Turismo nacional comemora isenção de vistos e seus efeitos para a economia brasileira

Airton Bulhões,

  Para os críticos de plantão o acordo, firmado entre Brasil e Estados Unidos, a fim de isentar unilateralmente a necessidade de visto para os norte-americanos, canadenses, japoneses e australianos segundo o Ministério do Turismo abre um novo divisor para o turismo nacional.

  Em 2017, 478 mil turistas americanos entraram em território nacional. No mesmo ano, no Peru, país também distante dos Estados Unidos e com 32 milhões de habitantes (15% da população brasileira), 15% do tamanho do Brasil e que não exige visto aos americanos, entraram 600 mil turistas, segundo a PromPeru.

  Para o Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) diante da sua diante da dimensão do Brasil com múltiplos destinos com as mais variadas características de turismo, seria natural afirmar que, em termos proporcionais de tamanho e população, é possível imaginar um número até quatro vezes maior que o atual em volume de turistas americanos, o que poderia gerar uma injeção de gastos extras de R$ 6,4 bilhões por ano.

  A isenção de vistos deve vir acompanhado em estratégias claras de combate à violência, melhoria das infraestruturas, como rodovias e aeroportos – acelerando as privatizações e concessões –, e também contribuir para a formação de mão de obra qualificada, com aprendizado da língua estrangeira.

A expectativa do Ministério do Turismo é de que a medida contribua para que o país atinja a marca de 12 milhões de visitantes estrangeiros até 2022 contra os atuais 6, 6 milhões. A meta estabelecida pelo Plano Nacional de Turismo 2018-2022 tem como objetivo reduzir o déficit cambial do setor que, apenas em 2017, ficou em US$ 13,2 bilhões.

 SAIBA MAIS

 De acordo com o decreto do presidente Jair Bolsonaro o benefício contempla visitantes que possuem passaporte válido com viagens para fins de turismo de lazer e de negócios, realização de atividades artísticas ou desportivas ou em situações excepcionai por interesse nacional. A iniciativa é válida também para turistas em trânsito no Brasil.

A estadia pode ser de até 90 dias, prorrogável pelo mesmo período, desde que não ultrapasse 180 dias, a cada 12 meses, contados a partir da data da primeira entrada no País. Caso ultrapassem o prazo estipulado, o visitante estará ilegal e sujeito as medidas cabíveis do governo brasileiro.

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