Henrique usou um míssil israelense para derrubar Robinson

Diógenes Dantas,
Frankie Marcone/Nominuto
Henrique Alves usou um 'míssel' israelense importado diretamente da Faixa de Gaza para atingir Robinson Faria.

Em meados do primeiro turno da campanha eleitoral, eu comentava que o candidato Robinson Faria (PSD) atirava com 'espingarda de soca' ou de 'chumbinho' contra Henrique Alves (PMDB) quando apontava gente do PMDB no Governo Rosalba.

Eu dizia que Robinson ia precisar de armamento mais pesado para atingir Henrique, que naquele momento estava cotado para vencer a eleição no primeiro turno.

Na sequência da campanha eleitoral, Robinson bateu no adversário com força, aludindo o envolvimento de Henrique em vários escândalos, entre os quais, o do 'propinoduto da Petrobras'.

O troco de Henrique veio na forma de um 'míssil' israelense importado diretamente da Faixa de Gaza.

A denúncia de Henrique sobre a existência de 96 apartamentos de um condomínio em Nova Parnamirim entre os bens do adversário, obra incluída no programa governamental Minha Casa, Minha Vida, gera embaraços e constrangimentos a Robinson Faria na reta final da campanha.

Segundo a nota da assessoria de Robinson, trata-se de uma transação imobiliária legal (a construtora MRV construiu num terreno do político, cabendo a ele 187 unidades, das quais, 31 foram entregues).

Mas a declaração de apenas 31 das 96 unidades à Justiça Eleitoral, que constam no nome de Robinson, deu margem para Henrique usar a transação na campanha como prova da falta de transparência do adversário.

O candidato do PMDB ainda apontou uma dívida de R$ 153 mil em taxas de condomínio, fato contestado por Robinson. Segundo a assessoria do candidato, a dívida é de responsabilidade da construtora.

O episódio é mais um que consolida o baixo nível da atual campanha eleitoral. Em vez de propostas, o eleitor norte-rio-grandense é brindado com ataques pessoais dos principais candidatos ao governo. 

Seja quem for o eleito, o futuro governador vai precisar melhorar o nível de sua atuação política. A impressão que fica é a pior possível.


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Manchetes da quarta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

folha_22_10_14Tribuna do Norte: Contaminação inutiliza 30% dos poços de Natal

Novo Jornal: Natal vai ganhar mais dois túneis e sete viadutos

Jornal de Fato: Escassez do rio Piranhas já ameaça as cidades

Gazeta do Oeste: Caern alerta para necessidade de racionamiento no Seridó

O Mossoroense: Tropas federais acompanharão eleições em 40 municípios do RN


Nacionais:

O Globo: TSE diz que campanha virou a do 'vote no menos pior'

Folha de São Paulo: Otimismo com economia dispara e beneficia Dilma

O Estado de São Paulo: Agência federal e SP trocam acusações sobre crise da água

Correio Braziliense: Agência internacional rebaixa a Petrobras

O Povo: A 5 dias da eleição, ataques se intensificam

A Tarde: Seca e alimentos pressionam a inflação

Diário de Pernambuco: Dilma faz campanha do sertão ao cais

Jornal da Paraíba: STF quer ouvir Ricardo sobre intervenção na PB


Mais uma virada na campanha presidencial

Diógenes Dantas,

dilma-aecio_370A corrida presidencial segue indefinida, mas Dilma Rousseff (PT) vive um bom momento.

Ontem (20), o Datafolha apontou uma virada dela sobre Aécio Neves (PSDB) a cinco dias da votação.

Segundo o instituto, Dilma tem 46%, contra 43% do tucano em votos totais. O número de brancos e nulos é de 5%. Os indecisos somam 6%.

Em se tratando de votos válidos, o que importa na contagem do TSE, Dilma tem 52% das intenções nos votos válidos, contra 48% de Aécio.

No levantamento anterior, Aécio liderava por 51% a 49%.

