Bancada quer explicações de Graça Foster sobre investimentos da Petrobras no RN

Diógenes Dantas,

petrobrasA crise do emprego nas empresas que prestam serviços à Petrobras no Rio Grande do Norte é, no mínimo, preocupante. 

Entre 2012 e 2013, mais de 1.500 trabalhadores perderam seus empregos. E muitos outros estão ameaçados de perder seu ganha pão.

Por um motivo muito simples: a prioridade da Petrobras é o pré-sal e não a produção em terra, perfil maior do Estado na produção de petróleo.

Apesar da negativa da Petrobras, o investimento da empresa vem caindo no Rio Grande do Norte. Basta dar uma olhada nos números da própria Petrobras. De 2012 para 2013, a redução foi de R$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão em 2012 e 1,3 bilhão em 2013).

A classe política do RN começou a mobilização em favor dos investimentos da Petrobras no Estado. Na semana passada, o presidente da Câmara, deputado federal Henrique Eduardo Alves, participou de um audiência pública em Mossoró, convocada pelo vereador Genivan Vale (PR), sobre a crise.

E o principal resultado do encontro foi o compromisso de Henrique Eduardo de marcar uma reunião com a presidente da Petrobras, Graça Foster, a dama de ferro do setor petrolífero. Isso deve acontecer na quinta-feira (18).

Henrique Eduardo prometeu disponibilizar um avião da FAB para levar a bancada e os políticos de Mossoró que debatem o tema.

Tem que fazer isso mesmo. O assunto é grave e merece uma resposta imediata da presidente da Petrobras. E Henrique Eduardo, agora como presidente da Câmara, tem de mover mundos e fundos para cuidar deste e de outros assuntos de interesse do nosso Estado.

Aliás, eu sugiro que a bancada aproveite o encontro com Graça Foster para saber como estão os estudos da Petrobras sobre a camada do pré-sal na costa nordestina, em especial, no litoral do Rio Grande do Norte. 

Será possível que só tem pré-sal na Bacia de Campos (RJ), no litoral paulista e na costa do Espírito Santo? Torço para que tenhamos pré-sal aqui também. Nós temos de entrar nessa onda.

O problema das empresas de petróleo e gás que prestam serviços à Petobras é tão grave que a prefeita de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), já fala em redirecionar os investimentos para o setor de eólicas. Será que é hora para fazer isto?

Eu entendo a angústia da prefeita, mas é preciso brigar mais pela produção de petróleo em terra antes de mudar o foco destas empresas. Afinal, o petróleo ainda é nosso.

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