Paraíba ganha estaleiro de R$ 3 bilhões e Natal não consegue implantar uma marina

Airton Bulhões,

    O Rio Grande do Norte perdeu a chance de construir um estaleiro para conserto de navio, abrindo uma opção econômica muito forte, enquanto isso o sonho da população do Litoral Norte da Paraíba de ter um estaleiro que gere empregos e movimente a economia da região está mais perto de se concretizar.

  A construção do estaleiro de reparos de Lucena, que deve investir mais de R$ 3 bilhões na economia da Paraíba, recebeu, em maio deste ano, a Licença de Instalação (LI) da Superintendência de Administração do Meio Ambiente - Sudema. O documento é uma garantia que a obra cumpre todos os requisitos em relação ao meio ambiente.JjEdgCu.jpg

Nessa cruzada para construção do estaleiro em Natal utilizando boas áreas existentes ao longo do rio Potengi, poderia ter se juntando as forças vivas da economia como entidades empresariais, governo estadual e municipal, mas o estaleiro não interessa para a economia do Rio Grande do Norte.

  Enquanto isso a execução de um projeto de marina pública no estuário do Potengi ao lado da ponte Newton Navarro em Natal resiste a quase 10 anos para sair, quanto mais um estaleiro. Qualquer cidadezinha da Europa tem uma marina aqui a construção da marina depende até hoje da regulamentação da ZPA7. Com proposta de capacidade para 450 barcos, investimento de R$ 100 milhões, gerando 500 empregos diretos isso não interessa.

  O ex-secretário de Turismo de Natal, Fernando Bezerril lutou até quanto pode para tornar a construção da marina pública, mas foi engolido pela burocracia e desinteresse.

LUCENA SERÁ FOCO DE INVESTIDORES INTERNACIONAIS

  O investimento bilionário irá colocar Lucena no radar de investidores internacionais, o que irá impulsionar o mercado imobiliário local, gerar empregos e estimular a criação de novos negócios. 

  Com a construção do estaleiro, a Paraíba será um ponto estratégico para os navios transatlânticos, que atualmente não têm opções para um porto de reparo na América do Sul. 

“Esta licença é fundamental para atrair investidores, principalmente internacionais, para o projeto, já que ela é uma garantia que não haverá problemas relacionados ao meio ambiente”, detalhe Roberto Braga, consultor da empresa norte-americana McQuilling, empresa responsável pela construção do estaleiro.

  Segundo o executivo, hoje a China é o país destino dessas embarcações e que muitas vezes Popagam verdadeiras fortunas para se deslocarem até a Ásia para receberem manutenção e reparos. Estes procedimentos são uma exigência para a maioria das seguradoras dos navios. “Também há uma necessidade de reparos e modernização de seus equipamentos e softwares das embarcações”, explica Roberto Braga.


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