Fecomércio RN apresenta pesquisa sobre o que pensa os comerciantes do Alecrim e seus desafios

Airton Bulhões,

  A Federação do Comércio do RN apresentou nesta quarta-feira em solenidade realizada em sua sede uma pesquisa sobre os anseios e o que pensam os empresários do bairro do Alecrim.  A pesquisa foi encomendada pela Aeba (Associação dos Empresários do Alecrim) e ouviu 732 empresários, no período de 8 a 19 de outubro.

   Segundo os dados coletados o bairro dispõe de 3 mil empresas ali instaladas e 96,6% são classificadas como microempresas (faturamento anual de até R$ 360 mil), microempreeendedores individuais (faturamento anual de até R$ 81 mil), e empresas de pequeno porte (faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhão).5MvtQoY.jpg

  Com relação ao número de funcionários, um quarto das empresas ouvidas (25,1%) não emprega ninguém e mais da metade (54,7%) têm, no máximo, seis colaboradores, sendo que 46% têm até 4 deles.

Das 68% das empresas que são optantes do Simples, 36,9% delas faturam entre R$ 60 e R$ 240 mil por ano; e outras 29% faturam até R$ 60 mil por ano. Com relação ao segmento em que atuam, as empresas são muito diversificadas, porém, 10,4% são do ramo de autopeças e acessórios; 6,9% de vestuário; 6,3% de móveis e decoração; 5,7% delas são mercadinhos/mercearias/padarias; 5% de materiais de construção; 4,5% de utilidades domésticas; 4% de óticas; entre outros.

  Questionados acerca de assuntos que estão ligados ao dia a dia do bairro, 81% dos empresários responderam que são a favor da criação de mais vagas de estacionamento rotativo, já que isso poderia impactar no aumento das vendas, na opinião de 76,1% deles.

  Entre os principais problemas citados por eles na gestão de suas empresas, estão a carga tributária (50,7%); e a falta de crédito bancário (23,6%).

  Quando perguntados sobre as áreas que gostaria de obter capacitação, 38,7% citaram gestão administrativa; 26,4% citaram marketing; 24,5% empreendedorismo  23,4% e citaram finanças.

   Também foram citados assuntos como planejamento (17,2%); mídias sociais (11,7%); tecnologia (11,3%); varejo (10%); e inovação (8,6%). Para pouco mais da metade dos empresários do bairro (56,3%), a presença de ambulantes prejudica o funcionamento das suas empresas, e 93,9% deles defendem a remoção dos camelôs e colocação em um local adequado.

  Os comerciantes também citaram formas de como as entidades representativas do setor podem contribuir para o desenvolvimento das empresas do bairro, que são: oferta de capacitações e treinamentos (35%); oferta de cursos (31,3%); apoio ao crédito (27,7%); e orientação empresarial (27,7%).

  “A pesquisa traz um excelente norteamento de ações para todos nós. O Sistema Fecomércio, como sempre, se coloca à disposição da Aeba (Associação dos Empresários do Alecrim) e dos empresários para ajudar em tudo o que for possível para tornar o Alecrim um ambiente cada vez mais propício aos negócios do comércio e serviços, que são sua grande vocação”, afirmou o presidente Marcelo Queiroz.

   O prefeito de Natal , Álvaro Dias presente ao evento anunciou entre outras ações para recuperar o bairro dois grandes projetos a construção da Guarita da Guarda Municipal e a recuperação da Praça Gentil Ferreira.

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