Planalto tenta conter rebelião em Brasília, e Henrique é o alvo

Diógenes Dantas,
André Coelho
Após reunião com Aloizio Mercadante, Henrique Alves informa que será recebido pela presidente Dilma Rousseff.

A presidente Dilma Rousseff (PT) tirou uns dias de folga numa base militar da Bahia, mas não tem tido tempo para respirar.

Sua base partidária no Congresso Nacional está rebelada. Os jornais estampam na manhã desta sexta-feira (31):

O Globo:Governo age para acalmar base rebelde no Congresso

Diário de Pernambuco:Planalto tenta parar ofensiva do Congresso

Todas as atenções em Brasília estão voltadas às ações do governo para controlar o motim.

Um dos líderes rebeldes é o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados.

A presidente já ligou para ele e pediu muita calma nessa hora.

Ontem (30), foi a vez do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) chamar Henrique  para uma conversa "respeitosa".

O petista pediu a Henrique que não colocasse em pauta projetos que onerem o governo para 2015.

Não tem como. Henrique já tem como certa a seguinte pauta até o fim do ano, que marca também o término de sua presidência:

O Orçamento Impositivo (menina dos olhos do deputado) - PEC que obriga a execução de 1,2% da receita corrente liquida da União em emendas individuais dos parlamentares;

O aumento de 1 ponto percentual do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), aumentando de 23,5% para 24,5%;

Invalidez: Garante proventos integrais ao servidor que se aposentar por invalidez;

E o aumento de salários para os parlamentares.

Henrique não é o único culpado da rebelião em Brasília após as eleições, mas ele tocou fogo na base com a derrubada dos conselhos populares da presidente Dilma.

O Planalto atribui o gesto ao reseentimento de Henrique por ter perdido a eleição estadual. É vero.

Outros interesses se somam ao desgosto eleitoral: a briga por vagas no futuro ministério de Dilma, o interesse da oposição no enfraquecimento do governo e a disputa pela presidência da Câmara e também do Senado.

São muitas coisas em jogo. A terra treme em Brasília. E o deputado Henrique Alves, sem mandato em 2015, aposta todas as suas fichas naquilo que lhe resta de poder.


Ontem, eu encontrei o governador eleito Robinson Faria nos corredores da Band. Ele jurou que não se reuniu com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) na segunda-feira (27), no day after das eleições, como noticiou a jornalista Eliana Lima na Tribuna do Norte.

"Não houve nada disso. Meu encontro protocolar com a governadora está marcado para o dia 4 de novembro", disse Robinson.

Está feito o registro.


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Manchetes da sexta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

TN_31_10_14Tribuna do Norte:  PF investiga Armstrong por sonegação de R$ 150 milhões

Novo Jornal: A House caiu

Jornal de Fato: Governo começa a pagar servidores hoje

Gazeta do Oeste: PF apura crime de lavagem de dinheiro e sonegação


Nacionais:

O Globo: Governo age para acalmar base rebelde no Congresso

Folha de São Paulo: Claro, Vivo e Oi fecham acordo para comprar TIM

O Estado de São Paulo: Bolsa sobe e dólar cai após BC elevar juros

Correio Braziliense: Uma bolada à espera de advogados do GDF

O Povo: Grande Fortaleza: Assaltos a ônibus diminuem 63%

Diário de Pernambuco: Planalto tenta parar ofensiva do Congresso

A Tarde: Estado cortará secretarias e cargos comissionados

Jornal da Paraíba: UFCG deve abrir até 700 vagas para HUs em 2015


Rosalba e Robinson já estão em ritmo de transição do governo

Diógenes Dantas,

rosalba_robinson_370A bem informada Eliana Lima publica hoje (30) em sua coluna, no jornal Tribuna do Norte, uma informação interessante.

Diz Eliana: "A abelhinha, em um rasante pelo bairro de Morro Branco, observou quando o governador eleito Robinson Faria foi ao encontro da governadora Rosalba Ciarlini, na última segunda-feira (no day after da apuração dos votos). O looooonnngo encontro ocorreu na residência oficial da chefe do Executivo".