Ou seja, o pleito está apertado. A propaganda presidente se mostra mais eficiente na reta final da campanha, uma das mais acirradas desde a redemocratização do país.

A pesquisa foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo. Foram entrevistados 4.389 eleitores em 257 municípios.

O registro no TSE é o BR 01140/2014.


Por estas plagas, nosso Rio Grande do Norte, não há notícia de pesquisa eleitoral desde a divulgação dos números do Ibope na semana passada.

Pelo placar do Ibope, considerando apenas os votos válidos, Robinson tem 54%, contra 46% de Henrique.

A Intertv vai divulgar o Ibope nesta semana? A dúvida persiste na cabeça de muitos eleitores.


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Manchetes da terça-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

tn_21_10_14Tribuna do Norte: Governo admite não ter como pagar a Arena

Novo Jornal: Prefeitura amplia pontos de 'pardais' que multam a 50 km

Jornal de Fato: 37% das crianças no RN estão acima do peso

Gazeta do Oeste: Cinco mortes em três dias em Mossoró

O Mossoroense: Deputado acusa Francisco José Jr. de comprar lideranças


Nacionais:

O Globo: Dilma passa Aécio, mas empate técnico continua

Folha de São Paulo: Dilma atinge 52% e Aécio tem 48%, aponta Datafolha

O Estado de São Paulo: Dilma tem 52% e Aécio, 48% em empate técnico, diz pesquisa

Correio Braziliense: Como o bolso influencia o voto dos brasilienses

O Povo: Primeiras 15 estações vão funcionar em novembro

Diário de Pernambuco: Os sete desafios de quem for eleito presidente

A Tarde: Esquema de fraude em licitações na Bahia é desmontado

Jornal da Paraíba: Uso de detento em ação eleitoral fere legislação


O sujo falando do mal lavado

Diógenes Dantas,
Eduardo Enomoto/R7
Na Record, Dilma e Aécio evitaram as ofensas pessoais que marcaram os últimos confrontos, na Band e no SBT.

O debate da TV Record, ontem (19) à noite, foi marcado por um tom mais ameno entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Como deseja boa parte dos brasileiros, os finalistas da corrida presidencial evitaram as ofensas pessoais que marcaram os últimos confrontos, na Band e no SBT.

O apego à civilidade não foi escolha própria de nenhum deles - nem de Dilma, nem de Aécio.

As pesquisas diárias da campanha detectaram que a agressividade dos dois é rejeitada pelo eleitorado. O brasileiro anda mais preocupado com as propostas de Dilma, candidata à reeleição, e Aécio, que busca encarnar o projeto de mudança.

Mais propositivos, como exige o eleitorado, Dilma e Aécio debateram questões ligadas à segurança pública, às micros e pequenas empresas (o Simples), a gestão de bancos públicos, o controle da inflação, e a flexibilização das leis trabalhistas, temas recorrentes nos debates dos presidenciáveis na TV.

O caldo entornou quando o assunto foi o escândalo da Petrobras. Sem agressões pessoais, eles trocaram acusações. Aécio acusando a turma do PT de ser responsável pela corrupção na empresa. E Dilma acusando o ninho tucano de também receber propina do esquema.

Para o telespectador, ficou a impressão que era o sujo falando do mal lavado.

Essa história da Petrobras ainda vai longe. Ainda vai render muito assassinato de reputações.

Falta o debate da Globo, na sexta-feira (24). O público espera civilidade. Afinal, Aécio e Dilma são candidatos à presidência da república, e não a síndico do Minha Casa, Minha Vida ou a presidente de clube de futebol.

As ofensas devem se restringir ao mundo sem controle da internet, infelizmente, outro fato reprovável.


