News. Parece que o exemplo não foi assimilado, ao menos pelo governador-candidato.

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Apologia à violência

Carlos Alberto,

É de extrema preocupação que um candidato à Presidência da República mesmo enfermo, após sofrer um atentado, use as redes sociais para fazer apologia à violência, falo de Jair Bolsonaro (PSL-RJ). A foto, com ele fazendo gesto com as mãos que simula armas, um gesto característico de sua campanha, foi feita por seu filho Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), deputado estadual no Rio de Janeiro e candidato ao Senado que publicou na rede social Twitter, claro, com o consentimento do pai. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), outro filho do presidenciável, disse a jornalistas que não vê “nada que possa gerar violência”..

Bolsonaro certamente colheu o "fruto" de sua insensatez com o discurso de "bandido bom é bandido morto", e de que se eleito presidente da República irá revogar a Lei do Armamento. Violência gera violência. Esse discurso simplório e perigoso conquista parte do eleitorado cansado da violência que assola o país, no entanto, não é com gestos fazendo apologia à violência e assumindo uma posição de "Salvador da Pátria", de que vai acabar com a bandidagem que ele vai convencer parte do eleitorado, que mesmo cansado de tanta violência, está consciente de que o problema é muito complexo e não se resolve apenas matando bandido.

Lembro que o crime organizado está hoje, talvez, melhor aparelhado que o Estado, prova maior disso é a intervenção militar no Rio de Janeiro que não surtiu o efeito esperado. O combate a violência tem que ser combatido na raiz do problema, com políticas sociais capaz de dar oportunidade a crianças e jovens da periferia e dos morros  para que tenham perspectiva de vida. Se um jovem de classe menos favorecida não tem oportunidade de estudar e de ter um emprego, o tráfico de drogas o "adota" e o transforma num potencial traficante. Isso não é conversa filosófica, é fato!

Jair Bolsonaro com o seu discurso de apologia a violência só vai fazer piorar mais a situação, que já é de "guerra". Errado também querer se transferir o atentado sofrido pelo candidato ao campo político e tentar incriminar os partidos de esquerda por isso. É outro discurso da mesma forma perigoso. Isso provoca ainda mais o acirramento das discussões políticas no país, que já vem sendo vivenciado desde a eleição de Dilma Ruosseff, quando o Brasil ficou literalmente dividido.

Sob o título "o Brasil que eu não quero", a jornalista Heldegard Hangel publicou artigo no Jornal do Brasil dizendo que, "hoje, em véspera de eleição, momento crucial em que a preocupação geral é a segurança, os telejornais a enfatizam, como agentes provocadores de intimidação dos brasileiros. Apavorados, os cidadãos só enxergam seu pânico, alheios a qualquer perspectiva positiva. E ações extremas passam a ser única opção. Uma sociedade manipulada, não só pelos fatos, mas sobretudo pelo noticiário, que potencializa os temores de cada um. Nenhuma brecha para fatos construtivos. É esse o projeto político da grande mídia? Incendiar o país? Plantar a discórdia? A insegurança generalizada?"

E arremata:

"Esse medo coletivo fortalece a posição de candidatos sem qualquer capacidade ou preparo para exercer as funções de Presidente da República Federativa do Brasil, em que a segurança é fator importante, mas não único. E a educação? E a habitação? E o saneamento básico? E a retomada do desenvolvimento estagnado da Nação brasileira? E a engenharia brasileira, fundamental para o desenvolvimento e a multiplicação de empregos, desde a mão de obra não especializada ao engenheiro? Onde se quer chegar? Entregar a Nação a um despreparado? Ou a outro que já tenha mostrado competência? Qual o Brasil que queremos?"

Perfeita Hildegard Hangel!


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Governador, com todo respeito: ou o Sr mentiu ou lhe enganaram!

Carlos Alberto,

No primeiro programa eleitoral do governador Robinson Faria (PSD), candidato a reeleição, ele disse que mesmo com a crise que o estado enfrenta, não demitiu os cargos comissionados porque pensou nos pais e mães de família que ficariam "desempregados". Governador, com todo o respeito, digo que ou o Sr mentiu ou lhe enganaram!