Eliana complementa a informação dizendo que "a conversa foi de aliados e com pauta em diversos segmentos".

A ser verdade o que a jornalista informa, e Eliana tem credibilidade para noticiar, a transição de governo já começou. Pelo menos, informalmente.

Isso não é coisa de outro mundo. Camilo Santana (PT), governador eleito no Ceará, já recebeu uma senha das mãos do governador Cid Gomes (PROS) para acompanhar as ações prioritárias da atual gestão.

Na Bahia, Rui Costa (PT), também governador eleito, anunciou sua equipe de transição ao lado do atual governante Jaques Wagner. Em outros estados, esses encontros estão se repetindo.

Não haveria de ser diferente aqui no Rio Grande do Norte. O governador eleito Robinson Faria declarou à imprensa que já está focado no processo de transição do governo.

Oficialmente, a governadora Rosalba Ciarlini vai receber Robinson no dia 4 de novembro, na próxima terça-feira. Na ocasião, o governador eleito vai apresentar sua equipe de transição.

Robinson e Rosalba quebraram o gelo durante a campanha eleitoral. A governadora apoiou Robinson nos dois turnos. Só deixou isso explícito na votação de domingo (26).

A reaproximação política foi tratada com discrição para não afetar Robinson eleitoralmente, afinal, Rosalba ainda amarga um desgaste popular na casa dos 70%. A governadora ajudou muito o eleito em Mossoró e na região Oeste.

Agora, é tocar a transição e esperar melhores dias para o sofrido Rio Grande do Norte.


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Manchetes da quinta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

novo_30_10_14Tribuna do Norte:  Liminar obriga Petrobras a manter o gás subsidiado

Novo Jornal: Natal ganha feriado sem data marcada

Jornal de Fato: Armando Ribeiro está com 36% da capacidade

Gazeta do Oeste: Delegado é acusado de ameaçar policiais

O Mossoroense: Especialistas apontam 2014 como o ano mais quente da história


Nacionais:

O Globo: Três dias após eleição, BC surpreende e sobe juros

Folha de São Paulo: Três dias após a reeleição, BC sobe juros para 11,25%

O Estado de São Paulo: BC eleva juros para 11,25% ao ano, 3 dias após eleições

Correio Braziliense: Fraude milionária com dinheiro de 22 mil PMs

O Povo: Novo governo: Começa a transião no Ceará

Diário de Pernambuco: Multas começam amanhã

A Tarde: Estado cortará secretarias e cargos comissionados

Jornal da Paraíba: Justiça condena Urquiza e mais 22 à prisão na PB


Henrique diz quer perdeu para Lula, não perdeu para Robinson

Diógenes Dantas,
FD/Brasília
Aos jornalistas em Brasília, a Folha registra hoje, Henrique tem dito que não foi derrotado por Robinson Faria, e sim por Lula.

Henrique Eduardo Alves já começou a retaliar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), reeleita no último domingo (26).

Ontem (28), em manobra capitaneada por Henrique, os deputados federais aprovaram um projeto que susta os efeitos de um decreto da presidente petista que vincula as decisões do governo de interesse social ao crivo de conselhos populares e de outras formas de participação popular, um tal de Sistema Nacional de Participação Social.

Pois bem. O projeto ainda depende de votação no Senado, mas foi a primeira derrota da presidente após a reeleição. Culpa de Henrique.

A polêmica em torno dos conselhos populares vem rolando há meses e só agora, após perder a eleição de domingo, Henrique Eduardo Alves coloca a matéria em votação e articula a derrubada da proposta de Dilma.

Henrique, claro, negou a retaliação e justificou o resultado como uma manifestação de "altivez" da Câmara dos Deputados.

Mas o povo do Palácio do Planalto não é bobo e credita a derrota de ontem ao ressentimento de Henrique. O parlamentar atribui ao PT, em especial ao ex-presidente Lula, sua derrota na eleição estadual.

Aos jornalistas em Brasília, a Folha registra hoje, Henrique tem dito que não foi derrotado por Robinson Faria, e sim por Lula.