Ouça o Podcast:

 


Assista o vídeo do debate da Record:



Manchetes da segunda-feira

Diógenes Dantas,

Nacionais:

Veja_20_10_14O Globo: Caso Petrobras é destaque em debate sem ofensas

O Estado de São Paulo: Petrobrás e gestão marcam debate sem ataques pessoais

Folha de São Paulo: Maioria sofre falta d'água em SP e já planeja estocar

Correio Braziliense: Dilma e Aécio baixam temperatura de debate

O Povo: Debate: Camilo x Eunício: Tensão e confronto entre os candidatos

Jornal do Commercio: Dilma e Aécio em debate civilizado

A Tarde: Índice de endividamento entre os idosos aumenta


Revistas:

Veja: O doleiro fala - Campanha de Dilma recebeu dinheiro desviado da Petrobras

Época: Dilma vs Aécio - A eleiçnao do vale-tudo

Istoé: Corrupção: Você aceita isso?

Carta Capital: Dilma com a palavra


Agripino diz que afirmação de Dilma sobre corrupção na Petrobras é confissão de culpa

Diógenes Dantas,

agripino_tucano_370O senador José Agripino Maia, que voltou à tona na coordenação da campanha de Aécio Neves depois de um sumiço estratégico, não perdeu tempo depois que a presidente Dilma Rousseff admitiu ter ocorrido desvio de recursos na Petrobras.

Agripino classificou a afirmação de Dilma como uma confissão de culpa. Para ele, a presidente reconheceu a corrupção somente agora por uma questão eleitoral.

"É uma confissão de culpa do petismo em relação à Petrobras. Todos os posicionamentos do governo e da presidente em relação a esse tema são sempre tardios, como foi a demissão de Paulo Roberto Costa. Demissão que se deu nos termos que o Brasil inteiro sabe, com o reconhecimento dos grandes serviços prestados por ele", disse Agripino Maia em entrevista ao jornal carioca O Globo

"Até hoje, os fatos relatados não foram objeto de providências enérgicas do governo. Somente agora, às vésperas das eleições é que a presidente está reconhecendo o dolo praticado pelo petismo. Tudo isso tem um sentido eleitoral, é claro", completou.


Manchetes do domingo

Diógenes Dantas,

Locais:

correio_19_10_14Tribuna do Norte: Após boom de consumo, cenário é ruim para 2015

Jornal de Fato: Mossoró enfrenta forte queda da umidade

Gazeta do Oeste: Campanha eleitoral chega à última semana

O Mossoroense: Óvnis no céu do RN


Nacionais:

O Globo: Dilma agora admite corrupção da Petrobras

O Estado de São Paulo: Dilma admite que houve desvio de verba na Petrobrás

Folha de São Paulo: Desmate na Amazônia na gestão Dilma volta a crescer

Correio Braziliense: Acuada, Dilma admite corrupção da Petrobras

O Povo: A eleição mais imprevisível da história

Diário de Pernambuco: Aécio e Dilma na caça por 31,6 milhões de votos

A Tarde: Eleição presidencial desenha novo cenário político para a Bahia

Jornal da Paraíba: Parcelamento fácil vira cilada para consumidor


Revistas:

Veja: O doleiro fala - Campanha de Dilma recebeu dinheiro desviado da Petrobras

Época: Dilma vs Aécio - A eleiçnao do vale-tudo

Istoé: Corrupção: Você aceita isso?

Carta Capital: Dilma com a palavra


Paulo Davim reage aos infiéis do Partido Verde que aderiram a Robinson Faria

Diógenes Dantas,
Divulgação/PSD
Filiados ao Partido Verde em Natal e Mossoró anunciam apoio ao candidato Robinson Faria.

O tempo fechou no Partido Verde. A turma de Micarla de Sousa - Paulo Wagner, Edivan Martins e João Gentil - correu para os braços de Robinson Faria (PSD) na reta final da campanha estadual.

Resultado: o senador Paulo Davim, presidente estadual do PV, destituiu os diretórios da legenda em Natal e Mossoró.

Davim pretende abrir processo de expulsão dos filiados sob a justificativa de infidelidade partidária.

A lista dos filiados do PV destituídos conta com o deputado federal Paulo Wagner, o ex-vereador Edivan Martins e João Gentil, secretário municipal do Meio Ambiente em Mossoró.