Basta dar uma olhada no DOE (Diário Oficial do Estado) todos os dias, para se verificar que o governador-candidato está mentindo. Nos últimos meses, governador, a Sesap (Secretaria de Saúde Pública do Estado) tem sido alvo de constantes exonerações dos cargos em comissão, e o pior, quem demite, com a conivência do Sr governador, demite sem se importar que o cargo a ser exonerado para agraciar políticos que querem colocar apadrinhados, é estratégico ou não.

Fato, Sr governador-candidato, é que pessoas inexperientes estão substituindo técnicos da mais alta qualificação profissional. Na Sesap não resta mais quase nenhum cargo que não tenha sido trocado, em geral por cabos eleitorais ou parentes de candidatos a deputado. E o pior, Sr governador-candidato, é que na maioria dos casos os apadrinhados políticos não aparecem nem pra dar o expediente, sequer alguns deles se apresentaram à Sesap.

O caso mais gritante ocorreu na CPS (Coordenadoria de Promoção à Saúde). Em momentos de baixas coberturas vacinais, como a que estamos vivendo no Rio Grande do Norte, com a ameaça de retorno de graves doenças como o sarampo e a poliomielite, foi substituída a subcoordenadora da Vigilância Epidemiológica, pessoa com larga experiência e há tempos ocupando o cargo, em plena campanha vacinal.

Depois foi a vez governador-candidato, da coordenadora de Promoção à Saúde e, como se não bastasse, na última sexta-feira (31), foi exonerada a responsável pela imunização. Detalhe: enquanto o governo federal tenta elevar a cobertura vacinal em todo o país, no Rio Grande do Norte o governador-candidato parece não está preocupado com a situação, porque admite que sejam demitidos profissionais experientes e acostumados a lidar com o problema em troca de apadrinhados políticos, que estão fazendo da saúde pública moeda eleitoreira.

Em todos os casos, Sr governador-candidato, bom ressaltar, os apadrinhados políticos ainda não apareceram. Devem está trabalhando nas campanhas, não de vacinas, mas políticas, certamente. Isso é irresponsabilidade e um descaso com a saúde pública e falta de respeito aos profissionais de saúde. Profissionais estes comprometidos e responsáveis com a saúde do cidadão (ã) que depende do SUS (Sistema Único de Saúde).

Não à toa a jovem Laura Helena, filha de um político conhecido no nosso estado que apóia a reeleição do Sr governador, desistiu de ser candidata a deputada estadual, e em nota tornada pública ela foi taxativa logo no início. Abaixo trecho de seu texto:

"A velha forma de fazer política no Rio Grande do Norte impede minha candidatura. Candidata a deputada estadual com o melhor propósito, o de fazer da ação política um instrumento em benefício da nossa gente, me deparo com práticas e posturas com as quais eu não concordo, não adoto e desde o começo me posicionei contra. Só acredito numa representação justa, construída no ambiente republicano, respeitando as instituições, o processo democrático e o direito livre e soberano de escolha. Essas condições não estão presentes nessa campanha e, assim, não há como transigir diante do mercado livre em que se transformou essa eleição."

Dito isto, chamo a atenção para o Conselho Estadual de Saúde, órgão que acredito ser sério, e para o Ministério Público Eleitoral, que como já disse em Editorial anterior, a saúde pública do Rio Grande do Norte foi transformada em moeda eleitoral, num mercado livre, como bem disse a jovem Laura Helena. Basta um olhar mais apurado para se verificar o que venho dizendo, já há algum tempo, sem que providências tenham sido tomadas. Isso é crime!

A conferir!

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A saúde como moeda eleitoral

Carlos Alberto,

O MPE (Ministério Público Eleitoral) tem que está atento, muito atento mesmo, e colocar olhos de lince nestas eleições, sobretudo na saúde pública do estado e do município de Natal. Estão usando as pastas da Saúde como moeda eleitoral e isso é crime.

Já havia postado que em ano de eleições até pacientes que precisam de cirurgias através do SUS (Sistema Único de Saúde) acabam servindo como ‘moeda eleitoral”.Quem acompanha o meu blog leu. Essas coisas vazam, por mais que os políticos achem que não. Assim como chegou ao blogdobarbosa a informação de que o setor de Regulação de Cirurgias da Sesap estaria sob o domínio dos políticos principalmente deputados candidatos a reeleição e novos postulantes ao cargo ligados ao governador Robinson Faria (PSD), também candidato a reeleição, chegou a informação de que o Sisreg (Sistema de Regulação de Exames de Alta e Média Complexidade) da Secretaria Municipal de Saúde de Natal estaria também atuando da mesma forma, ou seja, privilegiando políticos da região Seridó do estado que apoiam a candidatura a governador do ex-prefeito, Carlos Eduardo Alves (PDT).