Henrique diz uma meia verdade. O vídeo gravado por Lula em favor de Robinson contribuiu para seu insucesso nas urnas, mas há outros fatores que se somam para explicar a derrota fragorosa: o sentimento popular contra o acordão, os altos índices de rejeição ao deputado (48%), a falta de cumprimento de boa parte dos acordos com as lideranças políticas e a citação na delação premiada de Paulo Roberto Costa.

Dizer que perdeu para Lula em vez de perder para Robinson é mais chique para o presidente da Câmara dos Deputados. Pode soar mais compreensível aos ouvidos de interlocutores privilegiados em Brasília. Quem danado é Robinson Faria para o colégio de líderes na Câmara dos Deputados? Quem danado é Robinson Faria nas rodinhas de jornalistas no Congresso? Quem danado é Robinson Faria na reunião da alta cúpula do PMDB?

Agora, Lula todo mundo conhece, teme e entende.

A verdade é que Henrique Eduardo Alves, mesmo com uma aliança que reuniu 17 partidos e todos os ex-governadores vivos, perdeu para Robinson Faria e para o PT de Fátima Bezerra e de Fernando Mineiro.

Henrique perdeu para Robinson do mesmo jeito que perdeu para Wilma de Faria (88) e para Aldo Tinôco Filho (92), nas disputas pela Prefeitura de Natal. Quem foi o algoz de Henrique naquelas ocasiões?

Verdade seja dita: faltou voto para Henrique vencer a eleição estadual.

E por conta disso, Henrique Eduardo Alves está pê da vida com o PT.


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Manchetes da quarta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

folha_29_10_14Tribuna do Norte: Mensalidade escolar tem reajuste de até 15%

Novo Jornal: Inflação puxa aumento do IPTU para 6,6%

Jornal de Fato: DEM: Agripino não quer pensar em fusão

O Mossoroense: Uern abre 180 vagas na primeira graduação de ensino a distância 


Nacionais:

O Globo: Câmara derrota Dilma e veta conselhos populares

Folha de São Paulo: Câmara impõe 1ª derrota a Dilma após reeleição

O Estado de São Paulo: Pizzolato fica livre na Itália; Dirceu vai cumprir pena em casa

Correio Braziliense: Dirceu sai, Pizzolato fica, Estevão vem pra Papuda

O Povo: Quem ganha força na política em 2015

Diário de Pernambuco: Impacto da Fiat na economia do Estado

A Tarde: Conselho de Ética aprova cassação do deputado Luiz Argôlo

Jornal da Paraíba: Sai tabela do 13º para os beneficiários do INSS


Robinson espera uma transição de governo amigável

Diógenes Dantas,
Arquivo/Nominuto
No dia 4 de novembro, Rosalba vai receber Robinson oficialmente para dar início ao processo de transição do governo.

Em suas primeiras palavras como governador eleito, Robinson Faria (PSD) deixou claro que já está focado no período de transição do governo.

Ele me dizia ontem (27) que aguarda um processo tranquilo e produtivo. Aos jornalistas, ainda no domingo da eleição, Robinson falava em "transição amigável".

Se depender da governadora Rosalba Ciarlini, o processo será "amigável" mesmo, afinal, Rosalba fez questão de expor um boton de campanha com o número 55, no dia da votação.

rosalba_boton_340O gesto de Rosalba não deve ser entendido como apoio total e irrestrito ao futuro governador, com quem ela está rompida desde o primeiro ano de governo. Não. Ao explicitar o voto em Robinson, ela mandou um recado para Henrique Eduardo Alves, Garibaldi Filho e para José Agripino Maia, lideranças que articularam o veto à candidatura de reeleição da atual governadora. 

Votar em Robinson foi a forma de vingança da governadora. Um dia é da caça, outro do caçador.

Rosalba deixa um Estado menos endividado para o sucessor, mas com uma série de problemas no campo financeiro e institucional. Se a transição for realmente amigável, como espera Robinson Faria, o Rio Grande do Norte vai ganhar tempo.