Paulo Davim é suplente de Garibaldi Alves Filho no Senado. Seu alinhamento com o PMDB é justificado. Desde a campanha de 2010, Davim é suplente do ministro. Naquele ano eleitoral, Micarla não conseguiu emplacar Dona Miriam ou uma irmã na suplência do então senador.

Para escapar da família da Borboleta, Garibaldi optou pelo nome de Paulo Davim.

O dirigente estadual do Partido Verde resolveu reagir contra os infiéis no momento mais complicado da campanha de Henrique Eduardo Alves (PMDB).

Até o Ibope, contratado pela Interv Cabugi, aponta vitória de Robinson no dia 26. A conferir.


Manchetes do sábado

Diógenes Dantas,

Locais:

j_paraiba_18_10_14Tribuna do Norte: Procon quer discutir com escolas índices de reajuste

Novo Jornal: MPRN é líder em gastos com segurança

Gazeta do Oeste: Presos dois suspeitos de matar agricultor

Jornal de Fato: Temporários terão contratos mais curtos

O Mossoroense: Operação desarticula quadrilha de traficantes


Nacionais:

O Globo: PT e PSDB desafiam TSE e insistem nos ataques

Folha de São Paulo: São Paulo tem calor recorde, e Sapesp prevê falta de água

O Estado de São Paulo: TSE barra propaganda com ataques pessoais

Correio Braziliense: Serial killer conta como assassinou 39 pessoas

O Povo: Ceará: 10% decidiram o voto no dia da eleição

Jornal do Commercio: Estacionamento no lugar de obra

A Tarde: Candidato tucano diz que vai concluir obras na Bahia

Jornal da Paraíba: Ibope aponta empate entre Ricardo e Cássio


Rosalba diz que decisão sobre governo vai depender da "ficha limpa" dos candidatos

Diógenes Dantas,
Gerlane Lima/Nominuto
Governadora Rosalba disse que se mantém neutra na corrida pelo governo estadual.

A governadora Rosalba Ciarlini informou hoje (17) que não há mais condições políticas para permanecer no Democratas. O partido, presidido por José Agripino Maia, lhe negou a candidatura à reeleição, um direito estabelecido em lei.

"Muitos correligionários ligados a mim já deixaram o diretório municipal do partido, e deverei fazer o mesmo após o meu mandato de governadora", declarou em entrevista ao Jornal 96, da 96 FM.

Rosalba disse que se mantém neutra na corrida pelo governo estadual. "Não apoio nenhum dos candidatos. Liberei nossos correligionários", declarou.

Mas a governadora arriscou um palpite sobre o resultado do pleito, sem citar nomes: "A Lei da Ficha Limpa vai pesar na escolha do eleitor", disse Rosalba.

Ela disse que sofreu uma injustiça no partido que tem no nome Democratas: "Fui traída. Não esperava isso de um partido onde dediquei mais de 40 anos de minha vida pública", disse ao responsabilizar o senador Agripino Maia. 

"Eu gostaria de ter sido julgada pelo eleitor. A campanha seria um momento importante para eu mostrar o que estamos fazendo de bom para o Rio Grande do Norte. Muita gente desconhece as minhas ações. Vou deixar para o futuro governador um Estado mais equilibrado do ponto de vista financeiro e de credibilidade institucional", afirmou a governadora.

Sobre o questionamento de sua liderança em Mossoró e região Oeste, Rosalba comentou que o resultado das urnas comprova a força de seu grupo político.