“A regulação do município de Natal, que administra o Sisreg, está direcionada para os municípios do Seridó e a intenção é ajudar a eleger o filho de um político conhecido na região”, me disse a fonte, colocando que a ex-secretária de Saúde de Natal foi demitida por se recusar a atender as solicitações feitas pelo tal político, que quer eleger o filho deputado estadual. Nessa leva de mudanças a coordenadora do Sisreg também foi exonerada, observou a fonte. Não custa o Ministério Público apurar.

Um ex-deputado que quer eleger a filha deputada estadual e um médico dirigente sindical também candidato a deputado e que apoiam a reeleição do governador Robinson Faria (PSD), lotearam alguns cargos-chaves na Secretaria Estadual de Saúde. Basta ler o Diário Oficial do Estado nas semanas e verifica-se o que estou dizendo.

Não só isso, plantões eventuais estão sendo escalonados de forma graciosa com plantões noturnos para pessoas que trabalham na Sesap apenas no horário normal e por aí vai, segundo servidores. Isso também é fácil de apurar. Basta solicitar a escala de plantões dos últimos dias ou meses.

E tem mais: à boca-pequena diz-se que houve uma grande reunião na casa de um médico para turbinar a campanha da filha do ex-deputado e do médico sindicalista e passaram o "convite" para os servidores. Não se trata, portanto, de Fake News, ou seja, notícias mentirosas, mas informações colhidas nas fontes, cabe agora o Ministério Público Eleitoral investigar ou ao menos ser provocado.

A conferir!

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Campanha para tentar desqualificar Fátima começou de forma aleivosa nas redes sociais

Carlos Alberto,

A campanha para tentar desqualificar a candidata Fátima Bezerra (PT) ao governo do Rio Grande do Norte começou. Bastou a pesquisa Ibope de intenções de voto ser divulgada pela Inter TV/Cabugi na última sexta-feira (17), colocando Fátima com 34%, seguida de longe por Carlos Eduardo Alves (PDT), com 15% e  e em terceiro lugar o governador Robinson Faria (PSD), com apenas 8%, que as vivandeiras do poder se arvoraram em publicar textos nas redes sociais contra a senadora que ganhou o Prêmio Congresso em Foco, julgado por 89 jornalistas que cobrem o Senado, ficando na quarta colocação entre os cinco parlamentares mais assíduos e atuantes na Casa. Na votação popular para o mesmo Prêmio, via internet, Fátima Bezerra ficou em 6º lugar concorrendo com mais 41 senadores. Detalhe: A exemplo dos anos anteriores, parlamentares com acusações criminais não puderam ser votados.

Às vivandeiras do poder,  lembro que Carlos Eduardo Alves, que não gosta de assinar o sobrenome, representa o candidato das oligarquias. Basta ver o seu palanque: Henrique Eduardo Alves (MDB), réu na Lava Jato; senador Garibaldi Alves (MDB), citado na referida operação; prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarilini, que deixou o governo do estado em situação caótica, e agora indicou o filho Kadu Ciarlini para vice de Carlos Alves e; claro, o governador Robinson Faria (PSD) – candidato que tem como seus aliados o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), relator da Reforma Trabalhista e algoz da classe trabalhadora, e o usineiro Geraldo Melo (PSDB), ex-governador que deixou o governo com o funcionalismo público com cinco meses de atraso no pagamento, fazendo escola pra Robinson que também atrasou salários. Não se pode deixar de dizer que na sondagem sobre rejeição Robinson Faria otbteve 59% e o seu governo foi avaliado com 81% também de rejeição, segundo a mesma pesquisa Ibope.

Lembro aos incautos de plantão  que na eleição para prefeito de Natal em 2008, na véspera do primeiro turno em que a disputa entre Fátima Bezerra e Micarla de Sousa, então no PV, se acirrou, o extinto O Jornal de Hoje, encartou na edição que circulou no final da tarde do sábado – a eleição era no domingo – um folhetim difamando Fátima Bezerra com um texto baixo, desrespeitoso, fascista e preconceituoso. O resultado da eleição todos sabem: Micarla de Sousa foi eleita com o apoio do então presidente da Assembleia Legislativa, hoje governador Robinson Faria, do senador José Agripino Maia e do deputado federal Rogério Marinho. Uma gestão desastrosa que serviu de discurso de retrovisor para Carlos Eduardo Alves na campanha seguinte, mantendo esse mesmo discurso como gestor até bem pouco tempo.