No dia 4 de novembro, Rosalba vai receber Robinson oficialmente para dar início ao processo de transição. Na ocasião, o governador eleito vai apresentar os nomes de sua equipe de trabalho nesse período, que poderá ser um esboço do futuro secretariado. A conferir.


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Manchetes da terça-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

TN_28_10_14Tribuna do Norte: Robinson vai criar loteria e renegociar as dívidas

Novo Jornal: Robinson antecipa eleição municipal

Jornal de Fato: AL: Robinson terá de ampliar bancada

Gazeta do Oeste: Vitória

O Mossoroense: Rosalba tem participação na vitória de Robinson


Nacionais:

O Globo: Congresso já reage a proposta de plebiscito

Folha de São Paulo: Dilma busca para a Fazenda nome do mercado financeiro

O Estado de São Paulo: Dilma insiste em diálogo e evita antecipar medidas econômicas

Correio Braziliense: Rollemberg antecipa medidas de governo

O Povo: Camilo vai dialogar com policiais

Diário de Pernambuco: O 1º desafio de Dilma

A Tarde: Dilma diz que não ficará "pedra sobre pedra" para corruptos

Jornal da Paraíba: Cássio atribui derrota à aliança PSB-PMDB


Fátima Bezerra fez barba, cabelo e bigode

Diógenes Dantas,
Frankie Marcone/Nominuto
Fátima Bezerra será imprescindível para o bom andamento da futura gestão de Robinson Faria. Ela vai poder abrir muitas portas em Brasília.

A senadora eleita Fátima Bezerra (PT), sem dúvida, foi a grande vencedora das eleições no Rio Grande do Norte. Além de superar Wilma de Faria (PSB) na briga pelo Senado, a petista desempenhou papel fundamental na vitória do governador eleito Robinson Faria (PSD) e na boa votação obtida pela presidente reeleita Dilma Rousseff (PT), quase 70% dos votos válidos no Estado.

Podemos dizer que Fátima fez barba, cabelo e bigode.

Fátima Bezerra será imprescindível para o bom andamento da futura gestão de Robinson Faria. Ela vai poder abrir muitas portas em Brasília. Se Fátima já tem prestígio hoje, agora, como senadora eleita, seu poder de fogo aumenta.

Se Robinson tiver juízo, ele vai tratar Fátima a pão de ló. A senadora eleita será o principal canal de comunicação com o Palácio do Planalto. Se Fátima também tiver juízo, e humildade, ela vai manter a parceria com Robinson para viabilizar ações em favor do desenvolvimento do Estado.

Naturalmente, Fátima vai substituir Henrique Alves, presidente da Câmara dos Deputados, no protagonismo político em Brasília. Sem mandato a partir de 2015, Henrique cede o lugar à petista. Todos os agentes políticos do Estado vão precisar interagir com a senadora eleita.

Enquanto Fátima se agiganta na capital federal, Henrique diminui de tamanho. Da cadeira de presidente da Câmara dos Deputados, seu planalto, o peemedebista desce à planície da política nacional. Esta é a primeira vez que Henrique fica sem mandato desde que abraçou a carreira política ungido pelo pai, o saudoso Aluízio Alves.


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Manchetes da segunda-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

epoca_27_10_14Tribuna do Norte: Dilma Rousseff é reeleita e Robinson é o governador


Nacionais:

O Globo: Reeleita, Dilma prega união e reforma política

O Estado de São Paulo: Reeleita com 51,6%, Dilma propõe plebiscito para reforma política

Folha de São Paulo: Dilma é reeleita na disputa mais apertada da história

Correio Braziliense: Reeleita, Dilma defende  união e reforma política

O Povo: Eleição histórica: O desafio de unir um Brasil dividido

Jornal do Commercio: Dilma pede união

A Tarde: Dilma tem mais 4 anos para…

Jornal da Paraíba: Ricardo vence Cássio e quer apoio de prefeitos


Revistas:

Veja: Eles sabiam de tudo

Istoé: Uma campanha montada na mentira

Época: Dilma: "Estou disposta ao diálogo"


Eleito não terá tempo para comemorar; os desafios são imensos

Diógenes Dantas,
FD/Eleições 2014
Henrique Eduardo Alves e Robinson Faria disputam o segundo turno das eleições no Rio Grande do Norte: eleito terá grandes desafios pela frente.