Ouça o áudio completo da entrevista:


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Manchetes da sexta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

folha_17_10_14Tribuna do Norte: Escolas calculam reajustar mensalidade acima de 8%

Novo Jornal: TJ avalia bloqueio de R$ 26 milhões contra governo

Jornal de Fato: Garibaldi recua de entregar ministério

Gazeta do Oeste: Mulher enciumada esfaqueia marido

O Mossoroense: Rede internacional de pedofilia atua no Rio Grande do Norte


Nacionais:

O Globo: Aécio reage a ataques e Dilma passa mal no fim

Folha de São Paulo: Delator diz ter pago propina a ex-presidente do PSDB

O Estado de São Paulo: Dilma e Aécio elevam tom de acusações; petista passa mal

Correio Braziliense: Aécio reage a ataques no mais duro debate

O Povo: Aprovada vinda de tropas federais ao Ceará

Diário de Pernambuco: Idosos cada vez mais endividados

A Tarde: Dilma passa mal após troca de acusações com Aécio

Ipespe: Dilma tem 53% na Paraíba e Aécio, 38%


Só resta a Henrique rezar para que o Ibope esteja errado

Diógenes Dantas,
Frankie Marcone/Nominuto
Considerando apenas os votos válidos, Robinson tem 54%, contra 46% de Henrique, aponta o Ibope.

Robinson Faria larga na frente no segundo turno da eleição estadual, aponta o Ibope encomendado pela Intertv

O candidato do PSD tem 45% das intenções de voto. Henrique Eduardo Alves (PMDB) tem 38% das preferências.

Brancos e nulos somam 12%, e indecisos totalizam 5%.

Considerando apenas os votos válidos, Robinson tem 54%, contra 46% de Henrique.

No quesito rejeição, Henrique lidera com 47% das citações. Robinson é rejeitado por 35% dos entrevistados do Ibope.

O Ibope ouviu 812 eleitores em 39 municípios do estado de 12 e 14 de outubro. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. O índice de confiabilidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no TRE sob o protocolo 00043/2014.

Só resta a Henrique rezar para o Ibope errar como errou na Bahia, no Rio Grande do Sul e aqui no Rio Grande do Norte onde o instituto deu um empate numérico entre Fátima e Wilma na semana que antecedeu a eleição, e teve de ajustar os números quatro dias depois do anúncio. Onde também o Ibope não conseguiu prever a boa votação de Robério Paulino.

Tem de ser reza forte, porque a vantagem de Robinson sobre Henrique neste momento está acima da margem de erro do Ibope, 3% para mais ou para menos.

Portanto, ainda há esperança para o deputado Henrique Eduardo Alves. A conferir.


Na corrida presidencial, duas pesquisas: a do Datafolha e a do Ibope.

Vamos aos números do Datafolha, divulgado ontem (15):

A 11 dias da eleição no segundo turno, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) se mantém empatados na corrida presidencial, mostra a mais nova pesquisa do Datafolha divulgada nesta quarta-feira (15).

O senador tucano tem 51% dos votos válidos, e a presidente marca 49%.

Os dois estão em situação de empate técnico, diz o instituto paulista. É o mesmo resultado de votos válidos da pesquisa anterior, divulgada na semana passada.

A nova pesquisa foi realizada entre ontem (14) e hoje. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

Em votos totais, Aécio tem 45%, e Dilma, 43%. Na rodada anterior, cada um tinha um ponto percentual a mais.

Os eleitores que pretendem votar nulo ou branco oscilaram de 4% para 6%. E os indecisos continuam em 6%.

O Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios. O nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR 01098/2014.


Agora, os últimos números do Ibope na corrida presidencial:

Aécio Neves (PSDB) tem 45% dos votos totais na nova pesquisa do Ibope divulgada nesta quarta-feira (15). Dilma Rousseff (PT) tem 43%. Os dois oscilaram negativamente 1%.

Na pesquisa anterior, Aécio tinha 46%, e Dilma, 44%.

Brancos e nulos passaram de 6% para 7%, e os indecisos oscilaram de 4% para 5%.

Levando em conta apenas os votos válidos, Aécio tem 51%, mesmo percentual da semana passada. Dilma manteve os mesmos 49% da pesquisa anterior.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 204 municípios entre os dias 12 e 14 de outubro. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos, e o índice de confiabilidade é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo 01097/2014.