Agora, de uma forma mais, digamos, refinada e usando as redes sociais, as vivandeiras do poder voltam a carga contra Fátima Bezerra, utilizando-se de textos com ilações e achismo para tentar iludir o eleitor de que se Fátima for eleita governadora, o Rio Grande do Norte estará fadado a entrar numa crise pior do que já se encontra. Ora,ora,ora, caro leitor, como podem dizer que Fátima não será uma boa governadora sem antes ter passado pelo Executivo? A título de lembrança, em uma das campanhas de Lula, o ex-presidente da poderosa Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ) Mário Amato, chegou a dizer que se Lula fosse eleito mais de 800 empresários iriam pra fora do país. No entanto, Lula foi eleito tendo um empresário como vice, José Alencar, e ao contrário, nenhum empresário foi embora do país. Lula gerou emprego e renda, a economia cresceu, e ainda trouxe montadoras estrangeiras para o país.

A título de outro exemplo, as mesmas vivandeiras que pregam o caos no Rio Grande do Norte se Fátima for eleita governadora, são as mesmas que votaram em Micarla de Sousa para prefeita de Natal. Diziam que Micarla como administradora era competente e citavam a TV Ponta Negra, emissora da família Sousa como exemplo de boa gestão. Micarla na época era diretora-presidente da Ponta Negra. No entanto, ao assumir a prefeitura do Natal provou que não é bem assim. O caos se instalou na cidade e até hoje se fala nisso.

Fato é que o Ministério Público Eleitoral precisa está atento as redes sociais onde se prega o ódio e até o fascismo pelo fato de Fátima ser do PT e tendo reais chances de governar o Rio Grande do Norte. Campanha se ganha no voto e não com aleivosidade pregada nas redes sociais para ludibriar o eleitor. 

A conferir!

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Os adversários de Fátima faltam com a verdade

Carlos Alberto,

Natural que numa campanha majoritária pincipalmente em se tratando de cargos para o Executivo, no caso em questão, para governador (a), os adversários que estão em desvantagem nas pesquisas se utilizem de artifícios para desconstruir aquele candidato (a) que lidera as intenções de voto.

A candidatura de Fátima Bezerra (PT), que mantêm-se na frente em todas as pesquisas de diferentes institutos incomoda e muito seus principais adversários, Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD). Normal, afinal Fátima representa a quebra de paradigmas arcaicos instalados no Rio Grande do Norte há mais de 50 anos com oligarquias se revezando no poder, quando não, representantes delas.

O discurso do atual governador Robinson Faria, candidato a reeleição, de que Fátima não tem condições de atrair investimentos para o Estado e abrir conversas com o segmento do setor empresarial e de que “em muitos casos trabalhou contra o Rio Grande do Norte” no Senado, é um discurso sem fundamento e de fácil desconstrução. 

A título de exemplo, Fátima Bezerra já afirmou e reafirmou que vai reestruturar o Proadi (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial) e abrir diálogo com o empresariado desmistificando o mito de que o PT é contra o empresariado, contando ao seu lado com o senador Jean Paul-Prates – atual suplente de Fátima no Senado -, que já foi, inclusive, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico. Aliás, Jean Paul-Prates é um dos maiores especialistas em energia eólica no Brasil e o Rio Grande do Norte tem boas perspectivas neste setor para os próximos anos. Ou seja, mais investimentos para o estado.

A geração de energia eólica no Brasil cresceu em julho deste ano 24% ante igual período do ano passado, à medida que novos parques entram em operação em um setor que deve ser a segunda principal fonte da matriz elétrica já em 2019. O setor de energia eólica está em trajetória crescente, com perspectiva de chegar em 2022 com uma capacidade instalada de 17,6 gigawatts no país, contra atuais 13,4 GW.