Seja qual for o eleito neste domingo (26), o futuro governador do Rio Grande do Norte não terá muito tempo para comemorar. O Estado vive uma de suas maiores crises financeira e institucional.

O eleito terá de realizar a "multiplicação dos pães" com um orçamento anual que não chega a R$ 13 bilhões. O deste ano sequer foi cumprido pelo atual governo.

O eleito vai ter de lidar com gastos de pessoal e obrigações sociais que consomem a metade do orçamento previsto para 2015. A execução de planos de carreiras ainda pressiona a folha de pagamento. Parte da folha dos servidores está em atraso todos os meses.

O eleito terá de aumentar a capacidade de investimento do Estado que beira ridículos 4%, segundo estimativas dos principais candidatos.

O eleito precisa dar um basta na insegurança pública. O norte-rio-grandense vive à mercê da bandidagem. Sai de casa, mas não sabe se volta. A violência está nas ruas, nas lojas, nos bares e restaurantes, nas igrejas, em casa e até nas unidades de saúde. Faltam policiais nas ruas e nas delegacias. Falta estrutura no Instituto Técnico-Científico de Polícia. O desrespeito é grande até em relação aos mortos.

O eleito terá de melhorar os níveis de ensino na rede pública, que sofre pela falta de estrutura adequada e pelos sucessivos embates entre o governo e as entidades sindicais. Falta professor na sala de aula.

O eleito terá de reestruturar a rede estadual de saúde. Desde o início da atual gestão, o morador da capital aguarda um hospital de trauma, que não saiu do papel. Os hospitais regionais carecem de profissionais e de insumos. Os corredores dos hospitais Walfredo Gurgel, Santa Catarina, Tarcísio Maia e Deoclécio Marques continuam abarrotados de pacientes à procura de atendimento médico.

O eleito precisa abrir as portas dos gabinetes em Brasília em busca de convênios com o governo federal, independentemente do partido que ocupar o Palácio do Planalto. O pequeno Rio Grande do Norte ainda depende da ajuda federal para se desenvolver.

O eleito deve buscar um pacto político para resgatar o equilíbrio financeiro que tanto afeta a relação entre os Poderes. E para isso, é fundamental haver transparência.

O eleito deve oferecer a segurança jurídica e administrativa para os empreendedores em geral, sejam micro e pequenos, médios e grandes.

O eleito deve melhorar a auto-estima do povo, promovendo a melhoria de serviços públicos em todas as áreas, afinal, boa parte da população já demonstrou sua insatisfação nas ruas.

O eleito deve ter o apoio para governar em paz. Para isso, ele deve ser honrado. A corrupção é o pior dos males na vida de qualquer homem público. Quando ela toma conta de um governo, o insucesso é garantido. E quem mais perde é a sociedade.


Robinson Faria (PSD) chega ao final desta eleição como favorito para vencer neste domingo. Dados da pesquisa Ibope, divulgada neste sábado (25) aponta Robinson com 54% dos votos válidos e Henrique Alves (PMDB) aparece com 46%.

Agora, pesquisa é pesquisa. Foto do momento. Selfie. O que importa é voto na urna. Sem voto na urna, "nádegas".

Bom voto!


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Manchetes do domingo

Diógenes Dantas,

Locais:

folha_26_10_14Tribuna do Norte: Recursos em baixa e expectativa alta esperam o eleito

Novo Jornal: É hoje

Gazeta do Oeste: O povo volta às urnas

Jornal de Fato: O eleitor volta às urnas


Nacionais:

O Globo: Aécio volta a subir e encosta em Dilma

Folha de São Paulo: Dilma e Aécio chegam ao dia da eleição em empate técnico

Correio Braziliense: Aécio cresce na reta final, Dilma cai, e acirra a disputa

O Povo: Uma eleição para lembrar 

Diário de Pernambuco: Aécio reage e acirra a disputa presidencial

A Tarde: E agora Brasil?