Ouça o Podcast:



Manchetes da quinta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

globo_16_10_14Tribuna do Norte: Presidente eleito é contra, mas pagará auxílio no TJ

Novo Jornal: Reforma do Reis Magos é descartada

Jornal de Fato: Robinson lidera com 45%; Henrique, 38%

Gazeta do Oeste: PF deflagra ação e desmonta rede de pedofilia na internet

O Mossoroense: Rede internacional de pedofilia atua no Rio Grande do Norte


Nacionais:

O Globo: Disputa fica estável apesar de agressões

Folha de São Paulo: A 11 dias da eleição, Aécio e Dilma mantém empate

O Estado de São Paulo: Água em SP pode acabar em novembro, admite Sabesp

Correio Braziliense: Nova licitação bilionária da Petrobras sob suspeita

O Povo: Datafolha: Camilo tem 53% e Eunício, 47%

Diário de Pernambuco: Governo negocia CD da Toyota no Estado

A Tarde: Salão imobiliário vai movimentar cerca de R$ 1,2 bilhão

Jornal da Paraíba: Cássio lidera com 48% contra 43% de Ricardo


Dilma e Aécio trocam acusações em debate da Band; veja os vídeos do programa

Diógenes Dantas,
Nelson Almeida/AFP
Dilma e Aécio trocaram acusações, se acusaram mutuamente de estarem mentindo e não raro davam ou ouviam respostas com gestos irônicos.

O primeiro debate entre presidenciáveis, na Band, ontem (14), deu mostras do que serão os últimos dias de campanha. Em uma hora e meia de embate, Dilma Rousseff e Aécio Neves trocaram acusações, se acusaram mutuamente de estarem mentindo e não raro davam ou ouviam respostas com falas e gestos irônicos. Faltando 11 dias para a votação, a expectativa é que o embate dê o tom da disputa.

Apoiada em números do seu governo – e às vezes dos 12 anos de PT no Governo Federal, Dilma cumpriu a promessa feita no primeiro bloco, o de confrontar os anos PSDB, com Fernando Henrique Cardoso, e os do petismo no poder. Enquanto Aécio exaltava o Plano Real e estabilidade econômica, Dilma erguia a bandeira as conquistas sociais, como a redução de desigualdade.




Aécio chegou a pedir para Dilma parar de "olhar no retrovisor" e discutir propostas. A petista também aproveitou para atacar Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e ministro da Fazenda em um eventual governo tucano. O controle da inflação foi usado pelos dois candidatos para ataques mútuos. Dilma prometeu segurar o índice em 6,5%, e Aécio afirmou que a taxa está descontrolada.

A candidata do PT também insistiu na derrota de Aécio em sua terra, Minas Gerais, que governou por oito anos. Aécio, por sua vez, lembrou que deixou o posto com 92% de aprovação.

Para garantir que não pretende acabar com os programas sociais, Aécio citou dois dos mais famosos para prometer melhorias no Bolsa Família e no Pronatec. A paternidade do primeirochegou a ser disputada entre os dois em determinado momento do debate.




Aécio defendeu a tese de que o Bolsa Escola, de “DNA tucano”, serviu de base para o Bolsa Família: “O programa tem como pai Fernando Henrique Cardoso e mãe, dona Ruth”. Dilma reagia com ironia e citava mais números: “O Bolsa Escola atendia 5 milhões de pessoas, enquanto o Bolsa Família é para 50 milhões”.




O caso de corrupção na Petrobras também foi lembrado por Aécio. Dilma, por sua vez, citou a construção do aeroporto no terreno de um tio do tucano, na cidade de Cláudio (MG). Neste momento, ambos se acusaram mutuamente de serem levianos e de mentirem.

Em um momento de nítida irritação de Dilma, a petista enumerou vários escândalos tucanos, como o do suposto cartel do metrô de São Paulo e até outros mais antigos, como o da polêmica aprovação da emenda da reeleição, no governo de Fernando Henrique e o caso Sivam. "Ninguém foi preso", cobrou Dilma.

