Propaganda na TV e rádio terá menor audiência

Diógenes Dantas,
Arquivo/Nominuto
Há quem diga que a audiência da TV e do rádio será menor diante de tantas telas e mudanças nos hábitos e costumes na era digital.

A propaganda eleitoral na TV e no rádio já começou. Entramos em nova fase da campanha eleitoral.

Muitos candidatos - em especial os tradicionais e mais poderosos - apostam suas fichas neste tipo de propaganda.

Sem dúvida, o alcance da TV e rádio é extremamente relevante num país continental. Mas muita gente se pergunta hoje: a TV e o rádio vão influenciar mais do que a internet com suas redes sociais?

Na fase de pré-campanha, não há dúvida, a internet imperou sozinha e foi fundamental para a consolidação e sobrevivência de algumas candidaturas.

Na corrida presidencial, por exemplo, cito pelo menos duas sem grande estrutura partidária: Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede).

Com pouco tempo de rádio e TV, a internet vai ser fundamental para este dois políticos, que seguem entre os mais citados nas pesquisas eleitorais.

Nestes tempos de revolução digital, a tela pequena (smartphones, tablets e PCs) tem levado vantagem em relação à tela grande (televisão).

O Brasil tem hoje mais smartphones ativos do que habitantes. São 220 milhões de aparelhos em funcionamento para uma população de 207 milhões pessoas.

Dos 147 milhões de eleitores, creio eu, grande parte possui uma tela pequena (smartphone) nas mãos.

As pessoas estão cada vez mais assistindo televisão de olho na tela pequena. Quando muito, a pessoa levanta os olhos para ver algo de seu interesse e volta rapidinho para o WhatsApp, Facebook, Twitter ou para aquele aplicativo de sua preferência.

Há quem diga que a audiência da TV e do rádio será menor diante de tantas telas e mudanças nos hábitos e costumes na era digital.

Há quem fale que a TV e o rádio ainda serão fundamentais para escolha do eleitor, principalmente nos rincões do país, onde os hábitos urbanos são mais diluídos e distantes.

Há quem diga que as redes sociais são complementares à propaganda eleitoral tradicional.

Eu fico com a turma que acha que a audiência do horário eleitoral será menor, e que a internet terá papel de grande influência na escolha do voto.

Eu acredito que as inserções na programação serão mais eficazes do que os dois blocos diários da propaganda eleitoral.

Por quê? Porque vai pegar o eleitor desprevenido, sem muita reação para mudar de rádio ou zapear pela TV.

Em algum momento, aquela inserção deste ou daquele candidato vai te pegar.
É bom dar uma olhada com calma. Isto pode ajudar você a votar bem, votar melhor.

Muita gente ainda está indecisa, doida para votar branco ou nulo.

O Brasil, incluindo nosso pequeno Rio Grande do Norte, precisa que você vote.



DD.

Tags: Eleições 2018 rádio TV
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