Os investimentos em energia eólica podem garantir conta de luz gratuita por pelo menos 20 anos. A projeção é da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) considerado os contratos firmados em leilões e no mercado livre. O Brasil conta atualmente com 534 parques eólicos, sendo a maioria no Nordeste: 137 no Rio Grande do Norte; 111 na Bahia e 80 no Estado do Ceará. Previsão da ABEEólica avalia que o setor deve chegar a 2022 com uma capacidade instalada de 17,6 gigawatts no país.

Vale ressaltar que o segmento de energia eólica no Rio Grande do Norte conta com o apoio da UFRN, IFRN, Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (Seern), Conselho Regional de Economia, Sebrae e Federação das Indústrias do RN (Fiern).

Não só isso, Fátima vai investir no turismo, principal indústria do Rio Grande do Norte, atraindo investidores e não deixando que empresas que querem se instalar aqui, não sejam prejudicadas por burocracia ambiental, caso do Hotel que virou um elefante branco na via Costeira na gestão do então prefeito Carlos Eduardo Alves, deixando de gerar emprego e renda para os natalenses. Fátima também pretende interiorizar o turismo não ficando restrito apenas a Natal.

Fátima como senadora também trouxe para o RN 19 Institutos Federal de Ciência e Tecnologia – antes só existiam dois, um em Natal e outro em Mossoró. É verdade que a expansão dos institutos foi obra e graça dos governos Lula, mas Fátima conseguiu trazer um  número de Institutos federais para o Rn maior que em outros estados. Detalhe: além de trazer para o estado escolas com educação de qualidade, a construção destes institutos movimentou o setor da construção civil e gerou emprego. Kits de equipagem para todos os Conselhos Tutelares no estado também foram trazidos para o RN pela parlamentar Fátima Bezerra. Com isso o RN foi o primeiro Estado do país a equipar todos os conselhos tutelares. O kit era um veículo, computadores, impressoras e geláguas. Pelo menos mais de R$ 37 milhões, através de emendas no OGU (Orçamento Geral da União), foram destinados para a compra de 157 ônibus escolar para o Estado, bem como equipamentos para escolas, contemplando 59 municípios, implantação da Escola Multicampi de Medicina da UFRN em Caicó, beneficiando jovens também de Currais Novos e Santa Cruz.

A Escola Multicampi de Medicina possibilitiu a expansão de vagas remanescentes de Medicina, um dos objetivos do Programa Mais Médicos. A ideia era interiorizar as oportunidades e a inclusão social, inclusive, a estudante de Medicina dessa Escola, Ana Luiza Lima, de Caicó, representou os estudantes na solenidade de dois anos do Programa Mais Médicos, no governo Dilma, sendo objeto de reportagem no Jornal Nacional.

Sobre o que disse o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, de que Fátima só pensa em Brasília, também não é verdade. Tanto assim que o povo fez o chamamento para ela ser candidata ao governo. Fátima, ao contrário de Carlos Eduardo Alves, tem o que falar sobre o Rio Grande do Norte. Carlos Eduardo Alves não. Foi prefeito as custas de um discurso de retrovisor usando o nome da ex-prefeita Micarla de Sousa e continuou a usar esse mesmo discurso na sua gestão. Uma gestão feijão com arroz, nada inovador, onde coleta de lixo e pavimentação asfáltica foi, digamos, sua grande obra. Nada mais que a obrigação de um gestor municipal. Aliás, deixou para o seu sucessor na prefeitura, Álvaro Dias, uma “obra” inacabada, o asfalto das avenidas Hermes da Fonseca e Salgado Filho, só tendo sido feito uma parte, num bairro onde o IPTU é um dos mais caros da cidade. E, igual ao governador, também atrasou salários do funcionalismo público.

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Realizada as convenções no RN o quadro fica nítido sobre quem representa quem

Carlos Alberto,

Encerrada as convenções para homologações das candidaturas e a oficialização das coligações o quadro agora fica bem nítido no que diz respeito ao que representa os principais candidatos (as) aos cargos majoritários. Ou seja: quem representa quem no jogo político-partidário.

Numa leitura simplista, pode-se dizer que a “coligação Frente Popular (PT/PCdoB/PHS), que tem um perfil de esquerda, tendo como cabeça de chapa Fátima Bezerra (PT) e como seu vice, o dirigente comunista Antenor Roberto (PCdoB) e como candidatos ao Senado o médico Alexandre Motta (PT) e também a médica Zenaide Maia (PHS), representa os anseios da classe trabalhadora, além de ter uma identificação ideológica.