Jornal da Paraíba: Ipespe: Ricardo tem 52% contra 48% de Cássio


Revistas:

Veja: Eles sabiam de tudo

Istoé: Uma campanha montada na mentira


PT avalia que Henrique fez as escolhas erradas, e que não pode reclamar de Lula

Diógenes Dantas,

HA_ROB-370O Partido dos Trabalhadores está convencido que o maior erro de Henrique Eduardo Alves (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados, foi ter menosprezado o partido, e ter se aliado ao DEM e ao PSDB, partidos que fazem oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff.

Para os petistas, Henrique ficou sem identidade ao ter no palanque políticos ligados a três candidaturas à Presidência da República - Dilma, Aécio e Eduardo/Marina. 

Já com Robinson Faria (PSD) se deu o contrário: a candidatura do vice-governador esteve sempre ligada ao projeto eleitoral do Partido dos Trabalhadores - a eleição de Fátima Bezerra para o senado e à reeleição de Dilma.  

O PT acredita que Henrique poderia ter sido eleito no primeiro turno se não tivesse rejeitado os petistas em favor de uma aliança "estratégica" com José Agripino Maia (DEM), Rogério Marinho (PSDB) e Wilma de Faria (PSB).

"Henrique desejava ganhar a eleição por W.O, sem adversários fortes. Isso não existe em política. Sempre vai haver o outro lado", comentou um petista.

Outro erro apontado por petistas ao presidente da Câmara foi barrar a candidatura de Rosalba Ciarlini (DEM) à reeleição. Na avaliação petista, Henrique deveria ter se aliado ao partido contra Rosalba. "Ele teve medo", disse o político.

Por meio da deputada Fátima Bezerra, o PT sempre deixou claro a Henrique que o palanque com o DEM e o PSDB "não rolava".

"Henrique preferiu ficar com Agripino e tucanos, e deu no que deu", comenta o petista.

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Para os petistas, Henrique não pode reclamar do apoio de Lula a Robinson Faria, marcado por um vídeo gravado e bastante usado na campanha eleitoral. "O ex-presidente esteve ao lado das escolhas do partido no Rio Grande do Norte. E para Lula ficou claro que o PT foi rejeitado pelo PMDB potiguar. Quem errou de aliado foi o deputado Henrique Alves", afirmou o petista.

Robinson Faria reconhece que Fátima foi fundamental para que a eleição no Rio Grande do Norte chegasse ao segundo turno. Agora, o PT espera fazer barba, cabelo e bigode. Amanhã (26), o partido espera a reeleição de Dilma e a vitória de Robinson.

A senadora eleita Fátima Bezerra já mandou costurar o vestido da posse.


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Manchetes do sábado

Diógenes Dantas,

Locais:

folha_25_10_14Tribuna do Norte: Eleitor votará em 53seg e resultado sai às 21h

Novo Jornal: Defensas da ponte ficam para 2017

Gazeta do Oeste: TRE espera anunciar resultado até 19h30

Jornal de Fato: Linhas para eólicas estão prontas no RN


Nacionais:

O Globo: Sem ofensas, Dilma e Aécio duelam sobre corrupção

Folha de São Paulo: Doleiro acusa Lula e Dilma, que fala em terror eleitoral

O Estado de São Paulo: Corrupção domina último debate entre Dilma e Aécio

Correio Braziliense: Sécio cobra Dilma sobre a Petrobras

O Povo: Ataques, denúncias e tensão marcam o fim da campanha

Diário de Pernambuco: Denúncias de corrupção esquentam debate

A Tarde: Casos de corrupção são destaques no último debate

Jornal da Paraíba: Candidatos vão às ruas pelo voto dos indecisos


Marcha da Apuração de Votos é na 96 FM, domingo, a partir das cinco da tarde

Diógenes Dantas,
Equipe Nominuto
Luciano Kleiber, Marcos Alexandre, Edmo Sinedino e Diógenes Dantas participaram hoje da resenha especial do Jornal 96.

A rádio 96 FM e o portal nominuto.com vão realizar a Marcha da Apuração de Votos no próximo domingo (26), data do segundo turno das eleições.