Ao acusar Aécio de desviar R$ 7,6 bilhões da saúde em Minas Gerais, o tucano chamou a petista de "desinformada". Em resposta, Dilma sugeriu que as pessoas consultassem o site do Tribunal de Contas mineiro, que comprovaria a irregularidade.




Em um dos momentos em que a plateia reagiu de forma mais ruidosa, Aécio disse receber pedidos na rua para que ele "liberte" as pessoas do PT. Os petistas chegaram a ensaiar uma vaia no estúdio.

Nas considerações finais, Aécio agradeceu o apoio da família de Eduardo Campos e de Marina Silva. Motivado pelas derrotas que teve no Nordeste, o tucano prometeu fazer um governo “para todos” e não do “nós e ele”. O candidato foi muito aplaudido pela ala tucana presente no estúdio.

Já Dilma convidou os eleitores indecisos a uma reflexão sobre a capacidade de cada candidato: “Quem pode garantir o que conquistamos e avançar?”. Questionou a petista, que encerrou sua fala pedindo “humildemente” os votos dos brasileiros. Antes mesmo de encerrar suas considerações finais, Dilma também foi efusivamente aplaudida pelos petistas, que chegaram a gritar o nome da candidata.






Audiência
Com o debate, a Band alcançou pico de 13,5 pontos no Ibope. A média, segundo prévia do instituto, foi de 11 pontos. Na maior parte do tempo, a emissora ficou em primeiro lugar na audiência.

* Com informações do Portal da Band.


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Manchetes da quarta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

estadao_15_10_14Tribuna do Norte: Prefeitura quer cobrar por impacto no trânsito

Novo Jornal: TJRN reclama R$ 106 milhões de precatórios

Jornal de Fato: Esquema desviou mais de R$ 11 milhões

Gazeta do Oeste: Licitações e fraudes estão na mira do MP

O Mossoroense: Operação com 40 promotores investiga desvio de R$ 11 milhões


Nacionais:

O Globo: Aécio chama Dilma de leviana e é acusado de nepotismo

O Estado de São Paulo: Aécio fala em 'mar de lama' e Dilma ataca gestão de rival

Folha de São Paulo: Troca de acusações entre Aécio e Dilma domina debate na TV

Correio Braziliense: STF, STJ e OAB condenam protesto de juízes federais

O Povo: Apreensão de drogas cresce 194% em setembro

Diário de Pernambuco: Clima quente entre candidatos

A Tarde: Acusações deixam debate entre Aécio e Dilma tenso

Jornal da Paraíba: JP tem 1,4 mil imóveis para aluguel no verão 


Henrique e Robinson combinam restrições a veículos de comunicação no 2º turno

Diógenes Dantas,

Henrique Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD) se mostram bastante afinados neste segundo turno da eleição no Rio Grande do Norte.

Por meio das assessorias, eles combinaram a participação em apenas dois debates - o da Band (já realizado) e o da Intertv - e decidiram restringir as entrevistas no rádio e na TV. Eles não estão aceitando qualquer convite. No caso da televisão, Henrique e Robinson combinaram dar entrevista à afiliada da Globo. 

Os candidatos alegam que não têm mais tempo para os veículos de comunicação. O acerto de Henrique com Robinson corrobora a tese de Robério Paulino (PSOL) de que não há diferença entre os dois principais postulantes ao governo estadual.


Lula vai se empenhar para eleger Robinson no Rio Grande do Norte

Diógenes Dantas,
Reprodução/Vídeo de campanha do PSD
Robinson Faria e Lula em vídeo gravado no primeiro turno das eleições no RN, onde o petista anuncia apoio ao candidato do PSD.

O ex-presidente Lula não está nem aí para o PMDB do Rio Grande do Norte.

Procurado por Michel Temer a pedido de Henrique Eduardo Alves, Lula disse que o candidato dele no estado é Robinson Faria (PSD), porque o PT foi excluído pelo PMDB para atender o presidente do DEM, José Agripino Maia.