Já a coligação “O RN tem jeito”, encabeçada pelo ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), e que tem como vice o jovem Kadu Ciarlini (PP),  filho da prefeita de Mossoró , Rosalba Ciarlini (PP), e como candidatos ao Senado, Garibaldi Alves Filho (MDB), que tentará a reeleição, e o pastor Antônio Jácome (Podemos), representa sem sombra de dúvidas as oligarquias que comandam a política do Rio Grande do Norte há décadas. Senão vejamos: numa coligação que tem o MDB comandado pela família Alves e o DEM, do senador José Agripino Maia, que agora vai sair pra federal, não se pode dizer outra coisa. As oligarquias se juntam mais uma vez para tentar chegar ao Poder e lotear os cargos no governo. Essa coligação não tem um projeto de governo, tem um projeto de poder.

No que diz respeito a coligação “Trabalho e Superação” e que tem como candidato a governador o atual governador do estado, Robinson Faria (PSD), que tentará ser reeleito, o que predomina é a “força” empresarial, onde o próprio Robinson é do ramo salineiro, e o seu vice, empresário Tião Couto é do ramo petrolífero sendo sócio da EBS (Empresa Brasileira de Serviços de Perfuração), detendo um capital social estimado em R$ 32 milhões, segundo dados do TRE da última eleição quando Couto concorreu a prefeito de Mossoró.  A chapa encabeçada por Robinson Faria conta ainda com o único candidato ao Senado, Geraldo Melo (PSDB), que já foi usineiro, ex-dono da usina São Francisco, no Vale do Ceará-Mirim. Não custa lembrar que Geraldo Melo já foi gvernador do RN e deixou o cargo com um atraso de cinco meses nos salários do funcionalismo público.

Somado a isso, há de se dizer que Robinson Faria, que entrou na política pela porta do antigo PMDB, hoje MDB, conta com o apoio do deputado federal, candidato a reeleição, Rogério Marinho, tido como algoz da classe trabalhadora, pois que foi relator da famigerada Reforma Trabalhista. Como se observa a formação da coligação “Trabalho e Superação” tem uma tendência neoliberal, tendência essa que defende o enxugamento da máquina, como já falou o prório Geraldo Alckmin, candidato tucano à Presidência da República, inclusive, com a extinção do Ministério do Trabalho. Alckmin conta com o apoio do PSD de Robinson  à sucessão presidencial.

A conferir!

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Quanto mais tentam impedir Lula de ser candidato, mais o petista cresce

Carlos Alberto,

Dois fatos me chamaram a atenção na semana passada sobre as tentativas de impedir Lula de ser candidato: o primeiro foi no início da semana, quando o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, titular da Operação Lava-Jato, ao participar do Fórum Reconstrução do Brasil, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, na capital paulista, foi questionado sobre as ações durante as suas férias. “A imprensa vive questionando o juiz, porque as férias são muito longas, com alguma razão. E quando o juiz trabalha nas férias, também criticam”, declarou. Moro disse ainda que já apresentou sua resposta, sem especificar detalhes, ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que o intimou a respeito do impasse na soltura de Lula. Aí o magistrado disse:

"Posso ter me equivocado, nenhuma pessoa é perfeita. Mas sempre agi com a pretensão de fazer o que era certo”.

Ora,ora,ora. O simples fato de Moro dizer que pode ter se equivocado na decisão de não autorizar a soltura de Lula, mesmo estando de férias, já demonstra um mea-culpa, embora que diante de sua soberba não queira admitir, colocando em seguida que sempre agiu com a pretensão de fazer o que era certo. Óbviamente, mesmo equivocado, como admitiu, o "certo' para Moro naquele momento era descumprir uma determinação de um desembargador de plantão em plena função, já que este não se encontrava de férias como ele.

O outro fato diz respeito a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que afirmou que a Procuradoria Geral da República irá ajuizar ações judiciais de impugnação contra todos os candidatos cuja candidatura esteja vetada pela Lei da Ficha Limpa, incluindo os condenados por órgão colegiado.

Dodge anunciou também que o Ministério Público vai pedir a devolução de todo recurso público usado na campanha eleitoral por político que já seja enquadrado na Ficha Limpa e cuja candidatura venha a ser impugnada pela Justiça Eleitoral.

