Favelas florescem ao longo do rio Potengi prejudicando uma área que poderia ser corredor turístico

Airton Bulhões,

   Faz 10 anos que se tenta implantar uma marina pública ao lado do Forte dos Reis Magos e a Prefeitura de Natal não consegue. Além de lutar para regulamentar a ZPA7 (zona de proteção ambiental) onde a área da Marina pode ser erguida, enfrenta os ambientalistas que temem que pássaros marinhos e caranguejo sejam colocados em extinção, mas a pior das ameaças é que manguezais sejam atingidos.

  Mas, favela podem florescer ao longo do rio Potengi sem qualquer controle ambiental.  

  A pergunta que não quer calar é porque tanto zelo para implantar uma marina no rio Potengi, enquanto outros locais ao longo do rio estão sendo destruídos. Vejam na foto o que fizeram com o manguezal onde foi construída a favela do Mosquito. Totalmente ocupada por casas, sem que o Ibama, Semurb, Patrimônio da União tivessem proibido na época da invasão as construções ilegais.

  Mas não fica só com a favela do Mosquito, temos outra pérola no rio Potengi a favela do Fio.

SAIBA MAIS

  A comunidade do "Mosquito" que fica na zona leste de Natal e tem como via a Avenida Felizardo Moura, que liga o centro de Natal a zona Norte e região metropolitana da cidade, vem sofrendo constantemente intervenções das forças de segurança que visam o combate ao crime organizado que domina aquela região.

  Em meio a estes confrontos que se tornaram comuns, a população fica entre o fogo cruzado, cadáveres são jogados no asfalto pela população revoltada com a falta de segurança, motoristas voltam na contra mão, passageiros se deitam nos lastros dos ônibus com medo dos tiros em total situação de terror.

  Belo cartão postal para o turismo natalense. Onde andam os empresários que atuam no segmento que não se mobilizam para tentar acabar com mais essa vergonha que Natal oferece.

  E os próprios órgãos de turismo – município e Estado que também podem provocar um debate sobre o assunto, mas só querem divulgar Natal.

  Falta consciência profissional, para atacar esses problemas. O turismo natalense deu as costas para o rio Potengi, o que se vê são favelas, nada mais.


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