O programa começa às 17h e segue até o resultado final das eleições presidencial e estadual. A previsão do Tribunal Superior Eleitoral é que a totalização dos votos se encerre por volta das 21h, horário de Brasília, 20h no nosso horário local.

Hoje (24), o Jornal 96 foi uma resenha especial sobre as eleições. Confira o programa na íntegra, com as participações dos jornalistas Luciano Kleiber, Marcos Alexandre e Edmo Sinedino.

No domingo, vamos contar com o reforço das jornalistas Gerlane Lima, Ohara Oliveira e de toda a equipe do portal nominuto.com


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Manchetes da sexta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

novo_24_10_14Tribuna do Norte: Dezenove mil candidatos disputam vagas dos IFRNs

Novo Jornal: Campanha tem aumento de 160% em ações judiciais

Gazeta do Oeste: Ordem de ataques em Santa Catarina partiu de Mossoró

Jornal de Fato: Comércio deve contratar 6 mil temporários

O Mossoroense: Acaba a greve na saúde de Mossoró


Nacionais:

O Globo: Dilma descola de Aécio

Folha de São Paulo: Dilma abre 6 pontos sobre Aécio

O Estado de São Paulo: Dilma abre vantagem e tem 54%, Aécio, 46%, diz Ibope

Correio Braziliense: PSDB acusa PT de fazer terrorismo com bolsa família

O Povo: Pela primeira vez, Dilma abre vantagem

Jornal do Commercio: Dilma abre vantagem

A Tarde: Dilma abre até oito pontos de vantagem

Jornal da Paraíba: Candidatos abusam de ataques e comparações


Certus dá Robinson na liderança, mas em situação de empate técnico com Henrique

Diógenes Dantas,
FD/Arquivo Nominuto
Na pesquisa estimulada da Certus, Robinson tem 43,84% das intenções de voto. Henrique tem 41,19%.

Robinson Faria (PSD) tem 51,56% dos votos válidos contra 48,44% de Henrique Alves (PMDB), aponta pesquisa da Certus divulgada hoje (22) pelo Blog do BG.

Na pesquisa estimulada, Robinson tem 43,84% das intenções de voto. Henrique tem 41,19%. Os dois candidatos estão em situação de empate técnico.

Brancos e nulos somam 11,26%, e indecisos totalizam 3,71%.

A pesquisa da Certus foi realizada entre os dias 18 e 21 de outubro, ouvindo 1.510 eleitores do RN.

A margem de erro é de 3% para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

O registro no TSE é o BR-01156/2014, e no TRE é o RN-00045/2014.

A expectativa agora é para o Ibope da Intertv Cabugi, de hoje para amanhã. Hoje, teremos o último debate na afiliada da Rede Globo.

Na corrida presidencial, um acordo entre Dilma e Aécio:

As coordenações jurídicas das campanhas dos dois candidatos  entraram em acordo ontem (22) para arquivar todas representações que foram protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cerca de 16 ações. Todas são referentes às eleições de 2014. 

O acordo firmado entre as coligações de Dilma e de Aécio foi homologado por unanimidade pelos ministros do TSE.

Com a decisão, as coligações comprometeram-se a priorizar o debate de ideias no espaço horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. 

O acordo foi acertado entre os advogados das duas coligações após a decisão na qual o tribunal entendeu que a propaganda eleitoral não pode ser usada para ofensas pessoais. 

O novo entendimento sobre a matéria, firmado na semana passada, provocou suspensões de trechos da propaganda dos dois candidatos.

A propaganda eleitoral gratuita veiculadas no rádio e na televisão termina amanhã (24). 

Também é a data limite para a divulgação da propaganda eleitoral paga na mídia escrita e para os debates.

Enquanto isso, nas ruas e na internet… O pau come!