Assinei uma instrução normativa no âmbito da [minha] atribuição eleitoral que visa instruir os procuradores regionais eleitorais sobre uma questão que é importante. […] Orienta que todos os promotores e procuradores ajuízem ação de impugnação ao registro, com base na lei complementar 64, [como na] existência de condenação transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado”.

Isso é uma sinalização para impugnar a candidatura de Lula, não tem outro objetivo e o recado foi dado de forma velada.

Sabe-se que Lula é preso político, líder em todas as pesquisas de intenção de voto. Lula está preso, na verdade,  para ser impedido de disputar as eleições, como apontam as maiores lideranças do mundo, como o senador Bernie Sanders, político mais popular dos Estados Unidos, entre tantas outras personalidades mundiais do mundo político e artístico.

O que se observa claramente é uma orquestração para aniquilar Lula da política, pois que sabem se ele puder ser candidato ganha em primeiro turno, tal a popularidade do petista. É por isso que digo, Lula é igual a fermento pra fazer massa de pão, quanto mais a "artilharia pesada" da imprensa golpista mira nele e quanto mais tentam impedir Lula de ser candidato, mais o petista cresce.

A conferir!

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A indústria das delações para manter Lula preso e `amenizar´ prisões de pulhas não tem limite

Carlos Alberto,

Em maio deste ano o jornal espanhol El País publicou reportagem sobre a "indústria das delações" na Lava Jato com o título Especialistas em delação fecham acordos antes de cliente ser investigado. Seus métodos de defesa, que se valem de instrumentos relativamente novos e ousados para o padrão do direito brasileiro, como a colaboração premiada, formam o que o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), classificou pejorativamente, de “novo direito de Curitiba”. “É um grupo muito coeso”, disse o ministro.

Jovens (a maioria tem menos de 45 anos) e ambiciosos, dizia o El País na matéria, os profissionais se tornaram referência para aquilo que os investigados buscam no momento do desespero de uma potencial prisão repentina: são profundos conhecedores dos métodos, preferências e gostos do juiz Sérgio Moro, autor da maioria dos comandos da Lava Jato, e dos procuradores que integram a força-tarefa da operação.

Advogados que atuam na Lava Jato, afirmavam nos bastidores, que quem entrega políticos com “valor de mercado”, como os ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ou o presidente Michel Temer (MDB), acabaria ganhando mais benefícios do que aqueles que entregavam esquemas relativamente desconhecidos, mesmo que envolvessem grandes quantias de desvio de dinheiro público. Um exemplo citado é o do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT), que ao citar Lula e figurões da Petrobras obteve a permissão para manter o mandato de senador, o parcelamento de multa de R$ 1,5 milhão em até 10 vezes e o limite de no máximo 15 anos de prisão ao fim do processo. O MPF, porém, pediu a suspensão dos benefícios porque Delcídio teria mentido sobre fatos que levaram à abertura de ação penal contra sete pessoas, incluindo Lula. Para o MPF, o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não foi encomendado ou interessava a Lula, como disse Delcídio, mas sim ao próprio senador.

Apesar de não dizerem valores, a estimativa é que cada causa que aceitam gire em torno de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões. O valor seria quase o mesmo que o cobrado por advogados experientes do mundo político, como Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

Compartilhando o internauta que assina como Zeli Dalosto, nas redes sociais, percebe-se claramente que Moro vazou todas as informações - digo, delações - com o nome de Lula, e a Globo tratou de divulgar em horário nobre no Jornal Nacional, onde todos, absolutamente todos, inclusive o X-9 do Pallocci, diziam que Lula roubou, sem provas. Foram procurar contas em paraísos fiscais de Lula e encontraram contas de Eduardo Cunha e até de empresários. De Lula nada. O que encontraram foram empresas off-shore da Globo, FHC, Serra, Aécio, e de Lula nada. Foram à operação Zelotes e encontraram a Gerdau, Itaú, Volswagen, Bradesco, e Lula nada.

Foram ao triplex do Guarujá, verificaram que não existiu nenhuma reforma e tampouco o imóvel pertencia a Lula, como descobriram que o resto do prédio é da Mossak, lavanderia internacional que presta serviços a empresários. Foram atrás de um sítio e em nenhum cartório, gaveta, cofre ou caixa de laranjas há documentos afirmando que Lula é dono da propriedade.

De Lula só descobriram que é torcedor roxo do Corínthians.

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