A informação é destaque hoje (14) na coluna do jornalista Ilimar Franco, em O Globo.

No primeiro turno, Lula gravou para o programa de campanha de Robinson. O vídeo está sendo reexibido neste segundo turno.

A notícia de Ilimar bate com a que está publicada hoje na Tribuna do Norte, jornal da família Alves.

Segundo a Tribuna, Lula mandou avisar aos aliados que faz questão de eleger os governadores em cinco locais onde, na visão dele, o PT foi 'rejeitado': Rio Grande do Norte, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará e Goiás.

O ex-presidente disse que vai se empenhar pessoalmente nestes locais, informa a Tribuna do Norte.

Lula virá ao Rio Grande do Norte fazer campanha para Robinson?

É o que está posto pelos jornais. Lula fará um périplo pelos estados neste segundo turno, a partir de quinta-feira (16).

Se o ex-presidente vier ao estado, ponto para Robinson Faria, candidato apoiado pelo PT.

A eventual visita de Lula ao RN prejudica o projeto eleitoral de Henrique Alves. O peso de presidente da Câmara dos Deputados não surte qualquer efeito no atual momento da campanha eleitoral.

A postura de Lula contra o PMDB gera intranquilidade, mas Henrique deve lembrar que Lula veio a Natal e "jurou de morte" a carreira política de José Agripino, na campanha municipal  de 2008.

Resultado: a eleita foi Micarla de Sousa (sem partido) com o apoio de Agripino. E o senador conseguiu renovar o mandato dois anos depois, escapando da perseguição política do líder petista.

Naquele episódio, o ex-presidente deu uma demonstração que seu "poder" não pode tudo.


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Manchetes da terça-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

folha_14_10_14Tribuna do Norte: Estado tem R$ 317 milhões de dívidas em aberto

Novo Jornal: Folha salarial do estado subiu 300% em dez anos

Jornal de Fato: Endividamento do RN cai de 21% para 8%

Gazeta do Oeste: Fim de semana sangrento registra cinco mortes

O Mossoroense: Vizinho preso acusado de estuprar menino de seis anos


Nacionais:

O Globo: MP e magistrados apoiam juiz do caso Petrobras

O Estado de São Paulo: Juiz da Lava Jato é alvo do PT e tem apoio de magistrados

Folha de São Paulo: Vaticano defende maior aceitação de homossexuais

Correio Braziliense: Vaticano defende visão mais aberta sobre gays

Estado de Minas: Força-tarefa em MG contra novo vírus

O Povo: Grande Fortaleza: MPE pede tropas federais para o segundo turno

Diário de Pernambuco: O raio X dos apoios a Dilma e Aécio

A Tarde: PT está preocupado com aumento de abstenções

Jornal da Paraíba: PB tem 31,8 mil alunos a menos em salas de aula


Henrique pediu para PSOL ficar neutro

Diógenes Dantas,

psol_patury_370A decisão do PSOL de neutralidade no segundo turno da eleição estadual pode ser considerada como uma vitória de Henrique Eduardo Alves (PMDB).

O jornalista Felipe Patury, em Época, registra na sua coluna que o candidato do PMDB procurou seu colega de Câmara, deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), para convencer a presidenciável Luciana Genro a, pelo menos, ficar neutra da disputa.

Pelo visto, o apelo de Henrique surtiu efeito. Leia nota de Patury na íntegra:

Um lugar ao PSOL

Candidato a governador do Rio Grande do Norte, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), passou para o segundo turno com 5 pontos na frente do segundo colocado, Robinson Faria (PSD). A votação do PSOL no estado, de quase 9%, seria mais que suficiente para virar o jogo em favor de Robinson Faria. Foi por esse motivo que Henrique Eduardo Alves correu a seu colega de Câmara  Chico Alencar (PSOL-RJ) para pedir ajuda. Ele quer convencer a presidenciável do PSOL, Luciana Genro, a, pelo menos, ficar neutra na disputa.

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