Ouça o Podcast:

Manchetes da quinta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

globo_23_10_14Tribuna do Norte: Abuso contra menores gera 14 inquéritos/mês

Novo Jornal: Ex-presidentes do TJ começam a ser julgados

Gazeta do Oeste: Tiroteio na Favela do Fio com duas mortes

Jornal de Fato: Henrique aparece com pendências na Justiça

O Mossoroense: Quadrilha invade favela, atira em dez pessoas e deixa dois mortos


Nacionais:

O Globo: CVM investiga Petrobras em meio a escândalos

Folha de São Paulo: Governo adia divulgação de resultados negativos

O Estado de São Paulo: Doleiro nega ligação com PSDB e quer acareação

Correio Braziliense: Petrobras se torna alvo de novas investigações

O Povo: Datafolha: Camilo tem 57% e Eunício, 43%

Diário de Pernambuco: Petrobras vira alvo de novas denúncias

A Tarde: TJ lança edital de concurso público esperado há 9 anos

Jornal da Paraíba: Estado corta R$ 350 mi da Educação para 2015


Henrique usou um míssil israelense para derrubar Robinson

Diógenes Dantas,
Frankie Marcone/Nominuto
Henrique Alves usou um 'míssel' israelense importado diretamente da Faixa de Gaza para atingir Robinson Faria.

Em meados do primeiro turno da campanha eleitoral, eu comentava que o candidato Robinson Faria (PSD) atirava com 'espingarda de soca' ou de 'chumbinho' contra Henrique Alves (PMDB) quando apontava gente do PMDB no Governo Rosalba.

Eu dizia que Robinson ia precisar de armamento mais pesado para atingir Henrique, que naquele momento estava cotado para vencer a eleição no primeiro turno.

Na sequência da campanha eleitoral, Robinson bateu no adversário com força, aludindo o envolvimento de Henrique em vários escândalos, entre os quais, o do 'propinoduto da Petrobras'.

O troco de Henrique veio na forma de um 'míssil' israelense importado diretamente da Faixa de Gaza.

A denúncia de Henrique sobre a existência de 96 apartamentos de um condomínio em Nova Parnamirim entre os bens do adversário, obra incluída no programa governamental Minha Casa, Minha Vida, gera embaraços e constrangimentos a Robinson Faria na reta final da campanha.

Segundo a nota da assessoria de Robinson, trata-se de uma transação imobiliária legal (a construtora MRV construiu num terreno do político, cabendo a ele 187 unidades, das quais, 31 foram entregues).

Mas a declaração de apenas 31 das 96 unidades à Justiça Eleitoral, que constam no nome de Robinson, deu margem para Henrique usar a transação na campanha como prova da falta de transparência do adversário.

O candidato do PMDB ainda apontou uma dívida de R$ 153 mil em taxas de condomínio, fato contestado por Robinson. Segundo a assessoria do candidato, a dívida é de responsabilidade da construtora.

O episódio é mais um que consolida o baixo nível da atual campanha eleitoral. Em vez de propostas, o eleitor norte-rio-grandense é brindado com ataques pessoais dos principais candidatos ao governo. 

Seja quem for o eleito, o futuro governador vai precisar melhorar o nível de sua atuação política. A impressão que fica é a pior possível.


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Manchetes da quarta-feira

Diógenes Dantas,

Locais:

folha_22_10_14Tribuna do Norte: Contaminação inutiliza 30% dos poços de Natal

Novo Jornal: Natal vai ganhar mais dois túneis e sete viadutos

Jornal de Fato: Escassez do rio Piranhas já ameaça as cidades

Gazeta do Oeste: Caern alerta para necessidade de racionamiento no Seridó

O Mossoroense: Tropas federais acompanharão eleições em 40 municípios do RN


Nacionais:

O Globo: TSE diz que campanha virou a do 'vote no menos pior'

Folha de São Paulo: Otimismo com economia dispara e beneficia Dilma

O Estado de São Paulo: Agência federal e SP trocam acusações sobre crise da água

Correio Braziliense: Agência internacional rebaixa a Petrobras

O Povo: A 5 dias da eleição, ataques se intensificam

A Tarde: Seca e alimentos pressionam a inflação

Diário de Pernambuco: Dilma faz campanha do sertão ao cais

Jornal da Paraíba: STF quer ouvir Ricardo sobre intervenção na PB

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